Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A minha poesia Ă© assim:
ela nunca vai atrĂĄs.
Ă vocĂȘ que sente quanta
a falta que sĂł ela faz.
Ă grande a nossa alegria,
- doce e particular
Nela nĂŁo cabe nostalgia,
Ă lira de amor a tocar...
Eu nĂŁo preciso sair por
aĂ para te procurar;
- o teu amor sempre te traz.
Fonte que nĂŁo seca jamais.
Porque tudo em nĂłs Ă©
escrito Ă quatro mĂŁos,
Nossos suspiros vertidos
do nosso cĂ©u sĂŁo bĂȘnçãos...
Pela delicadeza do olhar,
E pelas mĂŁos da mulher,
O Rio nĂŁo resiste,
- ele se deixa fotografar
Ele sabe o que ela quer
De dia ou de noite,
Caminhando iluminada,
Fazendo boa fotografia,
Lendo boa Literatura,
Nunca serĂĄ como espuma do mar,
à presença feminina cheia
de balanço do mar...
O Rio por Maris se mostrou,
Que continua lindo,
Enluarado ou estrelado,
Ele sempre serĂĄ eterno,
Quem nunca se interessou por ele,
- nĂŁo conhece o seu reinado
O clamoroso barulho do mar,
- Ă© como um clique delicado
Maris soube capturar bem
o seu lindo céu rosado,
O Rio sĂł se deixa ser fotografado
por quem sabe o que quer,
Assim ele se deixa abrir diante dos
olhos enternecidos da mulher...
Tenho flores na fronte
Carrego vocĂȘ comigo,
De mim nĂŁo te tiro;
O teu beijo Ă© fonte
De toda a inspiração.
SĂł de te olhar,
NĂŁo resisto,
Quero te amar,
Insisto,
NĂŁo canso de esperar,
Suplico - e repito,
Como uma oração...
Tenho sabores na boca,
Todos em minha saliva,
Especiais para dois,
Esperando por ti,
NĂŁo me farei de esquiva,
Te olhei como quem solicita,
Aguardo vocĂȘ aqui,
Para experimentar,
Para apalpar,
Para acarinhar,
Para beijar,
Para o teu colo me dar.
A tua imagem é evocação
Do que Ă© mais puro,
Do que Ă© mais belo,
Do que hĂĄ de mais fecundo,
Nunca vi nada igual
Nesse mundo Ă©s paraĂso,
Um inacreditåvel feitiço;
Que rendido aos meus versos,
Tornou-se um menino levado,
Em meu peito abrigado,
Farei-te meu bem amado,
Completamente entregue Ă paixĂŁo.
Estamos na mesma busca,
Por amar intensamente,
E viver a vida com ternura.
Porque temos tempero,
Somos capazes de derreter
Qualquer gelo...
Que bom que vocĂȘ gosta,
Até dos meus cheiros,
Assim crescem os desejos...
Fiquei feliz em saber que
Por mim o teu peito transborda,
Por esse coração que te namora.
A gente busca, a gente se busca,
Viver amando para sempre,
O amor existe nĂŁo sĂł na mente,
Ele é graça divina eternamente.
Cada minuto te atenção é precioso,
Para fazer um elo sagrado para dois,
Ă preciso nos amar ainda mais, pois.
Estamos na mesma busca,
Por um sentido novo,
Por doces ousadias,
Eu as li nos teus olhos,
Vi que ocupo os teus sonhos,
- sou a tua grave cobiça
A minha poesia te enfeitiça
E a minha presença tem feito
os teus dias mais ledos,
Escreveremos juntos
os mais lindos
enredos...
A tua presença é percebida,
- olho para o céu e te aprecio
Percebo-te divinamente,
Presença boa no coração,
E que apazigua a mente.
Tens tudo de mim,
- sou capaz de prosseguir
Ăs o meu ar - o meu tudo,
Por ti navego pelo mundo,
- entrego-me sem fim
Para o meu Senhor do tempo.
A tua presença fluĂda,
Ă expressĂŁo do amor,
Por ti escrevo poesia,
Faço-a com bom ardor.
Ossos, mĂșsculos e sentimento,
- és completamente meu.
NĂŁo calo para o mundo nem
Por um instante - o amor amante.
Imagem e matéria fulgurante,
Não te perco, e nem me faço errante.
