Bia Antunes

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E esse gosto de paz que vem à boca tem sua missão. Vem pra me confirmar que nada nesse mundo, e em nenhum outro, pode me tirar o equilíbrio. Eu desço do salto somente se for pra sentir os pés tateando o chão, a água, os pés quentes dele procurando os meus... Desço do salto pra correr na chuva, pra pintar as unhas, ou pra ganhar aquela massagem que as mãos dele fazem com perfeição. O toque das peles em choque, o calor enérgico exalado pelos poros. Eu gosto desse sabor de paz, de amor que traz sossego. E gosto dele. Muito.

Bia Antunes
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Tenha calma, rapaz. A moça tem sangue quente mas não é impossível. Ela é meio diferente, eu compreendo. Você tem receio de perder todos os jogos pra ela, e eu também compreendo. Provavelmente você vai acabar perdendo mesmo. Por azar no jogo, ou por querer ver o sorriso dela se abrindo quando anunciar sua vitória. Deixa ela pensar que ganhou. Mas sabe, rapaz... quem vai ganhar mesmo, é você. E eu estou falando sobre coisas muito melhores que passatempos. Você vai ganhar o coração dela. Mas você precisa ter paciência, entendeu? Ela anda melindrosa, e todas as feridas levam um certo tempo para cicatrizar. Talvez você seja a cura para o coração dela, mas também não posso te garantir. Você vai ter que pagar para ver, e sentir.

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Lembrou de como era lindo o sorriso dele nos dias felizes, e de como ele continuava lindo nos dias tristes também - mesmo que fosse um sorrisinho amarelo, torto no canto da boca, ainda assim era bonito, porque a alma dele era bonita. Ela podia ver sua aura de cores lilases cintilantes, brilhando afoitas até mesmo nos dias mais nublados. Ele tinha - entre tantos outros talentos - o de fazê-la feliz. Era um dom de fazê-la florir em pleno outono de suas estações internas. Só ele sabia fazê-la cantarolar no próprio silêncio do seu interior. Era ele o motivo dos seus suspiros enquanto dormia, porque dele eram feitos seus sonhos.

Bia Antunes
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Eu sou a tempestade que se forma nos pequenos cálices.
O leite que transborda na fervura e se deixa derramar. Quando me dou conta já falei, já magoei, já conquistei ou despertei... Eu não sei ser de outro jeito.
Sou feita da intensidade das coisas imediatas e da vontade de abraçar o mundo - e de ser abraçada, também.

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Bom mesmo é descobrir que é possível se superar. Aprender a acreditar em si mesmo, perceber que não há limites quando o que se busca é a plenitude. Sorrir assim, sem motivo. Só porque acordou de bom humor. É preciso desapegar... das coisas e das pessoas. Findar o que já não nos faz bem. Recomeçar sem ter que chegar às últimas consequências. A vida só é bonita pra quem se permite. A persistência é admirável, mas a renovação... é libertadora.

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Um adjetivo sobre minha personalidade: Extremista.
Sou mesmo. Não nego! Eu não sei ficar sorrindo amarelo por aí. Vou sorrir se essa for a minha vontade, e não adianta fazer cócegas: acredite, se a coisa estiver ruim, ela vai piorar.
Sou sincera, e se você me perguntar se está bonito, e não estiver, não espere que eu minta. Então, se não quer a minha opinião, não pergunte! É simples, poxa.
Eu sou assim: Uma bola de sorvete não me satisfaz, não gosto de emprestar livros dos outros porque, na verdade, quero ter os meus, e nunca consegui entrar em uma loja e comprar só aquilo que eu estava precisando. Meus banhos são quentes ou gelados. Nunca mornos. E meus relacionamentos são assim também. Eu quero tudo, quero do meu jeito, quero sempre mais. Nada de miséria!
Portanto, para se aproximar de mim, já aviso: Venha inteiro. Completo. Transbordando. Não faça muitas perguntas. Não tente me mudar. E não me faça cócegas, me faça feliz.

Bia Antunes

Talvez eu seja um pouco do oposto, um muito da contradição, um tanto do antônimo... Sou complexa mesmo, uma miscelânea, uma confusão sentimentalista e tempestuosa. Um singular humano.

