Incerteza do Amor
BUSCA INCERTA
Enquanto não se encontra um verdadeiro amor, prevalece no peito a saudade do nada e quando se perde, fica a saudade de tudo.
A paz que tanto desejo é a sorte que tanto procuro; o amor que não ofereço é um passo incerto no escuro; a caridade que não pratico é o naufragar do meu futuro; um bom coração é o que me torna verdadeiramente puro
Solidão... ilha perdida
despida
de amor esquecida
deserta
é, a vida é incerta...
mas tudo o que acontece é na medida certa.
Solidão... há dias assim... há vidas assim
do começo ao fim
Vidas em que não há lugar pra mim.
Cultive o amor,
cultive a alegria,
cultive a fé...
As preocupações, as dúvidas, as incertezas,
a tristeza e tudo o que estraga seu dia
entregue ao Senhor.
Oposto
.
Estou vivendo o que é certo
No incerto amor
De cada dia.
.
Nele eu busco
Um pouco de carinho
Que nos caiba num só ninho.
.
O amor é curva reta
Que se faz a conversão
Pra se abrigar num coração
.
É o oposto de tudo o que se entende
Compreendendo sem saber
Tudo que pode oferecer...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
O amor parece ridículo aos olhos meus
Tão incerto, tão volúvel, tão errático
Um jogo de azar, feito de modo tétrico
Um ímã que atrai, com poder hipnótico
Inebriado por seu efeito etílico
Caímos na sorte do sentimento único
Tão clichê, tão banal, parece satírico
Mas é real, é verdadeiro, é mágico
Por vezes nos perde, prova a bondade
Mas nos ensina a perdoar, a sermos fortes
Nos faz ver além, do ímpeto da vaidade
O amor pode ascender, e não ser ridículo
Basta deixar de lado o medo da sorte
E acreditar na sua pura verdade.
Evan do Carmo
Os desguarnecidos de Amor sofrem amedrontados com a contínua incerteza da insegurança que os cercam.
Sou grato, Senhor, mesmo na dor,
Pois sei que em tudo há Teu grande amor.
Se o caminho é incerto, eu vou confiar,
Tua mão me guia, não vou vacilar.
Vejo no amor um véu de silêncio e incerteza... figura que se insinua entre o sensível e o inteligível, como a sombra nas paredes da caverna: ora abrigo que consola, ora ilusão que se desfaz ao se voltar para a luz.
E, paradoxalmente, reconhecer esse véu é, por si, uma forma de clareza... como se a própria dúvida fosse um indício de profundidade, e o enigma, uma morada possível para aquilo que não se deixa capturar por inteiro.
Quem sois vos para mau falar de nos, se trazes por medo a incerteza do amor, dentro de si mesmo. A obliqua sociedade condena sem remorso pela furtiva aparência sem julgar as medidas certas e as fatalidades das verdades.
DÓI
Como dói este silêncio fantasiado de não.
A incerteza que regula o compasso do coração.
Um esperar descontrolado que inibe o respirar.
Um sentimento desacreditado que não cansa de esperar.
Uma ilusão infantil de alguém que se apaixonou.
Na espera do sim, de daquela a que amou.
Como dói a vida ferida.
A ferida vivida.
O sentimento continuo, neste mar de dor.
Como dói o silêncio escondido, neste caos chamado amor.
Como dói te ver e não lhe ter
Como dói viver num mundo, que desconhece meu amor por você!!!
Você me traz muitas incertezas,
Muitas dúvidas,
Mas contigo, esqueço minhas tristezas,
E quero, em uma juntar nossas vidas.
Tenho observado – e posso estar errado – que o amor é um sentimento claro e absoluto apenas para quem não desfruta dele. Nós amamos, desesperadamente, a pessoa que nos deixou. Nosso amor é óbvio, e inabalável, por aquela criatura que nos deixa em permanente incerteza. Amamos ferozmente, claro, quem nunca deu sinal de nos querer. Se isso tudo é verdade, a moral da história é muito clara: nós amamos, realmente, e de forma permanente, o nosso desejo. Quando ele está saciado – pela certeza do amor e da presença do outro – então já não temos tanta convicção. Faz parte da nossa natureza perversa, eu acho.
amor sui
Quando o todo se mostra pouco, asas sejam dadas à convicção única de que, à exceção da plenitude, tudo é inexoravelmente incerto
Nada há que se possa movimentar além das próprias forças
Temei, palavras de amor,
há por aqui muitos inimigos novos,
sobretudo lembranças,
e desconfia-se de recém chegados,
sobretudo vindos de tão longe
e de sítios tão incertos.
Redenção
Imagine um mundo congelado, sem dor, sentimento, raiva, amor e lágrimas, tudo está petrificado, árvores, carros, culpas e corações.
O silêncio é estridente, penetra em cada canto e o frio cortante é a única voz a ser ouvida.
Sonhos não existem mais, todos os seres tornaram-se obsoletos, há um grande vazio em toda essa vida que pulsa debaixo do gelo, formado nas entranhas, vindo de dentro pra fora, extraindo todos os medos e anseios se materializando e cobrindo a pele, deixando sem movimentos, pensamentos, apenas uma duvida e arrependimento a cada respiração, até o momento do silencio absoluto, sem fechar os olhos, os segundo parecem horas para admirar toda a transformação.
O mundo está em êxtase, todos os seres que o assolam estão paralisados, descrentes e melancólicos, a pouca racionalidade que os resta suplica redenção divina, implorando para deixar para trás todo o passado, na esperança do gelo derreter junto com os todos pecados.
Todos os seres esperam a resposta de um ser superior, pela primeira vez houve uma sintonia em prol da humanidade, todas as diferenças deixadas de lado, toda a guerra virou paz, a esperança tomou o lugar das incertezas, cada coração gelado desejava a vida.
Mostrando que sempre são seres humanos, enquanto aguardavam a resposta, esqueceram-se de fazer uma pergunta.
O mundo está a salvo das pessoas, será que merecemos mesmo uma segunda chance?
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Amores
Não sou de amores vulgares
E nem de amores sérios.
Não sou das certezas no amor
E muito menos desprezo as incertezas.
Não sou de não olhar pra amar
E também fecho os olhos,
Quando o amor me queira entrar.
Não corro risco no amor,
Tão pouco quero segurança;
Uso-me apenas do verbo amar.
Sou de amores sérios
Quando dos vulgares amores,
Sentimentos sabem tão bem decifrar.
