Invisível
...
Eu e o horizonte
Um fio invisível
Dois gêmeos siameses
Simbiose perfeita
Escambo incondicional
Descanso as retinas
Clamo por inspiração
E tudo ao redor goteja
Pinga, destila
Escancaro meu cerne
E as palavras me molham
Encharco de criatividade
E simplesmente escrevo
Sempre foi assim
Registro autoral
O entorno, interpretativo
O adorno, contemplativo
Só me expresso
Banho diurno, alma lavada
Alforria das folhas de gaveta
Metamorfose, aviões de papel
Serei descortinado?
O ceticismo celebra
O ostracismo agradece
O anticeptismo expõe
O talento resplandece
E somente o tempo
Juiz da sentença
Senhor do deferimento
Saberá o futuro
E eu, poeta presente
Em vida, na morte, talvez
Que venha o que vier
Que seja o que for
Advogarei pelo anticeptico
E conduzirei meu lado cético
Ao banco dos réus
Que assim seja
Ser Invisível, sem ser notada, decifrada, para as pessoas; mas ser bem visível, totalmente exposta, bastante previsível, diante de Deus.
O que é o que é?
Invisível e intangível.
Um super, ultra cavalo veloz.
Um bumerangue, leva e traz a voz.
Um geração de correio.
Emissor, receptor, trilhões de mensagens no meio.
Viaja do oriente ao ocidente.
No ar, no mar, na terra.
Produto desde a guerra.
Induz, seduz, conduz.
A frequência da mente.
As ondas do rádio, tv, celular, computador.
Sons românticos.
Paixões, visões, amor, dor.
Quem poderá responder, aliás o que todos sabem e não querem dizer.
O mundo tá nu e meus olhos vendados.
Segredos de geração.
Alcança bichos, pássaros e toda criação.
O que é, o que é essa evolução.
Todos dançando nesse cântico.
O que está oculto, além da ciência, tecnologia e processo quântico.
Giovane Silva Santos
Caminhamos, caminhamos mesmo que o caminho seja invisível. Continuamos, continuamos mesmo que sejamos invisíveis.
O invisível pode despertar interesse,
Quando se torna visível, talvez se torne trágico.
Mas o certo que ha muitas perguntas latentes que ao nascer, trazem consigo respostas que são obvias, aos sussurros do seu coração, a certeza que aquela chave não o abrira... Quanto ha...
Perguntar?!?!?!
Responder?!?!?!
Nascer?!?!?!
Eu prefiro o existir!
Por que é como o dizer... Não espere feitos grandiosos, de pessoas pequenas!
Elas jamais vão entender a diferença da idealização e do existir, menos que para existir é preciso sonhar e construir...
Pobre de quem não sabe amar. Transformar paixão em amor.
Falta-lhe competência, gana, carinho, dedicação.
A pobreza, essa pobreza!
Atinge todas as classes e ate quem não sabe o que é nem nunca saberá...
Se você tem uma paixão que virou amor. Sinta-se rico e agradeça ao universo por tal feito, e outros podem dizer que não.
Mas você! Encontrou a felicidade.
O vento que é invisível não passa despercebido. Porem, de tudo quanto fazes, faça com a maior devoção possível, pois existe sempre alguém observando-lhe.
Tenho medo de deixar de acreditar nesta força invisível, potente, arrebatadora que me toma e dá a graça de acreditar mais em mim a cada novo amanhecer.
Tenho medo de deixar de crer que amanhã o meu dia será melhor.
Que ao amanhecer a minha história esteja virada de pernas pro ar, mas que mesmo assim essa força que grita em silêncio não se apague do meus pensamentos.
A indiferença é perversa, desumana. Dói por ser invisível, indolor e aparentemente inofensiva. Ela anula a possibilidade de relação ou mesmo conexão. Ao contrário do ódio, que cegamente impede relação, mas que, emocionalmente, pode se tornar o elo de ligação entre pessoas e grupos.
O herói que habita no âmago invisível de sua alma
Todas as coisas raras desse mundo são caras, com exceção de uma, a saber: a amizade.
A miserabilidade dessa coisa singela e fraternal entre duas pessoas, torna a mesma, algo extremamente valioso e sempar no mundo em que vivemos.
Juntos, esse dois seres apaixonados um pelo outro, são imortais e imbatíveis, partilham alegrias e frustrações, discussões e perdões, medos e segredos, ajuntamentos e dissenções.
E quando um se vai, deixa um vazio impreenchível, envenenando a alma alheia, que sofre por perder parte de sua essência.
Na simplicidade das coisas mais banais da vida, encontramos a água inesgotável da felicidade e da esperança, que pode ser bebida gratuitamente pelos dois seres que se agradam de estarem um com o outro, se complementando eternamente entre si.
E assim, quando um está cercado de trevas por todos os lados e a luz insiste em não aparecer, pode enxergar ao longe, cavalgando a passos largos, quase como se sobrevoasse, o seu herói, o seu ídolo, que, fazendo a poeira levantar, prova, com uma elegância peculiar, que você nunca esteve ou estará, sozinho.
No momento exato de sua morte, quando estás esparramado ao chão e podendo contemplar o sorriso da vitória na face de seu adversário, que está prestes a disferir o último golpe, eis que surge o seu amigo, que desembainhando a espada da esperança, te joga para o lado e enfrenta o seu inimigo cruel , que prontamente parte em retirada, por temer os olhos intrépidos daquele que não faz outra coisa senão protegê-lo com todas as suas forças, entregando, se preciso, até mesmo a sua própria vida.
