Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Dificuldade alguma encontro em conviver com aqueles que se diferem de mim, as diversas amizades que tenho podem comprovar isto...
O meu problema maior sempre foi com aqueles que muito se distanciam daquilo do que dizem que são.
Imagino eu, o desafio do amor
A palavra instrui.
A mente medita.
Oh como instigante e mui.
O querer hesita.
Coragem e humildade para viver o desafio.
Imagino eu.
A face oferecer quanto ofendido.
Banhar aquele que um dia lhe sujou.
Uma palavra verdadeira, para quem o falseou.
Orar a quem o mau lhe desejou.
Dar o pão a quem joio no seu trigo plantou.
Continuar a brotar na mesa da ganância.
Dividir a bondade no coração egoísta.
Sinceridade na canção do desejo, onde lhe negaram a dança.
Continuar a dar, para quem tudo lhe tira.
Enfim.
Ramos da bondade e amor.
Como é forte e curioso.
Como Deus pode e é capaz de abençoar o arrependimento.
Uma gente, um povo que fez a cruz.
Que a coroa de espinho produz.
E o amor continua a dizer.
Esquece, limpe o sangue maligno odioso.
Bendito seja, o que supera e torna se bondoso.
Além, como o próprio Deus.
A vida, a palavra, a quem é capaz de redigir.
Veemente o coração de Jesus.
Giovane Silva Santos
A GENTE
Eu e tu: soneto e eu, poética repartida
Em duas estimas, duas estimas numa
Aí sentida. Tu e eu: ó versejada vida
De duas sortes que em uma só resuma
Prosa de partilha, cada uma presumida
Da alma contida, conferida... em suma
Essência na essência, sem que alguma
Deixe de ser una, sendo à outra medida
Duplo fado sentimental, a cuja a sina
Que na própria paixão cada uma sente
A sensação dum aquinhoar da emoção
Ó quimera duma poesia integralmente
Que infinitamente brote da inspiração
E, suspire na inspiração infinitamente...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26, agosto, 2021, 11’03’ - Araguari, MG
Eu sempre fui assim,
Muito ausente de mim,
E ao mesmo tempo tudo,
Filha única,
Sobrinha única,
Neta única de uma avó até os dez,
Egocêntrica e ao mesmo tempo a primeira a fazer simbiose,
Sou uma peça única de um quebra-cabeça sem fim.
Tempo iniludível,
Vai irrefreável,
Dentro dele,
Está eu,
No compasso sempiterno,
Mortiço e quase apagado,
Sou uma diminuta pausa,
Um perdurável silêncio,
Eu sei que você sabe, por que você finge o contrário? eu sei que é confuso, mas vai tudo se resolver
Quando todas as cores do arco-íris não transparecem o seu eu. Descomplique, o preto e branco te ajudará a enxergar as verdadeiras cores da vida.
Crescer vai muito além do perímetro que ocupamos. Crescer é não precisar nada provar nem a você, nem a ninguém...
Toda pessoa que emite opinião com a expressão, EU ACHO, tem que ser bloqueada do MUNDO! Quem acha, tem que ser proibido de formar algo e ou opinar em qualquer coisa publicamente…
( 018 )
COM QUAL CARA EU VOU?
Duas caras dependuradas
com qual delas vou sair?
Com a que está emburrada?
Ou com a outra a sorrir?
Tenho opinião formada
e não vou nunca desistir
se saio e vou pra noitada
e não pretendo dormir.
Eu levo só a cara alegre.
Nisso, quem quer me segue,
Inda me indica um atalho.
Porém não disfarço:
Levo a cara emburrada
Quando vou para o trabalho!
Jenário de Fátima
Não gosto do “Não dito”
Aquilo que não é visto, trazido à tona, debatido – tornam-se monstros com formatos peculiares.
O Silêncio Grita!
E a medida que tentamos traduzi-lo, explicitamos nosso “Eu”
Quando tento entender o que se passa com o outro, na verdade estou deduzindo como EU me sentiria dentro desta situação – É de mim que falo, e não do outro.
O silencio Grita.....rrrssss
Eu respeitando MEU funcionamento, tal qual fiz até aqui, vou dar voz
Acredito que algo se quebrou no caminho...perdeu-se o ‘time’
Mas para o ‘Oi’ temos o ‘Tchau’
É cíclico...começo, meio e fim
Gosto de amarrar as pontas, não as deixar soltas
Eu sou apenas uma ponta – A ponta que aponta, alfineta e dá a possibilidade de uma direção
Talvez pareça poético, filosófico, um amontoado de palavras soltas.... OU talvez consigam aconchegar as informações desta minha mente delirante...
Eu sendo eu sou assim – As vezes direta, noutras muito complexa.
Mas SEMPRE INTENSA E EXPLICÍTA
