Falecimento
Em meio a toda esta saudade, paro para pensar em você. No quanto te amava e o quanto me faz falta.
E nesta mistura de sentimentos me sinto culpado, e procuro culpados, algo que justifique tanta dor e sofrimento. Percebo que por mais que queira alguém ou algo para me agarrar, para justificar tudo isso simplesmente não há! A morte não é justificável, não é consolável. Nunca, nada, nem ninguém substituirá você.
Temos muitos que morreram e deixaram uma profunda saudade, não da pessoa em si mas daquilo que ela encarnava. O luto é por uma era inteira;
Só deixa saudade quem nos faz bem, então viva com intensidade, se for de verdade deixará saudades também!
Mayke Franz
Deveria existir um lugar onde poderíamos voltar
Sempre que a saudade vem
E nossa vontade é de nos conectar
Com pessoas que não estão mais nas ruas
O mundo das pessoas que amamos
Que evoluíram e se foram para um outro plano .
"Coração Nômade"
Alexandra Barcellos
Hoje meu gatilho foi a saudade, um nó na garganta, um vazio, um silêncio...
Em saber que não verei mais seu sorriso, ter o seu abraço, jogar conversa fora, mas creio que nunca será um Adeus, e sim um até logo.
Oi... to com saudade.
Exatamente agora faz uma semana que você se foi.
Ainda não acredito que te deixei sair... eu não poderia ter evitado, mas talvez... ter participado iria aliviar a dor da culpa nas minhas costas, e no meu coração.
Me arrependo de não ter ido no enterro.
Me arrependo de não ter passado tanto tempo quanto poderia com você.
Me arrependo de não ter descoberto antes...
Eu não estava lá na hora
Enquanto você estava tendo seus últimos momentos, suas ultimas visões, suas ultimas lembranças...
Eu estava com outras pessoas, me divertindo, nem me vinha a cabeça, que, naquela noite, quando eu estava apoiado na cerca e admirando sua beleza, seria minha ultima memoria da alma incrível que em teu corpo habitava. Queria saber antes, e aproveitar mais.
Escrevi centenas de cartas, mesmo sabendo que você não sabe (nem poderia a esse ponto) ler e fiz desenhos que voce nao enxergaria (e nem poderia a esse ponto) ver as cores.
Escrevi mais essa, da maneira mais humana possivel, pois, mesmo sabendo que não é verdade, pra mim, você é o ser mais humano que eu conheci, pela sua maneira de brincar e ser elétrica desde o dia que pus meus olhos em você, pelo seus momentos difíceis, quando estava cansada, mesmo esses momentos sendo raros.
Amei cada momento seu, amei ter vivido com você, amei ter você como parte de mim, amei você...
Adeus...e obrigado... Nina.
A saudade existe porque existiram momentos bons, porque existiu amor! É preciso que a saudade aos poucos se transforme em gratidão, pelas oportunidades que teve ao lado de quem tanto amou.Só assim, conseguirás entender que o outro se foi, mas a sua vida tem que continuar.
Tenho saudade da felicidade.
Ser feliz antes que acaba a idade, antes que acabe a sensatez e lucidez, antes que o fim tenha o amanhecer e a noite seja a morte.
Tenho saudade do seu inverso que é a felicidade, ao mesmo tempo seu desejo morrer em um encontro dos opostos a saudade é felicidade.
A saudade morrendo e a felicidade se realizando, somente eu tendo você felicidade. ALI.H.H
A saudade já tem idade do aisberg congelado, exposto ao sol 182 dias por ano e continua em pedra uma saudade.
A saudade já tem primaveras outonos, invernos e muitos verões, e tem muito a ver as dores e o condor.
A saudade é mais sentida que o sal e açúcar e os dois são sinônimos de carinho, os dois podem ser prazer e dor.
A saudade está madura, é de amor eterno, eternamente dura.
