Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Tenho os teus braços para me abraçar,
- eu conheço o meu lugar
Escolhi o teu peito para morar
- tenho as tuas mĂŁos para sassaricar
Beijos em cascata para a gente se amar,
- escolhi vocĂȘ para adorar
Tens o sabor da liberdade,
- a tua ausĂȘncia me deixa
No desamparo da eternidade
NĂŁo domino mais a minha vontade.
Sem vocĂȘ ficou louca de saudade
Porque encontrei em vocĂȘ,
O primeiro elogio ousado
Que deixou o meu [coração animado],
- resolvi tentar amar novamente
NĂŁo consigo mais dormir
Sem receber ao menos um beijo quente,
- nĂŁo existe nada mais
Que me interesse mais que o seu jeito
De ousar e o teu ponto H,
Sonho dia e noite
Que um dia vocĂȘ chegarĂĄ para ficar,
Escolhi para te amar meu doce pecado.
O quĂȘ me importa Ă© que tenho
Os teu lĂĄbios para beijar,
- lĂĄbios com sabor de quem comigo nĂŁo estĂĄ,
Um corpo manso para inquietar,
- um coração para cuidar
Ainda hei de fazĂȘ-lo se apaixonar
- fico doida esperando
Para vocĂȘ me procurar,
Se apresse, nĂŁo perca tempo!...
Aqui Ă© o teu lugar,
- escolhi ser tua,
E nĂŁo Ă© preciso mais dizer:
- Que agora sĂł depende de vocĂȘ!
Talvez não me leve a sério
Porque escrevo poemas escancarados,
Mas esse Ă© o meu jeito de aparecer
Ă o jeito que encontrei para dizer:
- O quanto nasci para amar vocĂȘ!
O meu sentido poético
Ă muito [apaixonado],
à o meu coração sempre
Querendo te deixar fortificado.
HĂĄ um horizonte para contemplar,
A vida possui uma ciĂȘncia prĂłpria,
Reluz um brilho que poucos sabem explicar,
Reina um sentimento aqui dentro, nĂŁo hei de publicar,
Ying-yang nĂŁo definem a sua trajetĂłria,
- [mĂstica com incomparĂĄvel histĂłria.
Carregas um charme de me fazer suspirar,
Alma mansa de pacificar o tempo,
Reverberação, fruição do bom sentimento
E revelação do amor em carne e mĂșsculo,
Lindo crepĂșsculo, doce de tanto me amar,
Orvalho de amor, coração do tamanho do mar,
Sinto a sua presença no meu coração,
- [anjo por missão, guerreiro por predestinação.
Hei de ganhar o teu corpo, o teu coração,
E bem mais do que os teus instantes,
Reinarei bem mais do que um corriqueiro romance,
Bem sabes e o quanto esse coração bate por ti alucinante,
E que ele escreve versos para te atingir de forma fulminante,
Revisito cada palavra tua, todas as tuas palavras empolgantes,
Tenho impresso no meu corpo mil poemas extasiantes,
-[nunca pensei que fosse desejar alguém
Dono de uma personalidade tĂŁo intrigante...
Beijando-te entro em plena flutuação
Basta um toque, uma malĂcia
Que entrego-me de paixĂŁo
VocĂȘ nĂŁo estĂĄ sĂł em Paris
EstĂĄs presentes por todos os locais
De ti arranquei os mais ditosos ais
A cidade da luz nĂŁo chega perto
NĂłs somos capazes de iluminar
qualquer trajeto
Quem ama nĂŁo trata o amor mal
NĂŁo o trata como objeto
Quem ama sempre estĂĄ desperto
Beijando-te inteiro
Vejo que és um lindo luzeiro
E que sĂł o amor conduz ao firmamento
O tempo Ă© como o vento,
Um carrega o outro,
Na verdade, nĂŁo se sabe,
Quem carrega quem;
Aconselho ires em busca
Do teu infinito bem...
A mente sempre ufana,
O coração jamais engana,
VĂĄ atrĂĄs de quem vocĂȘ ama,
NĂŁo permita que o tempo
E o vento apaguem a chama;
Entregue-se para quem ama.
