Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Devagar pela
minha rua
porque o meu
tornozelo
ainda me exige,
e nĂŁo posso
mais ir longe.
Ah, ao menos
os verdes morros
me fazem tranquila!
Venho assim
sentindo os efeitos
da queda,
e da temperatura.
Ah, como essa
Humanidade
anda estĂșpida!
Dessa maneira
e todos os dias
venho nutrindo
a utopia de salvar
a mim mesma
e de quem da
salvação precisar.
Ă dos pĂĄssaros
que tenho a melodia
para musicar
e condensar a poesia.
Estou aqui na ilha das palavras,
- gozando da condição de prisioneira
O firmamento me fitando,
chego até a escutar a voz de Deus:
"- E agora, minha filha? ".
SĂł me resta recordar o teu arfar,
e com o teu amor sonhar...
Porque até o mar brinca comigo como
um jogo de espelhos que quando penso
que estou me vendo: na verdade Ă© vocĂȘ
que estou vendo e rememorando...
O azul do mar, a areia branca, as rochas
e o meu cantar - estĂŁo a te procurar...
Do que adianta ter veia poética, e o teu
coração não ter conseguido tocar?
Resolvi de vez me ilhar aqui (na ilha das
palavras), fazer rendas com as meninas e
ainda crer que o seu amor poderĂĄ voltar.
Porque até a brisa e a maresia à partir de
hoje nĂŁo tem mais o mesmo perfume,
NĂŁo sei mais se devo te escrever, te falar
ou apenas cantar. SĂł Deus Ă© quem sabe.
Uma coisa Ă© certa: os meus dias nĂŁo serĂŁo
como antes: irei dedicar cada rosĂĄrio
para a Nossa Senhora dos Navegantes.
Para que ela te lembre das noites amantes,
nas quais as estrelas e o luar se fizeram
ainda mais brilhantes - extasiantes!...
Estou como uma felina estendida no
tapete (esperando) o afago do dono;
com os meus olhos caĂdos,
e versando sobre o abandono na esperança
de receber um carinho e o nosso reencontro.
NĂŁo sei mais como
me dirigir Ă vocĂȘ,
Nem tampouco agradĂĄ-lo,
Fiz de tudo para cativĂĄ-lo,
NĂŁo sei nem mais como
me chegar atĂ© vocĂȘ.
Por tantas horas
de espera,
E o coração batendo
acelerado,
E eu pedindo um
cadinho de atenção,
NĂŁo sei nem mais
o que fazer, estou
pronta para fazer
da Lagoa das LĂĄgrimas a (minha);
- estou perdida
Gostaria de percorrer
de novo o caminho que me
leve de volta
para o seu coração
- agora sĂł tenho
estes meus versos
para me dar uma direção.
NĂŁo quis lhe agredir,
só quis um pouco de atenção,
Pela primeira vez senti-me
sentenciada por ser poetisa,
Fui colocada para fora
da tua vida - do teu coração,
Condenada por amar o Brasil
em versos sem malĂcia.
Estou chorando,
vocĂȘ nem imagina...
Por todas as horas
que me senti ignorada,
Carregaste um pedaço meu para ti,
E abandonaste no meio
da estrada,
Mas tenha a certeza
de uma coisa: vocĂȘ se foi,
e a minha poesia hĂĄ
de ser fazer refeita, ainda mais
iluminada e eterna.
Afinal, até em Guarapuava
encontrei sementes para
lançar na terra - e fazer-me eterna.
Uma vez encontrado
o sentido do amor no ParanĂĄ,
O coração sempre voltarå
porque o amor ali estĂĄ,
Estou esperando daqui
para frente a atitude valente,
que vocĂȘ tomarĂĄ
- e se o nosso amor
de fato desabrocharĂĄ.
VocĂȘ nĂŁo entendeu que sou poetisa,
- e vais me condenando por eu
Escrever poesia
Como presa algemada caminhando
Rumo ao Fortim de Atalaia,
- escrevo versos perfumados
Por cevada
Agora estou em Guarapuava,
- apreciando as araucĂĄrias
Esperando que vocĂȘ volte atrĂĄs,
E juntos nos envolvamos
Novamente como uma primavera
Em plena florada...
Desconfio que vocĂȘ,
Assim como eu que nĂŁo
EstĂĄ entendendo nada,
Estou diante do Rio JordĂŁo
Espalhando versos e perfumes
Para chamar a tua atenção:
- quero de volta a tua mĂŁo.