Bia Antunes
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Se ninguém lhe disse antes que você vai chorar
mais nessa vida do que sorrir, estou lhe precavendo.
Essa é a verdade.
Mas chorar não precisa ser só de tristeza.
Chore de emoção, chore de saudade,
chore de felicidade...
Você pode se deixar cair no abismo
diante de uma decepção,
ou pode, simplesmente, aprender a usar suas asas.

Bia Antunes
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Eu não quero muito. Eu quero tudo. Tudo o que for feito de luz, que transborde amor. Quero mais dessa risada despojada que lhe atravessa os lábios, desse brilho que encanta enfeitando o olhar. Quero mais da pele, do tato, do toque. Do seu toque. Quero mais do cheiro inebriante, do beijo instigante, do abraço seguro. Quero mais de você, mais você. Mais nós. Hoje. Agora. Para sempre.

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Chamavam-lhe de estranha. Julgavam sua personalidade forte. Davam-lhe apelidos e faziam piadinhas e trocadilhos irônicos quando passava. Era apontada como ácida, amarga e azeda. Não eram capazes de compreender sua loucura por histórias gravadas em pilhas de papel. Não queriam aceitar seus predicados incompatíveis habitando um só corpo. A maioria lhe lançava olhares tortos. E sorrisos amarelos. Mas ela vivia bem, apesar de tudo. Compreendia a diferença dos vários estágios evolutivos deste mundo, e de alguns outros, e não julgava de volta. Não rotulava também. Não diretamente. Ela expressava o que pensava a respeito deles nos personagens que criava, e no desfecho de cada um. Ela era assim, feito um livro. Desses que são julgados pela capa. Um livro restrito apenas àqueles que eram capazes de desvendar seus capítulos, e descobrir seu íntimo mais doce.

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É como se, ao lado dele, todos os males do mundo - do meu mundo - desaparecessem. De repente nada mais importa, além do sorriso dele e daquele brilho lindo nos olhos, que são, para mim, a tradução do que é belo de verdade.

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Tem gente que tem cheiro de sonho. Sonho mesmo, do tipo daqueles que a gente tem naquelas manhãs chuvosas, tomando um chocolate quente embrulhada em um cobertor na varanda da casa da fazenda. A gente observa as gotas da chuva se transformarem em riscos no céu, que lavam a terra e a nossa alma. Por um instante tudo parece possível. A gente sente um misto de sossego e paixão e começa a ter aquela sensação de estar sonhando acordada. Faz planos tranquilos, imaginando um futuro pleno. É assim que ele me faz sentir: plena. Eu olho nos olhos dele e vejo chuva caindo e lavando a minha alma, de um modo quase balsâmico, meio miraculoso. Ele abre um sorriso e me dá um abraço apertado e pronto: as feridas se fecham. Eu penso nele e sinto cheiro de sonho, porque é assim que ele é pra mim

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Eu não sei se esse é o caminho certo a percorrer, mas arrisco porque, pra mim, viver é como brincar de roleta russa. Fé, e um pouco de sorte. Eu não estou aqui para viver do óbvio, e muito menos para me contentar com o clichê. Eu vivo buscando o que me provoca arritmias cardíacas, nós na garganta e borboletas no estômago. Não posso e nem quero saber qual o resultado disso. O que importa mesmo é o esse sentimento imortalizado dentro de mim; esse, que muitos chamam de liberdade. Essa minha alma de tantas moradas é mesmo inquieta... e agita meu corpo e faz o sangue correr em ponto de ebulição pelas minhas veias. No fim das contas, enquanto as nações se chocam tentando provar teorias sobre a existência, eu tento provar a mim mesma que não estou aqui para me juntar à multidão. Não adianta mesmo, eu não sou parte dela! Eu sou do contra. Do avesso. E não posso dizer ainda que sou totalmente feliz assim, mas eu sou e não mudo. Sou teimosa demais pra isso. Agora, se você quiser tratar do quesito "adaptar", podemos negociar. Eu ganho? Tu ganhas. Nós ganhamos. Até onde valer a pena.

