Fui
Eu sei quem fui e sei o que fiz, sei quem eu sou e sei o quero fazer mas querer não é poder então fico pensado no que serei e no que farei.
Ontem fui só mais um acompanhado da triste. Ontem... Ou anteontem.... Nem me lembro! A felicidade não me deixa lembrar.
Sou a pintura da tela
E também a do papel
Já fui uma vez de aquarela
Hoje mal tinto o pincel
Em verniz eu fui muito bela
Afável com cor de céu
Reluzente e até singela
Mas indigna de qualquer troféu.
Quem sou EU
Fui feita de dor
Da dor fui nascida
E criada.
A dor
Minha melhor amiga
Companheira
Confidente.
Sempre lá
Não se importando
Qual era o
Momento.
Virou família;
Essa dor
Espertinha.
Dor amiga,
Companheira
Fiel
A todo momento.
Há a dor
Nunca soube
O que é
Viver sozinha,
Desde que me conheço
Por gente
Sempre foi dor e eu
Eu e dor
Fui um bom menino. Adolescente e jovem, bastante reprovável. Como homem maduro, paguei por minhas decisões equivocadas.
Agora me preparo e peço a DEUS que me permita ser um ancião "frutífero.
Eu me consumi por muito tempo, fui arrogante, fui uma pessoa má; eu descobri isso após uma reflexão de larga escala, eu me consumi no ódio, no rancor, na tristeza, no drama e na solidão.
Vou ensinar o que você precisa saber baseado no que me mandaram e fui treinado para ensinar. Utilizando o meu conhecimento e a minha memória vou responder às perguntas que me fizerem, do jeito que as fizerem e nada mais. Se perguntarem errado, responderei da melhor maneira possível, educadamente, positivamente e incentivando.
Para pensar é mais caro.
Seria esse o Espírito humano?
Se um milhão te amou, eu sou um deles. E se alguém te amou, fui eu! Se ninguém te amou, então saiba que estou morto!
Eu sempre fui o tipo de pessoa que chega junto, apoia, que contagia aqueles que estão por perto. E quem disse que fazem o mesmo por mim? O importante é o que você faz, e não o que espera receber em troca.
"Sem palavras"
Fui ao mercado comprar palavras, vi umas bem baratinhas, promoção leva três paga duas. Encontrei algumas bem sofisticadas, em estado de dicionário, entre as latas de adjetivos, comprei só duas, estavam caras. Pedi ao moço que me cortasse uma frase ao meio, antes da conjunção adversativa, não estou para conflitos. Enquanto a menina embalava uns paradigmas frescos, que tinham acabado de chegar, encetei diálogos lacônicos com o seguinte da fila. Ele também sem palavras, afinal ainda não tínhamos passado pelo caixa, concordou com umas poucas interjeições que lhe restavam. No caminho, entre as gôndolas, vi umas umas palavrinhas espremidas entre verbos no imperativo, não resisti, comprei-as também e sem saber quando e se poderia ainda utilizá-las. Já perto do caixa lembrei-me que precisava muito de uns clichês, mas a prateleira estava vazia. Peguei umas catacreses meio murchas e vim embora.
"Não conheço o autor, foi postado nas redes por João Bosco dos Santos e
Ado Galvão)
Fui pro corre, né, tô na luta, sim
Nada cai do céu, só chuva, neguin
Tanto que lutei, Deus olhou pra mim
Fui -
Fui da vida um deserdado
sem ter terra p'ra pisar,
um mendigo tão cansado
sem ter colo p'ra chorar.
Fui da vida um aborto,
um filho indesejado,
um barco sem ter porto,
à deriva, ancorado.
Um filho da madrugada!
Um filho da noite escura
a quem a vida não deu nada ...
Inda assim vivi a vida!
E fui um passo de loucura
num passar de despedida ...
Eu sempre te quis
Eu sempre fui louco por você
Eu sempre te amei
Te amo nos momentos que estou com você
Te amo nos momentos a sós
Eu sempre te desejei
Eu sempre te desejo
Eu sempre quero você aqui
Porque eu sempre estarei com você
Seja onde for, onde estiver
Eu sempre estarei com você...
Te amo
Pequena Ode à Solidão -
Ó tristeza! Ó miséria!
Tudo o que fui e ainda sou ...
Alguém que chegou e não sorriu.
Que partiu e não voltou.
Sonhos proibidos - então -
homens ocultos, dores em vão ...
Noites sem vida - diz quem viu!
Dias vazios, calados, sem água ...
Iguais às noites, iguais aos dias,
distantes do possivel - como cal -,
do eterno, do real!
E vós - ausentes, perdidos também-
fingindo- mas sós ... tão sós ...
De Poema em Poema -
Fui de poema em poema
à procura da razão
que me fazia ter por tema
a dor, a morte e a solidão.
Mas os versos não sabiam
o porquê dessa loucura,
só falavam, só diziam,
sempre cheios de amargura.
Digo aos gritos sem pudor
que meus versos são um pranto!
Mas o porquê de tanta dor,
tanta morte no seu canto?!
Talvez devesse procurar
a razão dessa agonia,
não nos versos, a chorar,
mas em mim, no dia a dia...
Como sabemos se somos feitos para amar? Sinto que não fui planejada e estruturada para tal dádiva. Me desculpe...
Deusa
(Clovis Ribeiro)
Se poeta eu não fui
Poeta eu não fui
Certeza tenho de ter vivido
Rimas perfeitas e frágeis
Que o tempo dissolveu no ar.
Se poeta eu não fui
Poeta eu não fui
Como foi-me possível
Amar e cultivar o amor
Amar e cultivar amigos.
Meu coração não tem olhos
Coração não tem olhos
Nem vergonha na cara
Não para
Não pira
E não vê
Que minha Deusa é você.
Dedicado á HB
Sobre expectativas
Hoje eu fui comprar sorvete, esses sorvetes de potinho que as pessoas vendem nas suas próprias casas nos subúrbios. Lá de dentro da casa vem um garotinho de mais ou menos 6 anos, eu pergunto:
- tem sorvete de quê?
o garotinho: tem de açaí, tapioca e de brasil.
me contive um instante, mas que diabos era sorvete de brasil?
-Vou querer o de brasil.
Chegando em casa feliz com o meu sorvete "de Brasil" em mãos, abro a tampinha do pote e dando a primeira colherada no sorvete descubro que tanto o lado verde quanto o lado amarelo eram de tapioca.
Eu acho que o "sorvete de Brasil" é um paradoxo da atualidade.
