Existencial
O cansaço existencial é o alarme da alma exaurida pela dieta forçada de superficialidade que a rotina impõe.
A exaustão existencial é a prova de que lutamos batalhas que ninguém consegue ver, combates travados na calada da mente contra o peso esmagador das expectativas não cumpridas, e o esforço de levantar a cada manhã, quando a gravidade da alma parece maior, é um ato de heroísmo silencioso que ultrapassa qualquer feito público ou medalha de honra. É na quietude desse cansaço que a gente decide, mais uma vez, que a dignidade de existir vale mais do que a facilidade de desistir.
Há um tipo de cansaço existencial que nasce de sentir demais em um mundo treinado para anestesiar emoções.
''O Sujeito Existencial tem consciência de que seu Idealismo Existencial apenas é uma ilusão como uma tentativa de alcançar a sua felicidade mesmo que seja apenas uma ilusão´´
O Homo Sapiens é testemunha fugaz de seu próprio funeral existencial, enquanto ser contido na realidade do espaço/tempo.
Tanto o vazio existencial, quanto o desejo, antes preenchidos pela fé dogmática, cederam espaço, nesta era de pragmatismo tecnológico neoliberal, ao prazer compulsivo, e ainda assim, continuamos perplexos, insatisfeitos e vazios.
A arma mais perigosa para a plenitude existencial da humanidade é que esta se torne refém de uma razão incoerente.
A DOCE ILUSÃO
Para os intelectuais haverá sempre um paradoxo existencial: a caracterização da ilusão. Dotados dos meios suficientes e necessários na identificação desta possível armadilha, os afortunados doutos podem, por vezes, almejar a condição de vítimas consentidas dela, a doce ilusão.
A filosofia e o cienticifismo são implacáveis em refutar qualquer investida da ilusão. Por vezes, este rigor embota os sonhadores, prejudicando o desenvolvimento destas disciplinas. A ciência quer modelos formais que expliquem aquilo que pode ser observado. O artista, o poeta quer tornar belo o inexplicável, o imponderável. A desconfiança do óbvio é o pressuposto básico da filosofia. A fenomelogia dá o arcadouço necessário a ciência que a utiliza na descrição dos seus métodos de estudo.
A grande virtude dos afortunados doutos reside no poder da escolha entre ser feliz ou ter razão, quando esta condição conflitante se impuser. Sendo erudito ele pode optar. A maior das arrogâncias é querer ser feliz sempre ou ter razão sempre. “Afinal a vida é isso, e um pouco de fantasia não faz mal a ninguém”. Assim escreveu uma linda cientista, quem ousaria discordar dela?
Agostinho Lima-072200Set11
Minha vida anda um paradoxo existencial, todos são contraditórios aos meus conhecimentos, ninguém é capaz de me entender ou enxergar minha dor. Cada dia ando numa guerra fria sem munições ou qualquer armadura que me proteja, a qualquer momento estou vulnerável a levar um tiro, porventura possa ser a chave da minha liberdade. Quero viver em paz, mas os demônios que gritam aos meus ouvidos estão me dominando e fico fraquejada a me rebelar, sinto-me acorrentada e eles tem domínio do meu ser. Será um dia que viverei longe dessa vida que nunca parece chegar ao fim?
Visão- O vazio moral, a angusita existencial que muitos parecem sentir hoje em dia e que é constantemente representada na arte moderna- pintura, teatro, literatura, cinema, televisão, etc- de onde vêm?
Rohden- Vêm da falta de auto conhecimento e da falta da verdadeira educação. Esses fatores sociais- rádio, teatro, televisão, etc- não podem educar porque, como já foi dito, a educação é um processo eminentemente individual. O que os citados fatores sociais poderiam e deveriam fazer é remover ou diminuir os obstáculos à verdadeira educação. Infelizmente, porém, quase todos os programas de cinema, rádio e televisão, são flagrantemente antieducativos. E isso acaba num vácuo ou numa frustração existencial, como repetimos sem cessar em nossos cursos da Alvorada e em nossos livros.
Não adianta auto-ajuda; é ajuda do alto que possibilitará tirar você dessa amargura existencial em que se meteu.
Definiria FELICIDADE: Momento existencial, onde a alegria de viver entra em você e invade a tua alma. JC
A crise existencial da morte
Eu sou a morte!
Sou silenciosa,
Pra quem tem sorte,
Indecente,
Pra quem é maçante,
Mas sou sempre necessária,
Necessária para seleção natural,
Igualar as espécies,
Equilibrar o bem e o mal,
E para fazer com que as pessoas vivam...
Como se um dia fossem morrer!
As vezes faço rir,
Faço chorar,
Faço sofrer,
Mas sempre faço entender...
Que eu sou o final!
Pareço adolescente,
Acho que ninguém me entende,
Que estou sempre sozinha,
E que minha existência Independe de
qualquer regra ou lei,
Mas comigo é real!
Sou infinita e imortal,
Mas isso não são qualidades...
O que adianta ser eterna,
Ter tempo pra consertar todos os erros,
E decisões erradas
E ser sozinha...
Por isso não errar,
E não ter decisões.
Sou egocêntrica,
pois sou perfeita, e incrível
E quem provar ao contrário...
Já sabe!
Poucos gostam de mim,
Mesmo solucionando questões,
Quebrando tabus,
E provocando emoções.
Quando entro em ação
Faço muitos darem valor,
Se arrepender por,
Não ter passado tempo o suficiente…
Não ter tratado de uma maneira descente!
Não ter dado a atenção necessária,
E não ter vivido como deveria,
E enfim,
Quando trago todos a mim,
Faço entender então,
O quão insignificante,
É o ignorante,
Que acha que é alguma coisa!
E fica amedrontado,
Querendo voltar e seguir,
Pois saiu da ignorância,
E descobriu o sentido!
Sentir...
Você já se perguntou qual é o seu valor existencial? Você já se perguntou qual senhor você serve? Você já se perguntou se é mais altruistico ou egoistico? Você já se perguntou qual seria o preço do seu caráter? Você já se perguntou sobre as trilhões de situações necessárias para que tenha vida neste momento? Você já se perguntou a importância da gratidão em uma vida tão breve? Aproveite este presente que recebeu chamado tempo. Tempo para decidir se quer simplesmente viver ou existir.
Crise Existencial - Parte I
Vejo no canto, sempre escutando
Aquele olhar, absorver observando
Em devaneios vai tragando
Dilacerando o seu ser
Crises existenciais, cada faísca procura transcender
Relação banal, aquela feita apenas para saciar uma vontade carnal
Percebo a extravagância e a beleza dos flashes
Tudo normal, competir e guerrear
E esquece de se completar e transformar
Detalhes que observo
Meus olhos dispersos
Sufoco ao respirar
Quando encontro um vazio no olhar
Onde não há o amar
Se matar
Dilacerar
Me desolar
Se isolar!
