Em um país, onde sessenta mil pessoas morrem por ano é normal essas músicas que falem de metralhadora, arma, vingança fazerem tanto sucesso. Afinal, estamos em guerra! Arrocha ai...
Além do mais, a solidão de um ao lado do outro, ouvindo música ou lendo, era muito maior do que quando estávamos sozinhos. E, mais que maior, incômoda. Não havia paz. Indo depois cada um para seu quarto, com alívio nem nos olhávamos.
Na dança
a música penetra
em minha entranha
toma forma de rodamoinho
o corpo entra em leveza tamanha
feito véus esvoaçante
bailando ao som em magnetismo
nada é mais delirante
do que viver este momento
de perfeito sincronismo...