Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Amando os teus limites,

Sem limites e sem ajustes,

Sigo perscrutando, Ă© sina!



É pouco dizer o quanto

[sĂł vocĂȘ...]

SĂł vocĂȘ me alucina...



Sinal que sempre se renova,

- e que nunca tem final

Prova de um amor sem igual.



É afirmativo o segredo -

[ e o enleio...]

Que me encontro e perco...



Desta boca que me arrebata,

Dos teus vestĂ­gios quentes...,

Ah, o meu corpo fala!...



HĂĄ mais do que versos

Em nossos corpos...,

SĂŁo poemas inteiros...



Sambas, forrós, vanerÔes,

Cores, aromas e inspiraçÔes,

De um paĂ­s perfeito...



Amando o teu jeito,

A tua lembrança é viva,

O amor aqui sempre habita.



NĂŁo evito, nĂŁo tento,

NĂŁo quero cair,

No teu esquecimento.



Jogo fora os desajustes,

Dou espaço para os ajustes,

E para as estrelas – os nossos lustres.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Procurando doidamente

por vocĂȘ,

Olho para o céu,

e lĂĄ vocĂȘ nĂŁo estĂĄ;

- Porque vocĂȘ em mim habita

E para sempre reinarĂĄ...

Busco explicaçÔes

no voo duplo dado,

Apreciando a cumplicidade

das gaivotas,

É tua essa alma

e esse coração apaixonado,

O amor para muitos Ă©

praticamente inĂștil,

E para outros Ă© um

planeta que nĂŁo foi habitado.



Quem dera, quem dera...

Que o homem fosse

como a gaivota,

NĂŁo haveria nessa vida

nenhuma quimera,

O mar revolto se tornaria marola...



Vendo o Sol se pondo

entre as areias,

Como uma hĂłstia no sacrĂĄrio,

Tenho o teu amor

como um relicĂĄrio,

Crendo nas larguezas,

grandezas e firmezas.



Crendo, crendo, crendo...

Que o amor vai além do vento...,

E que ele supera todo o tormento,

Capaz de dissipar

a névoa do sofrimento;

Existindo como o mais

santo e sacro sentimento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ninguém percebeu,

Que eu tenho raiz,

Sou a flor da duna,

Que cresceu feliz.



Tenho um doce aroma,

Bondade e textura,

Foi Deus quem me quis,

Nem o vento me derruba.



Nasci flor da duna,

Brilho com o Sol,

Existo além do tempo,

Eu descanso com a Lua.



Enxergo na penumbra,

- Deus Ă© poesia

Enfeito o ninho da coruja,

Para o teu olhar trago alegria.



Resisto a forte mudança,

Das dunas nĂŁo mudo,

Eu não perco a esperança,

De colorir o mundo com amor,

Enfeitando a vida com temperança,

E seguir plantando nesse mundo a esperança.

Inserida por anna_flavia_schmitt

NĂŁo

chame

o

mar

de

ressacado,



Que

ele

fica

muito

mau humorado,





Hoje

posso

dizer

que

vi o



mar



emocionado,





E lembrei-me



do

teu

amor



enciumado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Desconfio que seja porque morei na serra,

sĂł pode ser...

Morar no litoral

deve ser a causa...,

De desafiar o oceano,

e desbravar a

falta que sĂł vocĂȘ me faz...!

Passeando na praia,

nĂŁo deixo que nada distraia

– a minha busca Ă© toda tua...,

Atravessando as dunas,

E se colocando disposta para

encontrar versos em alto mar,

Caminhei até a beira, e bem disposta

a percorrĂȘ-la,

E me dirigir rumo ao alto mar,

No caminho apreciei o carinho

das ondas do mar,

E a espuma das ondas do mar

como um véu de noiva

- enfeitando as areias ...

Cena que jamais vou esquecer,

e jamais hĂĄ de se apagar!...

Buscar elementos poéticos

morando na praia Ă© um desafio,

É como um pescador encontrar

monstros marinhos,

E, resistir a tempestade em alto mar...;

Ora o mar estĂĄ para lĂĄ, ora o mar

estĂĄ para cĂĄ,

Desafiando o coração poeta em linhas proféticas,

É como caçar o raio solar

em linhas poéticas...

Num espetåculo de sedução que só os amantes

da poesia estĂŁo dispostos Ă  experienciar,

- e os mais corajosos Ă  vivenciar

Portanto, meu amor,

sempre por ti cruzarei o mar,

e enfrentarei de tudo para vocĂȘ nunca me abandonar.

