Ilha
Não deitei no Seu peito, mas toquei Seu coração
E eu sei
Não fui para uma ilha
Mas Te encontrei na Bíblia e também em oração.
Todo ser humano é uma ilha, e esta ilha onde ele habita com seus mais reconditos segredos e conflitos, não é permitida a presença estranhos, é impossível acessar esse território proibido totalmente nem tão pouco facilmente, todo ser humano é uma ilha
Precisamos criar a nossa própria ilha mental para não nos acostumar a conviver num ambiente de agressão.
A tua raíz original por
arcos e flechas não será
por mim esquecida,
Entre o continente e a ilha
quem faz ponte é a poesia.
A tua Padroeira é Santa
e em ti sempre tenho
esperança por nossa gente
que com coragem resiste
e com fé na vida persiste.
Entre a lagoa e tuas praias
com o teu nome de Marechal
você me acolhe de um jeito
tal que só penso mesmo é
no teu amor sublime e perfeito.
Entre te amar ou te amar
a minha escolha é te amar,
Façam com dias sol ou chuva
ou noites com ou sem luar,
eu agradeço no teu peito morar.
Muito distante
de ser uma ilha
segundo o poeta
de Timboema
busquei por ti
para falar tudo
o quê eu senti
sobre o quê vi.
Desta vez foi
muito diferente
para nós dois,
não sei se foi
a Lua ou o quê
aconteceu,
(só sei que você
não saiu mais
da minha mente).
Transformaste
a tranquilidade
em inquietação,
meu precioso
(olhar de azeviche
e doçura insana
que me incendiou
de ciúme e gana).
Desta vez para
nós foi diferente,
pois não saí de ti
simplesmente;
a solidão não
é e nem nunca
foi feita para gente,
(você não tem
saído da mente).
Tornada a tua
Eta Aquarídeas,
a tal dançarina
em celebração,
divindade elegida,
no teu Universo
(não passageira,
ocupação sensorial,
romântica e etérea).
Você me chama
e só o tempo dirá
se de mãos dadas,
almas aninhadas
e idéias alinhadas
em tempo aberto
(abraçados e ternos
na Fortaleza de Santa
Cruz de Anhatomirim).
Estou aqui na ilha das palavras,
- gozando da condição de prisioneira
O firmamento me fitando,
chego até a escutar a voz de Deus:
"- E agora, minha filha? ".
Só me resta recordar o teu arfar,
e com o teu amor sonhar...
Porque até o mar brinca comigo como
um jogo de espelhos que quando penso
que estou me vendo: na verdade é você
que estou vendo e rememorando...
O azul do mar, a areia branca, as rochas
e o meu cantar - estão a te procurar...
Do que adianta ter veia poética, e o teu
coração não ter conseguido tocar?
Resolvi de vez me ilhar aqui (na ilha das
palavras), fazer rendas com as meninas e
ainda crer que o seu amor poderá voltar.
Porque até a brisa e a maresia à partir de
hoje não tem mais o mesmo perfume,
Não sei mais se devo te escrever, te falar
ou apenas cantar. Só Deus é quem sabe.
Uma coisa é certa: os meus dias não serão
como antes: irei dedicar cada rosário
para a Nossa Senhora dos Navegantes.
Para que ela te lembre das noites amantes,
nas quais as estrelas e o luar se fizeram
ainda mais brilhantes - extasiantes!...
Estou como uma felina estendida no
tapete (esperando) o afago do dono;
com os meus olhos caídos,
e versando sobre o abandono na esperança
de receber um carinho e o nosso reencontro.
Maria Felipa
Protetora do Brasil,
da Bahia e da Ilha de Itaparica,
é a lendária Maria Felipa
contra qualquer
intento colonialista,
A memória segue viva,
mais de uma luta continua
e a poesia se ergue reunida,
Razão maior e sublime
de manter a nossa Pátria unida.
Do último cais que zarpei, só sobrou decepção e amargura. Resolvi deixar terra firme pois fiquei sem chão quando tudo acabou.
