Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Corrompi toda minha pureza para satisfazer uma ilusão e de repente, nada mais fazia sentido...
Os olhares desviaram-se simultaneamente.
Quem eu mais amei, feriu-me profundamente, embaralhou todos os meus sentidos.
Vômitou seu ego podre sobre minha inocência, esbravejou sombra sobre mim, é como se minhas lágrimas se agarrassem para não despencarem.
É como se todo meu corpo se contorcesse por dentro.
Esquiei por salivas amargas e preferi afastarme, para resguardar o que ainda sobraste de mim.
Carla Fernandes
"E no fim, nunca encontrei aquela preciosa memória, aquela que me fazia sorrir como uma criança, que me fazia rir, ela se perdeu em meio há tantas outras!"
Diga Amore!
Mar
Maravilhoso dia
Fantasia que ia, dizia, fazia
Sem ser proibido
Ousadia!
Vai e vem
Alento de amor
Ai desejo ardente!
Das noites em chama
No irrefletido sentido
Esplendido!
Libido
Exibido
...diga Amore!
CULTURA EXTINTA
Durante a escravidão
fazia cerca de pedra;
carregava pedra pesada
que nem trator arreda.
Fazia cerca de madeira,
tão junta, que chega veda.
Fazia casa de enchimento,
dormia em cama de jirau,
cobria casa com palha
ou com casca de pau,
fechava porta com vara,
rezava pra livrar do mau.
Dormia em couro de boi
ou em colchão de palha,
bebia água de cabaça
ou de pote numa galha,
cozinhava em panela de barro
e fazia renda sem uma falha.
Antigamente não tinha carro,
Iam pra São Paulo a pé.
Iam à Lapa de pau de arara
ou caminhando pela fé.
Comia farinha com rapadura,
pagava promessa e cheirava rapé.
O gado era criado solto,
vaqueiro tocava boiada,
passar perto de arco-íris
tinha sexualidade trocada,
acreditava em superstição,
a mulher vivia confinada.
Dançava forró de sanfona,
fiava linha pra tecer,
cantava cantiga de roda,
fazia penitência pra chover,
jejuava na Sexta-Feira Santa
e dava da comida pra peixe comer.
Moça tinha que casar virgem,
senão ninguém queria ela.
Se galo cantasse fora de hora,
tinha rapaz raptando donzela.
O pai escolhia o noivo da filha,
e na última, quebrava a panela.
No outro dia da fogueira,
rodava a cinza com coroa.
Fazia simpatia pra saber
se as águas seria boa.
Fazia compadre e batizado;
e apagava o fogo com garoa.
Usava pedir a benção,
tinha confissão de pecado,
fazia muito benzimento,
mulher quebrava resguardo,
mascava fumo e pitava cachimbo,
havia arataca e mundéu armado.
A cultura mudou muito
com a chegada da televisão.
Em Urandi começou na praça
com Diógenes, na sua gestão.
Ficava na parede da prefeitura
e o povo sentava até no chão.
Pra onde foi aquele VOCÊ que antes me fazia feliz?
De onde surgiu esse VOCÊ que agora me deixa triste?
Quando você vai vir? Mas vir de verdade. Da maneira como você fazia. Ainda me abraçaria? Me confortaria? Porque mesmo sabendo, eu fico. Eu deito, penso, choro e espero. Mas você não vem. Eu sabia que não viria. Mas acreditei porque era tudo que me restava de você. Esperança. Esperança de que você atravessasse aquela porta, dizendo que me amaria até já não poder mais. Que me beijaria até o ar faltar. Que colocaria sua mão sob a minha. Que faria carinho no meu cabelo. Que me chamaria de princesa. Sua princesa, era como você dizia. Eu te amaria. Mas você não me deixou te amar. Não sei se era medo, insegurança, ou se o problema era eu. Mas saiba que eu entendo. Eu entendo e não guardo magoa, só pedaços do que você me deixou. Mas não estou te culpando, longe disso. Você poderia não estar pronta pra me amar. E eu já superei. Mas por que ainda dói tanto pensar em você? Por que ainda sinto meu estomago formigar quando penso na sua voz? Por que ainda me lembro do seu sorriso, do som da sua risada? Queria que estivesse aqui. Você saberia me responder. Quando você vai vir? Mas vir como se quisesse vir, como se quisesse estar aqui de verdade? Eu sinto tanto por mim. Por vc. Por nós. Mas o meu sentir não é suficiente. Nunca foi. Em meus sonhos eu vejo você. E tenho que me contentar com isso.
