Horizonte
DO PLANALTO
Ó horizonte além do olhar atento
Onde agacha o sol na tua entranha
Escondendo o dia a teu contento
Rajando de rubro o céu que assanha
Chão de encostas e poeirado arbusto
Tal qual a composição de um verso tosco
És dos pedregulhos e riachos vetusto
De robusto negalho (cristal) luzido e fosco
Daqui se vê o céu com mais estrelas
Que poetam poemas que a ilusão cria
Debruçadas com a emoção nas janelas
De contos e "causos" que pela noite fia
Eu sou cerrado e sua rude serenidade
Eu sou da terra, e a terra é para mim
Dum canto que não tem início, metade,
e nem fim.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
A excelência é um horizonte. Para alcança-la devemos trabalhar e nos policiar dia após dia, fazendo o possível e o impossível mas com racionalidade e determinação para saber até onde prosseguir sempre respeitando nossos valores e os das pessoas que estão ao nosso redor.
►O Amor Que Conheci Em Belo Horizonte
Foi naquela grande capital que a vi
Foi naquela grande cidade que me conheci
Não estávamos sozinhos,
Mas eu sentia que ela estava só comigo
Não fora algo comum de acontecer,
Mas me senti diferente quando nos conhecemos
Algo impossível, mas que aconteceu sem querer.
Parque municipal, meu lugar preferido de lá
Estava apenas observando os peixes
Acho que meu corpo só queria descansar
Descarregar o estresse que tenho às vezes
Eu estava procurando a paz, e encontrei algo mais.
Em um simples banco de madeira, nada especial
Poderia ter chovido, mas o dia fora normal
Não me era prometido nada, e eu estava tranquilo
Me sentei procurando meditar,
E encontrei o que eu nem mesmo estava a procurar
Não acordei aquele dia pensando que iria me apaixonar,
Mas aconteceu, rápido quanto o piscar
O meu coração disparou, como um tiro de uma ak
Eu só pensava quais eram as probabilidades,
Quando me dei conta, lá estava eu, a me declarar
Tudo o que consigo lembrar é dos textos que escrevi
Um deles eu até disse que meu amor era grande como o mar,
Como alguém entregado que já não enxergava mais nada
Tudo por conta daquele encontro, e da situação inusitada.
Ela estava com as amigas, em uma mesinha de pedra
Um jovem estava no meio delas, com um violão
Ela parecia estar mais afastada, mais na dela,
Talvez em seu próprio mundo da imaginação
Sua distância com amigas foi aumentando,
E ao meu lado ela foi se aproximando
Eu, como um rapaz só, estava a sós com meus pensamentos
Preenchendo os vazios do caderno, sentindo o vento
Quando me virei, a vi próxima a mim, a pouco tempo
Um bom dia, educado, e, de repente, éramos conhecidos
Falas e mais falas foram depositadas em nossa conversa
Eu acabei por ficar um tanto quanto entretido,
Não só pelo sorriso, mas pelas suas ideias.
Com um pedido meigo, a deixei ler meus textos
Não consegui negar, creio que também não queria
Ela leu, um a um, com um olhar preciso
Percebi que, durante sua leitura, ela demonstrava alegria
Ou eu estava só querendo que ela gostasse deles, não sei
A cada página virada, ela me olhava e suspirava
Pensei que eu havia escrito uma fábula encantada,
Pois, no fim, eu a chamei de princesa, por quê?
Vai saber, talvez eu só estava a muito tempo no sol
No fim do dia, horas depois do meu elogio, ela me ligou
Me assustei, tinha me esquecido que havia passado meu número
Hoje ainda converso com ela, até escrevi um texto romântico
Claro que fora totalmente dedicado a quem eu conheci em BH
E que hoje compartilha minhas noites estreladas.