Levantei âncora e parti com meu barco de sonhos disposto a desembarcar na primeira ilha de paz que encontrasse.
Sem o mapa da felicidade e sem a bússola da esperança, foram dias e noites perdido navegando por mares de solidão.
Enfrentei muitas tempestades de desilusão e naufraguei em algumas delas. Em cada um desses mergulhos profundos, voltei à superfície mais corajoso e pronto para enfrentar novas tsunamis de dor. Mas elas não me afundariam novamente.
Deixei minha paixão conduzir o barco e me guiar por aguas desconhecidas. Foi então que avistei no horizonte, na direção do pôr do sol, uma terra misteriosa e inexplorada, mas de natureza exuberante e receptiva.
Foi ali, no lado esquerdo do seu peito, onde joguei minha âncora e desembarquei para viver feliz pelo resto da minha vida.
Parando de soluçar o pássaro começou a repetir uma palavra que Will não compreendeu.
- "Runa". Seria isso mesmo? Não. Era Karuna. Não havia a menor dúvida.
Levantando a mão trêmula, Will apontou para as frutas na cesta redonda. Mangas, bananas... Sua boca seca se encheu d'água.
Muros
Muros… quero construí-los.
Densas nuvens – para tudo ao meu redor escurecer… e tudo esconder.
Quero bloquear tudo o que vem de fora.
Aqui dentro minha alma chora.
Uma ilha me acena.
Quero sair de cena.
Até a eternidade dormir.
Ah! Tudo isso me faria tanto sorrir.
O visitante
A vinda de uma pessoa
é, de fato,
uma tremenda façanha.
Porque ele traz consigo
seu passado e presente
e seu futuro.
Porque a vida inteira de uma pessoa
vem com ela.
Uma vez que é frágil
E tenha sido quebrado (antes)
o coração vem junto.
Suas camadas o vento provavelmente será capaz de delinear,
Se meu coração puder imitar aquele vento
pode se tornar um lugar hospitaleiro.
AMOR É DIFÍCIL, NÃO É NADA FÁCIL.
O amor não procura seus interesses e se alegra com a verdade (1 Co 13:5,6).
Recebemos uma revelação do Senhor e serve primeiro para nós e depois para quem ouve, lê ou vê.
Amor não se aplica apenas àquilo que vai nos fazer bem à nossa maneira, do modo como entendemos, mas também aquilo que precisamos ouvir; não só o que queremos ouvir. Deus é amor e ele nos ama na sua exortação, na sua chamada para uma conscientização sobre onde estamos falhando em nossos comportamentos e atitudes.
O verdadeiro amor se compraz em ver as pessoas felizes e em paz consigo mesmas. Por isso que, quando se manifesta, busca os que pensam estar gozando de plenitudes racionais, emocionais e espirituais, mas não estão; na verdade, estão mergulhadas em seu ego e ensimesmadas em suas concepções humanas que as distanciam de Deus, e não percebem.
Aí o Amor chega a fim de ajudar, mas muitos, lamentavelmente, não entendem e não o podem suportar, pois não acreditam que Deus pode se manifestar por meio de uma pessoa, de um animal, de uma pedra, de um raio, de uma planta, de uma mensagem etc., ficando à mercê de seus caprichos pela própria vontade independente da vontade de Deus para o seu bem.
Difícil reconhecer e aceitar que o amor é rigorosamente rígido. “Deus só pode ser bom o tempo todo!” Sim, Deus é bom o tempo todo, mas essa bondade divina engloba a justiça, a correção e a instrução.
A bondade de Deus corresponde exatamente ao nosso entendimento do que seja um pai para com um filho. O bom pai passa a mão na cabeça do filho por tudo o que ele faz? Não! Mas sempre lhe ensina a se corrigir quando comete um erro, oportunizando um aprendizado para a vida, em sentido global, onde ele não é uma ilha cercada do nada, mas uma ilha, sim, cercada de gente por todos os lados.