Os anos foram se passando e o Sérgio se envolveu sério com outra pessoa, e essa pessoa fazia bem para ele, e com muita dor na alma aprendi que quem ama também deixa o outro ir, você não é egoísta, você só quer ver a pessoa bem e feliz, acho que amar é isso, o outro ter a liberdade de ir ou ficar, o Sérgio preferiu ir.
Certa vez vieram me contar de um Homem que gostava de contar poesias, fazia versos, rimas, contava histórias e textos motivacionais.
E este havia desencarnado com uma idade pouco incomum.
Meu mestre de Filosofia sempre me dissera, "viemos ao mundo, pra dizer uma palavra evolutiva, e partir."
Então entendi de fato não há idade cedo pra se despedir.
Basta apenas que digamos a nossa palavra.
Namastê!
Gosto de infância
E fazia do meu quintal
o meu reino encantado
E do meu pé de mangas,
o meu castelo alado.
Cada galho, era um aposento
cheio de personagens...
Num agrupamento
que se apresentavam um a um para mim.
No meu castelo eram realizados lindos bailes
Com direito a príncipes e reis,
pricesas e rainhas...
Dançando em plena harmonia.
Não existia nenhuma desavença
Acredite, ninguém queria correr o risco
de conhecer o calabouço
e se deparar com alguma doença...
Ficava horas me divertindo
com a realeza...
Até ser despertada
pelos gritos da rainha mãe
Me chamando para ir comprar o pão.
Eita mundo fantástico!
Mundo de criança. Mundo da imaginação...
Livro Infantil
“Naquele lugar...
as crianças sentiam segurança;
os sonhos eram reais;
a magia fazia parte de tudo;
o mundo não oferecia perigo.
A cada página, uma nova aventura.
A cada personagem, milhares de ideias.
A cada livro, uma infinidade de realidades.
Ah! Aquele doce lugar, com tantas páginas para saborear...”
Ele nunca entendeu sua fragilidade. Ele fazia promessas e olha no que deu.
Antes a música que fazia sucesso era a que tinha qualidade, hoje a qualidade da música é inversamente proporcional ao sucesso que ela faz.
PERFEIÇÃO
Subjuguei, preteri e te fazia sucinto
No esplendor em que és na escala
Muito mais que um irregular recinto
És diversidade, és riqueza e de gala
Da beira mar fui cego... e faminto
Deixando de dar-te a devida pala
Onde todos os aromas aqui sinto
Em cores e o céu que te embala
Tu cerrado ao meu olhar deveras
Todo o encanto, maravilha e belo
Adarvado do horizonte e quimeras
E à noite, estrelas, que nos venera
Em conto e causo, ah! tão singelo
Como o Perfeito, assim, quisera!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
De Poema em Poema -
Fui de poema em poema
à procura da razão
que me fazia ter por tema
a dor, a morte e a solidão.
Mas os versos não sabiam
o porquê dessa loucura,
só falavam, só diziam,
sempre cheios de amargura.
Digo aos gritos sem pudor
que meus versos são um pranto!
Mas o porquê de tanta dor,
tanta morte no seu canto?!
Talvez devesse procurar
a razão dessa agonia,
não nos versos, a chorar,
mas em mim, no dia a dia...
Você lembra quando nós ficávamos e éramos felizes, e você fazia de tudo pra destruir com aquilo ?! Lembra como eu tinha que esconder o amor que sentia por ti graças a sua falta de coragem ridicula de assumir tudo o que sentia por mim ?! Você lembra de todas as coisas que seus "amigos" falavam sobre mim ?! Pois é, eles esqueceram de te falar o quanto eu sou fria, grossa, e como eu sei me defender de você. E agora, querido. Você só terá que lamentar... Acabo de descobrir que não vou morrer se você for embora,descobri também que minha felicidade não depende de você. E que posso sim esquecer tudo o que vivemos. Eu me libertei da dor,do sofrimento. Eu me libertei de você. E não vai ser uma simples noite fria, uma pequena misera saudade que vai me fazer voltar atrás. Digamos que me encontrei, estou muito bem assim. Sozinha e feliz. Você devia fazer o mesmo. Sempre achei que esquecer era a melhor solução para mim. Hoje vejo, que esquecer é a melhor solução para nós. Esqueça-me, querido. Segue teu caminho.
