Gostar de quem Mora longe
A beleza do amanhã mora nas tarefas invisíveis de hoje. Enquanto espero milagre, faço as coisas pequenas com exatidão. Lavo pratos, escrevo bilhetes, rego vasos sem testemunhas. Pequenos atos acumulam-se e, sem barulho, erguem futuro. E o amanhã, quando chega, parece menos miragem e mais casa.
O sofrimento me atravessou como uma lâmina, mas não encontrou em mim um lugar definitivo para morar.
Há um cansaço que não mora no corpo, mas na alma. É o peso de existir sem interrupção, de sentir demais em um mundo que exige dureza, e ainda assim continuar respirando como quem tenta bastar.
Os que acreditam que a felicidade mora apenas nas grandes conquistas, certamente nunca deram carona à Liberdade.
As pessoas erram quando falam que minha inquietude,
meu barulho assusta.
O perigo mora no meu silêncio.
Entre o toque e o cuidado
Às vezes, não é sobre o outro…
é sobre o preconceito que mora dentro dele —
ou dentro de quem o protege.
Eu nunca soube ver “deficiências”.
Vejo energia.
Sinto presença.
E, quando a minha energia encontra a do outro,
nasce em mim um gesto simples:
um abraço,
uma palavra,
um carinho que não pede explicação.
Mas o mundo anda na defensiva…
e o afeto, que deveria ser leve,
vira invasão aos olhos de quem tem medo.
Eu não me aproximo sem caminho.
Sempre há um antes —
uma convivência,
um silêncio compartilhado,
um laço invisível se formando devagar.
Outro dia, me disseram:
“Ela é adulta.”
E aquilo ficou em mim.
Voltei para dentro,
revisei meus gestos,
me procurei nas minhas intenções…
e encontrei o mesmo de sempre:
carinho.
Porque com todos é assim —
e de todos, o carinho voltou.
Mas, ainda me contive.
Segurei o gesto.
Guardei o abraço.
Mesmo sentindo que, às vezes,
quando o afeto não é recebido,
não é recusa…
é proteção de alguma dor.
Depois, veio a confirmação:
existia, sim, um cuidado ali,
uma história sendo tratada em silêncio.
Mas eu não desisto.
Nunca desisti de ninguém.
No Natal, prometi um abraço.
Antes que dissessem outra vez
o que ela já não era criança,
eu disse o que eu era naquele instante:
“Eu gostaria muito de receber "esse" abraço…
mas, já que não é possível,
então eu apenas dou.”
Porque amar, às vezes, é isso:
não esperar retorno,
não medir resposta,
não endurecer o gesto.
Só ser.
Talvez o mundo confunda idade com sentir.
Mas nem todo corpo acompanha a alma no mesmo tempo.
Há quem tenha trinta…
e um coração de oito,
delicado, sensível,
ainda aprendendo a confiar.
E há quem force encaixes,
rótulos, aparências —
como se crescer fosse caber
em uma forma pronta.
Mas sentir…
sentir nunca obedeceu calendário.
E eu sigo assim:
Me aproximando com cuidado,
respeitando limites,
mas nunca deixando de oferecer
o que há de mais bonito em mim —
o afeto. 🌛☀️
O QUE MORA EM NÓS
(fragmentos do que não conseguimos dizer)
Até nossos próprios pensamentos
têm dentro deles segredos
indecifráveis…
e mistérios invioláveis…
Lu Lena / 2026
A vida virou um rastro de dados, e o corpo , um endereço onde não mora mais ninguem : fomos despejados de nós mesmos pelo ruído do mundo que acabe na palma da mão.
Em Rostos Errados
Você ainda mora em lugares estranhos dentro de mim.
Porque toda vez que passo por alguém na rua, meu coração se adianta antes dos meus olhos.
Às vezes é o jeito de andar, outras vezes os cachos dançando no vento...
E por um segundo pequeno, cruel e bonito, eu penso que encontrei você de novo.
Talvez meu coração tenha decorado teus detalhes como quem aprende uma oração.
E agora meu pensamento procura teu reflexo em rostos desconhecidos, em sorrisos perdidos, em gestos distraídos.
Como se o mundo inteiro tivesse pedaços teus espalhados por aí,
e eu estivesse condenado a juntar lembranças sem perceber.
Não sei se isso é amor, saudade ou alguma fantasia criada pela falta que você deixou.
Só sei que meu peito insiste em desenhar teu nome em pessoas que nunca te conheceram.
E mesmo sabendo que não é você...
alguma parte de mim ainda deseja que seja.
Porque talvez eu tenha me apegado ao teu jeito, ao teu riso, à maneira que tua presença mudava meus dias.
Ou talvez eu tenha me perdido na versão que meu coração criou de você,
naquela imagem perfeita que a saudade insiste em manter viva,
mesmo quando a realidade já foi embora.
Mas se existe algo que aprendi, é que quem ama de verdade carrega marcas.
E as minhas aparecem assim: em rostos errados, em momentos aleatórios, em pessoas desconhecidas.
Porque quando alguém ocupa espaço demais dentro da alma...
o mundo inteiro começa, sem querer, a lembrar ela.
O amor é quando a gente mora dentro do coração da outra pessoa? Se for isso, dá para voce ir um pouco para o lado, voce ocupa meu coração todo, preciso de um espacinho, se não, tu me sufoca.
Você me ignora, me critica e me evita porque me deseja ardentemente e sabe que é em mim que mora a sua felicidade.
“Passamos tanto tempo da vida em busca da felicidade que esquecemos de viver. A vida também mora nos momentos não felizes.”
O lugar onde mora a paz é sempre distante. Para se chegar lá é preciso coragem, mais do que sabedoria. É preciso conhecer a si mesmo e ser forte o suficiente para se descobrir, se punir e se perdoar.
Eu sou capaz...é você?...se não é...tente pelo uma vez...vera que a felicidade mora bem perto...é só olhara bem dentro de você.
O vento e eu
O sentimento é meu
O tempo é meu amigo
A saudade mora comigo
A felicidade eu não vejo
Um fim de tarde eu desejo
Um sorriso seguido de um beijo
Essa saudade que mora aqui dentro
Tão certa como o fim
Tão velha como o tempo
Saudade do lado de dentro
Que mora em mim
Intensa como a chuva
Tão forte como o vento
Dentro de mim ,ainda mora a criança que fui, ainda mora sons ,cheiros, cores de um tempo onde tudo era muito simples,porém muito cheio de vida,energia,felicidade.Ainda mora a menina de cabelo clarinho, de gênio forte, que queria ser a fada, o anjo, a sementinha em todas as peças da escola,que queria pular mais alto,estar em todos os lugares possíveis e imagináveis,ler tudo que aparecia, dançar todas as músicas.Ela ainda mora em mim, e não mora no subterrâneo de meu ser,não, ela mora na superfície ,sob a pele ,vem a tona para respirar diariamente, e sem dúvida alguma ,a menina que fui, me faz entender como custa pouco ser feliz .Espero que a criança que habita o meu ser possa encontrar a criança que habita o te ser.
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