Trago em mim esse amor valente,
Existe gente que se engana que sente,
Eu sinto-o verdadeiramente,
Seguindo a vida encantadoramente,
Como um rio calmamente
Levando o barquinho tranquilamente...
Escrevo como quem planta girassĂłis,
Descansando ao som dos rouxinĂłis.
Imaginando a cena debaixo dos lençóis,
Porque busco estar contigo a sĂłs.
Eu percebi que jamais irĂĄ me abandonar,
Li nos teus olhos a vontade de ficar,
E todo o amor que hĂĄ de me dar,
Um dia a gente irĂĄ se entregar,
Sou a poesia que chegou para abalar.
Escrever versos mal comportados Ă© arte,
Escrevo como quem a ideia persuade,
Para despertar a imaginação,
E despertar em ti a mais louca vontade...
Eu li nos teus olhos a verdade,
Tens loucura por mim,
E bem sabes que sou um caminho sem volta,
Uma verdadeira paixĂŁo sem cura.
Uma real presença para a eternidade.
O teu cuidar e a tua palavra dita:
"- NĂŁo irei te abandonar...".
Escrevo como quem premedita
As noites de amor que estĂŁo para chegar...
Desses teus lindos olhos carrego
o desejo indizĂvel de uma tarde
de afagos ainda [abafados],
Dos teus lĂĄbios bem contornados
carrego o desejo incrĂvel de tĂȘ-lo
grudado em meus [beijos].
VocĂȘ sabe que fala com os [olhos],
e percebe que para mim eles
nĂŁo sĂŁo indecifrĂĄveis;
Desse teu palpitar que se transfere
do teu peito para o meu,
sĂł aumenta o meu [desejo].
Da tua latinidade, e em cada sutil
insanitude brota e flui a tua doce
beatitude de ser [apaixonado;
Altivamente sou capaz de escrever
versos com o leite e o mel
que escorrem de ti.
Não me recrimines! Faço tatuagens
- em todos os lugares-
com a ponta dos meus dedos
e com a tua [saliva]...
Cada sorriso teu Ă© um convite,
para o meu sorriso sorrir
ainda mais, e ser feliz da [vida].
Sim, sim, sim...
SĂł consigo te dizer: - Sim!...
Porque te quero perto e aqui.
Dessa lembrança boa e carinho
- derramado;
ainda tenho o teu cheiro
em meu olfato - divina oferenda!
Perfumado incenso que inundou
para sempre e me encoraja
a nĂŁo abandonar o meu intento
de tĂȘ-lo alĂ©m do pensamento,
Assim vou preparando:
o caminho, o mergulho e o voo
do nosso particular contentamento;
Dando asas e pernas ao sentimento
para viver intensamente
no futuro esse lindo [momento]...
Florescem na primavera cubana vĂĄrias flores,
Flores de matizes multicores,
Florescidas estĂŁo o ano todo as flores brancas,
MĂŁes, AvĂłs, Sobrinhas, Primas, IrmĂŁs, Esposas e Filhas,
Mulheres de coraçÔes partidos,
Prisioneiras da liberdade de consciĂȘncia,
Pedindo a anistia para que pedaço de seus
coraçÔes lhe sejam devolvidos,
Pais, AvĂŽs, Maridos, Sobrinhos, Primos, Esposos e Filhos,
Para que as multicores de suas vidas que lhe
foram desaparecidas sejam libertadas e entregues
ainda com vida e ainda em vida.
Ainda que sejam Damas de Branco,
Flores de uma primavera e todos os amores,
Florescidas em liberdade e na tristeza desconsideradas,
Por um coração que nunca se permitiu abrir a porta para
a primavera e se inundar pelas emoçÔes mais estreladas,
Talvez ele se esqueceu que foi Filho, Primo, Sobrinho e até
mesmo que Ă© esposo,
E que o espĂrito feminino nĂŁo vive sem carinho e longe
do seu amor a vida se transforma em total desgosto,
Espero que ele nĂŁo tente mais deturpar, e nĂŁo transforme em
suspeito e suposto, que a alma feminina que marcha de branco
nĂŁo seja feita de outra coisa a nĂŁo ser de amor.