A PASSAGEM DE ISABEL VIEIRA POR BELO HORIZONTE
CRÔNICA
Após retornar ao seminário Escola Bíblica Permanente de Sião (EBPS), da Assembléia de Deus em Belo horizonte – MG, em 1996, depois de um considerável período fora dessa escola e da vontade de Deus, conclui com êxito o curso de Educação Teológica, cuja matrícula havia trancado.
Convidei a mamãe para a minha Colação de Grau no Templo Cede da AD,na região central da capital mineira; que para a minha surpresa confirmou sua presença no evento.
“Mãe é mãe, não é madrasta!”...
Apesar da avançada idade e da distância (1.120 km) mais ou menos - do seu reduto, não mediu esforços e compareceu.
Dias depois, fizemos uma ‘via sacra’ em casas de amigos, numa região em que havia morado; nos bairros São Tomaz, São Bernardo... Oramos pelas pessoas, por onde passávamos:
No Luar da Pampulha a mamãe orou pelo seu José Caitano, acometido de um câncer; depois da oração, Jesus o preparou e levou para sua glória.
Em qualquer prosa que mamãe iniciasse com um descrente, logo falava de Jesus e fazia o apelo: perguntava se a pessoa desejava "aceitar Jesus como Salvador". E, geralmente de bom grado, ela aceitava, com palavras ou gestos afirmativos.
Dona Maria pediu oração para Jakson seu marido, policial civil, que a proibia de freqüentar igrejas evangélicas; há trinta e seis anos, estava privada de fazer isso. Aquele homem era um julgo tirano que oprimia aquela pobre mulher. Em seu coração não tinha espaço para a generosidade, justiça, e nem muito menos para um espírito fraterno.
Depois das orações de mamãe não demorou muito, ela já estava freqüentando a Igreja, glorificando a Deus. – O marido, partira dessa vida para outra e ela saiu do cativeiro; e como Miriam irmã de Moisés, depois da travessia do Mar Vermelho, cantou o cântico de liberdade.
Visitamos algumas viúvas em suas tribulações: Dona Ana... Dona Berenice; que pediu orações para os filhos (Manoel e Juca), dependentes etílico. Comemos salgados fritos feitos na ora, e tomamos café com fumaça saindo na beira da xícara; mamãe se comprometeu de fazer uma campanha de oração pelos seus rapazes.
Com o andar da carruagem... O Juca foi atropelado na porta da sua casa; muito debilitado, não resistindo os ferimentos, faleceu dias depois, num hospital da cidade. Manoel seu irmão, foi liberto do vício da bebida; ficou quinze anos livre do álcool e morreu em decorrência de uma cirrose hepática, ainda numa boa idade.
Fomos bem recepcionados na residência do Seu Edson, meu ex-patrão; como boa maranhense mamãe ensinou dona Maria José sua esposa, a fazer cuscuz de milho; o mineiro conhece muito de pão de queijo e outras iguarias... A janta estava uma delicia!... Com toda a família em volta da mesa.
Ainda abusando da boa vontade e das energias de mamãe, às 19h30 fomos para o melhor lugar do mundo: o templo. Participamos de um belo culto na Assembléia de Deus do Bairro São Bernardo.
De longe, se ouvia os irmãos falando mistérios com Deus. Apressamos os passos. Não queríamos perder um minuto sequer daquela benção.
Bem recebidos na congregação, como usam fazer os santos; após a leitura da Carta de Recomendação que mamãe apresentou, oriunda de sua congregação de origem – em Campos Belos - GO...
O culto transcorria de maneira esplêndida e o Espírito Santo operando grandemente no seio da igreja.
Presenciamos, in loco, um dos cenários de grande beleza na vida da igreja; uma reconciliação entre irmãos, intermediada diretamente pelo Espírito Santo.
Aquilo que o Senhor deseja para seus filhos, e que está registrado nas Escrituras para nós: “Ó quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!...”
Essa reconciliação foi concretizada ou restabelecida à contra gosto de dois jovens integrantes da mocidade da Igreja local - Silas e Carlos. Pois até aquele momento nenhuma manifestação de arrependimento havia acontecido entre eles.
