Horizonte
Sorriso marcante, como o sol nascendo no horizonte, com a beleza de um arco-íris, que mostra seu esplendor em meio da tempestade.
: levo-te comigo
Já vejo estradas no céu
onde meu sonho voa, voando...
Vai direito ao horizonte
onde não existe contramão!
-- josecerejeirafontes
NUMA TARDE
Dentro do crepúsculo no horizonte
Do entardecer do cerrado luminoso
No céu espalha o devaneio ramoso
Encanto peculiar, e plural viva fonte
Entrelaça-se, nas cores, em monte
Em um sintoma mágico e viçoso
Se vestindo de um atrativo fogoso
Corando o ar no dia em desmonte
O silêncio da tarde corre fugidio
As pombas gorjeiam no beiral
E o sol empalidece num arrepio
É a noite saindo do véu virginal
E o vento em um afiado assobio
Poetando um entardecer casual...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Numa tarde, 2020
Sertão da Farinha Podre, Triângulo Mineiro
em meus momentos de mar, solífugo, a evitar o sol,
as ondas submetendo a proa, olhava o horizonte...
sereias labializavam meu nome,
o navio a extraviar-se, agonizava a silhueta,
e a melancolia era a tinta
para pintar os meus naufrágios.
É através da contemplação dos pequenos milagres diários que alargamos o horizonte do olhar para apreciar os grandes.
BUSCA
Talvez te encontre
além do horizonte
num castelo encantado
ou debaixo da ponte
Razão de meus sonhos
singela beleza
cabelos revoltos
mãos de princesa
Teu cheiro me chega
nas asas do vento
insano te busco
nas dobras do tempo.
(publicada no livro: Antologia V - CAPOCAM
Casa do Poeta Camaquense - 2019)
contraste
o cerrado é melancólico
no igual do seu irregular
o horizonte é eólico
no vento a lhe soprar
mas tão diverso e assistólico
que faz a admiração pulsar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro 2017
Cerrado goiano
AURORA NO CERRADO (soneto)
Admirar-te enlevado na tua hora
És parida no horizonte do cerrado
És tu oh virginal e formosa aurora
Silenciosa no céu titã e encarnado
Entre nuvens forasteiras, senhora
Alavam-me pensamentos tão alado
Na áurea nascente que me aflora
Anuindo devaneio pro encantado
Num arpejo de harpa por ti sonora
Aos olhos, num observar alumiado
Surgis em glórias e sem penhora
E a emoção neste plural batizado
Saúda, pois ufanar lhe é anáfora
No teu fulgor angelical pavonado
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 17/05, 04'35"
Cerrado goiano
AMANHECER (soneto)
O sol do cerrado, hoje nasceu no cantinho
da página do horizonte, e o vento friorento
opaco, a chiar na fresta, com olhar sedento
abraçando o dia e, brindado com remoinho
E no cantinho da pauta do céu, momento
dum novo alvorecer, engrunhado, mansinho
encimando o inverno no sertão torvelinho
num ritmo trêmulo, mas cheio de elemento
E o coração na janela d'alma observando
suspenso nos pensamentos, devaneando
enquanto o tempo tingia o olhar de magia
Neste amanhecer da vida de sol brando
que nasce ali no cantinho, dia formando
meus sonhos vão sonhando em romaria...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, junho – Cerrado goiano
Ao caminhar descalço na areia eu sinto que nem toda aquela beleza, das montanhas do horizonte distante se compara com sua silhueta , e me traz uma leve brisa do vento que concretize o momento do maior sentimento, de eu querer reviver a cada instante ser intensamente sua miragem, que é a mais bela você olhando o eclipse da lua, em uma noite que abriu as portas e as janelas, da minha alma você sempre vai ser a minha calma, que me traz o sentido que enquanto nossos olhares se encontraram em uma noite estrelada. E que foi marcante ver que seus olhos brilhantes tirava todos os brilhos de qualquer nascente, inconsequentemente você não sai da minha mente, estou em frente de você deixando os meus rastros e os passos que refaço o pedido de viver cem anos ao seu lado.
Outono no cerrado
Cerrado. Ao horizonte escancarado. Escancaro o olhar
Sob o céu acinzentado, admirado chão de cascalho calçado
O vento rodopiando, a poeira empoeirando a anuviar
O minguado frio sequioso outono dos planos do cerrado
As folhas bailam, rodam, caiem em seu leito ressequido
A chuva se esconde, onde o céu não pode chegar
Os sulcados arranham e ondulam o ar emurchecido
Do desconforto calado entre os cipós e galhos a uivar
Olho o céu purpúreo desenhar o frio chegando ao porto
Os arbustos rodeados de cascalhos num único flanco
Rangendo o outono no amarelado e árido cerrado torto
Num verdadeiro espetáculo de pluralidade saltimbanco
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28/04/2016, 14'25" – cerrado goiano
Quando o sol desaparece no horizonte
Da porta da frente
eu vejo o sol quando nasce
À tarde meus olhos
buscam o horizonte
que mostram o sol poente
Então vejo o sol
que desaparece lentamente
magia do amanhecer
magia do endardecer
Às vezes tudo é silêncio
Em outros sinfonia de pardais
Parece que tudo é motivo
prá louvar a natureza
borboletas e libélulas
voando num zum,zum sem fim
Momento de rara beleza
Quando o sol
no horizonte desaparece
Edite lima
Novembro/2019
HORIZONTES
Ao olhar a linha do horizonte
parece que a terra ali termina,
mas se eu chegar naquele lugar,
outro horizonte se descortina...
Assim é vida e suas trajetórias,
quando nos parece que tudo se finda,
novos episódios formarão a história,
talvez, com uma aurora ainda mais linda.
Enquanto a vida habitar no ser
haverá esperança, haverá porvir,
haverá motivo pra não desistir,
brilhará a dádiva do viver...
Quem dera ser horizonte
Num dia poder escolher ser céu,
Noutro pedaço de terra no cume de um monte!
O olhar paira a aura branco cinza que se esbate sobre o planalto do horizonte, lá longe, longe de o encontra, longe de o tocar invejando o sentido do seu propósito de ser. Limite entre todo aquilo que existe e tudo aquilo que não existe dentro do coração da gente. Linha fina, infinita, que não se aumenta nem diminui, vectorial dentro de de mim onde eu desenho um ou dois... Universos!
