Horizonte
Fogo no horizonte, Sol no poente, caminhos errantes, Lua nascente, num só instante incendiando o Ar;
Fuga pra Natureza, magia, beleza da criação;
Na Mata as pedras aveludadas de musgo verde, esmeralda,
Noites despertas sentadas na Areia, ao pé da fogueira, centelhas;
A vida tecia loucas melodias, canções de momento perdidas no tempo;
O Céu não se gaba de sua altura, e a Terra não fica falando o quanto ela é espessa;
Que sua felicidade seja tão imensa quanto o Mar do Leste,
e sua longevidade tão infinita quanto o Monte Sul.
Que você siga a direção do Vento até a chegada, e o Vento soprando a seu favor , vendo o futuro como o voo alto da águia.
Olhando no meu horizonte,
Vejo minha alma flutuar,
Nesse espaço
Busco uma fonte inesgotável pra minha sede saciar;
Sede de apenas amar.
Buscando estrelas no meu infinito,
No sentimento mais nobre,
Encontro um cristal radiante,
E nele vejo brilhar.
Catando as estrelas,
Tornan-se sublime todas as cores,
Na beleza do meu céu,
Posso até oferecer o sol,
No meu imenso universo,
Fazer muitos versos.
Vaguear no espaço sem fim,
Mergulhar nas profundezas,
Rabiscar em cada linha escondida,
Sintir um impacto profundo,
Do amor a exalar
Na altura do meu voar.
Ver a sensibilidade nos olhares,
Ver pálpebras dilatar,
Observando os sentimentos á florar,
Nesses olhares,
Que sejam os mais fascinantes de todos.
Mesmo com lágrimas,
Faze-los arrepirar,
E jamais ve-los sofrer,
Na lembrança,
Ficar somente a esperança
Pra jamais esquecer.
Mesmo assim
Quero surgir,
Nas lagrimas de alguém,
Inúndar muitas emoções,
Palpitar varios coraçôes.
Quero ver sair dos olhos,
Prantos no rosto a rolar.
Descendo até chegar ao châo,
Só para causar em vc quer ler isso,
A mais pura emoção.
Autor :José Ricardo
ZIG-ZAG
No zig-zag da vida....
Um horizonte incerto....
Assim ficou minha alma....
Me deixando no deserto....
Troco as roupas de cama...
Mas ela insiste em estampar...
Nesse ZIG-ZAG do amar...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
A lua e o Sol
Nessa poesia...
Dou a ela um horizonte único...
Nessa viagem....
Paradas obrigatórias serão necessárias....
Inspirado e senti um raio surgindo dentro de mim...
Para depois separar as vírgulas e pontos...
Então...
Falei com a lua...
Pedi licença a ela e a mim foi concedido...
Perguntei para lua....
Se eu posso usar todas as estrelas e
multiplicar pela grandeza que ela tem...
E com o resultado...
Dar á minha família e amigos em forma de bênçãos....
Mesmo com o meu pedido atendido...
Insatisfeito falei com o Sol...
E rasguei minha voz para com ele...
Curioso é esse Sol....
Nem esperou eu abrir a boca...
Ele simplesmente em gargalhadas...
Disse -me...
Oh Poeta Voador...
Ja sei em detalhes o desejo teu...
Deixe comigo...
Tudo que teus olhos vê...
Será mais que abençoado...
Pelo brilho meu...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
A guerra do ego
O Deus sol já deixa escapar fagulhas de seu brilho no horizonte nascente; avisto ao longe nuvens de poeira dourada erguendo-se do solo árido. Tropas se movem ao nosso encontro, confronto! Corvos sobrevoam o espaço do tempo entre a corrida, a batalha e a morte. Lenços nos alpendres pairam ao vento brando de uma manhã dos Alpes, é quase inverno. Quantos são?
Pequenas flores coloridas servirão de tapete para algozes famintos de riqueza e luxúria. Serão envenenados homens de ambição e desprovidos de compaixão. Cansados então, mas motivados pela esperança da paz material e carnal com desafetos ao chão, não há perdão, vai ser o que a natureza provocar em cada um, a luta então!
Belo Horizonte 1 de Dezembro de 2019.
Boa Noite,
-O que falar desta turma,mais que isso uma família que se preocupa e cuida um dos outros.No início tinhamos apenas um objetivo em comum,mas com o passar dos semestres vieram os compromissos,as amizades,as diferenças,mas soubemos conviver é respeitarnos.