Sem exagero. Para sempre vou te amar!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Hoje eu fui até a praia,

Catar conchas para vocĂȘ,

Ninguém precisa saber,

O mar gentil bramia,

Mansa a tarde caĂ­a,

O sol se recolhia,

Por detrĂĄs das dunas,

Ideias leves como plumas,

Repletas de beijos de luz,

A sereia e as ternuras,

Endereçadas Ă  vocĂȘ,

Recolhendo conchas,

Para outra vez te ver,

Deixei a praia me dominar,

Guardei as conchas no corpo,

Mergulhei em mim e no mar.



O amor Ă© um oceano,

Temos que desvendar,

Todos devem sonhar,

E ter alguém para amar.



Quase devolvida ao mar,

Resolvi regressar,

Para te rever, e nos resgatar;

E nunca mais olvidar...,

Iniciei a oração,

O céu se abriu admirado,

Com tanta devoção,

Em tom lavanda e com nuvens rĂłseas,

Ele floriu como um jardim de rosas,

Repletas de mĂ­sticas flĂłreas,

Um celestial jardim de rosas mĂ­sticas,

- suspensas em pleno ar

Numa explosĂŁo de beleza sem igual,

Ouvi um concerto angelical,

Surgiu um arco-Ă­ris dando um sinal,

Que o nosso amor jamais terĂĄ final.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu enxergo longe...,

Enxergo de um jeito

que ninguém enxerga,

Eu te enxergo por inteiro...,

Faço versos até sobre

o meu limoeiro,

Trazes incrivelmente

os sons e os ritmos,

Do Brasil inteiro,

Pleno e doirado,

verdejante e azulado,

Da luz branca do luar

e do céu estrelado,

MĂ­stico e apaixonado...,

SĂŁo esses versos

e o meu brocado,

Nos lĂĄbios permanecem

o sabor de jenipapo.



Eu te beijo por onde

ninguém imagina,

É verdade, os meus

beijos emanam

mel, luz e malĂ­cia...

Desdobradas carĂ­cias

que ocultadas

sĂŁo para quem sabem

esperar a hora chegar,

e, tambĂ©m fazĂȘ-la acontecer...

Ainda vocĂȘ nĂŁo se deu conta

o quanto eu gosto de vocĂȘ...,

Faço silĂȘncio para vocĂȘ

se dar conta

do cortejo que tens

deixado de me fazer...



De longe sinto o teu cheiro...,

TĂŁo perfumado que deixa rastro,

Seduz, reluz e plenifica...,

Ele Ă© a tua assinatura,

- Ă© parte de vocĂȘ

Causa contemplação e ternura,

- espiritualiza

Como um bouquet silvestre

que traz para si o carinho vento,

Ele nĂŁo sai de mim porque nasceu

de vocĂȘ - cresceu com o sentimento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Encantam-me os teus lĂĄbios,

Inebriam-me os teus gostos,

PĂŽnho-me obediente aos teus desmandos e

aos teus mandos

Sujeito-me a boa obediĂȘncia,

- deixo-me pelos teus sonhos

levar

Subjulgando-me as desconhecidas -

amenidades poéticas

Para quem sabe ganhar contigo -

a especial

imunidade poética

E no teu coração ganhar siderais

espaços e as quatro estaçÔes.

Das tuas histĂłrias recontadas,

Tenho bordado tecidos,

Nunca imaginei que viramos bem

mais do que amigos...

O tempo,

a vida

e o vento

transformam os caminhos

em

um

Ășnico

espiral...

Surpreendem como a tranquilidade de uma catedral com as portas abertas

mesmo diante de uma guerra...,

Dizem ser redenção desvairada,

Mas Ă© mĂ­stica

orante pura,

Munida da fé de quem ama,

E que torna

a vida uma doçura,

Registrada nos mosaicos de cada caleidoscĂłpio interior que remonta a

marca de cada histĂłria de amor.

Enfrenta com galhardia e dos receio sem arabescos – enleva-os ao ápice

do ponto mais alto da abĂłbada celeste;

NĂŁo teme a tempestade e o mar ora calmo e ora bravio – flutua porque Ă© humana, alma redentora e libertada.

Esse fenĂŽmeno descrito em prosa que Ă© mais confluĂȘncia poĂ©tica do que qualquer outra coisa, Ă© a fusĂŁo de duas almas que passam a ser uma;

Sequer imaginam..., mas isso ocorre quando o amor na vida acontece.

Desenho-me inteira com os meus lĂĄbios,com os meus gostos e com as minhas vontades.