O primeiro era dirigente da mocidade e o segundo cursava o Bacharel em Teologia num seminário da instituição religiosa em que servia.
Por algum motivo qualquer, não se falavam há muito tempo e por causa desse impasse, a Igreja gemia com aquela relação desigual e conflituosa.
“Como poderão andar juntos se ao tiverem de acordo?...”
Deus se mostrava aborrecido, e dava oportunidade a eles para o arrependimento:
Usava os vasos da sua casa, em mensagens proféticas, quanto à necessidade do arrependimento e do perdão entre eles, mas se faziam de surdos.
Não desejavam mesmo fazer às pazes; não queriam conversar nem se fosse para irem para o céu juntos. Vejam caros leitores, a que ponto os dois chegaram!
Então, Deus mesmo tomou uma atitude mais séria com eles: agarrou o Silas pela gravata e o levou à frente de povo; e da mesma forma, fez também com Jeremias.
Do percurso de seus assentos, seguindo pela nave do templo em direção ao santo altar, se derretiam como manteiga no fogo.
Perdoaram-se e ficaram abraçados chorando,chorando,chorando... Por mais ou menos vinte minutos. E a irmandade em pé, chorando também. Houve profecias, e a igreja, em peso, glorificava muito, a Deus.
A alegria naquele instante foi tão grande que ia da Terra ao céu!... E os mensageiros de Deus fizeram a festa.
E via-se renovo espiritual, por todos os lados; não somente dos jovens mencionados nesta narrativa, mas também de toda a congregação. Foi um culto maravilhoso e inesquecível, aquele!
Alguns irmãos, com dons de visão, viram anjos celestiais trabalhando naquela operação divina.
Naquele culto abençoado e histórico o inimigo mais uma vez foi grandemente derrotado. Louvado seja Deus!
Dormimos na casa de Raul e de Dona Luzia, casal não evangélicos, mas abençoados; ao qual tenho muito apreço e que, nos acolheu maravilhosamente bem, naquela noite!
(14.02.16).
MARCA DE UM ADEUS.
Márcio Souza. 29.05.17
Um barco que zarpa no horizonte,
Nas águas azuis de ondas espumantes,
Levando a bordo saudades de amor,
Deixando lembranças e na areia uma flor.
Uma flor que cresceu, floresceu de um botão,
Desabrochou uma rosa e depois ganhou vida
Foi a maior alegria, foi amor e ilusão,
No final virou símbolo e marca da despedida.
Solitário no chão, esquecida na areia.
Implorando que as ondas a levasse também,
Aguardando a chegada das marés altas e cheias,
Para tentar alcançar o distante seu bem.
Mas o barco partiu, não terá retrocesso,
Uma despedida final, só com passagem de ida,
Deixando apenas essa dor, tão doída, confesso,
O coração em pedaços , pobre alma combalida.
Mas no jogo da vida, há vitórias e fracassos,
Há momentos de glórias e derrotas também,
Do que se viveu entre beijos e carinhosos abraços,
Transformou-se em dores que o coração não contém.
O amor tem surpresas, nada se pode prever,
Tem alegrias, belezas, tristezas e logros.
Caso não dê certo ou fracasse, alguém tem que perder,
Para que outro amor com mais sorte possa entrar nesse jogo.
Não adianta sofrer, tampouco se lamentar,
Mesmo um amor que se foi, valeu a pena amar.
Todos foram importantes, os bons momentos vividos,
Que apesar dos pesares, jamais serão esquecidos.
Lá se foi o amor, que nem sequer despediu,
Ferindo-me fundo a alma e o meu peito de dor,
De toda história de amor, em tudo se resumiu,
Sobre a areia da praia, triste e solitária flor.