A saudade já tem idade, e na idade vem a experiência, e a experiência da saudade é dor prazer na morte.ALI.H.H
Saudades
Eu sinto falta do tempo que viver era tão simples. Infelizmente já faz muito tempo que eu me sentia assim. Um tempo em que não havia preocupações, angústias, ou ansiedades. Uma época em que a maior preocupação eram as notas escolares.
Naqueles dias eu brincava contente com outras crianças, sim, já fazem alguns anos, este tempo foi na minha infância. Apesar de que bem me lembro, que mesmo nestes dias os pesadelos já me assolavam.
Eu já tinha pesadelos, e um medo enorme quando a noite chegava. Talvez eu tenha sido, desde criança, alguém problemática.
É por este motivo que eu não acredito que vou conseguir sair vencedora desta luta que estou travando. Pois faz muito tempo que estou nesta arena, sem resultados positivos.
Lembro de uma pergunta que eu fiz para a minha mãe, eu tinha 6 anos de idade, e estava com muito medo da morte. Perguntei para ela como as pessoas morriam. Ela me respondeu que as pessoas deixavam de respirar. Isto me deixou em pânico, comecei a controlar a minha respiração para não morrer.
Demorou algum tempo para que eu entendesse que a morte era muito mais complexa do que simplesmente parar de respirar. Infelizmente o medo de, passou a ser o desejo ( anseio) de. Extremos sempre😭...
DIA DE SANTOS
Santo ou não, aqui meu pranto
Lágrimas que são saudade
Que irrigam o que planto
No exemplo eternidade
É lembrança em cada canto
Eis a lei da humanidade
Ampulheta vai gastando
Esperando a Divindade
Vir cobrir-me com meu manto!
SAUDADES DOS QUE SE FORAM.
Saudades dos que se foram.
Saudades dos que nos marcaram.
Saudades da minha infância.
Saudades de um tempo que nunca mais vai voltar.
Saudades de tudo que não pude fazer.
Saudades de um sorriso de criança.
Saudades de amores.
Saudades do gosto do algodão doce.
Saudades de tomar banho de chuva.
Saudades te não ter responsabilidade.
Saudades de não ter chefe.
Saudades do tempo de escola.
Saudades dos domingos em família.
Saudades da turma de amigos do bairro.
Saudades de beber vinho e bate papo a noite toda com os amigos.
Saudades de ver o mundo nos olhos de uma criança.
Saudade de você meu velho pai.
Saudades das pessoas que me deixaram sozinho nesse mundo.
Saudades da felicidade nem que seja em apenas alguns segundos.
Saudades de todos que fizeram parte da minha história de vida.
Poesia de "Sabino Tavares".
Escritor, Roteirista, Cineasta, Poeta, Diretor de cinema e ativista.
www.sabinartproductions.com.br
Lembrei, com saudade, dos Jarlich, três irmãos gêmeos, negociantes estabelecidos, com negócios de jóias, na Rua da Conceição, quase em frente a prefeitura. Se eu não me engano, Crisólita era o nome da loja. Quando eu ia lá com meu avô, era, na época, uma das melhores do ramo da cidade. De origem judaica, esses negociantes, extremamente simpáticos, gozavam de um vasto círculo de amizades grangeadas nos longos anos de comércio que exerceram com muita capacidade. Delicados ao extremo, lembro que, sorridentes, bastava conhecê-los para que uma amizade tivesse início. Sua freguesia era certa no ramo de jóias. Entendidos no assunto, honestíssimos, não eram como donos da H Stern ou Sara Jóias com a família Cabral. Vendiam a prazo, contou uma vez meu avô, muito antes dos serviços de proteção ao crédito (SPC) o que demonstra o alto grau de confiança que depositavam nos fregueses, mais selecionados pelas amizades do que, propriamente, pelas informações que pudessem obter em qualquer ficha cadastral hoje tão prática. A Crisólita, ou melhor, a calçada fronteira à loja, era o ponto obrigatório de todos os amigos e colegas do comércio dos irmãos Jarlich que, ali, às primeiras horas da manhã, iam provocar os