Dos meus Arquivos
Das jornadas em claro
E é claro que foi nessa luz
Dentro de mim que encontrei a saida
Nunca me perdi para que me encontrassem
Livre de naufragio
Construindo meu barco
Me fortalecendo ao remar
Sei que nunca seria fácil
É preciso se afogar
Para aprender a nadar
É como ser sereia
E aprender a andar com as próprias pernas
Tão fortes
E eu,terna,de mim
Onda, mar, tempestade
Dos meus Arquivos
Saudades
Tipo ilha
Eu encaro sozinha
Ancorei em mim
Para me permitir
Ser completa,ser a minha própria peça que faltava
Sou quebra cabeça
Eu sei me desmonto
E sozinha, me permito me montar inteira
Sangue madeirense
Há mistérios na vida que não tem como se explicar
Um deles é a energia daquele lugar
Da terra onde essa energia circula em meu sangue, na minha genética
Na minha cor de pele, na força, no jeito, nos traços e personalidade
Todos induzidos por essa energia mágica que só conhece quem já esteve lá
Somos brabos, bravos, mas de coração mole
Lá chegamos, muitos saíram como desbravadores
Mas o lugar nunca saiu de nós, pois é a tal energia, que sem explicação
Move esta ação, de sentimento e paixão
Pela terra que não tem divisas
E seu horizonte, de visão eterna
Onde o azul do céu se confunde com o do mar
Onde há serra e mar
Onde todas as casas e lugares, tem vista para o mar
O mar, do mar, sim, somos do mar, tudo há mar
Piratas do bem, apaixonados pelas raizes
E orgulhosos, deste lugar
Muitos não conheciam este lugar que estou a falar,
Precisou de um astro, uma celebridade, o lugar divulgar
Mas nossa fama, já vem dos tempos
Desde curas a momentos
De grandes nomes da história e dos descobrimentos
Já conseguiu desvendar o tal lugar?
É uma ilha no meio do nada
Mas do nada, nasceu as belezas da vida
Da natureza, a realeza natural, a sua maneira
Bem própria, bem típica, divina e verdadeira
A nossa grande e pequena ilha da Madeira
P[R]O[BL]EMA
nenhuma técnica/método
receita bulário
segunda via feita a papel carbono
xerox reconhecida em firma
rúbrica a punho
sequer ensaio para a cegueira
qualquer poliqueixa minha
qualquer cólera
qualquer resultado
não é mais que
poema
único num
teorema do exercício de ser
todo dia um poeta que firula
a inquietação
condicionado à metáfora
programado em rima
aos vocábulos que rodeiam:
sou quase todo ilha
Quando crianças brincamos
Adultos paramos de brincar para conquistarmos os nossos objetivos e assim garantirmos um futuro brincando!!!
Vem pra cá menina franzina!Vem do jeito que tu és;vem para os braços de quem à sonha,encontra o corpo de quem te quer... oh! Pequena que me fascina,tem postura sabe o que quer;lhes prometo ser o teu anjo e faze-la muito mais mulher...
Morena de olhar sereno,que tanto me faz pensar;que os ventos nos traga paz e longas noites de luar,se tu queres também quero,morar na ilha de porchat...
Do alto daquele prédio,só ouvir os sons do mar,a brisa perfumando o corpo,oh! Deus! Tu me faz sonhar... Acordar de manhã sedo e vir pra sampa trabalhar;tão logo ao anoitecer pra ilha retornar;adormecer ao som das ondas e neste mar afogar-se...Este mar a-vilha é você!!!
Poesias que hão de caducar um dia
Ponto de ônibus
Brilha, estrela, brilha!
Brilha no azul do céu condenado
abraça o espaço/tempo e brilha
nesse agudo gueto urbano desalinhado.
Rasga o vento a face fria
dos sujeitos por hora tornados ilhas
em sinuosas filas aleatoriamente formadas
e organicamente organizadas.
Vagos olhos brilham
vago olhar, vaga... triste
sem referências e sem brilho
pela falta de nexo desse lugar.
Nuvens cinza vagam
num horizonte (azul) disforme
vagam os olhos perdidos
na vastidão deste vazio enorme.