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Então, eu mudei. Mudei porque é disso que a vida é feita, também. Mas a transformação foi completa, completa mesmo. Virei a página, abandonei velhos costumes, adquiri novas manias, mudei alguns conceitos, mantive meus princípios, isolei alguns defeitos – mas não totalmente, porque eles também são parte de mim – reavaliei o caminho e tracei o percurso. O que realmente deve ficar, ficou. O resto, eu guardei. Dentro de caixas, de malas, de uma parte do meu cérebro e do coração. Não joguei nada fora, até porque não faria muito sentido abster de coisas pretéritas que já não causavam devaneio algum. Eu gosto de lembrar das coisas boas, e das ruins também. Todas têm lá a sua serventia. Então, eu mudei. Transformei a vida em poesia. Versos que viram canção. Canção de doce melodia. Ritmo e dança. Alegria! Eis a glória triunfante de todos os dias. Da vida. Aqui, e depois. E sempre.

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Chove lá fora, e aqui dentro também. Talvez a tempestade maior esteja mesmo aqui, no meu coração. Eu sempre gostei desse termo, me afeiçoei a ele desde muito cedo, quando entendi a proporção dos sentidos figurados. Para mim, o significado maior de uma tempestade estava em seu poder de desolar o que não presta, derrubar o que já não podia mesmo ficar em pé. Mas hoje, com esse vendaval aqui no coração, percebo o quanto eu estive equivocada o tempo todo. As tempestades destroem também o que é firme. Arrasam até mesmo as relações mais concretas. Abalam pensamentos fortes. Decisões tomadas. Levam embora destinos traçados. A gente entra no meio da tempestade sem pedir, sem querer, sem precisar... e pronto. Vai tudo pro bueiro. Nossas estruturas internas ficam à margem do risco, sujeitas a desabar. Eu não quis assim, mas a tempestade levou. Levou de mim todas as certezas, todos os pontos a meu favor. Mais um porto, antes seguro, se tornou abismo. E eu, que nunca gostei de calmaria, agora anseio por ela. Quero poder desfrutar mais do morno, do ameno, do tranquilo. Quero um colo pra deitar e olhos pra olhar. Abraços. Uma toalha seca e mil lençóis amassados. Um refúgio, um carinho. Eu só preciso que pare de chover. Ou que chova em outro lugar. Por aqui, dentro de mim, não sobrou nada.

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Turva como água de corredeira. Difícil de lidar, complicada de entender. Afeiçoada ao incomum, feita de extremos. Complexa e completa. Mutável, instável, de lua. Singular demais para te remeter a outro alguém.

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Meus desejos são intensos e vão além do esperado por todos. Minha mente me assusta, e instala em mim a necessidade de tudo aquilo que foge do óbvio. Faço meus estes quereres insanos, porque me apaixono sempre pelo que me tira os pés do chão. Essa loucura imponderável me atrai e me fascina. Me desafia. E tudo o que me tenta, me testa e me ganha, me faz, quase sempre, feliz.

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Aos meus pais

Além das coisas desse mundo, além de tudo que nossa capacidade nos permita imaginar, existe um lugar onde o amor é mútuo e verdadeiro, onde há harmonia e os olhares transmitem serenidade. Existe um lugar onde todos os gestos são puros e honestos, onde o brilho dos olhos jamais desaparecerá e os sorrisos sempre estarão estampados na face de todos que o habitam. Foi nesse lugar que eu conheci vocês; e foi ali mesmo que eu decidi estar com vocês em todas as minhas jornadas. São muitas as moradas, inúmeras histórias, algumas perdas e incontáveis ganhos. A evolução foi bárbara. Mas estamos aqui de novo, juntos. E se estamos, é porque o amor mais uma vez superou barreiras, e nos permitiu existir assim, um ao lado do outro, novamente. E novamente, e novamente... O nosso amor é forte, é duradouro, infindável e puro. Obrigada por estarem comigo mais uma vez, por me permitirem ser filha de vocês e por fazerem parte da minha existência aqui, e em todos os outros lugares. Eu amo vocês, além das coisas desse mundo.