NĂŁo tenha medo de ir atrĂĄs da
[felicidade],
No fundo cada um busca ser amado
[em profundidade],
A vida Ă© um moinho,
[todo mundo sabe],
Quem nĂŁo Ă© amado como merece:
pode acabar perdendo a
[identidade],
Ame, ame, ame... nunca Ă©
[tarde]!...
Mesmo que tentem atentar contra
O amor que dentro de ti carregas:
NĂŁo abra mĂŁo, derrube as quimeras.
Seja mais poesia do que melancolia,
E mergulhe de braços abertos
No amor universal - semente celestial.
Um dia tudo se acerta,
VocĂȘ encontrarĂĄ a pessoa certa,
E sentirĂĄs o aroma da primavera,
Que sempre esteve a tua espera,
E se orgulharĂĄ profundamente
De ter feito valer a espera.
NĂŁo gosto de conversar contigo,
Gosto de sussurrar ao pé do teu ouvido;
Sobre o nosso tempo e as suas areias:
Eles podem até se desencontrar ao [vento,
Todos no fundo possuem um oĂĄsis,
E ao mesmo tempo uma histĂłria de [deserto.
Em matéria de amor só temos duas opçÔes:
Podemos ser oĂĄsis ou [deserto.
O amor nĂŁo aceita ambiguidades,
Ele sĂł enxerga o [concreto.
Do teu ser quando em posição horizontal,
Garimpo o quĂȘ hĂĄ de mais dourado,
e mais [belo.
O desencontro sĂł existe para aumentar
Ainda mais a poesia,
Porque sĂł o tempo educa o amor.
Para amar existe tempo de ser:
Veludo, seda, cetim e organza.
Depende sempre do deslanchar da hora
[até se for durante a aurora],
NĂŁo importa, para amar nĂŁo existe hora,
Mande a vergonha embora!
Deixa a vida se encarregar,
Apenas se entregue,
Permita que o prazer te deixe levar,
Ame em todos os tons e texturas,
O amor requer dedicação e bravuras,
Ele te conduzirå até as alturas,
Traduzindo além das falas,
Fluindo como um rio de ĂĄgua doce
- mil ternuras -
Extraindo dum beijo - mil doçuras.
A fulguração do desejo em teu rosto,
Aumenta o sentido e me dĂĄ gosto,
Faz com eu prepare algo ainda
Mais saboroso,
Para que eu me torne mais do que tua mulher:
uma poesia inteira.
Rompendo métricas [sem perder]
a estética,
Uma prece faraĂŽnica - perfeita.
Para revirar os teus sentidos,
E fazer-te perder a noção de quem comanda
ou obedece,
Sou a diversão que lhe mantém
entretido,
Com os meus lĂĄbios mantenho os teus
emudecidos,
Com poesia mantenho os nossos
corpos aquecidos,
Tracejando em nĂłs segredos infinitos.
O encontro foi
obra do destino,
- hĂĄ um carinho
e um caminho
Mesmo que se tente
o descaminho,
- nĂŁo surgirĂĄ o desatino
Temos fé um no outro,
- confio
Por nĂłs vibro,
- escrevo
E nos imagino...
Um sentimento
tĂŁo lindo,
- tenho por vocĂȘ
um fascĂnio
Um amor tĂŁo puro,
tĂŁo fino
- que nasceu
para ser meu
Venha tomar conta
desse coração
- que Ă© todo teu
Porque ele rima
apaixonado,
- e te quer desacorrentado
Para viver
contigo libertado.
O meu coração nunca
deixou de ser atento,
- espalhei sementes
de ternuras ao vento
Para que eu nĂŁo me perca
do nosso caminho,
- sĂł as sementes de ternura
marcam com luzes
Para que dos meus olhos
vocĂȘ nĂŁo se perca,
- e para que não saia da tua cabeça
Porque mesmo que a vida
nos coloque noutros
rastros e direçÔes,
- assim lembraremos
das nossas emoçÔes
E nĂŁo esqueceremos
que um dia
vivemos a mais especial
de todas as paixÔes.
