Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
E quando eu escrever querido
Saia pela porta de trás
Porque na porta do meu coração
Você não passa mais.
Cristal
Cristal
Não procura nos meus lábios tua boca,
não diante da porta o forasteiro,
não no olho a lágrima.
Sete noites acima caminha o vermelho ao vermelho,
sete corações abaixo bate a mão à porta,
sete rosas mais tarde rumoreja a fonte.
(tradução de Claudia Cavalcanti)
Sou estudante e nada vai me conter. Nem coronavírus nem o desânimo. Vivo a absorver ao saber e portanto, nem a quarentena nem nada me fará parar, prossigo a estudar ainda que online, mas ao meu diploma vou abraçar...
INFÂNCIA...
Bola de gude, queimada, esconde-esconde, praça e uns amigos. As avós gritando na porta de casa “tá na hora de entrar” e todo mundo saia batendo o pé forte porque queria ficar mais um pouco. Todo mundo tinha medo de entrar para beber água e não poder voltar mais. A infância não tem tempo ruim... a alegria esbanjada, sinceridade estampada e inocência exacerbada. Alguns amigos nós perdemos e outros ainda carregamos. O tempo não apaga as memórias das quedas da rede, das árvores, dos tropeços que arrancavam a “cabeça do dedo” e o medo de machucar para não ter que passar merthiolate. Se eu fosse dar outro nome para a infância, ele se tornaria vários adjetivos. Saudade, surra, queda, TV Globinho, medo do linha direta, casa, colo, beijo e abraço de vó. Pra quê melhor?
Quando o orgulho bater na sua porta e te fazer querer se afastar de alguém, imagine como se fosse perder essa pessoa para sempre, aí você terá a dimensão do que é mais importante. Nessa vida, o que importa mesmo é o carinho, o abraço, a ternura, o amor, a gentileza... O que importa é aquilo que acolhemos em nosso coração e que nos faz bem porque o que acolhemos de mal em nós só multiplica sofrimentos em nossa vida... Que sejamos sempre amor para não dar margem ao orgulho e à arrogância...
Tudo tem um propósito. E todos os propósitos levam a uma porta. Vc saberá qual porta é. Abra essa porta e converse com seu coração. Vc tem a chave, a chave está nos seus pensamentos..a chave é uma chance..
Seus procedimentos prenunciam a dicção, Seus desejos têm o querer abrindo a porta do coração.
Questionou meus sentimentos achando lúdico sem importância com o pouco em que raciocina faz-se lúcida como na infância.
Ouço seu coração instável mente em melodias poéticas a sensação de minhas palavras traziam-lhe desejos significados, carinhos singelos.
Eu já nem abro mais a porta
Não deixo o ar entrar
O ventilador ventila e leva meu desespero
Pra qualquer cantinho que eu não precise enxergar
Eu nem abro as janelas
O pôr do sol que eu vejo é do cartão-postal
Que o porteiro me entregou por engano
E eu não quis devolver ao dono
Caos legitimo embaixo do tapete
Se o céu ainda é azul?
Pelo o que vi na TV parece que sim
As interpretações tão impessoais
Revelaram um raio triste dentro de mim
Talvez eu não sonhe mais
Em voltar a pular carnaval
Do imediatismo normal
Talvez eu não sonhe mais
Em voltar a pular carnaval
E nem volte assumir
Tudo que furtei
Buscando alguma coisa que nem sei
Já nem vou a nenhum lugar
Meu mundo se reduziu a 60 m2
Meu organismo se acostumou a viver sem amor
Não existe amor na rotina
Só mesmo na poesia de poucas linhas
Não acredito mais na força que ainda busco
Para distrair a mente e fingir que ainda sente
Tudo o que já morreu.
O grande barato nesse amor é essa porta permanentemente aberta quando a barra aperta. O amor não precisa ficar batendo à porta se dentro de mim tudo fica escancarado. Dependente demais dessa sensação onde o despertador da emoção fica sempre em alerta. Toda hora é hora pra acordar e continuar com o processo natural do nosso mundo. Muitas vezes nem durmo, toda embasbacada com o jeito dele que sai matando todas as criaturas pra me domar. Macho muito do invocado que quando fica rodeando a fêmea dele, dá até pra imaginar os músculos das costas dessa fera subindo e descendo pra me conquistar. Não seguro a onda quando meu chão desmorona e minha força falha. Eu necessito desse homem perto, mesmo que a briga seja do papoco. Por mais que existam socos e pontapés, ele não me deixa cair no chão sem antes pegar na minha mão pro impacto ser mais manso. Adultos gritam quando contestam, homens perdem o controle e mulheres se descabelam. Mas o que seria de uma vida sem a emoção? O que seria do amor se não existisse o medo do adeus? O que sinto soluça só de pensar nessa possibilidade de continuar meu trajeto sem meu homem por perto. Pego a espingarda dos meus sentimentos mais aterrorizantes e dou um tiro carregado de claridade. É o tipo de disparo que exprime o meu amor cheio de luz e encantamento. Por mais que a situação fique totalmente desarranjada, levanto os braços para o céu e peço trégua naquela urgência. Que seja farto e rechonchudo esse nosso sonho que não chega ao fim e nem nunca chegará. Vivemos em descontar o que sentimos. Se esfrego na cara dele toda minha imensidão, ele arrasta na minha sua mais louca paixão. E assim confabulamos, planejamos, veneramos, sonhamos e desejamos. Uma mescla de amor que sempre soube como ninguém me possuir, controlar e dominar. Incorporo uma fascinação pelo homem que amo e em troca me deixa totalmente ilhada com amor que nunca acaba. Aprendi que a força de um coração é mais forte que qualquer situação fortemente armada...
