Eu sou uma Pessoa Timida
Eu sei o quão chato, impossível e difícil de agradar eu posso ser. Eu não me recomendaria como convidado para ninguém.
relógio que conta
as horas que se foram
que não voltam mais
as horas que estão por vir
então eu espero sentada
pra não me cansar
não sei se chegará
então me acalmo
me tranquilizo
me paciento
me oriento
me tolero
me socializo
me economizo
me simpatizo
me aperfeiçoo
me abandono
me acredito
me espanto
me levanto
me sinto
me ouço
me calo
me refaço
me vejo
me animo
me transformo
me soluciono
me leio
me encaro
me amo
me entorpeço
me amoleço
me presenteio
com tudo o que eu amo na vida
ou então toco na ferida
sou pouco vivida
pela frente uma longa vida
vez ou outra comprimida
me sinto esvaída
sem saída
uma doida varrida
uma bela sofrida
estarrecida
aborrecida
me faz mal
sangue-suga minorando
minhas energias
me arrancam o sorriso fácil
de outras vidas
me levam de mim
me iludo
não engulo
cuspo o veneno
do amargo fel
vou ao céu
pra não mais voltar!!!
eu paro e penso por que a gente gosta de julgar as pessoas se nos somos seres falhos,falhamos falhamos e falhamos varias vezes mas mesmo assim julgamos quando uma pessoa falha.
relógio que conta
o tempo que eu gasto para:
ver e crer...
saber e poder...
acolher e agradecer...
amanhecer e adormecer...
ceder e amadurecer...
atender e bendizer...
fazer acontecer...
aprender e compadecer...
conhecer e conviver...
correr e crescer...
enaltecer e engrandecer...
entender e enobrecer...
rejuvenescer e envelhecer...
florescer e merecer...
ler e escrever...
fortalecer e proteger...
nascer e renascer...
receber e reconhecer...
resolver e retroceder...
ser e sobreviver...
vencer e perder...
sofrer e surpreender...
viver e morrer!!!
$eu $uce$$o
Sem a intenção jactanciosa de falar de si mesmo e, de quem chegou à idade de 73 anos, consciente de que já ultrapassou mais da metade do caminho de qualquer longevo ser humano, menos voltado a qualquer vaidade pessoal, espero. Portanto, até me dou ao direito de escrever na primeira pessoa, isto é apenas uma pequena parte de um diário dos meus dias na estrada das vendas pela vida afora. Nasci no interior do estado de São Paulo, na Tatuí da minha feliz infância, filho de um modesto marceneiro, que com o passar do tempo tornou-se um próspero negociante. Moveleiro próspero, graças à sua habilidade no trato simpático e carismático com as pessoas de seus dias, lá pelas décadas de 50 - 60, e como o tempo passa cheio de contradições e dissimulações, quando muitos ensandecidos profetizavam que não chegaríamos ao ano 2000 e, o mundo se acabaria, ao mínimo existiria telematicamente o “Bug do Milênio” e o mundo torna-se-ía o caos etc.
Meu pai tinha por título, dado pelo pároco da cidade, o qual ao dizer suas missas pela rádio difusora local, anunciava os patrocínios do meu velho e querido pai como: Tonico: “O Rei dos Móveis”.
Apesar de marceneiro, meu velho pai carpintejou muito também, deixando-me um belo exemplo de pessoa despojada e generosa.
Tenho de agradecer profundamente ao meu progenitor e meu mestre na arte de vender.
Realmente meu velho pai foi mestre na área de vendas, fato que pude comprovar posteriormente quando da minha juventude, pois, seus ensinamentos e gestos de relações humanas deixaram em minha personalidade marcas profundas de conhecimentos práticos, quando pensava em aprender me surpreendia com aulas que o velho já me houvera transmitido.
Tive de usar o tripé do sucesso:
1 – Atingir Minha Meta
2 – Como Atingir Minha Meta
3 – Quando Atingir Minha Meta
Casei-me muito jovem ainda, apenas com meus 18 anos e, necessitei da anuência de meus pais, na época professava uma religião bastante incisiva no tocante à honestidade cristã etc.
E, cheguei pensar até que seria dispensado do serviço militar, pelo fato de ter contraído matrimônio, fato corriqueiro dos recém-casados daqueles dias, como fora o meu caso, com a diferença de não ser dispensado do serviço militar. O esperado fato não fora confirmado, e lá fui eu fazer o Tiro de Guerra, como se chamava o exército lá do interior. Cumpri a lei que me fora imposta e, no final de toda aquela misancênica beligerante galardoaram-me: “Reservista de Segunda Classe”.