-Colegas,muitos desafios nós esperam,temos ainda muito a conquistar,e hoje juntos comemoramos nossa primeira conquista,que abre a porta de nossa mais nova importante etapa de nossas vidas.
-Ao longo desta caminhada convivemos com muitas pessoas,professores e colegas,vieram e se foram e deles levamos apenas boas lembranças conosco.Talvez amanhã ainda nos falaremos,mas é daqui a uma semana?Ou quem sabe daqui a um mês?Será que daqui 1,2,5 ou quem sabe 10 anos?
-Pois é ,a vida nós separa,mas as memórias permanecem,os bons momentos que passamos juntos não nos abandonaram,e daqui a alguns anos nós iremos olhar para trás é iremos pensar "Onde está minha turma"?E será neste momento que os corações irão apertar e as unicas coisas que teremos para nós agarrar serão nossas lembranças e saudade.
Não há horizonte viável em um país em que os jovens não sabem nada de ciência, matemática e leitura".
"No início é como um aliado, aponta para um horizonte que parece existir somente no olhar. Convida a caminhar, mostra sonhos e faz promessas. Após percorrida alguma distância, se percebe que a caminhada até que foi breve, que o horizonte é alcançável e está logo ali. A sensação é de engano (desengano), pois o que antes permanecia oculto, se revela e então se contempla a face do tempo."
Cantarolando
Tudo me cerca,
alegria, dor,
junto a tristeza
á me assombrar.
No horizonte
avisto o luar
sorrir chorando
ao me ver cantar.
Canto aqui e ali,
afugentado
o medo e o desejo,
com o luar a me paquerar.
intagram: @poemas_da_vida_sao_fantasia
Na curva do horizonte
o infinito deságua
e caímos nos braços da ilusão
vestida de nuvens e imensidão.
Na reta da tarde
a noite se aproxima
incendeia o céu
e se veste de paixão e dor.
No silêncio da aurora
a alma descansa e sonha
com mares mais azuis
com o sorriso da eternidade.
Pedi a São Paulo que me indicasse um bom caminho e descobri que existe um Belo Horizonte em minha vida.
DICÍPULO
Não anelo o alvorecer do cerrado, belo
Quero a inspiração do horizonte divino
Talhando verso, ferino, donzelo e singelo
Que outro, não eu! O faz tão cristalino
Invejo o magarefe, na lida de seu cutelo
Com ele, harmoniza a carne em traço fino
Benino, na retidão e um esmero paralelo
Que reputa, tal o ouvido ao som do violino
Mais que bardo, um eminente extraordinário
Enfeita, desenha, ressona num campanário
A poesia, em alto relevo, em divinal destaque
Por isso, escolto, imito-o, com meu pincel
Meus rabiscos, sobre o branco dum papel
Cingindo honraria, ao maior - Olavo Bilac!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/12/2019 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
A vastidão do horizonte impede de medir o tamanho de uma dor, onde se mistura junto com uma saudade.
A Taça
Lá bem longe, onde o horizonte descansa e o vento faz a curva e a vista nunca alcança e imaginação descreve, tem uma cidade e no seio dela há um mercado que vende todas as intenções.
Há cheiros saborosos, paladares indescritíveis e ideias nunca despidas e negócios sem questão de pendências.
As portas se abriam ao último vento frio das madrugadas e se encerravam ao findar e ao tremular a última questão.
Junto ao burburinho ela adentrou a procurar algo mais que o destino guardara e o desejo não lhe proporcionara. Revirou não encontrou e na saída viu uma velha maltrapilha com uma taça cravejada de pedras preciosas, bordada com filigranas de ouro.
Teve piedade e se condoeu por ela, velha, sozinha e na sua bagagem somente a taça.
Foi depositar uma moeda em seu xale esparramado pelo chão e a velha sussurrou.
— Não preciso de esmola.
— Então me vende esta taça quanto custa? Quero ajudá-la.
— Quero uma morte digna, um teto cheio de palavras amorosas, ouvidos curiosos para que eu possa contar minha viagem e mentes sem julgamento para desdobrar minha bagagem.
— Mas o que esta taça guarda em segredo para que eu possa levá-la e a você em minha história?
— Se beber o que ela contém, terá a solução de todas as suas perguntas.
Respostas que nunca achará em livros e a inteligência de ninguém vai verbalizar para acalmar seu coração.
— Vou pensar, consultar as entrelinhas, volto logo.