Florescem as cicatrizes expostas: da distĂąncia, da cama vazia,
do espaço vago durante as refeiçÔes, das reuniÔes familiares
aos domingos, da falta do colo do Pai depois de uma febre,
da mocinha esperando pelo Pai na saĂda de um baile,
da irmĂŁ que estĂĄ sem o irmĂŁo para confidenciar,
da mulher que estå sem o ombro do marido para apoiar a cabeça,
da Mãe que estå longe do filho para a cabeça em
seu colo repousar,
da presença masculina que faz falta
eu um lar...
Existem uns e outros que sĂŁo capazes de duvidar,
Mas a essĂȘncia da liberdade Ă© feminina,
Ela Ă© sagaz, penetrante e altiva,
Chegarå um momento que ninguém mais conseguirå sufocar,
Ela chegarĂĄ carinhosa, em passos de salsa e irĂĄ reinar,
ChegarĂĄ num amanhecer - e para sempre hĂĄ de ficar!...
Eu sou a morena de Jarapatinga,
VocĂȘ me olha, e eu faço graça,
Cheiro de mar e lĂĄbios de pinga,
A minha sempre cor convida,
Para a secreta e boa insĂdia,
Porque és caçador, e eu a caça,
Em si a regra a gente cria,
Quando o assunto Ă© amor,
Não hå caça e nem caçador.
Eu sou a tua Musa alagoana,
O teu coração bate por mim,
O amor jamais engana,
O meu vestido tem decote,
O vento o acaricia,
Ele Ă© de chita,
E nem por isso Ă© menos nobre.
Eu sou a tua morena cigana,
Que jamais reclama,
SĂł pede, e reza...,
Para um dia ser por ti amada,
E que sĂł sabe dizer sim,
Quero vocĂȘ todo para mim;
Tenho cheiro de alfazema fresca,
Balanço como as ondas do mar,
VocĂȘ nunca irĂĄ deixar de me amar...
Ă noite, mas para nĂłs Ă© sempre dia,
A noite existe para quem a vĂȘ;
E pode até transformå-la em dia.
Com os teus olhos que nos iluminam
E candidamente nos reverencia,
Fazem assaz o raiar do bom dia...
NĂŁo resistem, eles fazem existir o dia,
Ousadamente o olhar de alegria.
Vivemos presos aos limites pressupostos,
Proponho rompermos os dogmas impostos,
Organizarmos os canteiros de flores,
E vivermos sĂł de amores -
E dos bons sabores.
Sempre, sempre dos piores,
Seremos os melhores;
CĂșmplices, amantes e doces pecadores,
Debruçados e enlevados
Aos significados intensos,
Fazendo dos nossos aromas os mais Suspensos...
Felizmente contigo bom Ă© todo lugar,
Porque te carrego sempre comigo,
Corro completamente da descrença,
Quero confiar que nĂŁo corro perigo,
Busco por vocĂȘ atĂ© quando nĂŁo me vĂȘ,
Optei cultivar a paz imensa...,
Um dia vocĂȘ hĂĄ de me amar,
E por vocĂȘ nĂŁo me canso de esperar.
NĂŁo canso de dizer que
Adoro sua companhia,
Adoro-te tanto até quando reclamas,
Que escrevo para outros.
NĂŁo me feres, sĂł me deixas
Um pouco insegura;
Confio que irĂĄs me descobrir -
Aos poucos.
NĂŁo farei mais versos
Até o presente momento,
Porque quero saborear
As tuas amorosas sĂșplicas.
E descarregar como bagagem
No mar todas a dĂșvidas.
Sabor de tudo, sabor de mundo
Com a alma em desterro,
Vais seguindo sem medo,
Levando-me em segredo.
Amo demais os teus sorrisos,
Por ti faço letras dos suspiros,
Gozos, contentamento e risos,
Desenho sonetos novaiorquinos.
Quero de ti de tudo um pouco,
Tenho de ti ainda pouco,
Sou um coração em sufoco,
Esperando pelo meu moço.
Portanto, te aguardo com carinho,
Preparei um céu riscado de estrelas,
E um aconhegante ninho de sutilezas,
Para que voltes a cruzar em meu caminho.
Eu sou a tua alegria que não se [disfarça,
- e o verão que te [abraça
A onda do mar que passa e volta
- e te [perpassa
Trago o carinho do vento e o perfume,
Que ele [espalha - e que vocĂȘ acha [graça...
