Inquieta
A pipa, mais uma vez. desta vez, ela está inquieta e ágil, como se cortasse o ar com dificuldade. Mas fora isso, ela parece ser triste e pesada, pelo fato se ser manipulada. E sim, ela deseja que o fio seja cortado.
"A humanidade está passando por uma fase inquieta. Existe uma sede de saber indefinida. Não se satisfaz mais com
respostas prontas e conceitos conformados em moldes rígidos".
Dói, sufoca e inquieta, ter que aceitar por força dos fatos, o que o coração se recusa em consentir por força dos sentimentos.
É uma saudade que se apodera, que toma conta, que me rouba espaço, que me inquieta, que me incomoda, que congela meu tempo, que invade o peito, que acelera o coração!
É uma saudade que traz brilho nos olhos, mordidas nos lábios, arrepio no corpo, suor nas mãos, água na boca, frio na barriga!
É uma saudade que enlouquece, que enobrece, que maltrata, que cura, que dói.
É saudade que me deixa no pó, que me leva até as nuvens, que me ergue, que me devora, que me constrói!
É saudade que tem gosto amargo, que adoça, que salga, que tempera, que tira o gosto de tudo!
É saudade que me enche, que me esvazia, que me dá paz, que me tira o sossego!
É saudade! É ausência! É sua existência! É sanidade! É loucura!
É este vazio que quero que você preencha!
É você... É TUDO em você!
É única e exclusivamente, VOCÊ!
Que por ser uma pessoa imensamente grande, cabe aqui dentro deste ser tão pequeno e deixa essa saudade que não tem tamanho...
O verdadeiro amor inquieta nossa falsa segurança e serenidade assim como todo comodo padrão de bem estar.
Ela tem a cabeça inquieta, gostos variados, curiosidades inesperadas foi assim desde pequena e pelo jeito muita coisa não mudou.Ela não vai fingir que gosta de algo para te agradar, se ela gosta ela gosta mesmo é pode ser coisas que você não imaginaria. Ela não gosta de ser julgada de forma errada embora tenha acontecido várias vezes, talvez pelo fato dela não ligar mesmo... A falta de incômo acaba incomodando as pessoas. É um misto de doçura e grosseria coisa que vem tentando melhorar a cada dia, vai assim até achar uma parte da vida em que viva mais no equilíbrio. Ela aprendeu muito sobre empatia,já protricava à muito tempo e não sabia. Ela acha meio ridículo falar de si na terceira pessoa mas acabou não vendo outra forma de se expressar hoje se não falando de si com um olhar externo. Muito prazer! gostaria de te conhecer, eu já tento me conhecer todos dias.
O estrangeiro vive na mira inquieta de todos nós, ele mora aqui, também aí. Habita nos sonhos e planos que atravessam as vigílias da desolação. Se refresca em qualquer entusiasmo que inicialmente contempla a incitação. Ele é o novo e o velho atraído pela ilusão, e que nos move pelas cadeias da pulsão. E é estando só que conhecemos essa intimidade que manifesta, esse estrangeiro, desconhecido, amigo, inimigo, audaz, atrevido que habita em nossas mansões.
E do tempo temos a dor, mas também o amor. E o estrangeiro zomba da própria decisão. Mas são as vãs repetições que florescem a vida na estação. E ao passar pelo caminho já percorrido, não é difícil perceber o vacilo dos passos repetidos e a força do estrangeiro movida em uma frustração.
Da cor ao amor tudo se repete, até o estranho em nós. Da amargura a cura, com giz de “cera” reescrevemos a solidão, e quem dirá que essa cera já não serviu de vela em outra ocasião. Nada pode ser acrescentado do ventre que nós fomos tirados. Estar só será sempre nossa distração.
O amor pode preencher o enredo de uma história, mas nem um, nem dois amores podem ocupar o coração. São três cubos de estranheza a habitação das emoções, e cada um que se eleve na possessão dessa proeza.
O estrangeiro é o que temos na saga da desilusão.É de imaginação que tudo sobrevive. E a fantasia é um guia que se rende a sublimação. A vida é esse bem absurdo e o estrangeiro é essa perfeição. Nenhuma mira é certa, toda ela é distorcida pela ilusão.
Bem verdade…Não há sossego para o coração!
Katiana Santiago
Hoje estou a vagar de página em página
Inquieta
Sem meta
Como se vaga de quarto em quarto
Só olhando
Nada vendo
Como se folhasse um livro sem nada ler
Mudando a hora
Hora de fora
Às vezes fico assim dando o cano em mim mesma...
mel - ((*_*))
A aula que vale a pena é aquela que satisfaz o aluno e o professor.
É a aula que inquieta, instiga, provoca o pensar.
É a aula, na qual não existe quem sabe mais ou quem sabe menos. Ao contrário, é a aula onde aluno e professor, são parceiros na grande aventura de aprender.