Muito além do que os teus
olhos podem ver,
As curvas perigosas nasceram
Para serem tateadas,
experimentadas e [saboreadas...
Os olhos muitas vezes traem,
Mas os toques jamais
- eles fazer gemer...
As curvas sinuosas
fazem as almas [apaixonadas...
SĂł de pensar nas tuas curvas:
bem as quero!...
Porque nelas estĂĄ
o mapa da mina,
O mapa do melhor
dos teus mistérios...
EstĂĄ escrita
nas tuas curvas
que elas formam um
poema que me excita;
E nos tantos mistérios
que as tuas curvas,
- sempre me aguardam
Escondem um mistério
que nĂŁo se elucida.
Portanto, amor, mais
do que me ver:
- venha para me ter.
E se for o caso, venha
até para me usar!...
Para eu ter motivos
para escrever
deixando as gentes
repletas de poeminhas,
e com as almas [enamoradinhas].
Eu vejo o mundo através dos meus olhos,
E vejo vocĂȘ atravĂ©s da poesia,
Tenho cores, sonhos e carinhos,
Dentro de mim nĂŁo sinto que estou sozinha,
VocĂȘ mora aqui com cor e liturgia,
Surgi disposta Ă te amar sem enganos.
Sou uma gota de amor no oceano
O amor que busca existir sincero
A vida que estĂĄ no teu plano
Tenho cor e sabor,
A chave que abre a porta,
O amor que liberta,
Amor que Ă© amor jamais sufoca,
Oh! Vem... Ă chegada a hora,
NĂŁo abandone a nossa histĂłria.
Temos muito o que perder
Temos que nos viver
E fazer juntos o amor crescer
Porque temos estrelas nos olhos,
Falamos de flores,
Temos jardins nos coraçÔes,
Um amor suave,
Poemas e jardins de mistérios,
Dedicados à cultivar as nossas emoçÔes.
Somos objetivos
NĂŁo deixamos nada subtendido
Queremos muito mais do que ser bons amigos
Eu estou sempre contigo,
E tu estĂĄs sempre comigo,
Sem vocĂȘ perco o chĂŁo e o teto,
Um minuto sem vocĂȘ Ă© um grande castigo,
NĂŁo existe amor incerto,
Longe de vocĂȘ sempre acho que corro perigo,
Até o amor mais erradio: é o amor mais correto.
Trago-te imperiosamente,
Sensualmente,
Para beijĂĄ-lo deste jeito,
Para mergulharmos
Profundamente,
Um no outro...
Trago-te sensualmente,
Tacitamente,
Para beijĂĄ-lo de todos os jeitos,
Para nos abraçar com os nossos abraços,
Ternamente,
Carregando juntos um tesouro...
Trago-te apaixonadamente,
Vulgarmente,
Para beijĂĄ-lo dos jeitos mais escandalosos,
Para vocĂȘ se enroscar nas minhas colunas
De mĂĄrmore branco,
Para o bom conjugar do nosso fino ouro...
Trago-te largamente,
Carinhosamente,
Para beijĂĄ-lo intensamente,
Para a gente se explorar extensamente,
Sexualmente,
Porque nos pertencemos imensamente...
Trago-te amorosamente,
Ternamente,
Juntos vamos para Thassos,
Temos o amor como a nossa [joia,
Que levaremos até para a Lagoa [Giola,
Porque em nĂłs cabe o Universo [esplĂȘndido,
Carregamos juntos o amor [primeiro
E derradeiro,
Juntos viajaremos o mundo [inteiro...
O teu beijo Ă© a fonte que beija os bosques
- naturalmente me tens
Como o pasto se entrega para a chuva
- nada me detém
SĂȘ meu, porque escolhi ser tua,
- por mais de mil e uma noites
E com todos os teus toques.
Irei me banhar na tua seiva
No primeiro ensejo,
NĂŁo escondo o meu desejo
Ă ti entrego-me toda,
Dou-te o meu melhor desvelo.