Márcio Souza
(Direitos autorais Reservados pelo autor)
Não feche os olhos para a vida se o que você pensava ser pra sempre acabar. O horizonte a sua frente é lindo e você não vai querer perder isso.
Você esta olhando para o horizonte e ver o por do sol, e você esta sentado sobre uma imensa colina......É assim que me sinto todos os dias!!
É como se você fosse o Sol, e minha vida a colina, e todas as vezes q eu tento chegar a você la em cima, você já esta indo embora no lindo por do sol e a unica coisa q posso fazer e te olhar indo embora, aquela linda e perfeita estrela, depois cai a noite em minhas memorias, o calor se vai e vem a escuridão o frio e a desolação!!
mim espelho no meu sorriso olho as estrela em que ela brilha para alem do horizonte esta o amor acabe acada um escolher a direção de seguir em frente ou volta mim pergunto se alem desse caminho esta as batida do meu coração autora luilla salvaterra
O fim pode ser como um horizonte,
Somente chegando nele pode se ver que
vai muito alem do que se pode enxergar.
Não erga a cabeça, e não ande de cabeça baixa, olhe para horizonte o equilíbrio de respeito e ego, se encontra no equilíbrio entre céu e terra.
"Pode ser que um dia o destino forme um caminho novo no horizonte, que a rosa que hoje é linda e bela se torne um mero resto, que a lua pare de brilhar, que o sol nunca mais nos aqueça com o seu glorioso brilho. Independente se essas coisas continuarão a existir, se essas pequenas ações virem pó na vida da humanidade, temos que seguir adiante. Saudade é a confirmação de foi bom, do que tocou nosso coração, daquilo que nos fez feliz nem que fosse por alguns minutos. Continue... Deus quer que você continue, por amor as coisas que já se passaram, por amor a você mesmo"
- Larissa Alencar
"Olhos fixos no horizonte, em busca de razões naturais, em busca do porque que não se acaba em nossas mentes, criando expectativas de solução para as paranoias da razão humana, colapsos do subconsciente. A vida é uma caixinha de surpresas imprevisível, quando estamos prestes a entender os ciclos de nossa vida entramos em um transe de incertezas que geram as certezas do amanhã".
-Larissa Alencar
Quando o nosso horizonte do saber é expandido, podemos vê as coisas de um ângulo privilegiado, aprendemos a desfazer gostos, e a gostar de certas coisas que jamais imaginaríamos gostar um dia.
Há um mundo infinito e muito bonito além do horizonte.
Para chegar a ele, você deve aceitar o Senhor Jesus Cristo em seu coração e crer na vitória que um dia virá em sua vida, através da fé.
E de repente um pensamento foge aqui, outro acolá.
E de repente eles rumam ao horizonte.
E de repente me sinto leve,
Leve como uma pluma.
E de repente aqueles sentimentos morrem.
E de repente vejo uma luz. Vida nova.
E que venha tudo novo,
Inclusive o amor!
Tudo que preciso é de um banho de lua brilhante e me secar no horizonte.
Me queimar num sol do deserto daqueles escaldantes.
E depois resfriar num pólo frio bem distante.
O mar será meu próximo desafio , aquele mar dos amantes .
DOCE CREPÚSCULO
Na doce melancolia desse crepúsculo,
tomo a linha do horizonte.
Costuro retratos do meu passado.
Nostalgia latente.
Retalhos, pedaços, remendos.
Uma colcha ao meu futuro incerto.
No mais belo horizonte
Vejo um pequeno barco.
Oscila em meio as ondas
Planando por sobre a fina lâmina de água
Guiado pelo vento
Sem destino
Entregue ao acaso
Segue o ritmo do mar
Eu sou o barco.
Olhava eu o horizonte
e perguntava frequentemente,
meus sonhos são impossíveis,
reais ou mesmo congruentes,
diviso agora o final da batalha
de um ideal concluso, eminente
e percebo que calmamente
lucidez e dedicação,
o sucesso enfim chegou
triunfei concretamente.
