Hábito
Quem tem o hábito de realizar ações por baixo dos panos, também costuma deixar a sujeira debaixo do tapete.
Cultivamos um hábito pernicioso, ainda que inconscientemente. Costumamos nos apegar a objetos, pessoas e eventos. Damos a eles uma dimensão irreal, passando a viver em função – e por causa deles. Perdemos a capacidade de nos adaptar, de mudar e de crescer. Assim, morremos lentamente...
Temos o hábito de dar importância a desconfortos, mágoas e ressentimentos, quando precisamos aprender a deletar as situações indesejáveis, apreciando aquilo que nos torna melhores.
Precisamos combater o mau hábito de protelar e adiar. Um “bom dia” tem que ser dado no ato, desculpas proferidas de imediato, agradecimentos enviados tão logo possível. Deixamos para depois decisões, declarações, projetos. Assim, adiamos o cotidiano e nos distanciamos do futuro.
Eles tinham defeitos, mas tinham o hábito de olhar um para o coração do outro que nem lembravam de olhar os erros.
Aprenderam a olhar além.
Se eu pudesse dar à minha mãe um prêmio, seria por...
Não fazer da mentira um hábito, mesmo quando falar a verdade se torna perigoso.
Ser bom em algo é trabalhar arduamente até que se torne um hábito, a felicidade segue esse mesmo princípio.
Quando criança desenvolvi o hábito de escrever de acordo com o que eu estava sentindo, se estava feliz o lápis corria solto e leve, se concentrado as letras ficavam redondinhas, se com preguiça quadradas, se com raiva apertava o lápis no papel e o texto saia com linhas grossas e escuras, se tivesse que escrever com um lápis agora rasgava a folha com certeza.
Acostuma
Eu tinha o hábito de utilizar relógio todos os dias, era um objeto e acessório indispensável, se tornou involuntário ficar checando o horário a todo momento. Com o tempo o bendito relógio foi ficando mais fraco e acabando dando a hora imprecisamente, o que me prejudicava para eventuais compromissos. Posteriormente após uma queda, o vidro do relógio se quebrou.
A solução tomada por mim foi acabar aposentando o uso daquele relógio, talvez arruma-lo traria mais dores de cabeça relacionado a um possível mau concerto.
No fim acabei me *acostumando* a andar sem relógio, e aquela indispensabilidade, só passava de um sentimento efêmero.
Muitas vezes na vida temos por hábito certas ações e por companhia certas pessoas, e despercebidamente ficamos dependente, como se para nos sentirmos verdadeiramente completos, necessitaríamos estar com eles, ainda que muitas vezes isso acabe sendo prejudicial a nós e trazendo situações e sentimentos desagradávei. Começamos a pensar que algumas companhias são insubstituíveis, e quer saber? Realmente são. Não haverá outro relojo igual, e nem outras pessoas iguais, mas o importante não é substituí-los, e sim, se familiarizar com suas ausências porque nós por medo muitas vezes negligenciarmos que:
Acostuma