Se Ă© maravilha o quĂȘ estou sentindo,
nĂŁo nego, e revelo que maravilhada estou,
Por ti o meu coração brilhou e ainda brilha;
E ele continua brilhando,
desde o dia que elogiastes a minha escrita quando ainda ela era reduzida
Ă modestos e religiosos 'versos',
Provocaste-me os impulsos mais diversos...
Ainda me provoca a tal ponto que continuo
escrevendo como refĂșgio,
- escrevo para me refugiar dos outros, Ă© claro!
Escrevo para estar mais perto de ti,
- insinuo
Sem nenhum pudor, desnudo-me para ti.
Nunca viste nada mais sem vergonha, creio
- com jeito de brisa e cheiro de mato
Um coração carinhoso e ensolarado,
- com a intensidade de uma queda d'ĂĄgua
E com um corpo pelando feito brasa,
Com versos e fluidez para descrever,
- o amor in natura
Que chamam até de loucura...
A eternidade se torna desdita
E completamente 'frondosa'
Porque longe da tua paz
Sinto-me desventurosa.
Porque te busco em letras
Uma por uma perfumada
Sonho um dia ser por ti amada.
Eu jĂĄ tinha a ciĂȘncia
Que jamais de ti escaparia
Disseram-me que eu enlouqueceria
Pelo teu olhar fatal que desafia.
Busquei ganhar os teus olhos
Bem sabes, que o teu corpo também
Não mintas para mim, eu vejo o além.
Conheço a tua intenção penetrante
Tentes ser comigo vacilante
NĂŁo encontrarĂĄs nada tĂŁo vibrante
E que chegue perto do meu seio amante.
NĂŁo irei atrĂĄs de vocĂȘ,
Nada irei te cobrar,
Para lembrares sempre de mim,
Como um jardim em plena espera,
Vibrando pela primavera,
Que sĂł o amor conserva.
Sempre voltarĂĄs correndo para mim
Porque o meu tempo Ă© sempre ameno,
E o meu jeito Ă© veramente sereno.
Porque se entregaste ao meu jeito,
Eu sou insaciĂĄvel, viciante,
Como a flor que produz pĂłlen,
SĂł para atrair a abelha,
Eu exalo uma aromatizante centelha.
Sou flor de alcaçuz,
Tenho perfume, cor e brilho,
Para povoar o teu espĂrito
Com o meu florir que seduz.
Ainda nĂŁo conheceste bem a primavera,
Preparo-te todos os dias para ela,
Porque aqui sempre estarei de sentinela,
Aguardando de vez pela tua entrega,
Eu sempre estarei Ă tua espera.
Porque tens
os meus cabelos,
Estou mansa entre
os teu dedos,
Pronta para ser
sĂł loucura
Em ritmo e ledos,
Ainda bem
que nĂŁo temos
Mais [segredos].
Excitam todos
os teus meneios,
Confesso que
jĂĄ tive mil medos,
Mas muito mais fortes
foram o desejos;
Entusiasmam todos
os teus empregos,
Nunca houve notĂcia
de tĂŁo subversivos enredos,
Nunca chegou perto sequer
dos histĂłricos mancebos.
Tenho no teu regaço
o melhor dos berços.
Porque a poesia
Ă© a boa desculpa
Para que nĂŁo
nos desviemos,
E sempre para
que nĂłs voltemos
A viver esse espetĂĄculo
venturoso.
Tenho atração pelo teu
beijo meloso,
Que na verdade Ă© um
beijo licoroso,
Somos dois seres
para lĂĄ de criteriosos,
Que buscam em matéria de amor
serem primorosos
Confesso-te tudo,
e ainda mais um pouco:
Tens poder sobre mim,
mexeste com os meus impulsos
Para lĂĄ de [vigorosos]...
Um pedaço de sanidade,
E outro de insanidade,
Tens um pedaço de verso,
E outro que Ă© sĂł saudade;
Uma boa estrofe descrita,
Para dizer o quĂȘ me atina,
Porque somos uma mistura,
Que até ao Universo fascina.
A terra sempre precisa da ĂĄgua,
VocĂȘ precisa da minha calma,
Quando vocĂȘ me dĂĄ o teu sorriso,
Jamais resisto,
Eu te entrego a minh'alma.
