Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Ele não vivia.
Ele fazia tudo de conta.
Fingia que me queria.
Fingia que sorria.
Fingia que não via
a ventania que consigo trazia.
Ele não vivia.
Vestia uma fantasia.
Não realizava nada.
Deixava a vida guardada.
Ele não vivia
e morreu.
Não viveu.
Morreu...
chorando menos do que eu,
sabendo menos do que eu,
amando menos do que eu.
Ele não vivia...
meu Deus, ele sabia o que perdia?
Sofria de uma doença grave e sem cura chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente, inventava planos, falava ao telefone sem ter ninguém na linha. Sonhava com um sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Criava uma vida, uma personalidade, umas histórias conturbadas, e vivia disso. Vivia das manias, dos defeitos e de umas brigas que nunca existiram. Admirava gravatas nas vitrines. Dizia um sobrenome de casamento. Guardava presentes na gaveta, colecionava cartas que mandava para si próprio. Nunca trancava a porta do quarto antes de dormir. Escrevia para ninguém. Chamava e esperava o futuro para que assim fosse.
Ela realmente estava um pouco acima do peso, mas não fazia diferença alguma. Melissa era linda, incrivelmente linda e se sentia completamente bem desde que João a conquistou. Mas antes disso ela já se valorizava. Melissa não se importava com o peso do seu corpo, pois sabia quão grande era o peso do seu coração.
Sofria de uma doença grave chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente. Sonhava com sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Escrevia para ninguém. Chamava o futuro
E ainda me lembro de quando ela, era apenas mais uma desconhecida
Não fazia parte do meu dia, não fazia parte da minha vida
eu não á conhecia
seus sorrisos fotografados, agora me trazem verdades que não condiziam
acanhados são nossos abraços
Afugentando parte do passado
Sintetizo o que sinto em uma punhado, enrolado e amassado
nesse encontro que foi consolidado
No presente que se tornou passado, mas ela ainda continua ao meu lado
Tanta gente que não conhecia, se tornaram poesia
Perdoai-me minha intransigência, se foi tido como pecado.
Lá fora a chuva não parava de cair e isso me fazia pensar em nós dois. A música passeava por meu corpo, me invadindo pouco a pouco. As batidas do meu coração iam aumentando a medida que as lembranças surgiam. Eu pensava em tudo; quando te vi a primeira vez, a certeza que nós ficaríamos naquela noite, o seu sorriso me envolvendo tão rapidamente e o seu olhar. Aquele olhar penetrante e ao mesmo tempo protetor, um olhar que mais parecia um abraço. O vento levou tudo isso, mas eu sei que na hora certa uma brisa leve vai trazer cada momento de volta. O que me da essa certeza? As suas palavras que todos os dias ecoam na minha cabeça: "Você ainda será parte permanente na minha vida! Não sei quando, nem onde, só sei que será".
Quando começamos a compreender coisas que antes não fazia sentido e descobrimos outras que até então parecia não querer revelar-se. Está aí o que denominamos crescimento; evolução.
Quantas vezes disse que não fazia falta, querendo ouvir: Você é tudo que preciso, se te perder, perderei a mim mesmo, mas ao invés disso não ouvi nada, apenas o silêncio. Isso é o que mais machucava.
E ela me fazia muito bem quando estava presente, não só um corpo ocupando um lugar mas sim um coração preenchendo todo o vazio...
Difícil não lembrar do que me fazia sorrir, mas se for para lembrar de algo que me faça sentido vou falar das coisas que me trouxeram alegria;
Os sentimentos não mais cabiam dentro de nossos corações e me fazia anestesiado pela sua timidez;
Tudo pode até parecer uma realidade dura, mas se não encostarmos o pé no chão nossos sonhos abrirá o caminho ideal a conosco;
Quando ando sem destino tua atenção guia-me para que você possa me levar no colo ao teu abrigo de costume;
Jesus nasceu na simplicidade
Tinha humildade
Dividia o pão
Não fazia acepção
Não cobrava
Pra pregar a palavra
Não adaptava em quatro paredes
Em todo lugar teve
Curava os doentes
Que não eram clientes
Rei que usou a coroa de espinhos
É o único caminho
Que leva o homem até Deus
Alertou sobre os fariseus.
Jesus nasceu na simplicidade
Tinha humildade
Dividia o pão
Não fazia acepção
Quando pregava
Não cobrava
Em todo lugar teve
Não só em quatro paredes
Curava os doentes
Que não eram clientes
Rei que usou coroa de espinhos
É o único caminho
Que leva o homem até Deus
Alertou sobre os fariseus.
No velório:
– Era vegano, não bebia, não fumava, fazia academia, fazia pilates... Morreu de quê?
– Overdose de rivotril.
Amanheceres
A luz do amanhecer já não fazia diferença para Olga, se não fosse o velho despertador de corda, presente de Camilo, (irmão mais velho). Olga vive entre crenças e caridades realizadas e na companhia do seu fiel escudeiro, o cãozinho Pipoca.
Nunca, nem um dia era igual ao outro.
Enquanto o apito da chaleira não avisa a fervura da água, Olga liga o rádio: as notícias não param...
O telefone toca (..trim...trim...trim..)...
Olga caminha até a sala para atendê-lo: "Alô?, Alô?: Quem fala?"
Do outro lado a voz rouca tesponde: sabe quem fala? Ao mesmo tempo responde, é Ava sua sobrinha. Alegrias, saudades expostas, assuntos em dia.
Uma Experiência Não Substitui Uma Doutrina
Atos 19.11-12 diz: Deus fazia milagres maravilhosos por meio das mãos de Paulo, de tal maneira, que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os doentes e estes eram curados de todas as suas enfermidades, assim como espíritos malignos eram expelidos deles.
Temos que aprender uma coisa com esse texto:
- Paulo nunca fez a campanha do lenço! Por quê? Porque uma manifestação não substitui uma doutrina, e nem uma experiência pessoal pode se transformar num padrão para todos.
Foi por isso também que Pedro também não fez a campanha da sombra e nem Jesus fez a campanha da multiplicação dos peixes e pães.
Ótima semana para todos!
No Amor do Abba, Marcelo Rissma.
