Fiz de Mim o que Nao Soube
Enquanto eu me junto aqui,
te vejo tão longe,
te empurro para longe de mim.
Não, não é que eu não te ame,
te amo.
Apenas desejo me encher de mim.
Apenas desejo a solidão e o amor idealizado.
Minto, não sou tão pura assim.
Não desejo o amor agora.
Acho que por isso te empurro para longe.
Mas é só por enquanto.
Agora desejo a carne.
As peles.Os cheiros.
As bocas.
Quero as partes.
Quero em partes.
Quero a falta de significado.
Não busco a intensidade, só quero o desejo e a luxúria.
Quero o silêncio.
Quero o álcool na falta de romance(e de amor).
Quero a vermelhidão da falta de sentido.
Me perder nos corpos.
Me deleitar nas salivas e suavemente, voltar a ser fria.
Má.
Chegando até a ser venenosa,
doente...
...me perderei na falta de sentido,na falta de poesia, no sujo, no obsceno porque eu quero, e mais até, porque eu gosto.
A minha FELICIDADE não depende de você. Depende de mim, mas você pode colaborar. Se não for pra me trazer sorrisos frouxos,então por favor, não venha bagunçar meu coração. Deus disse que eu serei sempre feliz e contra as promessas de DEUS não existe defesa, desculpas e nem atropelos.
Toda vez que você me humilhava e pisava em mim me magoava...
Só não me magoava mais, porque não conseguia fazer "EU" deixar de ser "EU". E isso me confortava.
Apenas em saber que você nunca conseguiu me mudar;
E se irritava com isso.
E você
bem
você me viu
bem na hora que tua irmã gritava por mim.
e eu penso
se não foi assim que a gente não se conhecesse
num tempo estranho da minha vida...
no finalzinho do começo da sua
atropelada por egoístas...
Oh, Deus! Tínhamos muitos egoístas do nosso lado.
E o nosso segundo encontro durou uma eternidade pra ficarmos só, e mais outra eternidade até nos beijarmos... você me fez sorrir, e eu não queria, mas te dei o meu sorriso como se fosse um pedaço de papel que é pra você poder olha sempre.
Você tinha seus motivos pra ser amarga, alguém tinha matado o teu amor...
Uma ex qualquer que com o tempo faleceu dentro de você.
E com um tempo, eu nasci, naquele pedaço de terra esquecido... eu era aquela laranjeira
que atraí os beija-flores e tulipas
Eu tulipando por aí
presente até mesmo naquele banco onde houve muitos amores além de nós e muitos segredos...
Você olha incrédula,
mas eu existo de verdade
e te contei o meu desejos de menina
você deveria saber, mas eu conto mesmo assim.
conto só com o olhar,
esse olhar frágil
e empoeirado
que parece grão de café velho que a gente tenta mastigar.
E você me deixou nascer,
você me fez sorrir,
e agora é só eu e você.
Existem coisas que a gente pode fazer e outras que a gente não pode. O que depender de mim, eu faço. O que depender dos outros, bem, aí já não me cabe. Só não vou ficar PARADA esperando ACONTECER, né????
- Pobre para mim não é aquele que não tem dinheiro, mais sim aquele que vende sua alma por não ter o que oferecer por esquecer-se que Deus é maior e já tem um destino traçado para cada um de nós.
Nos dias chuvosos, nas noites escuras.
Sinto algo obscuro dentro de mim.
Deve ser medo, que não tem medo.
Mais uma noite sombria.
Uma tempestade que me espera.
Descem os lobos da serra, dos montes.
Oiço uivarem de fome.
Sei que sentem o mesmo que eu sinto "medo"
O vento faz tremer as minhas janelas.
Os seus uivos de fome, causam-me compaixão.
Tenho uma admiração por lobos e muito respeito.
Por saberem conviver em matilha e na solidão.
Os lobos são livres, amam a sua liberdade.
Matam porque têm fome.
E nós somos escravos sem esperança.
Que devoramos a terra.
Matamos sem fome, por pura vaidade
Somos selvagens, sem dó...
Nem piedade.
Inimigos de nós próprios.
Egoístas, sem escrúpulos.
Neve lá fora, uivam os lobos
Descem a aldeia cheios de fome.
Pelas fragas, ribeiros e rios deste nosso Portugal.
Nós somos covardes.
Como uma matilha de ferozes solitários!
Não fui eu quem procurou por ti, foste tu que procuraste me a mim, mas então porque você me decepcionou???
mesmo que você perca a memória e não se lembre mais de mim, estarei lá, tentando te fazer apaixonar por mim mais uma vez...
Quem vê a mim, não deve ver apenas um homem; Deve enxergar uma legião, uma centena de milhares de vidas, de escritos, de histórias, de verdades absolutas. Homens de boa-fé, fundamentais para o desenvolvimento, vitais para o ciclo contínuo da evolução.
Eu não sei se esse é o caminho certo a percorrer, mas arrisco porque, pra mim, viver é como brincar de roleta russa. Fé, e um pouco de sorte. Eu não estou aqui para viver do óbvio, e muito menos para me contentar com o clichê. Eu vivo buscando o que me provoca arritmias cardíacas, nós na garganta e borboletas no estômago. Não posso e nem quero saber qual o resultado disso. O que importa mesmo é o esse sentimento imortalizado dentro de mim; esse, que muitos chamam de liberdade. Essa minha alma de tantas moradas é mesmo inquieta... e agita meu corpo e faz o sangue correr em ponto de ebulição pelas minhas veias. No fim das contas, enquanto as nações se chocam tentando provar teorias sobre a existência, eu tento provar a mim mesma que não estou aqui para me juntar à multidão. Não adianta mesmo, eu não sou parte dela! Eu sou do contra. Do avesso. E não posso dizer ainda que sou totalmente feliz assim, mas eu sou e não mudo. Sou teimosa demais pra isso. Agora, se você quiser tratar do quesito "adaptar", podemos negociar. Eu ganho? Tu ganhas. Nós ganhamos. Até onde valer a pena.
Não iludo ninguém, sempre fui eu mesmo. Não espere de mim aquilo que você não podem dar para si mesmo, nem de mim nem de ninguém..