A minha alegria menina caminhando
Na Praia de Salinas, escreve versos,
Faz artesanato e [reza,
Ama loucamente o nosso amor
Com os pés na [terra,
Ela tece a formosa [espera...
No bailado da areia, do mar e dos
ventos [sulinos,
Estou preparando o nosso [cantinho
Com um belo pomar e muito [carinho.
NĂŁo canso de te [esperar, e sequer
Desisto um sĂł minuto de te [amar.
E em cada terço tenho rezado
Pedindo: que o meu sangue poético
Que Ă© mais vinho do que [sangue penetre
Na tua [veia - e seja sempre uma chama
que te [incendeia...
Pedindo Ă Ele que um dia que vocĂȘ me [ame.
NĂŁo me incomodo com releituras,
Eu me incomodo com ternuras,
Que ainda nĂŁo nasceram.
E destas palavras furtadas por
vocĂȘ - considere todas perdoadas.
Eu entendo a busca de uma mulher,
Que ainda nĂŁo foi em salto e altura
[amada - e cultiva todas as intençÔes
Puras, e as mais infinitas doçuras...
Mulher, traze consigo as minhas
Palavras de amor para serem tuas,
E por ti cantaroladas [baixinho,
Como uma cascata que faz um doce
[gemidinho,
- prepara-te para um prazer [especial
Do renascer do amor austral,
Porque ele nĂŁo entende que o amor
Ă[universal;
- o amor de vocĂȘ pode ser escrito
Em todos os tempos e ritmos
O amor Ă© atemporal - crĂȘ nisso.
Ele pode reprimir cada linha tua,
isso se chama censura!...
Impedir-te de escrever Ă© a
Mesma coisa que aumentar o
Comprimento do vestido.
NĂŁo desista de escrever e de
Espalhar o teu amor macio,
Porque quem ama vai atĂ© vocĂȘ,
E elimina qualquer sacrifĂcio...
NĂŁo existe cortesia maior
Do que o sol
Cumprimentando o mar,
Assim Ă© vocĂȘ perto ou longe,
Mas nunca deixando de me amar,
NĂŁo hĂĄ o que explicar.
O amor Ă© assim: ele surge como o
Amanhecer abrindo carinhosamente
O céu do coração - e a percepção.
A ParaĂba e Santa Catarina formam
Rima para fazer letra de mĂșsica para
Animar um forrĂł de uma maneira que
Até o Bom Deus duvida... é a vida!...
A poesia Ă© assim, ela capaz de chamar
Para brincar de roda o Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e o ParanĂĄ com
A pequena joia que se chama ParaĂba.
Joia rara e pequenina capaz de seduzir
Arrebatadoramente o coração e fazer
O Brasil inteiro cantar a sua canção.
Por isso saĂșdo Luiz Gonzaga que a
Eternizou em versos e ritmo de paixĂŁo.
A ParaĂba Ă© uma joia que Ă© para guardar,
Apreciar e poemizar para fazĂȘ-la notada
Porque ela tem mĂstica - Ă© terra encantada,
Quem sabe levarei o meu amor
Para a Praia de TambaĂș?
Para todos apreciarem o mar
E uma das mais belas nuances da alvorada?
Amar um dia na vida acontece,
sonhar também é amar!...
Ă viver acreditando que a noite
sempre amanhece,
amar também é sonhar!...
Porque o importante Ă© a vida!...
Quem ama tem vida!...
O importante Ă© nĂŁo passar na vida
em branco, e se deixar modelar
e se arquitetar por ela
como vocĂȘ tambĂ©m fosse o Oscar...
NĂŁo deixe jamais
de procurar o amor
VocĂȘ poderĂĄ encontrĂĄ-lo
qualquer hora e em todo lugar.
Porque somos um traço,
a vida nos conduz,
o amor dĂĄ a forma precisa
para arquitetura de cada um
- ele sempre dĂĄ
pistas, convida e insinua...
O coração é o traço que cria,
e sempre nos surpreende.
E por ele jamais podemos ser como
uma linha dura, reta e inflexĂvel,
- se assim desejarmos ser, perderemos
o mais incrĂvel da vida [o amor].
O Universo em si estĂĄ repleto de curvas,
e a nossa vida Ă© a principal curva...