NĂŁo sei escrever, e nem recitar,
Quero nos viver, vivo a inventar,
VocĂȘ Ă© o meu mais lindo luminar,
Porque a tua potĂȘncia provoca,
A tua ausĂȘncia sempre me sufoca,
Perco até o meu respirar,
Amor, volta logo!... porque és o meu ar.
Sinto muito nĂŁo saber falar direito,
E tambĂ©m nĂŁo escrever com o portuguĂȘs
Correito - os meus versos sĂŁo na realidade:
Um por um - todos 'escorreitos'...
A ĂĄgua que sempre ginga na terra,
Exatamente, como a ĂĄgua eu sou;
Basta que vocĂȘ me peça,
Logo, me dou.
Escrevo do meu jeito,
Escrevo para vocĂȘ imaginar tudo,
E do jeito que deve ser imaginado.
Ă verdade, que mesmo sem saber escrever,
Arrisco-me escrevendo
Para cair na boca do povo,
E deixar esses meus versos falados,
Antes escrever poesia para alguém,
Do que ser inteiramente sĂł
Ou andar mal acompanhado.
Quero o seu olhar em mim,
Conheço os teus enredos,
Sei que abrigas segredos,
Lindos sĂŁo os teus dedos,
Quero que venhas, enfim.
Os labirintos da vida fizeram
A gente se encontrar...
Existe um amor e um afeto
Para a gente cuidar...
Vamos nos entregar?...
O amor Ă© o sol que ilumina,
As mais escuras prisÔes,
E transcende todas as estaçÔes...
Conheço os mistérios dos porÔes,
Que levas nos teus olhos escuros,
NĂŁo menos lindos, e tĂŁo puros...
Fico silenciosa aguardando por vocĂȘ,
Estou aqui esperando o teu mimo,
Por ti nĂŁo nego que suspiro,
Imaginar vocĂȘ longe - temo, podes rir!...
Com os olhos abertos quase que deliro...
Chegou a hora de desfrutares do amor,
Com o meu doce sabor de infinito,
O amor mais bonito e mais seguro,
O amor mais inesquecĂvel e fecundo,
Não me esqueço de ti em nenhum segundo.
Quando forças polĂticas trabalham incessantemente pela destruição do apego afetivo da população em relação a cultura e ao PatrimĂŽnio Natural Ă© para no futuro tratĂĄ-la como mercadoria.
A distĂąncia nĂŁo diminui
vocĂȘ aqui dentro,
Sinto o teu aroma
trazido pelo vento,
Tens as essĂȘncias de todas
as mil flores,
Nunca vi maior grandiloquĂȘncia
Dentre todos os amores:
VocĂȘ que me possui com amor,
MalĂcia e com intensidades
multicores.
Fico o dia todo
procurando uma canção,
Que me faça te cantar,
E cantando te traga
Na emergĂȘncia que o amor
compreende.
Trago-te para a primavera
amorosa
Que nos pertence,
E que nunca hĂĄ
de nos faltar.
Adorando-nos
tremendamente,
Os nossos sabores
nos repletam,
Somos tĂŁo
cĂșmplices,
De provocar capricho
nos amores
Mais ciganos.
Carregamos a alma
De todas as revoluçÔes,
E somos as asas
da liberdade
Batendo pelos campos
floridos,
Tudo isso porque
nos amamos,
Nos desejamos,
E juntos destruĂmos
os grilhÔes,
Rumo ao que dizem
que Ă© impossĂvel,
Nada chegou até
hoje mais perto,
E muito menos prĂłximo
do que Ă© incrĂvel:
Carregamos conosco
a segura certeza
De que o amor Ă© imperecĂvel.
Quem ama nunca se deixa,
Ganha outros mares,
Conhece outros paĂses,
Vive com o coração
sem queixa,
Quem ama sempre aparece,
Vive com o coração
em regresso,
Ganha o céu,
Traz consigo as estrelas,
Faz de tudo para que até
o pequeno gesto
Se eternize.
Cessa até a mais temerosa
Das guerras,
Faz gloriosamente
Com que a alma se torne humana,
E triunfalmente se pacifique.
