Fantasia
Quando a fantasia acaba, os sonhos surgem para florir o dia, colorir os passos e fazer o mundo sorrir. É nesse embalo que eu vou! É nessa busca infinita, de que tudo seja mais leve, que enlaço os meus dias e elevo o meu ser. Voo livre de peregrina sabedoria no dom mágico de viver feliz.
As pessoas sabem de mim o que quero que elas saibam.
O que for além disso, é pura fantasia da mente alheia..."
O AMOR é tão simples !
Não precisa de mistério, de vaidade, de sacrifício, de esmola ,
de fantasia , de liturgia , de explicação...
O amor só precisa amar com o nude do coração .
Ser eterno abrigo d'alma .
Arco-íris...
Havia em minha fantasia uma passagem perdida
Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas
Passando em meio a terra batida e pedras deitadas
Ladeada por ramos rasteiros e lenda inventada
E foi nela adentrando que vi o céu se escurecer
E já me perdia da trilha de volta e medo sentia
Em não mais encontrar, na mata fechada
A vereda que queria sob o céu que gotejava
Segui em frente e fui encontrar guarida
Às margens de um rio claro, doce e lento
Que passava peixes e folhas de toda cor
E mesmo molhada, distraída me encantei
Me peguei perdida sem conhecer a volta
Que tanto queria e já não me havia
Mas pra minha alegria formou-se no céu
Um arco-íris de cores tão belas e amigas
Que veio dar seu começo aos meus pés
E sendo de luz a ponte nascida em milagre
Me convidara por ela seguir, mesmo sem asa
Numa jornada que findou à porta de minha casa
É tanta "pena" que a gente sente as vezes, que dá vontade pra fazer uma fantasia de carnaval e sair sambando...
Eu quero ser seu amor, seu querer.
Ser sua mão amiga e seu abraço.
Quero ser a fantasia que te ilumina;
a cama que te refaz do cansaço.
Eu quero ser o motivo de teu riso
mesmo que seja de uma piada sem graça.
Quero ver teus olhos brilharem maliciosos
quando sentir que a minha mão te enlaça.
Quero ser a brisa da noite que te acalma;
sentir contigo o medo de adormecer;
Quero ser o pior de teus temores,
a vontade de tudo esquecer.
Quero ser a tua sede de carinho;
a vontade de sentir teu coração pulsar.
Ser o seu pensamento ansioso a espera.
de ver meu olhos a te olhar.
Eu quero ser a sua luz ou suas trevas.
A pessoa mais certa para estar ao seu lado.
Quero te fazer feliz......
apagar de seu coração o seu passado.
Não pra te fazer esquecer o que já vivestes,
apenas para poder te dar nova vontade de viver.
Quero ser seu carinho amigo, simples e verdadeiro
e junto contigo.. deixar-me renascer.
Não era pra ser uma verdade, era mera fantasia, sonhar em todas as utopias existentes, porém acreditando que todas fossem reais, só que o que era para continuar em fabulas foi se tornando real, o personagem já não fazia mais parte de uma história em quadrinhos ou um conto, o personagem agora ganhou forma real, tem sentimentos, tem planos, tem sonhos, tem objetivos, o personagem agora se alimente, sente fome, sede, não só sede de água, sente sede de amar, de se sentir amado. Se apaixona toda vez que vê uma figura humana semelhante aos celestiais anjos. É, acho que o irreal virou real, que o menino virou um homem e que, o Peter não é mais Pan.
Esta vida tão vazia
vai levando em fantasia
coisas que não devia...
que não devia levar.
Mata-se a vida se não a viver
o tempo não fica estirado sobre o divã
no rosto dos jovens de hoje
estão estampados os velhos do amanhã.
A poesia fez pirraça
Mudou a realidade
Vestiu-se de fantasia
Saiu toda encantada
Declamando versos na praça...
Se você tem um sonho, lembre-se de que tem a permissão de Deus para nutrir tal fantasia. E, por mais voltas que o mundo dê, vai realizá-lo se não desistir.
“Não se preocupe com a fantasia. Deixe a realidade te mostrar o quanto ela pode ser mais excitante.”
Viviane Andrade
Quis...
Somente me restaria querer
Tudo que de você nascia, querer a fantasia tão louca...
Sonhos e imagens sem sentido...
Vestígios tão nítidos, embaraçados no tempo e na imaginação
Por momentos e certezas que me restaria desvendar.
Querer...
Querer de teus olhos, vivos instantes nascidos na noite.
Quando gritos e gestos rasgando os espaços da fria madrugada, traziam de longe tantas frases...