Ocupo-te porque sempre fostes meu,

E a tua pele também

Ă© minha,

Ă© mapa da mina

e pura mĂ­stica.

Nunca imaginei que um dia vocĂȘ apareceria para ser meu e toda a minha vida.

Encanto-me por ti sem me arrepender,

e todo dia e sempre mais porque és tudo

e mais um pouco: és o meu motivo,

a minha oração,

o meu sorriso e

o meu gozo...

Esse vaivém e das minhas letras

nĂŁo ocorrem sem objetivo;

Ele Ă© provocador tal qual um encantador que hipnotiza uma serpente.

Eu te conheço

profundamente...,

Sei que o teu coração

Ă© de

serpente.

E como recurso tenho cada verso para te hipnotizar e fazĂȘ-lo meu

completamente...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Fizeste-me tua

desde o primeiro

momento em que te conheci,

À partir desse dia

passei a ser

mais tua do que minha.

Fizeste-me tua porque o teu

acariciar Ă© como o poente

em repouso dengoso sobre o BalneĂĄrio,

contrastando com o mar de turmalina.

Fizeste-me tua porque

soube domar o meu pertencer,

Como o Sol toma conta do oceano,

VocĂȘ invadiu todo o meu ser.

A minha pele jĂĄ se confunde

com a sua,

- [por isso fizeste-me tua

No espetĂĄculo da palavra ardente,

talhada no crisol da retĂłrica

e no fogo ardente da mesma ideologia.

Nasceu o amor na troca de olhares:

a nossa inimaginĂĄvel magia.

Fizeste-me tua porque comigo nĂŁo

abandonaste o teu ser combativo,

Reaprendeste o caminho de volta

da ternura e do carinho.

Os teus dias passaram

a nĂŁo ser mais os mesmos;

eles passaram a ser poesia,

doçura, carícia e melodia.

Fizeste-me tua porque mesmo eu

estando ausente, estou sempre

presente te embalando com versos

e a minha poesia que inundam

cada momento da tua vida.

Sou o tem sorriso, a tua canção e a paixão que trouxe brilho nos olhos e luz para o seu coração...

VocĂȘ sabe que no minueto das horas

sempre estarei presente no teu sonhar, e em cada minuto do teu palpitar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Vivo numa casa que tem palmeiras,

E vocĂȘ ainda nĂŁo se deu conta,

Que eu vivo Ă  beira mar.

E que da vida sĂł levarei as grandezas,

Para sempre esquecerei as pequenezas,

ÂŽ- eu vivo para escrever e sonhar.

O Frei me disse que o escritor tem uma

sina: "- O escritor de tanto escrever acaba

deixando a vida levar...".



Ainda sou moça tenho muito o que viver,

escrever e te amar.

Hoje passei a minha tarde pensando

o nosso amor na beira da praia,

- eu estou a te esperar.

Vivo nessa roda viva escrevendo,

Doidamente cada perfume do meu

pensamento,

Nascido do sentimento,

E forte como filho do vento.



Ao cair desta tarde, apreciei vocĂȘ meditando

na areia da praia,

Deixei o mar tocar os meus pés,

O céu estava brilhante e remexido,

Fiquei de longe te olhando...,

A tua pele macia...,

A tua barba e o teu sorriso branco.

Sim, vi um pĂĄssaro voando desacompanhado

voando na imensidĂŁo;

Foi um sinal divino que vocĂȘ estarĂĄ chegando

para me tirar de vez da solidĂŁo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O mistério dos teus olhos,

Castanhos e nordestinos,

Lembra os dias coloridos,

Marcante como passos,

Na areia e no coração,

O étereo beijo não dado,

Pela poesia sublimado,

Mas nĂŁo esquecido,

Ainda me balança,

Tal como a palmeira

Ao vento de maracaĂ­pe,

Confundo Pernambuco,

Com Sergipe, e até parece

Que bebi um alambique.

Eu te vejo em boas letras,

Invernais e de verĂŁo febris,

Porque és meu chão,

És meu Norte e meu Sul,

Nem desconfia que és meu,

Tu és meu tudo e meu nada,

Tens todas as misturas,

Do que chamam de raças,

És verdejante por tuas matas,

Auri e profundo pelo teu ouro,

Azul pelo teu céu e teus mares,

Pleno, celeste e Sudeste,

Lindo até no seu Centro-Oeste,

Em berço coroado de estrelas,

És a minha constelação - e meu país.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ouço o gentil bramido do mar,

- vocĂȘ aqui comigo nĂŁo estĂĄ

Grande é o espaço para sonhar,

Um dia vocĂȘ chegarĂĄ para ficar.



