Existencial
A crise existencial, a exigência desesperada de que a vida tenha um sentido final, é apenas uma falha de processamento. Uma mente finita projeta-se sobre um futuro infinito e exige dele um significado que nunca existiu nem para os deuses. Quem ama a vida vive o presente. A obsessão pelo futuro infinito é uma doença mental.
Uma crença pode possuir enorme valor existencial e nenhuma comprovação experimental; reconhecer essa diferença é uma forma de honestidade epistemológica.
O controle da nossa subjetividade, do vazio existencial, da tristeza, da angústia, da ansiedade... sempre foi um dos objetivos da indústria farmacêutica ávida em aumentar seus lucros.
Não existe cura para o vazio existencial; a qualquer momento, ele pode surgir em nossas vidas.
Por isso, precisamos aceitar e aprender a lidar com esse sentimento.
As festas, as drogas, os jogos, as religiões preenchem momentaneamente esse buraco, mas quando menos esperamos, ele está vazio novamente, trazendo tristeza e dor.
O Neurofanismo é uma filosofia existencial desenvolvida por Willian Zon, que propõe utilizar a música para transformar estados emocionais, reduzir o domínio do medo e despertar coragem e motivação para enfrentar as dificuldades da existência.
Armaduras e índoles de titânio
pesam a paisagem tropical
e a coletividade existencial.
O que pode sobrar é algo
próximo ao mural da resistência
que foi apagado em Itacaré.
Jogaram no chão o acarajé;
quase não há mais liberdade de expressão,
porque nela eles deram pontapé.
A censura vertical dói na carne,
e, embora tenhas recebido poder
até por manuais que tocam o cerne:
a censura horizontal aumenta o desastre.
A tua plenitude existencial
provoca, infrene, a cobiça;
Ver toda a tua beleza física
plena, a minha fantasia atiça.
A reverência e a exaltação
tão queridas serão prestadas
quando nas nossas mãos forem entregues
as rédeas da inequívoca cumplicidade
com intensidade e verdade.
Não é porque é Lua de Morango
que ilumina o Alecrim-do-campo,
Que estou de peito aberto revelando:
é porque sinto que estou me apaixonando.
Vivemos a era da conexão digital e do desligamento existencial: nunca estivemos tão conectados uns aos outros e tão distantes de nós mesmos.
Tanto o vazio existencial, quanto o desejo, antes preenchidos pela fé dogmática, cederam espaço, nesta era de pragmatismo tecnológico neoliberal, ao prazer compulsivo, e ainda assim, continuamos perplexos, insatisfeitos e vazios.
A arma mais perigosa para a plenitude existencial da humanidade é que esta se torne refém de uma razão incoerente.
A DOCE ILUSÃO
Para os intelectuais haverá sempre um paradoxo existencial: a caracterização da ilusão. Dotados dos meios suficientes e necessários na identificação desta possível armadilha, os afortunados doutos podem, por vezes, almejar a condição de vítimas consentidas dela, a doce ilusão.
A filosofia e o cienticifismo são implacáveis em refutar qualquer investida da ilusão. Por vezes, este rigor embota os sonhadores, prejudicando o desenvolvimento destas disciplinas. A ciência quer modelos formais que expliquem aquilo que pode ser observado. O artista, o poeta quer tornar belo o inexplicável, o imponderável. A desconfiança do óbvio é o pressuposto básico da filosofia. A fenomelogia dá o arcadouço necessário a ciência que a utiliza na descrição dos seus métodos de estudo.
A grande virtude dos afortunados doutos reside no poder da escolha entre ser feliz ou ter razão, quando esta condição conflitante se impuser. Sendo erudito ele pode optar. A maior das arrogâncias é querer ser feliz sempre ou ter razão sempre. “Afinal a vida é isso, e um pouco de fantasia não faz mal a ninguém”. Assim escreveu uma linda cientista, quem ousaria discordar dela?
Agostinho Lima-072200Set11
Minha vida anda um paradoxo existencial, todos são contraditórios aos meus conhecimentos, ninguém é capaz de me entender ou enxergar minha dor. Cada dia ando numa guerra fria sem munições ou qualquer armadura que me proteja, a qualquer momento estou vulnerável a levar um tiro, porventura possa ser a chave da minha liberdade. Quero viver em paz, mas os demônios que gritam aos meus ouvidos estão me dominando e fico fraquejada a me rebelar, sinto-me acorrentada e eles tem domínio do meu ser. Será um dia que viverei longe dessa vida que nunca parece chegar ao fim?
Visão- O vazio moral, a angusita existencial que muitos parecem sentir hoje em dia e que é constantemente representada na arte moderna- pintura, teatro, literatura, cinema, televisão, etc- de onde vêm?
Rohden- Vêm da falta de auto conhecimento e da falta da verdadeira educação. Esses fatores sociais- rádio, teatro, televisão, etc- não podem educar porque, como já foi dito, a educação é um processo eminentemente individual. O que os citados fatores sociais poderiam e deveriam fazer é remover ou diminuir os obstáculos à verdadeira educação. Infelizmente, porém, quase todos os programas de cinema, rádio e televisão, são flagrantemente antieducativos. E isso acaba num vácuo ou numa frustração existencial, como repetimos sem cessar em nossos cursos da Alvorada e em nossos livros.
Não adianta auto-ajuda; é ajuda do alto que possibilitará tirar você dessa amargura existencial em que se meteu.
Definiria FELICIDADE: Momento existencial, onde a alegria de viver entra em você e invade a tua alma. JC