Lembro-me como se fosse agora, no primeiro dia a gente se apresentava a paisano, até que se tirassem as nossas medidas, para as respectivas confecções de nossas fardas, e como era madrugada fria e não tinha roupa de frio coloquei o meu terno de casamento, posto que havia contraído matrimônio recentemente, e apresentei-me juntamente com 120 jovens, verdadeiros capetas, a fuzarca era generalizada e para piorar a situação, chovia levemente madrugada afora. O pátio estava lamacento, e o sargento era um CDF de primeira linha, sujeito condicionado à robô para se fazer cumprir a lei marcial.
Lembro-me de que, por lá passava meu pai, o qual dirigia-se a pé, à sua marcenaria, tinha ele seus cabelos brancos, era uma cabeça literalmente branca, a qual despertou o entusiasmo de um recruta que pôs-se a imitar um pássaro chamado Araponga, ou Ferreiro, emitindo o som de um malho a bater sobre uma bigorna. Ave de penas brancas como a neve.
O sargento, irritadiço dá-nos uma contundente ordem:
- Tropa, sentido! – Rastejar, vão ver!
Então... O meu novíssimo terno de casamento, ficou enlameado de barro, e além de rastejar na lama, mandava rolar à direita à esquerda, era uma chafurdança só.
Meu pai, era um gozador, e até parou pra ver aquilo tudo, relembrando de seus dias de Tiro de Guerra também, para depois tirar aquele sarro da minha cara, quando chegasse em casa, pois, morávamos todos no mesmo terreno.
Assim, terminei o serviço militar.
O calo apertou e me vi em palpos de aranha, bem, tivemos de mudar para São Paulo com a esperança de vencer na vida. Dois jovens e uma filha, estavam à mercê das intempéries naturais da vida moderna, com um pequeno detalhe, “sem nenhum gato para puxar pelo rabo”, êta vidinha complicada… Fiz de tudo um pouco na vida, até tomar uma decisão que mudou radicalmente nossa maneira de viver. Porém, para que isto viesse acontecer tive de peremptoriamente usar os conceitos da trilogia do sucesso. Propositalmente repito os três pontos importantes do sucesso, para que desde este momento vá sendo gravado na sua memória, caro leitor postulante ao sucesso… Para atingir a minha meta, primeiro tive de descobrir o que queria fazer na minha pobre vida, quando fazer e como fazer, e não demorou muito, me fiz espelhar no exemplo de meu mentor e pai, ser vendedor, até porque, ninguém escapa desse estigma, nascemos todos, vendedores, e ponto. Não há o que se discutir sobre esse paradigma, quando nascituro a primeira coisa a se fazer é, berrar para se obter alguma coisa em troca do silêncio. Vender é ser negociador, negociante, regateador, enfim buscar um meio lucrativo nessa atividade, como em qualquer outra, que irá redundar na própria venda. Hoje, mais do que nunca, deve-se ser muito mais vendedor-hodierno do que caixeiro-viajante de antanho, tem-se de dedicar com muito amor à essa nobre profissão, para se alcançar o fim colimado do sucesso. Vendi de tudo, era um supermercado ambulante. No campo da metalurgia, eletro-eletrônica, vendi ferramentas normais, de cortes, diamantadas, parafusos, rolamentos, correias, graxas e óleos, peças automotivas, baterias elétricas, válvulas hidráulicas, tubulação, conexões etc.
MEDITAÇÃO – O FUNDAMENTO MAIOR
Sempre gostei de meditar, ou seja, me introspectar, fazer uma auto-análise, perguntando-me sobre os porquês de toda minha existência e de como fazer para sobreviver juntamente com a minha maior responsabilidade, minha família. E, nas minhas mais profundas meditações pude me aperceber de que, nenhuma técnica moderna de vida mercantilizada poderia sobrepor aqueles ensinamentos que aprendi nas minhas projeções astrais. O carisma áurico somente se consegue com energias refinadas, que somente o mundo astral pode nos conceder. Frequentei faculdades ocultas no plano extrafísico, e trouxe de lá o sucesso de minhas vendas, ensinados pelos meus mestres dos planos etéricos. Na atualidade as igrejas de maneira genérica colocam seus adeptos em transe mercantil e, aqueles que crêem conseguem sucesso na vida.
