Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Se você só se permite viver idealizando o futuro,
deixe o tempo que há de vir para o amanhã.
Construa os meios necessários para realizar os sonhos de hoje.
E ele será o reflexo do seu destino.
O mundo, as coisas que há nele, as pessoas, vão te magoar todos os dias de alguma forma; assim como você também mágoa quase sempre sem nem perceber.
Isso é normal; por isso aprendi que pra viver bem, uma vida mais feliz; não dê importância pra algo que te magoou; pois se você chamar atenção pra esse fato; pode doer mais ainda ao relembra-lo... Faz o seguinte, não fale; guarde... acredite é melhor, pois se colocar na balança a felicidade e as mágoas diárias, vai pesar muito mais as coisas que te faz alegre; ainda assim que momentaneamente!
O meu quarto vai de piscina há poço
Quando estou triste mergulho
Quando estou magoada me afogo
Cada gota de lágrima é lembrada
Sempre me preocupo com o barulho
Más ninguém me ouve,então é tranquilo.
Um dia um senhor me parou na esquina de casa
E me perguntou o que eu acho da vida e o porquê de tanta tristeza
E eu não consegui responder pois naquele segundo,passou mil coisas na minha cabeça
E são coisas que até hoje não sei explicar .
Sabe...tudo que sai de mim é frieza
é rancor e eu não queria ser assim,
eu não sei perdoar,não sei amar,e as vezes até duvido que possa existir (O amor).
Queria poder estar escrevendo um texto sobre a paixão
Ou amizades,quem sabe sobre um grande romance melancólico,más meu peito e minha mente só absorvem dor e solidão,talvez eu nem tenha esse tal coração que segura as coisas boas e as prende para sempre.
A oralidade há tempos vem perdendo o seu peso, hoje em dia tem que ser tudo autenticado para ter valor, cível e infelizmente moral, na presença de cinco ou seis testemunhas, as palavras a cada dia estão mais redundantes e sem sentido, tanto os discursos quanto às pessoas. As declarações de manhã, já não se sustentam a tarde. Me lembro do meu saudoso avô, que não falava em parar de fumar, por medo de não sustentar a palavra, e quando o fez, foi sob o último cigarro que acendeu. Século XXI, onde a retórica perpassa a honra, ética e a moral, bem como a verdade.
Tem dias que os pensamentos me consome.
Tem dias que sou apenas lembranças.
Há dias que já nem sei mais quem sou.
Mais a dias que só preciso do seu olhar para me redescobrir.
MATARAM O REI -
Mataram o Rei! Há sombras pelo ar ...
Há nevoeiro sobre as Quinas da Nação!
Mataram a Alma de Portugal!
A nossa Pátria perdeu-se do coração!
A Coroa dos Heróis desfez-se em pó!
Passámos a beber do mesmo graal:
o cálice de D. Amélia, tão só,
qu'inda assim perdoou a Portugal!
E de que fibra fora eleita tal Senhora,
que de lágrimas desfeita, sem destino,
tendo ao colo, amortalhado, o seu menino,
entregou o Coração a este povo,
sofreu calada, recomeçou de novo,
dia-a-dia, triste, só mas sonhadora?!
Ricardo Maria Louro
Em profunda Admiração a D. Carlos, a D. Luis Filipe e a D. Amélia de Orleães.
D. Amelia:
"A dor cobriu tudo. Esvaziou-me o Espírito. As recordações desapareceram. Estou incapaz de chorar. Inerte."
HÁ UM MÍSTICO ♥´☆`♥
Há em mim um místico sentimento
De felicidade nesta tela pintada pela natureza
Vista por fora e sentada me encontro
Olhando por dentro sentindo-me a flutuar
Nas cores que vejo e revejo na tela
Deixo-me voar por entre montes e vales
Caminho de terra batida na branca geada
Onde o inverno morre despido
Pela intensa neblina na serra de bornes
E em cada degrau me há-de levar ao céu.
Há circunstâncias na vida que o silêncio é um grito plausível e gritante, que faz calar a boca dos imbecis.
E na Selva de Pedra
Há falsos brilhantes e luz escondida.
Há muitos solitários acompanhados.
Há celebração utópica de vida em sepulcros caiados.
Há corpos de estômago farto, de alma faminta.
Há juras de amor em janelas mecânicas,
e corações torturados pelo nada.
Há medo de partir e deixar tesouros perecíveis,
Mas o medo que impede é o mesmo
Que dá coragem para silenciar em morte sonhos de luta.
Há jovens velhos e velhos jovens.
Há sangue de resistência e cale-se da impunidade.
Há rios que não matam a sede;
Sua fonte é a amargura, lágrimas que levam a dor daqueles que tiveram sua alma e esperança despedaçadas.
Há nascer e renascer.
Há morrer e deixar de existir.
E na Selva de Pedra...
A Quase História.
A Troca de palavras virou conversa
A conversa abriu a porta há muito trancada
O encanto fez nascer prosa e poesia
Virou um conto
O conto?
Foi ganhando ares de história, história com h mesmo
Uma bela História que quase aconteceu
O tempo não foi amigo, a distância não favoreceu e, em algum momento, o coração entristeceu.
A História não se perdeu, não morreu, porque o sentimento é vivo...
Dizem que escreve a história quem ganha a guerra
Ao perdedor coube recolher os segredos e sentimentos nunca antes divididos, guardar e se ocupar de cuidar da porta, agora fechada.
Fechada? Fechada... Fechada.
Mas sobrou uma alegria, saber que o coração não foi partido, mas sim levado. Levado pleno, inteiro e sem arrependimentos.
Outros contos? Melhor não, daqui para frente porta fechada e trancada, alma anestesiada.
O poeta tinha razão: " navegar é preciso".
Tomando uma licença poética, " somente navegar é preciso".
O resto é ilusão.
Dizem que escreve a história quem ganha a guerra, como a História será escrita?
Não se sabe, como única certeza o vencedor ganhou o mais precioso tesouro, um coração íntegro, nunca quebrado, nunca colado, somente apaixonado.
O que ele vai fazer com esse coração?
O final da História também é ilusão.
Há de chegar o dia que toda lágrima secará.
As noites traiçoeiras se tornarão calmas e serenas.
As lembranças trancadas na alma para que nunca mais atormente.
O mais puro e verdadeiro amor que foi extirpado, sucumbirá.
E aquilo que foi tão forte e pleno se acabará sem ao menos sabermos o real motivo.
Há quem diga que o amor acaba, o que se vai é o entusiasmo do novo, as expectativas que se frustam, os nãos que deixamos de justificar...
O deixar pra depois, e só depois se importar.
As datas importantes que passam sem causar importância alguma.
As palavras que não foram ditas.
Aquele momento em que só um abraço aliviaria o peso o do dia.
E assim o amor vai indo, se despedindo em silêncio, o amor só faz barulho na chegada quando surge acompanhado da alegria.
Porém sua partida não têm alarde.
Deixa só um abismo.
Deixa saudade, e leva consigo a alegria que chegou com ele.
