Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Não era a amizade um milagre em si, o encontro com outra pessoa que fazia o mundo solitário de certa forma parecer menos solitário?
Foi inesperado, intenso e marcante!
Ela não fazia ideia do quanto era admirada, do quanto ele se importava, do quanto era desejada.
Ela jamais poderia pensar que em meio a correria do dia, que em um dia comum, num momento comum, algo especial pudesse acontecer.
Conversas constantes, momentos marcantes e reveladores passaram a fazer parte da rotina daqueles dois seres tão incomuns, porém, tão intensos.
Ele queria tê-la por perto, queria tocá-la, sentir seu cheiro, queria ser dela.
Ela havia se tornado inesquecível para ele, e ele não ousou negar, pelo contrário, admitiu o quanto se tornara frágil diante daquele sentimento avassalador que o inundava.
Era Totó quem fazia Dorothy rir, e não deixava a menina crescer tão cinzenta quanto tudo que existia à sua volta. Totó não era cinza.
Agora sem direção alguma,
Sinto-me em extremo vazio, pois o que me fazia sair da cama, já não me cabe mais; sem saber o que o futuro aguarda, encontro-me em amargura, desorientado em total desespero, encontro paz apenas em uma história antiga; que acabou da mesma forma, só que agora, está calmo e me anima.
Fazia meses da nossa última mensagem, mas no meu coração tu era prisioneira e não passageira. Em noite rotineira, daquelas bebedeira de visão de problemas avistei-te quase como em uma clareira em meio floresta densa. Meu olhar era desconfortante, era um olhar tão distante quanto a geografia do nosso instante. Libertador mesmo que desconfortante. Naquele instante a minha liberdade era vislumbrante.
Na liberdade daquele instante a percepção de que na prisão da saudade era não o teu, mas sim o meu cárcere. Era aprender frente a realidade, mesmo que ela fosse só símbolo e invenção de mente em porre.
Enfim sorte, liberdade por verso de mente me escorre.
Lembro de minha infância querida
Mesmo que dinheiro não tinha
De uma folha de papel um avião fazia
Chamava a moça que ensinava de tia
E acreditava que super-herói existia
Lembro de uma infância feliz
Sei que muitas coisas erradas eu fiz
Vivia a tirar coisas do nariz
Chamar o colega de bobo era errado
E acreditava que era pecado
Lembro de uma infãncia sadia
Era o Pelé quando o gol eu fazia
Na rolemã o Senna quando Vencia
Mas com o tempo eu crescia
E acreditava que um deles seria
Lembro de minha infância com carinho
Ficava feliz só com um carrinho
Mas enjoei de ser pequenino
Não via a hora de crescer
E acreditava que saudades não iria ter
Ele não vivia.
Ele fazia tudo de conta.
Fingia que me queria.
Fingia que sorria.
Fingia que não via
a ventania que consigo trazia.
Ele não vivia.
Vestia uma fantasia.
Não realizava nada.
Deixava a vida guardada.
Ele não vivia
e morreu.
Não viveu.
Morreu...
chorando menos do que eu,
sabendo menos do que eu,
amando menos do que eu.
Ele não vivia...
meu Deus, ele sabia o que perdia?
Sofria de uma doença grave e sem cura chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente, inventava planos, falava ao telefone sem ter ninguém na linha. Sonhava com um sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Criava uma vida, uma personalidade, umas histórias conturbadas, e vivia disso. Vivia das manias, dos defeitos e de umas brigas que nunca existiram. Admirava gravatas nas vitrines. Dizia um sobrenome de casamento. Guardava presentes na gaveta, colecionava cartas que mandava para si próprio. Nunca trancava a porta do quarto antes de dormir. Escrevia para ninguém. Chamava e esperava o futuro para que assim fosse.
Ela realmente estava um pouco acima do peso, mas não fazia diferença alguma. Melissa era linda, incrivelmente linda e se sentia completamente bem desde que João a conquistou. Mas antes disso ela já se valorizava. Melissa não se importava com o peso do seu corpo, pois sabia quão grande era o peso do seu coração.
Sofria de uma doença grave chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente. Sonhava com sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Escrevia para ninguém. Chamava o futuro
E ainda me lembro de quando ela, era apenas mais uma desconhecida
Não fazia parte do meu dia, não fazia parte da minha vida
eu não á conhecia
seus sorrisos fotografados, agora me trazem verdades que não condiziam
acanhados são nossos abraços
Afugentando parte do passado
Sintetizo o que sinto em uma punhado, enrolado e amassado
nesse encontro que foi consolidado
No presente que se tornou passado, mas ela ainda continua ao meu lado
Tanta gente que não conhecia, se tornaram poesia
Perdoai-me minha intransigência, se foi tido como pecado.
Lá fora a chuva não parava de cair e isso me fazia pensar em nós dois. A música passeava por meu corpo, me invadindo pouco a pouco. As batidas do meu coração iam aumentando a medida que as lembranças surgiam. Eu pensava em tudo; quando te vi a primeira vez, a certeza que nós ficaríamos naquela noite, o seu sorriso me envolvendo tão rapidamente e o seu olhar. Aquele olhar penetrante e ao mesmo tempo protetor, um olhar que mais parecia um abraço. O vento levou tudo isso, mas eu sei que na hora certa uma brisa leve vai trazer cada momento de volta. O que me da essa certeza? As suas palavras que todos os dias ecoam na minha cabeça: "Você ainda será parte permanente na minha vida! Não sei quando, nem onde, só sei que será".
Quando começamos a compreender coisas que antes não fazia sentido e descobrimos outras que até então parecia não querer revelar-se. Está aí o que denominamos crescimento; evolução.
Quantas vezes disse que não fazia falta, querendo ouvir: Você é tudo que preciso, se te perder, perderei a mim mesmo, mas ao invés disso não ouvi nada, apenas o silêncio. Isso é o que mais machucava.
E ela me fazia muito bem quando estava presente, não só um corpo ocupando um lugar mas sim um coração preenchendo todo o vazio...
Difícil não lembrar do que me fazia sorrir, mas se for para lembrar de algo que me faça sentido vou falar das coisas que me trouxeram alegria;