FÉ
Ei-la, é uma pequena palavra mágica, que tudo pode mudar em nossa vida:
Do livro: O diário de um vendedor
jbcampos
Quando digo cidades grandes, não me refiro apenas ao tamanho delas, eu acho por exemplo Florianópolis uma cidade com uma população média, mas não grande. É uma cidade linda sem dúvida, mas ela não é moderna. Ela é uma cidade em vários aspectos provinciana. Digo cidade grande aquelas que conseguem sugar tendências mundiais e aprimorar estas tendências as adaptando para a sua realidade. Floripa tem alguns movimentos contemporâneos mas não consegue sugar as tendências com rapidez, ela tem um desenvolvimento tardio e lento. além de fabricar alguns paraísos artificiais, aliás todos os paraísos são artificiais. Disney é um paraíso artificial, Epcot Center, Barra no Rio de Janeiro, etc. Cidade grande é aquela que consegue ser grande não apenas pelo tamanho, mas pelos fluxos de renovação periódica do contemporâneo.
Como esquecer
Se eu também estava lá
Se cometemos os mesmos erros
E rimos com insanidade
Despimos nossas máscaras
Nossos medos, nossa pele
E sob o véu da noite nos deitamos
Respirando liberdade...
Afinal, isso que somos
Universo, poeira, essência
Desejo, vício, demência
Sangue, alma, coração...
Eu sempre soube que os cachorros nos entendiam. Os estudos científicos só vieram confirmar o que eu aprendi na prática, o que aprendi com a convivência com meus bichinhos.
Eu nunca vou pedir pra você vir pro meu mundo, com tudo confio, deixando que faça as suas escolhas certas.
INTENSIDADE
Em todas as relações que eu já tive sempre me doei por inteiro. Cheguei a pensar que a minha entrega, que o meu amor, o meu carinho, o meu afeto, que toda essa minha dedicação e atenção eram intensas demais.
Confesso que pedi desculpas algumas vezes por ser assim, mas hoje me arrependo. Percebi que esse é o meu jeito de amar e que eu não posso mudá-lo. Não posso me desculpar por ser quem eu sou, mas sim, abandonar esse alguém que não sabe lidar com toda a minha intensidade.
Nem toda pessoa está disposta a ter alguém intenso em sua vida. Nem todo mundo sabe lidar com pessoas intensas, amorosas, carinhosas, românticas. Cada ser é diferente um do outro, cada um demonstra o que sente de uma maneira. Eu não sei amar pouco, não sei me doar pela metade e talvez, isso não tenha agradado algumas das mulheres com quem me relacionei.
Sou intenso e não posso mudar isso!
"Recordações do passado ficam guardadas no baú das memórias para sempre...
Eu de vez em vez abro-o para minha reflexão...Os momentos bons são para serem lembrados e os menos bons, p`ra ser amenizados...!"
(Luísa Zacarias)
O Fio das luas
Sabe eu queria te trazer um presente
De repente percebo seria um passado?
Algo que pudesse de uma forma... tocar
Uma lembrança algo além do olhar
Então chamei o vento veio de longe cansado
Suave ainda que ofegante alcançou minha face
Permiti que entrasse e num sopro ele se foi
Senti que ele aguardava mas só consegui ali dizer oi
Não sabia com certeza precisava antes
Encontrar o caminho do mar e
Longe era a distância do meu deserto
Até que o vento me mostrasse o que era certo
Clamei pela noite onde as sombras se encontram
O fio das luas conectando planos e desejos
Decidi então que toda aquela poeira e todos aqueles gravetos
Deveriam seguir rio abaixo encher de vida meu esqueleto
Nas mãos tenho a chama que aquece a mistura
Reúno as letras desconexas e as direções erradas que tomei
Por entre pequenos pedaços de respiração acrescento a melodia
Não a noite nunca chega enquanto não se der por afogado o velho dia
Na madrugada de outro sonho
O vento toca outra face
Tinha aspecto de uma criança aprisionada ao chão
De olhos fixos e sorriso aberto ao giro de seu peão
E foi já quando o dia se deu por vencido
E o vento já saía de dentro de mim
Que pude ouvir aquilo que te deixo como recordação
Um presente um passado algo insano que o vento me disse ser uma canção
Não sei...
"Não sei porque escrevo... talvez, para deixar a alma falar por mim!"
Eu vou fluindo nas palavras escritas... vou me deixando levar como o vento...ele me deixa louca... e me eleva nas palavras que escrevo...!
(Luísa Zacarias)
