Grades
Quente como a brasa de fogueira o meu peito queima derretendo as grades dessa cadeia que chamo de subconsciente. Todo mundo sabe que a pior prisão que existe neste mundo se denomina mente. Desde pequeno eu sabia que era diferente eu querendo ser fogo do meio de multidões de águas. Não me identifico com quase ninguém porque enquanto eles precisam de moldes para se moldar eu preferi ser livre e voar com minhas próprias asas. Poucas vidas chegam a cruzar comigo fardado a está sozinho até o fim, quente mais do que próprio sol ,me pergunto, quem neste mundo queimaria o próprio corpo só para ficar perto de mim. Eu não ligo tenho poucos amigos e poucas pessoas que posso contar, mas as pessoas que estão comigo na minha fase mais difícil provaram que elas merecem ficar onde cada um estar. "Ajude a todos que te ajudarão" me iludi achando que fosse tão fácil assim e foi com este pensamento este, sentimento que foi me desgastando e quando menos percebi eu morri. Mas eu renasci mais forte, mais quente, mais determinado. Com uma coragem que me fez acreditar na ideia "se eles tem medo de fazer então deixa que eu faço". Hoje eu percebi o quantos todos aquelas quedas me fizeram mais forte. na mente várias lembranças no corpo várias cicatriz para vir terceiros dizendo que é sorte. Eu não estou no meu auge, mas o pouco que conquistei já me deixa feliz e baseado em tudo que escrevi e esculpir neste texto eu encho o peito pra dizer que eu sou a própria fênix.
Ao trancar-se voluntariamente em uma prisão sem grades, as coisas vão passando desapercebidas, aos olhos de um mundo que sempre tem pressa.
Se você está preso em uma gaiola, você não pode começar a ser grato pela proteção das grades. Você precisa ser grato porque existem espaços entre elas para que você possa ver o que está do outro lado.
No inferno de Dante, não vemos grades, são almas condenadas às ações determinadas, não existe liberdade de ou para. Os diabos dão as ordens como únicos indivíduos políticos, então você tá no inferno e tem que obedecer, vc já tá morto, agora é só suplício
Muitas vezes eu sinto meu corpo como uma prisão sem grades onde minha alma espera ansiosamente pela liberdade, mas não tenho medo de partir deste mundo e sim de voltar para ele.
Teu coração está cercado por grades
Teus olhos estão presos numa ilusão
Numa cela nua, sem paredes habitas sem confiança em si mesmo!
Vencido pelo o medo e pela insegurança cambaleando na dúvida.
Porque não fazer?
Se fazeres aprende, mas, se não fizeres, nada aprenderá e terá que conviver com o peso de suas escolhas!
Preso nas grades da mente,
em silêncio sombrio veemente.
Embargado à carreira vivida,
dia após dia incessante lida.
De que me servem os dias de luta?
Dias são apenas dias, assim como lutas.
Um pouco de poesia e vida
“Um dia minha sanidade foi aprisionada,
grades ocultas de civilizações, a história de ontem e hoje.
Embora uma mente massacrada.
O brio, anseio e orquestra da verdade velada.
Complexa vida, uma farofa de miojo.
Sim, entender o que se profana.
A cultura sedenta e arcaica.
A guerra sangrenta que diz santa.
Afegão, Etiópia, Sudão.
Enfim, infinidades, que machuca e massacra.
Minha gente, eu, Brasil.
Soldados isolados, povo sufocado.
O padrão aceitável, incriminar a sanidade.
Vender o caráter de forma covarde.
Refém, culpados, um bando voando sem rumo.
Oh seu Zé, bate o nível, a régua o prumo.
O tribunal que bate martelo é viciado no fumo.
Acende o fogaréu, a quem coloca o povo réu,
Sacerdote, ministros, intelectuais e escambau.
O povo no pau de arara, uma brincadeira infernal e banal.
Giovane Silva Santos
Fantasia é uma história que por não ter forma real é condenada a passar a vida entre as grades do pensamento.
Eu posso ser boa mais eu tenho a mesma ética e justiça para botar atrás das grades então não mexa com o que não deve meu bem.
“O olhar egoísta, o pensamento intransigente, os lábios ignorantes são grades que aprisiona a felicidade.”
Giovane Silva Santos
#GRADES
O vento da vida pôs-me aqui...
Alma, criada para amar errante...
Pássaro do aqui e agora...
Amanhã, outro horizonte...
Ah, que o tempo venha sem horas...
Sou como você me vê...
Nada há que me impeça...
Apenas sonhar...
Muito querer...
Meu destino me leva a conhecer o mundo...
Nem sempre com ele estou afinado...
Um eterno procurar...
Senda no viver...
Melhorar...
Procuro o amor em mim...
Sendo eu obra e autor...
Coloco nisso algum sentido...
Como erguer algo sem apoio...
Às vezes me afasto de tudo isso...
Mas não me entrego ao abandono...
Então de que lado é o céu...
Escolho o meu...
Minha história?
Eu que a conto...
Há dias que não tem chegado ainda...
E nas asas da esperança...
Volto a sonhar...
Me procuro nas veredas...
Porque não seja agora a minha hora...
Meu limite...
Essa estrada...
Sabe-se aonde vai dar...
A luz que agora vejo...
Ilumina os olhos meus...
Tal qual já fui espelho quebrado...
Hoje cura meu peito ferido e aberto...
Rompi as grades de ferro...
Cá mais não me encontro...
Sem estar comigo...
Ponho-me liberto...
Desse confinamento...
Chamado mundo.
Sandro Paschoal Nogueira