... amor inumano esse que sinto.
~*Rebeca*~
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O PRÊMIO
Quando viu o cliente ultrapassar o umbral da porta o advogado fechou os olhos, imaginou o lucro que teria com a causa e soltou uma gargalhada gostosa. O fato é que já poderia considerar-se um homem rico. Tudo era uma questão de tempo, tempo... Porque o êxito era tão líquido quanto água, tão cristalino quanto diamante...
Fora contratado para entrar com um processo contra o governo alemão. Apesar de complexo, o caso era simples.
Pouco depois da primeira guerra mundial, o governo alemão fez uma campanha mundial de captação de recursos em ouro. Atraído pela taxa de juros dos títulos públicos alemães, um fazendeiro brasileiro vendeu duas de suas propriedades rurais e converteu o dinheiro em ouro. Com o metal adquiriu um título a ser resgatado pelo preço de vinte e dois quilos e duzentos e quarenta gramas de ouro em marcos devidamente acrescidos de juros. Quis o destino que o fazendeiro morresse antes do prazo do resgate do título. A segunda guerra mundial fez seus herdeiros imaginarem que não receberiam nada. O título acabou esquecido dentro de um cofre no sótão do casarão da família até ser achado por um neto do investidor, que foi quem procurou o causídico.
O título era bom, mas o processo foi demorado. O governo alemão teve que ser citado através de rogatória. Perdeu e recorreu. Perdeu novamente e recorreu novamente. Quando o STF deu ganho de causa para o autor o advogado deu uma festa. Vinte anos, três meses, 10 dias e treze horas depois de ter anotado na sua agenda que era um homem rico realizara-se a profecia. Agora era só executar o título, que deixara de ser público para passar a ser judicial. Algo que em tese o tornava mais certo do que nunca. E que devedor...
Mas os alemães não facilitaram. Não só não depositaram o montante devido, como também embargaram a execução. Alegavam que, como o título era expresso em marcos e durante o pós guerra a Alemanha havia maxidesvalorizado a moeda para equilibrar sua economia, alguns zeros deveriam ser retirados do título. O advogado contestou alegando que o que importava era a equivalência ouro/marco e ganhou na primeira instância. Ganhou também na segunda instância. Os alemães recorreram e, irritado, o advogado finalizou suas contra razões ironizando o destino da Alemanha. Perdera duas guerras na Europa e perderia três no Brasil.
Mas nem sempre os deuses ouvem os advogados. O fato é que Marte fez os juízes do STF a penderem a balança em favor dos bárbaros. Afinal, já haviam perdido duas guerras, não era justo que perdessem a terceira. Ao levantar o depósito do crédito do seu cliente, equivalente a mais ou menos 650 marcos, o advogado teve certeza de que era um homem rico. Afinal, nenhum outro brasileiro que tivesse imposto tantas derrotas à Alemanha recebera um prêmio tão magnificamente simbólico.
(autor: Fábio de Oliveira Ribeiro)
Estou sentada a porta,olhando a natureza viva,que se encontra no alto de um morro, e o vento batendo em meu rosto,dizendo,estou enserindo dez por cento da minha força,para seu dia amanhã.
Ah eu não queria mais me apeguei, nasceu um sentimento quando te beijei, sei lá, você abriu a porta do meu coração,não da pra esconder que estou apaixonada por você, vem correndo pros meus braços, não sei mais o que faço pra me fazer feliz, a felicidade é você, seu beijo me alucina, vem pra matar meus desejos, procuro um jeito, dou um jeito pra te encontrar, apaga o fogo da saudade, estou morrendo de vontade de te beijar, mais uma vez, eu me sinto tão carente, quero sentir seu corpo quente pra me aqueçer do frio da solidão.
eu fui à sua casa, subi as escadas, abri sua porta sem tocar a campainha, atravessei o hall e entrei no seu quarto, onde podia sentir seu cheiro. e eu não deveria estar aqui sem permissão. não deveria estar aqui. você me perdoaria, amor, se eu dançasse no seu chuveiro? você me perdoaria, amor, se eu deitasse na sua cama? você me perdoaria, amor, se eu ficasse tarde inteira? eu tirei minha roupa e coloquei seu roupão. mexi nas suas gavetas e encontrei sua colônia. fui ao seu covil, achei seus CD's e toquei seu Joni. e eu não deveria ficar por muito tempo, você poderia voltar para casa logo. não deveria ficar por muito tempo. você me perdoaria, amor, se eu dançasse no seu chuveiro? você me perdoaria, amor, se eu deitasse na sua cama? você me perdoaria, amor, se eu ficasse a tarde inteira? eu queimei seu incenso, eu sai do banho, eu reparei numa carta que estava na sua escrivaninha, ela dizia: "oi, amor. eu te amo tanto, amor. encontre-me à meia-noite." e não, não era minha letra. seria melhor eu ir logo... não era minha letra. então me perdoe, amor, se eu chorar no seu chuveiro. então me perdoe, amor, pelo sal na sua cama. então me perdoe, amor, se eu chorar a tarde inteira.
"Que tal abrir a porta do dia, entrar sem pedir liçenca fica sorrindo atoa sorrir, pra qualquer pessoa"