— Estarei aqui, pode ir à diversidade desse mercado que não vai preencher seu coração.
Caminhou lentamente de coração vazio entre as sedas macias e esvoaçantes do mercado. Não se encantou com as suas cores alucinantes.
Colocou nos dedos anéis fabulosos de pedras facetadas e lapidadas mas que não contornavam nem de longe as curvas de sua insatisfação.
Observou os mágicos, mas sabia de todos os seus truques. Comeu quando o estômago desejou, mas não houve surpresa no seu paladar.
Sentiu o perfume absorvido de toda a ciência e alquimia, mas seus cheiros não descortinam nenhuma lembrança.
Ficou cansada, tinha que voltar, sua ausência estava expirando, voltou à velha:
— Eu compro esta questão.
E foram para casa e a viagem apenas começou.
Todas as manhãs, em sua cama profundamente macia em sua tenda com tudo o que era sua conquista, abarrotada de troféus dependurados e perfumados e os dedos cheios de anéis diplomados, bebia da taça e sua mente se abria, clareava e tinha a solução de todas as questões.
Mas o tempo soprou e as dunas mudavam de paisagem e o que era ontem, hoje tinha outra face e o que era absoluto ontem, hoje de nada valia e as questões iam e vinham, passavam mas não encontravam repouso, resolução não terminavam, caiam feito goteiras, cada dia em lugar diferente.
Ela se irritou; tudo tinha que acabar. Queria um mundo soprando fresco em sua face, absoluto, sem discussão de nada.
Foi à velha reclamar.
— Bebo da taça velha, todos os dias e quanto mais bebo mais goteiras perturbam minha calma, você iludiu meus pensamentos e minhas melhores intenções, onde mora a solução finita de todas as minhas angústias?
— Você tem que beber da outra taça.
— Onde está a outra taça?
— Eu bebi tudo o que nela continha e a manuseei tanto que ficou gasta, fina, transparente, trincou as bordas e a haste
esfarelou e virou areia que o vento do deserto sopra.
— Velha você me enganou e me vendeu ilusão. Qual a verdade que mora nesta taça ou vai me vender à prestações? Vá ao deserto agora e diga ao vento para juntar todos os fragmentos e monte outra taça porque eu quero beber dela.
— Isto é impossível! Não posso recolher palavras de uma vida, não posso relembrar de todos detalhes. Na verdade tudo que bebi habita comigo, me escute.
— Não tenho tempo.
— Então não tem sabedoria, "o saber” leva tempo saber: é uma consulta longa e o diagnóstico, a conclusão, é sem tempo exato.
— E o que faço com a senhora, a jogo nas esquinas?
— Eu sou taça, a sabedoria que você tanto procura não vai acalmar suas decisões e não vai ser taça se não me escutar. Vai ser areia triturada do deserto e nem vai saber onde ficar quando envelhecer: vai vagar, perambulando, rodopiando feito areia sem dar a ninguém o seu recado.
Tem que reescrever e solucionar todos os dias. Todas as horas. E o mundo vem, pisa em cima de suas intenções e você novamente reescreve. Deixa seu rastro. Sua Verdade. Sua Sabedoria. Sua persistência.
Por que quem vive muito, rejuvenesce nos ouvidos de quem escuta.
E o ou vinte amadurece.
Alcança cheiros, sabores, paladares indescritíveis, amadurece na procura e aprende que além dessa taça existe outra e esta não está à venda mas dela todos podem beber se você tiver fé na sua sabedoria.
Dentro dela há a esperança que encurta todos os caminhos.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
SEXAGENÁRIO
Velhice. Um novo horizonte num outro amanhecer
Lúrida, o vigor sem luz, roto e frágil; o pensamento
No ontem, a tremer, e o olhar revoando pelo vento
Cambaleando na encosta do tempo, e ali a descer...
Passa. Passando. Sucessivo, um novo sentimento
Que sombreia a fronte, o eu e o querer nesse ter
Sentir, ser, afinal, ainda no roteiro do poder viver
Amparando os passos, desamparados, sofrimento
E neste encanecido silêncio, a cada passo a ilusão
Volta, evocando o sentido do velho terno coração
Deixando a saudade solta pela lenta madrugada
E cochila o olhar: e o olhar alucinado, tão calado
Cabeceia nos segundos empoeirados do cerrado
Incomodado, tal um leão em uma furna apertada
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/06/2020, 09’33” – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiano
