Inquieta
A minha alma fica inquieta sem a Tua Presença meu Senhor
Na tua ausência não há alegria
Não há forças em mim
Não há vida
Nada tem sentido
A Tua ausência me deixa vazio
Jesus eu estou no mundo mas pertenço a Ti
Não me deixe um minuto sequer sem Ti
Pois Tu És o meu Mestre !
Me perdoa quando te busco mais por coisas terrenas
Se me preocupo mais com o que não tenho, do que em pregar as boas novas
Ah! Senhor o que Tu me destes foi pago, custou o seu sangue
E por isso me arrependo e me rendo aos teus pés
Miserável sou sem Ti
Eu te glorifico pois me amaste e me deste o maior presente que alguém poderia ter a Salvação a morada em teu reino !
Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino.
💜🐺💜
Desejo
Tento reprimir
Não quero acordar
O Johnny
Vou para sala
Fico inquieta
Tento não fazer
Barulho
Que vontade
De comer
Açaí com
Tudo que tenho direito
Leite ninho e condensado
Morango
Meu Deus
Mas estamos na fazenda
Aqui não tem açaí
Mas o desejo veio
Lembrei de uma
Lanchonete
Na cidade
Ele percebe que
Não estou na cama
Vem até mim
Eu conto
Meu desejo
Ele pede para me trocar
E também se troca
Voaremos até a cidade
Meu bebê não pode passar vontade
E você também não pode ficar com desejo
Não acredito estamos voando
Rumo ao meu pote de açaí
A lua está tão perto
Quase consigo tocar as estrelas
Meu lobo
É fantástico
Vejo no horizonte
Uns raios tímido
Do sol
Os pinheiros exalam perfume
Deus todo poderoso
Tenho que te agradecer
Menina e Moça
Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.
Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem coisas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.
Outras vezes valsando, e* seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.
Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir asas de um anjo e tranças de uma huri
Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.
Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.
Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.
Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.
Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!
Ah! se nesse momento alucinado, fores
Cair-lhes aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar dos teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!
De minh'alma inquieta
Fluem sentimentos andarilhos
Perdida de mim mesma
Por querer "andar em trilhos " alheios
Alheios à mim à ti e à todos
A colisão é inevitável
Sonhos guardados no fundo da mala
Enquanto eu me pergunto por que
De andar em uma estrada que não é minha
Os parentes me gritam na sala
Enquanto eu sufoco sozinha
Eles não vêem meus passos tropegos
Eles não vêem o peso em mim
dizem o quanto estou melhor assim
Depois que deixei aquela fase
Pamelapacheco @sobreapam
Comecei o dia, falando de você pra Deus.
E antes que eu falasse, o que inquieta o seu coração, ele me disse, eu já sei, e estou cuidando de tudo.
A música tem capacidade para:
Embalar um coração abatido,
Acalmar uma alma inquieta e
Elevar o espírito à grandiosidade.
Meu coração estremece, meu ser se inquieta, minha alma suspira por resultado do anseio por Ti existente, pela chegada de dias de paz, pelo encontrar Sua Presença, tudo em mim está a movimentar-se com grande furor em meu interior. Temo não alcançar tais maravilhas, não pela falta de Seu querer, mas pelas muitas situações tentarem me fazer perder a direção. Vivo meus dias como um pai aguarda apressadamente a chegada de seu filho, ansiosamente esperando Te encontrar e ver todo meu desespero acabar. Tu és o desejo mais profundo que minha alma clama, és a Luz que preciso para me ver livre de toda a escuridão, és meu Tudo.
