Eu sou uma Pessoa Timida
Não sou nada
Não fale assim,não sou nada,
Sou apenas um cara simples que errou,
Tive a oportunidade de trilhar a sua estrada,
Mas algo estranho me acertou.
Acertou-me direto na consciência,
Então não pude continuar,
Violar toda a sua inocência,
Ato, que não poderia aceitar.
Não pude lhe dar o amor e carinho,
Mas confesso que muito tentei,
Hoje sou um triste passarinho,
Viajando nos galhos das lembranças que errei.
Conteúdo e inteligência?
Bagagem indispensável de uma mulher,
Caráter em toda a sua essência,
São atributos que todo homem quer.
Eu queria ser melhor do que agora,
Olhar para trás e não ver aquele erro,
Fazer as coisas certas à toda hora,
Acabar com essa sensação de enterro.
Estou paralisado e confesso,
Você não merecia tal ato,
O teu perdão,eu lhe peço,
Preciso superar tal fato.
Você é uma menina pura,
De um coração excepcional,
Tens atitudes de uma pessoa madura,
Suas qualidades não tem igual.
Lourival Alves
Deixe-me ir, deixe-me sorrir, não sou fábrica de sonhos, mas desejo alçar muitos voos, sempre lembro delas, das flores mais belas, assim as desejos, desejos não são fábricas de sonhos, mas sonhos podem serem exibidos em forma de rabiscos, enfim, exige habilidade de corrigir erros do amor vividos, pois podem ocasionar o desespero de amores contínuos, pois não importa o que vais escrever ou descrever, importa sim o compreendimento do ato gerado sobre o amor doado, e a parte mais importante estará sempre dentro de você.
Dias de quarentena
Sem medo
Sem angústia
Remoldando aquilo que sou
Aprendendo novas maneiras de ser.
O cinza tomou conta de tudo, nada tem cor, o mundo é ruim e as pessoas colaboram com isso, sou incrível e inútil ao mesmo tempo, sou lindo e horrível ambas características andam juntas, tornando-se uma única e estranha mistura.
Tais curvas do meu corpo,
tais acidentes em minh'alma.
Meu íntimo é ladeado,
sou um mapa codificado.
É enigmático me analisar.
Alieno-me do que me restringe,
amo o silêncio que me ressalva.
Sou inteira de desalinhos,
não aparo bem minhas palavras.
Sou oscilante em cada vírgula
e vibro em mil sinais.
Sou flor
Sou rosas
Menina dengosa
De versos e prosa
Vulcão
Sou de dança
De tampa e rampa
Sou pecado
Proibido
Perdição
Sou Loucura, gemidos...
Livre
Louca
Mulher, coração.
ETERNO DISCÍPULO
Sou um eterno aprendiz e, por assim o ser, tenho absoluta certeza que não existe, ao meu redor ou na imensidão do mundo material, alguém que tenha conhecimento e sabedoria suficientes a ponto de imaginar que não necessita participar do processo ensino aprendizagem, visando burilar as asperezas egocêntricas que o mantêm nas trevas. Tenho plena consciência que estou neste plano para me aperfeiçoar e, para isto, preciso acrescentar experiências positivas ao meu ego e saber usá-las com sabedoria para bem estar da humanidade.
Sou portador de sentidos, sou a razão do prazer que sinto. Se o prazer é pecado, então nossa existência é pecado. O medo do pecado é exatamente o de existir, portanto é o mesmo medo do prazer proibido pela religião dos compradores de Deus com dízimos. E o pecado que o Céu condena tem na igreja: As relações sexuais e ambição! Mas, é o inferno terráqueo que nos ensina o "jeitinho brasileiro", divulgando que não há pecado, há, sim maneiras diferentes de gozar a vida. Saborear cada consequência prazerosa tanto para vida como para a morte (o gozo último) deve ser o sentido do viver. Isto é, o prazer que traz a vida é o mesmo que traz a morte! (CiFA
Canceriano
Sou canceriano e feliz,
Busco realidade em sonhos,
Me posiciono como sábio e aprendiz...
Procuro alegrar corações tristonhos.
Aquele que prefere ser coadjuvante,
E jamais vai querer chegar na frente,
Tenho memória de elefante,
Guardo tudo em minha mente.