Por essa curva temos a responsabilidade
de amar e fazer o mundo mais amoroso...
Sonhar faz parte da vida,
amar torna o mundo maravilhoso.
Quem Ă© capaz de amar a vida,
Ă© capaz de renascer a cada segundo.
Amando Ă© que fazemos o diferencial
em cada curva...
Ouse amando a vida e deslizando
em cada arquitetura...
E assim como parte da mais magistral das
curvas que Ă© o nosso universo de ternura:
veremos lĂĄ da Av.Oscar Niemeyer
o namoro do sol com o mar
dando um espetĂĄculo de ternura.
Percebo que nĂŁo notas as minhas poesias,
Ă melhor que eu nĂŁo escreva mais.
Talvez seja melhor assim...,
Para que um dia percebas
o quĂŁo tu gostas de mim...
Ninguém domina o amor,
Ninguém detém a primavera,
Basta que uma desabroche,
A florada desponta inteira;
Assim sĂŁo a minhas letras,
Desabrocham como as cerejeiras.
Despreocupadas se voltarĂĄs para mim,
Até escrever que não vou mais escrever,
Ă um motivo para continuar escrevendo:
Cada letra Ă© motivo para seguir rompendo,
E fazer eterna cada fase do sentimento...
Ninguém domina o esplendor,
Ninguém detém o meu interior,
Basta que me queiras...,
Viro um soneto com eiras e beiras;
Assim sou intimista e subversiva,
NĂŁo menos encantadora como a
Floração das cerejeiras - eu sou bem feminina.
O Nordeste tem um feitiço
Que mexe com o meu juĂzo
NĂŁo penso em outra coisa
Eu vou para JoĂŁo Pessoa
VocĂȘ nĂŁo apareceu Ă toa
Vou te amar de um jeito
Gonzaguianamente especial
Porque com ele eu aprendi
Que posso ir além do xote
E do xeiro no cangote
Posso te furtar um beijo
E aumentar o teu desejo
SĂł quero, sĂł penso, nĂŁo nego
Que quero o teu beijo roubar
Sonho com os olhos abertos
Rezo com os olhos fechados
Estou querendo te namorar
Vou te amar arretadamente
Que sĂł a sanfona dĂĄ conta
Do nosso forrĂł especialmente
Que vai além da mente
Sacodindo o corpo e o coração
Capaz de fazer chover no SertĂŁo
E inundar o mundo inteiro com paixĂŁo
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo nĂŁo perdoa,
ele Ă© ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grĂŁos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
LembrarĂĄs de mim
perdendo o 'juĂzo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em BalneĂĄrio Barra do Sul
- eternizo.
VocĂȘ Ă© como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas serĂĄ
para sempre o teu lugar,
EstĂĄ aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverĂĄ
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hĂŁo de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que vocĂȘ
nĂŁo deixarĂĄ de me amar.
A poesia nĂŁo se entrega assim,
Traze para mim o teu coração,
Entrega-o todo para mim,
Sem cerimÎnia, e com emoção;
NĂŁo desistirei da nossa paixĂŁo,
Entregue-se todo e sem fim.
O amor plantado em versos,
Ăs vezes comete excessos,
Estou uma lira doce enfim,
Pronta para ser bem tocada;
Especialmente para ser amada,
Coisa de alma apaixonada.
A minha veia poética forte,
NĂŁo precisa levar versos,
Eles sĂŁo incensos frescos,
Que seguem em nuances
E atingem a doces toques;
A poesia consegue criar raĂzes.
A procura pelo amor Ă s vezes
deixa marcas (cicatrizes),
Mas sempre hĂĄ uma coragem
que faz com que nĂŁo (desistas);
A poesia que tem os seus apelos
e amorosamente dĂĄ (pistas).
Devagar pela
minha rua
porque o meu
tornozelo
ainda me exige,
e nĂŁo posso
mais ir longe.
Ah, ao menos
os verdes morros
me fazem tranquila!
Venho assim
sentindo os efeitos
da queda,
e da temperatura.
Ah, como essa
Humanidade
anda estĂșpida!
Dessa maneira
e todos os dias
venho nutrindo
a utopia de salvar
a mim mesma
e de quem da
salvação precisar.
Ă dos pĂĄssaros
que tenho a melodia
para musicar
e condensar a poesia.
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