É a aula que possibilita a invenção e a reinvenção da história de cada um; que possibilita a leitura e interpretação do mundo de um modo crítico, porém, humano.
É a aula que permite o “boom” do conhecimento de modo suave, numa atmosfera de conforto emocional...
É a aula que resulta em crescimento e realização pessoal.
Eu já não sei o que sinto
pois me distorce a realidade
Essa dúvida que me inquieta a alma
Saber que se amo sofro por amar
Se não amo sofro por não amar
Oh alma minha inquieta e aflita
Pois que devo aceitar
Pra que sofra menos
Amar ou não amar
Dúvida insensata
Está minha dura pena.
Amando ou não amando
Devaneios inquietantes de um Cristão
Há algo que me inquieta no cristianismo.
Não sei se é o seu "ismo", sufixo que caracteriza um sistema,
Denotando controle sem diálogo e poder sem amor.
Ou rotular um modo de se viver que já nasceu sem a pretensão de se ter um nome, que focou apenas na sublimidade de "ser".
Incomoda-me, com efeito, o que fizeram com a pessoa de Cristo,
Homem poderoso, mas tão avesso ao autoritarismo, tão à margem do sistema que tentou, de modo incólume, calar-lhe a voz.
Muitos "discípulos", durante a História, mataram em nome de sua fé, enquanto seu mestre ensinou a amar, a ponto de entregar a sua vida por esse amor.
Algo completamente incongruente é a sede insaciável por poder
Daqueles que dizem ter tomado da "Água da Vida",
Armando esquemas, manipulando pessoas,
Devorando a carne das ovelhas exaustas de tanto caminhar.
Assim vão passando os dias e os dias se tornam eras,
Até que o paradigma de tudo retorne e revele o segredo dos homens,
Quando tudo que teve início encontrar o Começo e o Fim.
Poesia Escancaras.
Escancaras da sua alma, a porta,
Alma inquieta não apaziguada
Quem sabe o coração vire morada,
E se escancaras, pouco importa...
Um dia me deixastes sem dó...
E sangrou o fundo da alma, naquele momento.
Me deixaste como um pobre Jó...
Sem tudo e sem nada, sem provimento,
Segui no frio e chuva um Natal sem alimentos.
Segui eu virei um cão de rua!
Que depois de achar um lar...
Foi novamente atirado ao relento...
Mas a porta de sua alma aberta...
Me fez ver lá dentro.O que tinha em você
Seu amor por mim sangrando lá dentro
E você não dando o braço a torcer..
.
Cleide Regina Scarmelotto
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Preserva como outrora
a culpa semelhante
mente
inquieta
corcoveia
bate dos ombros o pó
de tanto tempo mirando
horizontes distantes
sob o sol desnudo
foca nos pés os olhos
tortura a fonte
e retorna o engolir dos dos dias
atemporal.
20190213
A minha alma fica inquieta sem a Tua Presença meu Senhor
Na tua ausência não há alegria
Não há forças em mim
Não há vida
Nada tem sentido
A Tua ausência me deixa vazio
Jesus eu estou no mundo mas pertenço a Ti
Não me deixe um minuto sequer sem Ti
Pois Tu És o meu Mestre !
Me perdoa quando te busco mais por coisas terrenas
Se me preocupo mais com o que não tenho, do que em pregar as boas novas
Ah! Senhor o que Tu me destes foi pago, custou o seu sangue
E por isso me arrependo e me rendo aos teus pés
Miserável sou sem Ti
Eu te glorifico pois me amaste e me deste o maior presente que alguém poderia ter a Salvação a morada em teu reino !
Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino.
💜🐺💜
Desejo
Tento reprimir
Não quero acordar
O Johnny
Vou para sala
Fico inquieta
Tento não fazer
Barulho
Que vontade
De comer
Açaí com
Tudo que tenho direito
Leite ninho e condensado
Morango
Meu Deus
Mas estamos na fazenda
Aqui não tem açaí
Mas o desejo veio
Lembrei de uma
Lanchonete
Na cidade
Ele percebe que
Não estou na cama
Vem até mim
Eu conto
Meu desejo
Ele pede para me trocar
E também se troca
Voaremos até a cidade
Meu bebê não pode passar vontade
E você também não pode ficar com desejo
Não acredito estamos voando
Rumo ao meu pote de açaí
A lua está tão perto
Quase consigo tocar as estrelas
Meu lobo
É fantástico
Vejo no horizonte
Uns raios tímido
Do sol
Os pinheiros exalam perfume
Deus todo poderoso
Tenho que te agradecer
Menina e Moça
Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.
Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem coisas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.
Outras vezes valsando, e* seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.
Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir asas de um anjo e tranças de uma huri
Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.
Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.
Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.
Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.
Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!
Ah! se nesse momento alucinado, fores
Cair-lhes aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar dos teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!