Dizem que o vento te levou,

Canto para vocĂȘ voltar,

Quem uma vez se apaixonou,

NĂŁo esquece uma noite de luar.



Andas buscando mil desculpas,

SĂł para nĂŁo me enfrentar,

Porque tens medo de amar,

E a tua vida me devotar...



Sei que nĂŁo acertei na rima,

Perdoa-me, ainda sou menina;

- fiquei perdida -

Talvez seja até a minha sina.



De viver em busca do amor,

Tentando entender o mapa,

Que me leva até a mina

Deste homem que fascina.



Talvez eu tenha uma chance,

De nascer de novo,

Para redescobrir esse ouro,

De renascer esse romance.



Como o teu beijo que me fala,

Aprecio o céu cor de opala,

Como a sutileza,

Nado nesse mar azul turquesa,

Carinhosa areia branca,

Cor de areia na ampulheta,

O amor estå cheio de esperança...,

- todos misturados como letras;

Enchendo o coração de fé

e engrandecendo esse amor que nĂŁo

cansa e nem se cansa... Vive e crĂȘ!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Festa e luz interior,

Iluminando o exterior,

Assim Ă© o Rio de Janeiro,

Soberano como um poema de amor,

Belo e sempre em pleno esplendor.



Em busca do teu olhar penetrante,

Olho para o céu só para te encontrar,

- grande Ă© o amor que tenho para dar

Da ternura boa para plantar,

- todas as veras faces reveladas pelo amor

IpĂȘs floridos a coreografar,

Balançando e soltando flores pelo ar,

Para o nosso caminho de amor enfeitar.



Festa do Sol, verĂŁo estrelar,

Assim Ă© o Rio de Janeiro,

Brilhando sem parar,

Sambando no salto da cabrocha,

ExplosĂŁo sensual que te fez apaixonar.



Em busca de desvendar ousadamente,

Olho para a tua constelação solar,

Para melhor nos entrosar,

Escrevo para fazer a fazer engrenar,

Para vocĂȘ nĂŁo esquecer, e sempre lembrar,

Que nĂŁo existe limite para o amor amar,

E nada que seja impossĂ­vel que o amor

in natura nĂŁo possa contagiar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como se desperta para um sonho:

temos que nos descobrir.

Como se voa para um paĂ­s distante:

temos que nos seguir.

Sem nada a temer, e nada a dever;

Temos que nos entregar...

Os outros podem até nos condenar,

É preciso não perder tempo,

e escrever a poesia galante que

celebre o verĂŁo amante.



O amor tem um caminho prĂłprio,

Ele se faz lar por duas pessoas,

O amor tem uma lĂłgica prĂłpria,

Ele transforma notĂ­cias ruins em

notĂ­cias boas - e sem retĂłrica,

Transforma o ébrio em sóbrio.



Como se voa ao ponto mais alto céu:

temos que nos amar.

Como se desperta para a vida:

temos que nos transformar em mel.

Sem nada a resistir, e nada excluir;

Temos que nos servir...

Numa servidĂŁo doce, mĂștua e terna,

É preciso não ter limites,

e traçar o destino (com devoção);

Para eternizĂĄ-lo em versos de paixĂŁo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Na graciosidade dos pequenos gestos,

Busco cada pedaço teu,

Cada palavra bem colocada,

Com o dom que Deus me deu,

Presenteio com doces versos,

Ignorando o final do mundo,

No afĂŁ de te encontrar,

E fazĂȘ-lo para sempre todo meu.



Eu tenho a minha própria graça,

Conheço cada espaço teu,

Cada fenda bem colocada,

Com a maciez que vocĂȘ concedeu,

Presente com doces amplitudes,

Ignorando as longitudes,

No afĂŁ de te saborear,

E deslizar em plenitudes...



Na imensidĂŁo do mar com ou sem luar,

Escolhi te amar,

Viver amando cada parte tua,

Espalhar pétalas de flores,

Para celebrar o maior de todos os amores,

Ignorando os desafios [enfim,

Porque tenho certeza

de que eu nasci para vocĂȘ,

E que vocĂȘ nasceu para [mim.

Se o mundo realmente acabar,

NĂŁo importa desde que sobre nĂłs dois,

Que nĂŁo se esgote a poesia,

E nĂŁo fuja de nĂłs os desejos,

Seja no balanço da praia,

Ou nos lampejos do trovĂŁo,

O mundo pode até acabar,

Menos o amor na imensidĂŁo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não se castra a poesia de [ninguém,

Quem castra - age como quem rouba a fé,

Uma poesia castrada,

- Ă© como o brilho dos olhos roubados de

[alguém

Não se castra a poesia de [ninguém.