Querer frases que restassem...
Verbos que calassem...
Lágrimas brilhando nas sombras, que ainda sufocam o meu peito.
Querer apenas o teu tempo.
Ao vento lançar-me nas asas que o desejo deixou existir,
Que os dias deixaram morrer, a razão não me deixou fingir.
E quis...
Unir minhas metades...
Minhas faces reveladas, somente o silêncio...
Mundos e submundos de cada um...
Cada um, cada nós...
Cada voz que morre no fundo de cada olhar.
E quis, por um só momento, toda a tua história...
Páginas de teu corpo que não encontrei...
Vida sentida de perto, como sentem corações...
Fui além das estradas...
Por caminhos sem motivos.
Vagando sem destino.
Por onde vagam pensamentos...
Por onde chegam emoções...
Partem tentativas e morrem pensamentos,
Sentimentos...
E palavras.
Entre o sonho e a fantasia
...e, nem mesmo nascera o dia e aquela voz ruidosa não parava de repetir- é hora de acordar; é hora acordar;
Seria algum louco insensato, ou seria um cuco programado para descomedir-se inconsequentemente, de tal forma e, àquela hora!?
Mas, na verdade, não era nada senão a responsabilidade chamando o feito à ordem, que não de todo adormecida, fazia com que um corpo que parecia inerte sobrepor-se sobre umas pernas magras e desajeitadas, porem-se de pé e perceberem que era mesmo hora de acordar .
Naquela manhã, como em outras, tantas, o sol brilhava forte e isso dava uma vida nova àquela paisagem íngreme e extenuada constante, plena e indizível. Parecia que tinha algo novo, uma visagem, talvez, quem saberia?!
Mas, sabe aquela sensação de que há coisas boas mesmo onde não se imagina ser possível haver? E, com essa interpretação e uma cabeça que voava sob as poucas nuvens presentes no céu daquele dia, um vulto, inimportante e indiferente transitava além e aquém das evidências e circunstâncias do tempo e do espaço; passava como se nada fosse e ao mesmo tempo era tudo porque existia e ali estava, embora desprovido da capacidade de calcular a importância de sua visagem e de quão valiosa era ela para mantê-lo vivo. Apesar de sofrer as intempéries da parte que lhe cabia por ser e existir, eram as visagens e a ilusão, formada em seu interior, que o mantinha como uma chama, acesa e, até brilhante de vez em quando; e enquanto acesa estivesse a tal chama, haveria um equilíbrio entre os movimentos, entre os sentidos e os sentimentos que lhe percorriam a alma.
A realidade era sempre o momento presente. Passado e presente lhe eram tão plurais quanto singulares, não lhe causavam espécie; se fundiam num vácuo sem fim.
Amanhecesse ou anoitecesse, a ordem das coisas permaneceria inabalada para aquela cabeça. Não importava as mudanças, a beleza a seu redor, tudo que parecesse bom ou ruim, tudo que lembrasse o etéreo, o infinito, pássaros cantando, crianças sorrindo, jardins floridos com lindas borboletas, o mal, a tirania dos desalmados, tudo, tudo, lhe era tão insosso, indolor e invicioso. Já não lhe afetava o belo, nem tampouco as dores do mundo porque estava anestesiado pela realidade dura, obscura e pérfida que também não causava nenhuma sensação.
Seu mundo estava nas suas fantasias. E tudo parecia-lhe o que lhe era inerente parecer. Era sua cabeça que o guiava e não seu coração. Estava tão ausente quanto presente num espaço que parecia qualquer coisa ou quase nada, que apenas permitia uma jornada que necessária se fazia, um ciclo a ser fechado, mesmo não tendo noção disso.
Mas, apesar de tudo, era aquela cabeça que equilibrava aquele corpo e lhe dava visagens durante o dia e sonhos durante a noite para sobreviver longamente aos rigores e variações do mundo tirano à sua frente.
Havia, também uma estranha sensação de nunca saber se dormia ou se sonhava, se sonhava ou se vivia ou apenas sonhava para fingir que vivia. Havia, contundentemente, um contra-senso naquilo que lhe deram o nome de vida.
... e, nem mesmo o dia nascera e a mesma voz veemente renitente insistia: é hora de acordar, é hora de acordar.
Lúcia Araújo – junho de 2007.
Nessa noite nem dormi
Passei a madrugada inteirinha caçando aqui e ali
uma fantasia com teu nome !
Que pena ... Não achei .
Acho que por isso estou tão cansada
e com as mãos suando frio aqui !
