Fui
"Minha história"
Fui prensada na fornalha da tristeza,
O riso no meu rosto não se via... Só as cicatrizes apareciam
A poesia restaurou meus sonhos de menina
E deu-me alegria ao escrever,
Transformando meus vestígios dolorosos em textos de Amor
Nas asas da sorte eu me via
Cantando o hino da alforria
Fui tragada pela beleza da vida na poesia,
Que dos meus olhos escorria
Meus olhos lacrimejavam a poesia que sentia
Ela me fez pensar em um único lugar onde o Amor é o remédio para viver a plena Certeza da vida com harmonia
O dom de Deus manifestado em mim se responsabiliza pelo que escrevo nas minhas poesias
Autora:Simone Lelis
Me desculpe se não fui capaz
de satisfazer suas expectativas;
É que na verdade, estou dando
prioridade às minhas!
Eu, que sou um cometa viajante, já fui uma estrela brilhante, estacionada a esmo em uma das minhas vazias existências.
NADA RESTA🌹
Nada resta de mim do que fui
Apenas um restolho vazio
No seu próprio deserto
Entre as areias que sustive
Sem destino ou sem rumo
Que do vento apanho boleia
Como uma sombra solitária
Ou ainda um espectro que vagueia
Pelo horizonte longínquo.
Eu sei quem fui e sei o que fiz, sei quem eu sou e sei o quero fazer mas querer não é poder então fico pensado no que serei e no que farei.
Ontem fui só mais um acompanhado da triste. Ontem... Ou anteontem.... Nem me lembro! A felicidade não me deixa lembrar.
Sou a pintura da tela
E também a do papel
Já fui uma vez de aquarela
Hoje mal tinto o pincel
Em verniz eu fui muito bela
Afável com cor de céu
Reluzente e até singela
Mas indigna de qualquer troféu.
Quem sou EU
Fui feita de dor
Da dor fui nascida
E criada.
A dor
Minha melhor amiga
Companheira
Confidente.
Sempre lá
Não se importando
Qual era o
Momento.
Virou família;
Essa dor
Espertinha.
Dor amiga,
Companheira
Fiel
A todo momento.
Há a dor
Nunca soube
O que é
Viver sozinha,
Desde que me conheço
Por gente
Sempre foi dor e eu
Eu e dor
Fui um bom menino. Adolescente e jovem, bastante reprovável. Como homem maduro, paguei por minhas decisões equivocadas.
Agora me preparo e peço a DEUS que me permita ser um ancião "frutífero.
Enfim, hoje à tarde eu fui até a sacada e fiquei ouvindo a música “poema”, que é lindíssima. A música é de Cazuza, mas ninguém supera a versão do Ney Matogrosso. Então, eu estava na sacada pensando sobre a viagem que faremos com a turam daqui a uns dias, sobre as provas que se aproximam e o ensino médio que está logo aí quando subitamente, meus pensamrentos tomaram outra direção como que soprados pelo vento. Ney Matogrosso cantava “Poema, Frejat tocava guitarra e eu de repente me sentia tonta e sentimental. De repente eu sentia falta daquele sentimento doce de amor que se esvaia de mim, que quem sabe já havia se esvaído...! Eu tentava me agarrar a ele, agarrar-me a esse amor, a um tempo que já foi e sentia uma súbita vontade de chorar! Eu lembrava da quinta-série, da quarta, daquele arrepio na espinha que eu sentia quanto chegava perto do Rick! O fato é que eu não sentia mais isso quando falava com ele, quando conversávamos, e o fato era que o Rick não era mais a mesma pessoa por quem eu me apaixonei no passado. Talvez, quem sabe, eu não fosse a mesma pessoa...O fato é que esse sentimento doce de amor me iluminava diariamente. Eu sentia-me banhada de amor como quem se sente banhada pelo sol em um dia quente na praia, no entanto..., no entanto, eu já não amava mais o Rick e eu percebia isso agora. Eu me prendi a ele com medo de perder qualquer coisa, com medo de perder uma parte importante de mim, mas eu não o amava mais há algum tempo e mesmo assim o amor florescia em mim como uma rosa vermelha e fazia minha alma se arrepiar inteira. Eu estava cheia de amor, mas não pelo Rick e eu não entendia, não entendia esse sentimento doce de onde vinha, para onde ia e eu tropeçava naquela frase de Camões, que dizia: “Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê”. Esse amor me doía e me queimava ao mesmo tempo que afagava minha alma, como que me embalando o sono. Minha mente estava tão confusa e tentava organizar os pensamentos e entender. Eu jamais me senti tão poética, tão cheia de versos, tão cheia de amor. Eu jamais tive tanto medo e o que eu conhecia como amor era algo diverso do que eu sentia agora. Era um sentimento diferente. O final de tarde exalou um perfume de flores desabrochando na primavera e eu me senti leve. “De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua que vai ficando no caminho” dizia a música e eu me sentia assim. Parecia que eu havia perdido algo que deixei não sei quando, não sei onde, mas então por que é que minha alma parecia transbordar de amor?
Eu me consumi por muito tempo, fui arrogante, fui uma pessoa má; eu descobri isso após uma reflexão de larga escala, eu me consumi no ódio, no rancor, na tristeza, no drama e na solidão.
Vou ensinar o que você precisa saber baseado no que me mandaram e fui treinado para ensinar. Utilizando o meu conhecimento e a minha memória vou responder às perguntas que me fizerem, do jeito que as fizerem e nada mais. Se perguntarem errado, responderei da melhor maneira possível, educadamente, positivamente e incentivando.
Para pensar é mais caro.
Seria esse o Espírito humano?
Se um milhão te amou, eu sou um deles. E se alguém te amou, fui eu! Se ninguém te amou, então saiba que estou morto!
Eu sempre fui o tipo de pessoa que chega junto, apoia, que contagia aqueles que estão por perto. E quem disse que fazem o mesmo por mim? O importante é o que você faz, e não o que espera receber em troca.
"Sem palavras"
Fui ao mercado comprar palavras, vi umas bem baratinhas, promoção leva três paga duas. Encontrei algumas bem sofisticadas, em estado de dicionário, entre as latas de adjetivos, comprei só duas, estavam caras. Pedi ao moço que me cortasse uma frase ao meio, antes da conjunção adversativa, não estou para conflitos. Enquanto a menina embalava uns paradigmas frescos, que tinham acabado de chegar, encetei diálogos lacônicos com o seguinte da fila. Ele também sem palavras, afinal ainda não tínhamos passado pelo caixa, concordou com umas poucas interjeições que lhe restavam. No caminho, entre as gôndolas, vi umas umas palavrinhas espremidas entre verbos no imperativo, não resisti, comprei-as também e sem saber quando e se poderia ainda utilizá-las. Já perto do caixa lembrei-me que precisava muito de uns clichês, mas a prateleira estava vazia. Peguei umas catacreses meio murchas e vim embora.
"Não conheço o autor, foi postado nas redes por João Bosco dos Santos e
Ado Galvão)