Nunca se esqueça que o amor é uma
Primavera que nĂŁo passa;
Quando olhares para a noite enluarada,
LembrarĂĄs de cada verso que a nossa
HistĂłria se fez inspirada.
Sob as bençãos de São Francisco e São João,
A Lagoa das LĂĄgrimas refletirĂĄ
O nosso amor que permanece no coração.
O teu coração se voltarå para a tua poetisa
E baita mulher, que vocĂȘ finge em nĂŁo querer.
Que o teu coração persiste em renegar,
E que no fundo te falta a coragem
Para lutar - e se entregar.
Da tua mente nĂŁo irei me apagar,
Porque a minha poesia mora nos
Teus poros e o teu corpo nĂŁo se
Esquece de quanto Ă© bom me amar...
Felinamente escalaste o meu corpo
E bateste abrindo a porta do meu coração,
Explorando o bom dos teus miados
Maliciosos com os meus afetos delicados.
Pegaste este coração desprevenido
E agora deixando-o partido,
Presenteando com um silĂȘncio imerecido
Este mal feito jamais serĂĄ esquecido.
NĂŁo duvide disso,
O afeto foi enorme, e vocĂȘ desperdiçou;
Deixando tons e ritmos de saudades
Ainda que não fomos além do que foi dito.
Ainda eu tenho a chance de ser feliz
Eu hei de encontrar um amor mais bonito,
Que faça valer cada verso escrito
Construindo comigo um caminho para o amor infinito.
Escondendo o que eu sinto por ti,
Sou como a Lua ocultando JĂșpiter,
Todos me veem, e logo percebem:
que esse verso que escrevo Ă© para ti.
Eu não deixo ninguém subtender,
Que sou como a Lua que de tanto esconder,
NĂŁo resiste, e sempre acaba por aparecer.
A minha natureza Ă© como a tua,
Quanto mais a gente se esconde,
- mais o amor aparece.
De manhãzinha até o anoitecer,
- isso sempre acontece.
Todo mundo vĂȘ, qualquer um percebe,
Que eu adoro (vocĂȘ)!...
Talvez esses meus desalinhos,
E até falta de jeito,
Ă o jeito que tenho, tento e atento,
Para fazer o nosso amor a cada dia mais
- perfeito -
Ă© o jeito que encontrei de tĂȘ-lo.
Sempre arrumo um pretexto, quero revĂȘ-lo;
Ir além, fazer carinhos e namorar em paz.
JĂĄ nĂŁo sou eu que respiro por mim:
eu respiro por ti.
Estreito-me entre os teu lĂĄbios,
E vocĂȘ respira por mim.
Tudo flui, segue, gravita,
E quando hĂĄ o amor verdadeiro,
- levita
Qualquer lance torna o dia perfeito.
Confesso que sempre espero mais,
Espero que me ame na mesma
proporção e intensidade,
Peço a Deus que me ame de verdade.
JĂĄ nĂŁo sou eu que respondo por mim:
o amor tomou conta...
Espero que compreenda com paciĂȘncia,
E receba-me com toda a gala e fina honra.
Guarde o melhor dos meus versos,
E cante-os a qualquer tempo,
NĂŁo sou apenas para um momento,
Venha tomar conta de mim enquanto hĂĄ tempo!...
Olho para o horizonte,
Sinto vocĂȘ bem longe,
Ainda insisto em te seguir,
a tua atenção,
CadĂȘ o meu coração?...
Não faça mais isso não.
Quero morar em ti,
VocĂȘ jĂĄ mora em mim,
NĂŁo me canso de escrever,
Tantas sĂŁo as minhas trovas,
JĂĄ te dei tantas provas, enfim;
Deste doce amor sem fim...
NĂŁo deixa de ser um idĂlio,
Tentar te colocar no trilho,
Sou uma rosa intrigada,
Ăs vezes sinto-me deixada,
E me faço estrelada,
Para ter a tua atenção voltada.
Cada corrente, cada brisa,
Faço frente, maresia,
Estou na areia da Praia do Amor,
Esperando que admita,
Que sem mim nĂŁo hĂĄ poesia,
E também não hå alegria.
Quero mais de um milhĂŁo de beijos,
E morar no paraĂso dos teus desejos,
Quero ombro, quero colo,
Seguindo muito além,
Do teu respeito - quero o teu amor inteiro.