Ajudar está em minha alma,
O sofrer deve ser a sina,
Necessário ter muita calma,
E caminhar até a próxima esquina.
Após a caminhada pelo deserto,
Adquiriu tesouros incalculáveis,
Discernimento do errado e do certo,
Força e sentimentos imensuráveis.
Então é caminhar e ser útil,
Utilizando o amor e o carinho,
Desprezando o raciocínio fútil,
Quebrando algemas e arrancando espinhos.
Ter ou ser?
Correr ou caminhar?
Ser ateu ou ainda crer?
Cair e conseguir se levantar.
A estrada é uma meta,
Onde se trava uma longa guerra,
Direção dada pelo profeta,
Mesmo comendo o pó dessa terra.
Lourival Alves
Não sou indiferente aos problemas que o mundo está passando, apenas procuro me alinhar com o equilíbrio, pondo a minha fé em andamento, fazendo-a alcançar os cantos mais empoeirados da minha mente. Acreditar num amanhã, onde as flores perfumarão a minha frágil existência, é polir a alma de esperança e coragem. É nesse caminho que os meus pés procuram alicerçar a minha gratidão a Deus por ainda poder caminhar e ter forças para chutar para longe de mim as pedras que aparecem nas trajetórias das quais eu tenho que percorrer.
Poetisa e insana
Sou aquela insana que prefere viver na insanidade
Do que encarar a realidade nua e crua.
Estático vento
Se na aragem do tempo mergulho
de um jeito entre flores me misturo,
sou as flores que nas mãos recolho;
e um coelho também nela seguro...
assim posso ser parte da paisagem!
De repente parte deste lindo mundo
e no aconchego do vento, ser aragem...
misturada ao silêncio o meu mudo!
Não quero a liberdade de correr
nem caminhar entre vãos seguros,
quero apenas um minuto pra viver...
sem a pressa, sem o movimento!
No tempo a paisagem é meu ser
e a aragem é meu estático vento!
Maria Lu T S Nishimura
Me perdi na estrada da vida.
Dispersa que sou,
não sei o caminho de volta.
Não me arriscaria a tentar um retorno
e me perder no tempo de novo.
Nada me resta
além de reescrever minha história
e deixar para trás
o que já não dá mais pra recuperar.
Sou viajante forasteira,
amante incessante,
participante inconstante.
E nesse mesmo instante,
estou dando voltas na vida.
Sou todos os ventos. Em alguns dias, brisa, outros, tempestade, hoje, por exemplo, amanheci calmaria. E com tudo de bom que esse calmo dia me traz, não me envergonho dos outros dias. Aqueles em que fui brisa, levada pelo vento, tropeçando nas pedras, tão absorta na paisagem que as vezes saia sem muito perceber da linha delicada da boa estrada, perdendo-me distraidamente na caminhada. Vivi também incontáveis dias de tempestade, as quais, uma certa dor que sinto, tenta bloqueá-los da minha memória, porém em vão tornou-se esquecê-los, talvez até desnecessário. Preciso também dessas lembranças, desses dias, eles fazem-me valorizar a calmaria. Tenho tanta força vinda desses incontáveis dias, todos os ventos que fui, o que sou e o que não sei o que serei amanhã. E não envergonho das mudanças e absorvendo como terra em tempos de seca todos os aprendizados que ganho. Não se envergonhe dos seus ventos, dos seus dias, porque todo o mundo já foi um dia, brisa, tempestade ou calmaria.
Relatos das Margaridas
Ah! Tenho meu temperamento
Nem sempre sou fácil
Mas sou mãe, amo minhas filhas!
Tem dias, que basta uma careta
Falo mesmo, digo o que penso.
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
E se mexer nas minhas panelas!
Pense numa confusão.
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
A vida é que as vezes é dura com a gente.
E a gente revida como pode.
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
Ser Margarida, nem sempre é ser flor.
As vezes, rola uns espinhos, fazer o quê?
Mas sou mãe, amo minhas filhas.
E sendo mãe, e amando minhas filhas
Vejo nelas um pouco de mim
A flor, o espinho, o sorriso, o olhar.
Sigo sendo mãe e amando minhas filhas!