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Tempestade. Gosto desse termo e acho que me preenche. Essa calmaria me cansa. Me deixa inquieta. Me dá preguiça de viver. Eu gosto dos temporais, das grandes rajadas de vento e dos raios e trovões... Eles sim, me causam emoção. Me tornam um ser vivente, e não em somente existente. Como quando ele chegou e me tirou do ócio. Me balançou, me transbordou. E me causou arrepios. Tempestade... Combina perfeitamente com os olhos dele. Envolventes, implacáveis, indóceis... e tempestuosos. Aniquiladores.

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Eu não sou dessas que se contentam com pouca coisa. Não tenho paciência, odeio esperar, não gosto de coisas feitas na última hora. Sou perfeccionista, impulsiva, sincera até demais, não sou simpática com que não vou com a cara, não faço nada pra agradar ninguém. Odeio que me cobrem amor. Se quer que eu goste de você, faça por onde. Sou individualista. Nada de se intrometer no meu mundo, por favor. Não suporto intrusos. Falo demais, dou conselhos demais, me envolvo demais. Mas se eu estiver calada, não me pergunte o que eu tenho, eu provavelmente estou passando por uma reforma interna. Me apego muito fácil, mas me desapego fácil também. Eu sou muito do fogo, mas sei ser gelo. Posso ser seu calor, seu afago. Mas eu também posso ser seu inverno cortante, seu desprezo. Posso ser quem eu quiser,quando eu quiser. Múltiplas personalidades me permitem muitas personagens.

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Só pra constar: A saudade de você se restringe a alguns momentos dos meus dias. Momentos tipo há cinco minutos atrás. Momentos tipo agora. Momentos tipo daqui há cinco minutos. E no intervalo desses minutos. Tipo quando eu acordo, e quando eu vou dormir também. Momentos tipo quando eu olho pro celular e fico olhando sua foto no plano de fundo, ou quando toca aquela música melosinha. Momentos tipo sempre.

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Tô cansada das pessoas, dessa mania que elas têm de achar que são donas umas das outras. Eu quero paz, companheirismo, diversão, um dia diferente do outro. De rotina, já basta a minha cara que é a mesma todos os dias. Quero pés quentinhos em um momento, e cerveja gelada no outro. Quero diálogo, compreensão e afeto. Quero notícias - boas, de preferência - quero matar essa saudade do desconhecido. Quero amor. Laço que não aperta, que não sufoca. Laço que enfeita e não amarra. Laço infinito.

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A gente não consegue (ou não aceita) entender porque certas coisas acontecem na nossa vida, mas a verdade é uma só: O que tem que ficar, fica. O resto vai embora, muda a rota, abandona o caminho e as promessas. Bom mesmo é aquilo que a gente sabe que é nosso de verdade. Intuição é uma coisa curiosa... porque quando a gente sente uma incerteza, mesmo que passageira, é porque lá no fundo a gente sabe que não é permanente. Os momentos vividos se tornam lembranças, junto com fotos e objetos que um dia foram tão importantes. Mas dizem por aí, que coisas boas se vão para que outras melhores possam chegar. E talvez... talvez o melhor chegue quando a gente menos esperar.

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Entenda: eu não funciono como a maioria. Eu não sei me esconder em meio à multidão, não sei ser discreta e muito menos sair sem ser vista. Não aprendi a ser assim, porque estou aqui de passagem, mas não sem motivos. Não queira lidar comigo como lida com os outros, porque não vai dar certo. Eu não me encaixo nos padrões que você já conhece, e se quiser saber mais sobre mim, terá que se arriscar.

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Por fim, alguém no mundo a entenderia? Haveria algum ser que conseguiria transpassar as teorias à seu respeito? Um desmistificador sem juízo? Talvez um contador de histórias, um criador de sonhos... Existiria dentre as camadas espectrais do universo, alguém tão adoravelmente divergente quanto ela? Diferentemente igual, um singular sem plural... Um viajante enraizado? Ou o dono do maior brilho nos olhos que o planeta já viu... Haveria, para ela, um lugar seguro? Um abraço de urso? Um sorriso paradoxal? Uma história sem final, eu diria...

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