Talvez o teu divino ciĂșme nĂŁo seja
tĂŁo divino assim,
Ele afasta o perfume que sĂł sai
do nosso jardim,
Não faça assim,
Volte para mim,
Eu nasci para vocĂȘ,
E vocĂȘ nasceu para mim.
Esse teu ciĂșme nunca me entristeceu,
Neste pequeno bloco de sonetos,
Registro cada pedaço meu e teu,
Talvez vocĂȘ nĂŁo se deu conta,
Que esse meu coração é somente teu,
Venha cĂĄ, meu dengo,
Ocupa esse teu lugar Ă© todinho teu,
Juntos cuidaremos do nosso amor,
sublime amor que sempre nos pertenceu.
Até o teu olhar disperso,
Perdoo porque sei que no amor
Ă© preciso ousadia - e abandono,
Estarei sempre pronta,
Para voltares e tomares conta,
Vem, amor! Ainda nĂŁo Ă© passada a hora,
Porque quando menos imaginas o
amor sempre estarĂĄ de volta no raiar da aurora.
Eu procuro por vocĂȘ
como que busca uma sombra,
Como a ĂĄgua do mar
busca pelas areias,
Eu procuro por vocĂȘ
porque vocĂȘ Ă© o sentido
Como o vento balança o mar;
Eu escrevo para te tocar,
Danço para o teu corpo embalar...
Sigo os teus passos
porque vocĂȘ me interessa,
Recolho cada vestĂgio teu
pelas areias,
- como quem recolhe conchinhas;
Eu quero fazer um presente
para te agradar,
Fazer-te carĂcias macias
e te dar a minha alegria,
Sonho com a ParaĂba noite e dia
- vocĂȘ virou poesia!
Quem sabe um dia em JoĂŁo Pessoa
a gente se encontra?!
O futuro sĂł ao Bom Deus pertence,
- o Cabo Branco Ă© uma bela praia
do litoral pessoense;
Quando fecho os olhos,
sei que vocĂȘ me sente;
Ă o amor chegando maravilhosamente,
Com o bom jeitinho paraibano
tomando conta da gente.
Perco-me de tanto contentamento,
Entre o teu aroma e o meu,
Doce confusĂŁo,
Que só faz bem ao coração...
Encontro-me com vocĂȘ,
Escondo-me de vocĂȘ,
Para ocultar a paixĂŁo,
Faz parte da dança da sedução.
Venero o que vem de vocĂȘ,
Arrumo cada significado,
Dou Ă entender,
Que o meu respirar Ă© apaixonado.
Sim, o meu respirar e todo o meu ser,
Namoram o que vem de vocĂȘ,
Até debaixo d'ågua,
NĂŁo deixo lembrar o meu pertencer.
Frondosa como uma årvore em floração,
Ă o nosso amor brotado em chama,
Nascido de versos,
Vamos além da cama - assim espero.
Bate poeticamente o sentimento,
Entre o teu e o meu,
Doce manifestação,
Que bom que o amor nasceu!...
Repousada sobre a colina
Alhambra aguerrida
Fortaleza protegida
Vermelha andaluz
Iluminada mesquita
O teu povo esbanja luz
Eterno Ă© o sinal Nasrida
Como o trote do andaluz
E o sapateado da bailarina
Sinto a tua moura presença
Saborosos sĂŁo os teus temperos
Permanece o rastro dos incensos
O destino proferiu a sentença
Marcou-a com belĂssimos arabescos
Os sons das castanholas
As batidas dos nossos pandeiros
O sacodir dos leques das espanholas
E graça do gingado das nossas negras
Brasil e Espanha - duas lindas misturas
Dois amores separados por um oceano,
- mas inteiros.
Surge o poente diligente
Sinto vocĂȘ ausente
Em carĂcias e malĂcias
A minh'alma desafia
Desliza atĂ© vocĂȘ
Flutua como embarcação
Irå aportar no teu coração
A tua cor Ă© tingida de poente
Percebi que o teu coração
Esbanja solidão - és carente
Ainda se mantém de pé
Resistentemente valente
Entregando-se com paixĂŁo
Buscando ter o coração
Ao som de Ravel
Rompe o fel do cotidiano
Busque o rapapé
Convide para o rastapé
Pare de ficar ocultando
Mergulhe no amor
Se declare na Praia do Jacaré
Não consigo disfarçar
mais o meu sorriso,
Resolvi dar tom e forma
ao meu plano,
De te amar sem engano
e sem disfarce;
Porque Ă© lindo o lĂĄbaro,
que emana de ti.