parceiros infalíveis, para uma partida de "porrinha" valendo café. Nesses encontros não falava-se em política internacional. Isso porque, os parceiros, sem que houvesse acordo nesse sentido, sabiam que não seria conveniente qualquer comentário ou opinião sobre a luta travada entre árabes e judeus. Ainda mais sabendo que Hajjat e outros patrícios árabes evitavam comentar sobre a luta na qual os judeus levavam nítida vantagem na ocasião. Essa, aliás, é uma das características da comunidade niteroiense no que tange ao relacionamento de estrangeiros lá residentes. Como é natural, todos têm suas religiões, clubes e festejam suas datas festivas tradicionais, mas, uma coisa é certa, jamais deixam de cooperar juntos pelo progresso de Niterói. E, o que é mais importante, o conceito social de todos eles é dos mais respeitáveis e sempre nivelados pelo trabalho honesto e pelas atividades executadas nos clubes de serviços e em obras sociais diversas. Amam suas pátrias de origem, como não podia ser de outro modo, mas, sem dúvida, há em todos eles e em seus descendentes um demonstrável amor por Niterói, onde vivem, crescem e terminam seus dias. Mas, voltando à reunião habitual pela disputa do café, os anos foram passando e consolidando cada vez mais, a amizade entre os componentes da roda, até que, um dia, um dos irmãos gêmeos, o Isaac, morreu. Foi como se num tripé faltasse um dos apoios. Os sobreviventes sentiram demais a perda. Não eram mais os mesmos. Vislumbrava-se, agora, nos seus semblantes, a marca triste das perdas irreparáveis. Não passou muito tempo, Moysés, o segundo irmão, partiu também para o eterno descanso. A ruptura deste vínculo fez desaparecer no sobrevivente o sorriso que, antes, era o traço marcante da sua fisionomia. Taciturno, já não sentia prazer em conversar com os amigos e a impressão que nos dava era o desânimo. Até que um dia, Germano também foi se unir aos irmãos, deixando um vazio imenso na roda que, com o tempo, foi-se desfazendo pelo mesmo motivo, a morte. E lembro o meu avô dizer: "Meu neto, quando você for mais velho, vai começar a ver as pessoas indo embora." E não deu outra. Já um pouco mais velho, fui vendo, ao lado do meu avô, o Serrão, da casa de ferragens, Souza e Carvalho, os banqueiros, Hajjat, da camisaria Sul América; e outros mais, indo embora, até que chegou a hora mais difícil: ver também o meu avô, meu ídolo, partir. Devem estar hoje em qualquer plano do espaço, fechando as mãos com os três fósforos, disputando qualquer coisa sem valor com os irmãos Jarlich, os saudosos companheiros da disputa do cafezinho matinal. Nós, que ficamos apenas com saudades deles, não podemos deixar de reconhecer que, no fundo, a morte não é tão ruim. A chatice dela está no vazio que provoca, quando arrebata, sem apelação, pessoas que amamos. Os Jarlich deixaram saudades. Homens assim fazem falta à comunidade. Eles, sem dúvida, contribuíram para o progresso de Niterói. Sua loja primava pelo bom gosto. No gênero, em certa época, foi das melhores em instalação, e, inegavelmente, é uma forma eficaz de ajudar uma cidade, dando-lhe vida, através de um estabelecimento comercial bem montado e sortido. Niterói que possui, hoje, nesse gênero de comércio, vistosas e excelentes lojas, que tanto contribuem para o seu progresso como a Gran jóias, dirigida pelo Antônio, a Garbier, da propriedade do Alberto, a Jóia Niterói Ltda, sob a direção do Salomão, não pode esquecer dos irmãos Jarlich que alinhavam a competência comercial ao bom gosto uma excepcional capacidade de fazer amigos. Mas uma amizade que, sem dúvida, passava longe da amizade desses novos empresários de jóias com a família Cabral. Saudades dos irmãos Jarlich.
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