Em profundo espĂrito de oração,
Olho para o céu perguntando:
- Foste tu o meu coração?
Ao menos estĂĄs aqui dentro,
Um bom motivo para fazer
Companhia para a sombra,
poesia e ĂĄgua fresca.
Ă um alento trazer-te para cĂĄ,
SĂł a poesia que Ă© que me concede
Tal possibilidade embalada nessa rede,
E escrevendo uma prosa
de que tem sede e morre de amores.
Pode ser que sim, pode ser que nĂŁo,
Se [realmente] foste tu
O meu coração, vocĂȘ estĂĄ aqui
embalado por verso, poema e canção.
Hoje mesmo sem ter vocĂȘ por perto,
Tenho um balneĂĄrio como companhia,
Viverei grande como a poesia do mar,
Navegando nas letras e agarrada
aos cometas - descobrindo o quĂȘ Ă© amar
- sozinha -
Minh'alma não te alcança, confesso,
Não te alcança por continuar em lira
Para talvez embalar outros versos,
e amores que sequer foram descobertos.
Talvez o exĂlio do amor seja a missĂŁo,
para os poetas emplacarem com paixĂŁo,
e mexerem com toda essa gente
que foge até da emoção,
gente que finge que nĂŁo sente,
e finge até que não é gente!...
Talvez vocĂȘ sequer tenha me desejado,
sinto por nĂŁo tĂȘ-lo feito apaixonado.
Portanto, amor, mesmo que vocĂȘ nĂŁo
fique do meu lado, e encontre outro
amor: continuarei escrevendo para vocĂȘ
não se esquecer que um dia alguém nessa
vida te escolheu para viver-te como amor.
Longas sĂŁo as horas
que passam sem
a tua presença,
- a tua essĂȘncia ficou
nas minhas letras
Entrelaço versos
para que eu
nĂŁo sinta
a tua ausĂȘncia,
- para que eu
me faça
arquitetura
decomposta
Entregue e disposta,
- bem saborosa
nas tuas mĂŁos,
Poema.
Castigo e incito
a tua atenção,
Sou o teu verbo vadio,
Que requer cuidado,
Que pede a tua mĂŁo,
Entrando devagar
no teu coração...
Nestas horas
que te fazes
esquivo,
- tenho o resquĂcio
do teu corpo aqui
E destas linhas
que relembram
o meu gemido,
- gravo na tua
memĂłria
o meu sorriso,
Foges com o teu
coração remexido,
- os meus poemas
vĂŁo junto contigo
Fazendo contigo
tudo o que
fizeste comigo.
Provoco de propĂłsito,
E me vanglorio,
NĂŁo te farei remido,
Deixarei-te faminto,
E completamente enlouquecido...
Levaste contigo
os mais amorosos laços,
- és peixe na minha rede
E também pescador nato,
- voltarĂĄs depressa
para os meus beijos
E também para os meus abraços,
JĂĄ escuto os teus
passos apressados,
- para apoiares a tua
cabeça em meu regaço
Vens trazendo uma safra
de beijos enrodilhada
pelos teus carinhos destilados.
Quando vocĂȘ estĂĄ longe,
Tudo Ă© fadiga, tudo cansa,
A saudade desfia o peito,
RuĂna se faz reconstruĂda,
Com graça e poesia infinita,
Ah! essa saudade bandida...
Incerta via do pensamento,
Tudo Ă© tempestade e sentido,
Assim Ă© a saudade locomotiva,
Que o tempo se faz embarcado,
E o coração crĂȘ que Ă© passageiro,
Seguindo no impulso do sentimento.
O tempo apressa o relĂłgio,
NĂŁo despreza nem o simplĂłrio,
Coloca os segundos em velĂłrio,
SĂł para enterrar a saudade,
E desafiar a castidade,
Quero me entregar de verdade.
Faz-me bem essa espera,
Porque ao invés de reclamar, escrevo,
Para quando voltares, voltares doce,
Bem doce querendo o meu sossego,
E vires arrebatado pelo nosso 'instante',
Para que eu circunscreva no teu corpo delirante.
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