o que é o amor
essa coisa que te inquieta
que te quebra
que te mostra que só
você não é nada
o que é o amor
que te esfrega na cara
a insignificância sua
diante da falta dela
o que é o amor
que te preenche
por completo
e quando você percebe
já não é você
mas ela
o que é o amor
que só tem significado
com você
o que é minha vida
sem seu amor
o que sou eu sem você
te amo
OUTONO EM POESIA (soneto)
Bailando no ar, gemia inquieta a folha caída
No azul do céu, do sertão, ao vento rodopia
Agitando, em uma certa alvoroçada melodia
Amarelada, vai-se ela, e pelo tempo abatida
Pudesse eu acalmar o seu fado, de partida
Que, dos galhos torcidos, assim desprendia
Num balé de fascínio, e de maga infantaria
Suspirosas, cumprindo a sua sina prometida
A vida em uso! Na rútila estação, obedecia
Um desbotado no horizonte, desenhado
E em romaria as folhas, em ritmo e magia
No chão embebido, o esgalho adormecido
Gótica sensação, de pesar e de melancolia
No cerrado, ocaso, do outono em poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/07/2020, 10’22” – Triangulo Mineiro
..."A evolução é a locomotiva que inquieta a curiosidade do homem sempre tendo o futuro como a última parada!" ... Ricardo Fischer.
Saber esperar é a arte dos sábios, uma mente inquieta nem sempre raciocina , já uma mente saudável e equilibrada sempre alcança os objetivos.
Vento que te leva,
Ar que te consome,
Cheiro que te inquieta,
Ruido que te ouve,
Luz que te ilumina,
Prazer que te domina,
Vida!!! me entorpece de singelos sentimentos
INCERTEZA
Este, o soneto de sensação inquieta
Onde, ri e chora as horas de emoção
Chorado no papel, de um caro poeta
A fiel lembrança de cada uma ilusão
Este, canto de uma tenção completa
Que soa no peito com uma pulsação
De sofreguidão, de uma dor secreta
Cravada no sentimento e no coração
Este, que aqui versa o viver profundo
Lamenta a sorte e no mesmo segundo
De incerteza, rima o versejar tal amador
É para ti ó alma de afeto pendente
E a ti, ó paixão, se existe realmente
Vacila, e nem sabe do meu amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/10/2020, 18’07” – Araguari, MG
Céu Azul
Meu céu azul de tecido grosso
Inclinada de ponta cabeça
Num jorrar de sangue inquietante
Parecia um ato de bravura
Talvez para um bem maior
Alguém me torturou
Para que eu me sentisse melhor
Num céu azul busquei bons pensamentos
Pensei no teu beijo e tua voz no meu ouvido.
Lutei para viver mais um dia
Até te possuir por completo em meus braços.
Vou te receber no meu céu azul
Para me salvar de quem quis meu bem
E no meio da madrugada ela ficava inquieta esperando uma ligação dele.
Às vezes ele ligava, às vezes não.
E o mais engraçado é que aquilo deixava ela tão feliz, ela se sentia tão leve, acalmava o coração... mesmo sabendo que estava sendo a última opção.
Inquieta é a mente que me habita e habitualmente me choca contra o mundo-modelo que me impuseram. Deram-me a senha e a perdi. Símbolos, formatações, paradigmas mais fáceis e controláveis não me apetecem: quero e preciso questionar. O amor, o ódio, a vida, a morte, o certo e o errado. Para muitos, belas e incontestáveis palavras; para mim, atrozes e incômodos pontos de interrogação... Sigo indagando o estabelecido e o imponderável.
Em meio a esta produção sedutora carioca, tem gente insegura e inquieta mostrando alguma felicidade.
Minha sina... meu destino
Sôfrega de esperança.
Impaciente, inquieta...
enfrento o mundo.
Anoitece. Enoita...
Ajoelho-me
Faço minha prece.
Às vezes tenho a impressão de que, de quando em quando, Deus de mim se esquece.
Olvida-se de que cá estou...
Sem chão... sem Norte... sem direção.
E que de se esquecer se acostumou.
O frio gela meus ossos.
O sangue flui vagarosamente... tentando romper barreiras...
Furando obstáculos... por entre minhas veias se esgueira.
O desespero e a desesperança parecem tomar conta de tudo em mim.
Sono picado...
Acordo tão cansada.
Desesperação: tenho de continuar.
Abro vagarosamente a cortina.
Vejo o sol pela janela sorrateiramente se esgueirar.
Ávida de esperança, me armo.
Sôfrega de expectativa
Continuar a continuar... eis minha sina.
Caminhar e caminhar... sei que a vida ensina.