Respiro esse teu aroma
bĂĄrbaro e joaquino,
Maravilhosa e vana Ă© a glĂłria
de fazer-te(admirado).
Por presunção secreta
de que estĂĄs (apaixonado);
Entregue-se para mim,
que serĂĄs bem cuidado.
NĂŁo consigo parar,
de pensar em vocĂȘ,
Todo o dia Ă© poeticamente
arquitetado,
Quero ser infinitamente tua - inteira;
E fazĂȘ-lo amoroso da forma mais perfeita, assumindo publicamente que estĂĄs enfeitiçado pelos poemas que sĂŁo certezas.
HĂĄ duas metades e inteirezas
que formam uma ilha,
sabemos ser um mar de rosas
e mil carĂcias,
HĂĄ um desejo de exibir
ao mundo que nos amamos.
Desejamos matar os coraçÔes alheios de
- inveja e despeito -
Todo o dia sempre Ă© perfeito:
para fortalecemos que nascemos
um para o outro;
E ainda bem mais do que isso:
nĂŁo tem mais jeito,
(nĂłs formamos o par perfeito).
A maior lição do sertão é a superação
Essa superação certeira como a ribeira,
Que como a veia do coração renova
Com bondade e nos enche de paixĂŁo,
E invade com a sua pujante pulsação
Colocando o amor em plena flutuação.
O doce amor da minha vida
Dança ao som da viola menina,
Nunca vi nada igual nessa vida
O amor que ele sente por [Jacobina,
Cidade com nome de mulher bonita
Com saia esvoaçante rendada,
Doce rebolado de baiana apaixonada
E com a cabeça com laço de fita.
Quem dera se nessa vida toda cidade,
Ao menos tivesse 31 cachoeiras
NĂŁo passariam pelejas dâalma,
O mundo seria invadido de amor
E todo mundo viveria com paz nâalma,
Um dia vou até [Jacobina só para
colocar o meu amor na garupa
Eu irei amĂĄ-lo com toda a calma.
Quem dera se as guerras fossem de outro [jeito,
Se elas tomassem a forma de cantoria nordestina,
O mundo inteiro seria perfeito - e tomaria [jeito,
Todos viveriam com a boa fé do povo [sertanejo,
Fé que enfrenta a seca com vibração e beleza,
Porque ele vive o amor com doçura e grandeza,
Essas cachoeiras de [Jacobina parecem rendas,
Que provocam uma cobiça que não se explica,
Ouço cada barulho como uma sinfonia [cristalina.
Escrevo esses versos como quem faz uma oração,
Estou premeditando como ganhar o teu coração,
Desenho o luar com a espuma das ondas do mar,
Ă como uma certeza que tem vontade de escapar,
Ela nĂŁo escapa porque estĂĄ em nossas mĂŁos,
Em nĂłs tocou o milagre do amor,
Nunca mais vamos nos perder...
Custei a te encontrar,
eis o milagre do oceano de amar,
Com a danada da espuma do mar,
tenho feito poesia,
Ă o sinal que Deus faltava para me dar,
sĂł para eu te amar,
Quando o amor acontece,
tudo muda, vamos até a Lua,
Nem a Lua escapa mais das nossas mĂŁos,
O meu amor transformou a tua intenção em amor,
Surpresa para pegar a viola e enaltecer...
Acho que estou sonhando com os olhos abertos,
Hoje tenho o meu amor, vocĂȘ e um castelo,
E sonhos suficientes para falar para o mundo
que tudo estĂĄ indo bem;
Quero te amar - e ser alguém para ocupar
cada segundo da tua vida.
Reluz de ti em mim um universo particular, e que
provoca a sede que tenho de te amar.
AtĂ© as folhas caĂdas no chĂŁo,
E as folhas levadas ao vento
JĂĄ nĂŁo tĂȘm o mesmo significado.
Afinal, vocĂȘ mora no meu
Coração e pensamento,
- eu te pertenço
Sou tua em todos os bons
Espasmos e ritmos...
Dizem que o coração não
Tem escolha para amar,
Eu digo ao mundo:
- Eu escolhi o teu amor
Para amar, cuidar e adorar.
VocĂȘ trouxe para mim
O mistério celeste que
SĂł o amor decifra o que
Foi divinamente escrito.
