Frio
Agora é 1:11 e o vento frio do sereno sopra meus cabelos para um lugar bem longe daqui enquanto os pingos de chuva são agulhas sem ponta,delicadas e belas que perfuram a minha pele de uma forma que nem palavras conseguem explicar pois são coisas que só a madrugada pode me contar quando todos se calam ela canta só para mim no ar gelado do sereno na qual eu faço perguntas que só ela tem as respostas.
ass: Mãe da insônia e de amantes de poesia...Madrugada.
Homenagem a Biotoviski
Entre cinzas, ferrugem e café frio,
existia um homem
tentando permanecer humano.
Ninguém percebeu de imediato.
A maioria apenas viu o silêncio,
o olhar distante preso em lugares
que não estavam na frente dele.
Mas dentro…
dentro existiam tempestades inteiras
aprendendo a andar em silêncio.
Ele colecionava ausências
como quem guarda cartas antigas dentro de gavetas,
não por apego,
mas porque certas dores
quando sobrevivem demais
criam raízes.
E ainda assim,
continuava.
Continuava afinando a própria fé
como quem segura uma vela acesa
durante um vendaval.
Continuava escrevendo mensagens escondidas
em poemas que ninguém lia corretamente.
Continuava tentando amar
sem assustar ninguém com o peso
que carregava no peito.
Talvez esse tenha sido seu maior milagre:
não endurecer.
Porque o mundo tentou.
Tentou nos dias escuros.
Tentou nas despedidas.
Tentou quando ele se sentiu sozinho
mesmo ouvindo vozes ao redor.
Mas ele continuou oferecendo gentileza
com mãos cansadas.
E poucos entenderam
que algumas pessoas não demonstram sofrimento chorando.
Algumas demonstram…
continuando.
No fim,
ele parecia uma dessas estradas mineiras durante chuva:
silenciosa, fria, longa…
mas estranhamente bonita
para quem realmente parasse para olhar.
Uma Homenagem ao meu eu introspectivo, que foi capaz de expressar muitas das minhas dores.
Obrigado! Biotoviski
19/05/26
Depois de tantos anos estou sentindo aquele frio na barriga, o coração batendo mais forte e, toda música romântica que escuto me lembra ela... sentimento inusitado que não esperava, que não poderia e nem deveria sentir
Será que me apaixonei? Eu a conheço tão pouco, mas parece que ela já faz parte de mim, seu rosto, seu sorriso, não saem da minha cabeça...
Queria te dizer tantas coisas, mas não posso, fico pensando em como arrumar desculpas pra te mandar qualquer mensagem, só pra ver um olá seu..
O que será que você pensou quando leu minha mensagem?! Como gostaria que fosse o mesmo que eu senti quando li suas palavras...
Olho sua foto toda linda e fico pensando como seria sentir seus lábios macios nos meus... tocar seu rosto, sua pele, te abraçar e ouvir a mais bela melodia no ar desse momento tão singular...
Nem sei se você tem alguém...
Não vou tentar entender o porquê a vida me pregou esse sentimento tão diferente e especial por você, mas é muito bom sentir. Queria ter a conhecido antes... de tudo isso!
Conto as horas pra te ver novamente... o que não posso evitar!
A sociedade me transformou num monstro, frio, apático, sem sentimentos
e ainda por cima egoísta. Culpa eu não carrego até porque me feriram e pisaram em mim. Chorei, me quebrei, me reconstruí e estou aqui moldado
a base do que eu vivi. Lhe contando detalhes, foi tudo muito nebuloso, cansativo, esvaiu minhas forças. Quando vi eu já estava irreconhecível.
Quando dei por mim, estava fazendo tudo somente com base no meu interesse pessoal. ''O que eu sou?'', é minha pergunta atual...só digo uma coisa eu não me reconheço e ainda por cima me temo.
Quando nosso eu interior sentir frio e parecer que nada mais faz sentido, saibam que nem tudo está perdido, basta olharmos para o céu e sentir o calor que vem do sol e ver que as estrelas sempre brilham na obscuridade da noite e mesmo quando o dia estiver nublado sua cor cinzenta fica magnificente com a simetria da dança e o colorido das borboletas.
"Aproveite o meu verbo-salivo,
pois ainda há pulso
mesmo anêmico e frio
parece vivo
este meu discurso
sobre a pedra
sobre o rio...."
Entre Neve e Silêncio
No ventre da noite, no frio da missão,
Ergue-se um homem, de aço e razão.
O mundo lá fora é grito e conflito,
Mas dentro do peito, um fogo restrito.
Guerreiro da neve, guardião do além,
Enfrenta o vazio que mais ninguém tem.
O peso do aço, o silêncio do chão,
O vento gelado tocando a tensão.
Não luta por glória, medalha ou poder,
Luta por todos que não sabem o que é perder.
Seu rosto é muralha, seus olhos são farol,
Que brilham no escuro, que buscam o sol.
Entre o vermelho do sangue e o azul do céu,
Caminha sereno, de armadura e fé.
Pois mesmo na guerra, há traços de paz
No coração de quem firme jamais se desfaz.
Xeque-Mate
No tabuleiro frio da vida,
cada passo é planejado,
o silêncio é minha armadura,
meu esforço, meu legado.
Enquanto zombam dos meus planos,
em gargalhadas vazias,
eu sigo firme, sem alarde,
plantando noites e dias.
Não preciso de trombetas,
nem de olhos a me ver,
pois quem brilha antes da hora,
costuma escurecer.
E então, no momento certo,
sem temor, sem falsidade,
a peça branca avança o campo…
E grita: XEQUE-MATE!
O rei negro cai em ruína,
num estalo de explosão,
é o fim de quem subestima
o poder da preparação.
Trabalhei calado e firme,
sem vanglória, sem alarde.
Vitória não se anuncia —
se conquista com vontade.
Coração partido dói… mas não é o fim.
É só a estação do inverno — e, ainda assim, mesmo no frio, a raiz continua viva.
O amor que você deu era sincero, era puro e isso nunca foi perda. Quem ama com verdade, deixa perfume por onde passa, mesmo que o outro não saiba valorizar.
Não se feche. Não endureça. Continue flor.
Há alguém, em algum canto da vida, orando para encontrar exatamente um coração como o seu.
E quando chegar a hora, será leve. Será paz. Será reciprocidade.
Até lá… cuide de si com carinho. Regue sua alma com poesia. E acredite: o amor o verdadeiro sempre volta.
Não sei mais descrever o que pensei, o que temi, antes de o frio ser tão presente quanto o ar, antes de a solidão ser minha maior companheira, de o silêncio ser a canção que mais escuto, que mais repito, já não sei mais como era a vida antes de a saudade sumir.
Contemplar a beleza da noite
Sentir o vento frio
Me lembrar do cheiro do teu perfume
Ou me lembrar da tua voz ao meu ouvido
É tão importante
Quanto os momentos que passamos juntos
Trocando as carícias de amor
Frio nos tornamos ao longo da vida
Não é que deixamos de amar
Mas é que ainda há ferida
Não é que deixamos o amor
Mas não quero nada inventado
Não é que deixamos de amar
Mas acho que a vida não é uma obra de Manoel Carlos
Não é que deixamos o amor
Mas na vida muitas das vitórias de iniciam na dor
Não é que deixamos de amar
Mas quero que conjuguem comigo o verbo sonhar,