Das vezes que eu tentei te procurar,

VocĂȘ nĂŁo quis deixar,

O meu amor te amar,

E no teu coração eu penetrar.



Não se abafa o canto de [ninguém,

Quem abafa - age como quem acaba com o oxigĂȘnio,

Um canto abafado

- Ă© como um paĂ­s que virou terra de

[ninguém

Não se abafa o canto de [ninguém.



Do meu escrever sobre o amor,

E sobre o teu sentir,

Eu quis falar,

E vocĂȘ nĂŁo quis me ouvir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quem me dera ser

repentista nordestina,

- sĂł para cantar

os repentes de menina,

Quem me dar ser

o doce Rio JacumĂŁ,

- sĂł para me encontrar

com o seu mar,

Quem me dera ser

a carinhosa duna,

- sĂł para apreciar

esse calmo desaguar,

Quem me dera ser

o amoroso Sol,

- sĂł para brindar

esse espetĂĄculo de amar,

Descrevendo o amor

e a nossa mĂ­stica,

- até em dias sem

romance e sem luar,

Escolhi a ParaĂ­ba

para descrever e eternizar.

Quem me dera ser

o tempo e ser o vento,

- sĂł para semear corretamente

o sentimento,

Quem me dera ter

nos lĂĄbios o sabor de romĂŁ,

- sĂł para entretĂȘ-lo alĂ©m da hora

Quem me dera ser

o canteiro de estrelas,

- sĂł para brilhar Ă  beira mar

Quem me dera ser

a ĂĄgua do Rio JacumĂŁ,

- sĂł para com amor

o nosso sentimento regar,

Quem me dera ocupar

a tua vida,

- sĂł para ser o rio

ocupando o teu mar,

E fazer vocĂȘ encontrar

um sentido mais doce,

todas Ă s vezes que me encontrares

para me amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Palavras nĂŁo sĂŁo como folhas ao vento,

Dizem até que o vento as leva,

Mui diferentemente das folhas,

Elas - as palavras - sempre chegam ao

destino, - nĂŁo duvide disso.



Lå do alto do Monastério,

Com os braços em direção ao céu

De tom opala e repleto de mistério,

Em busca de retirar todo o véu,

Ele que abriga o mel que te aflige,

Assim bem doce tu redige.



Palavras nĂŁo voam com o vento,

Elas sĂł trafegam,

Mui diferentemente do que pensam,

Elas ocupam o teu coração,

E tomam conta do teu pensamento.



Vejo no firmamento

do teu corpo,

Tatuadas as setes artes

liberais,

Inscritas deliciosamente,

Capazes de me endoidecer,

E de me invadirem ardentemente,

Rendendo-me severamente.

A tua retĂłrica hipnotiza

a minha dialética,

A tua mĂșsica a minha gramĂĄtica

nĂŁo traduz,

O teu beijo Ă© expressĂŁo

- e o teu corpo seduz.

A tua aritmética domina

a minha geometria,

Somos uma constelação

- e uma sĂł astrologia...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escrevo para no seu

coração criar raízes,

Com a fé de que um

dia seremos felizes,

NĂŁo ligue para o que

os outros dizem,

O importante Ă© que os anjos

nos bendizem.



As palavras sĂŁo

como os bosques,

Elas podem ser

noturnas ou diurnas,

Deixe que permaneça

sĂł os toques,

E que definitivamente

nĂŁo te percas.



Escrevo para nĂŁo

ficar de ti isolada,

Porque devagar irei

te adentrando,

Como um carinhoso remanso,

Aos poucos vocĂȘ irĂĄ

se apaixonando...



E destes versos

que se encaixam,

Como o bosque

e o remanso,

Sei que cada um

deles te encantam,

Seremos elementos

que se completam.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A tarde chega lentamente,

Exorcizo os fantasmas,

Desocupo a mente,

Dou abertura Ă  poesia,

Ela que me acompanha

Sempre carinhosamente.



O mar alisa a costa,

Sei o que vocĂȘ gosta,

Faço perder a hora,

Rasgo todas as normas,

E vocĂȘ nem se importa,

Assim sou a tua aurora...



Sempre hei de ser tua,

Subversiva e rebelada,

Assim existo para vocĂȘ,

Eu sou a tua amada,

Em versos flamejantes,

Sou o mais lindo dos brilhantes.

Inserida por anna_flavia_schmitt