Tenho orgulho dessa doce
Pertença que tem reavivado,
A minha porção feminina
Ă viver de um alimento,
Que ilumina e fascina.
Essa tua doçura masculina
Faz de mim ainda mais tua,
E completamente rendida
Vou vivendo respirando,
E escrevendo a nossa poesia.
De todas as cidades das flores
(sem exagero),
Ă a mais bonita
(e dona de um tempero),
Que ao bom paladar cativa,
(cheiro bom de aconchego),
Planejada por mil amores
(para ser a morada dos prĂncipes),
Convidar o seu amor para conhecer
Joinville â concede o melhor dos convites.
Terra de luta e de intensa labuta,
Seu teto tem dias de sol, chuva, estrelas
e uma inesquecĂvel Lua.
Ah, essa Lua que se atreve aparecer ainda mais
suntuosa para provocar, invadir e
apaixonar os casais de namorados
(quando vista lĂĄ da Rua das Palmeiras):
chego a escrever versos ainda mais apaixonados.
Porque pela tua gente e tua alegria
nĂŁo me canso de me ajoelhar na catedral e rezar
preces inteiras...
Por esta Joinville colorida pelas feiras e
perfumada pelas flores,
Dotada de uma energia mĂstica para
findar com todos os humores
que nĂŁo se afinam com o estado
refrescante de poesia.
Pelo teu Festival de Dança e pelas
dançantes pontas das sapatilhas,
â sou capaz do que atĂ© Deus duvida
De peito aberto quero me dedicar para ti,
e por toda a nossa Santa e Bela Catarina.
NĂŁo medirei o desafio,
Alcançarei o azul do infinito,
Irei trazĂȘ-lo todo para mim,
Para vivermos esse amor tĂŁo bonito,
Porque de nĂłs sĂł persiste o que Ă© divino,
Se nĂŁo vens - te maldigo,
Se vens - te bendigo,
Como Ă© gostoso ouvir os teus segredos ao
pé do meu ouvido - é um tremer doce e aflito.
Eu garanto Ă nĂłs dois,
Que nunca sentimos nada parecido.
Quis deixar passar desapercebido,
Porque morria de medo de vocĂȘ nĂŁo me querer.
Resolvi deixar percebido escrito com
Os raios de sol da tarde porque vocĂȘ
Ă bem mais do que a minha metade;
O teu calor me traz serenidade,
Cessa qualquer tempestade,
E invade todo o meu bem (querer)...
Porque o teu carinho, manso e malemolente,
- faz uma grande falta
Sem ele fico carente,
O meu pensamento fica ausente,
Abandono o mundo e saio do ar;
Fico pensando em mil maneiras de te
CONQUISTAR.
Ăs o meu tato, o meu olfato, o meu paladar,
A minha visão e a minha audição;
Resolvi te entregar para sempre o meu coração.
Eu vejo em vocĂȘ as cores de todas as estaçÔes,
- o registro de todos os tempos
A intensidade do amor atemporal agarrado
Nas rédeas do tempo e dos meus sentimentos,
- tens o meu coração,
A minha cintura e os meus sentimentos;
Por ti, sĂł por ti erguerei as velas do veleiro e
E enfrentarei todas as tempestades e contratempos.
Somos a boa conjugação
[das forças da Natureza,
Trago de ti tudo e mais um pouco
[das sutilezas surpreendentes,
Dos beijos teus que me invadem e me despem
[assim exploro as tuas formas e a tua grandeza,
Escolhi ser tua - e me dar completamente,
para que nas noites que estejas ausente:
[eu tenha versos para iluminar a escuridĂŁo.
Porque mesmo sem te ver e sem querer:
posso fechar os olhos para viajar,
e te encontrar aqui dentro de mim.
VocĂȘ surgiu como o Senhor dos ventos,
das tempestades e trovÔes,
Chegou de vez para ficar com a força
do amor que nem mil chuvas nĂŁo hĂŁo de apagar,
Escolhi ser tua e viver intensamente para te amar.
O amor é uma revolução que ninguém consegue
compreender - e muito menos explicar,
à uma certeza descida do céu para iluminar,
Que faz de nĂłs terra fecunda,
De algo maior que nos invade, domina e nos inunda;
Ă loucura sĂŁ
- certeza do invisĂvel -
por intermédio do que se sente
com o corpo, alma e coração;
E torna o coração mais forte do que trovão
Indo a galope de um raio rumo
ao caminho da entregue conversĂŁo
em nome do amor total - celestial.
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