Eu Quisera
Quem dera eu poder escrever e colocar pra fora tudo que se encontra preso aqui dentro. Quisera eu poder escrever e materializar o que tanto desejo.
Quisera eu que os meus anseios não morressem na esperança
Que meu coração não guardasse tanta lembrança
Ser o primeiro e único a te fazer feliz,
realizando os seus sonhos da maneira que sempre quis
Quisera eu ao seu lado para sempre estar
para as alegrias da vida contigo compartilhar
Servir-te na cama quando acordar
E para sempre contigo viver o amar
ventos que sopram a ilusão e magia de uma noite serena em solidão, quisera eu ser poesia e ser a nostalgia pra invadir seu coração.
Algo de mim
Quisera eu...
Ser mar, ser jardim, mundo afora ou em mim.
Tenho em mim tão pouco.
Se parto, em vão; se fico, a sós.
Quisera eu...
Ser assim, ao menos em mim:
mar... jardim...
Pois se fico, em vão; se parto, a sós.
Morna tristeza
Quisera eu livrar-me da morna tristeza, que chamejasse, pouca ou alguma verdade.
Há fogo, contudo, aceso na chama do desapontamento, assim, como carne e sangue.
A realeza, Mãe.
Quisera eu ser tão perfeito filho a ponto de não possuir falhas,
Enfrentar o tempo e te fazer sorrir a todo o momento
Conseguir seguir sempre seu exemplo.
Entender o porquê se importa tanto com o que possa acontecer.
Queria ter o poder dos anjos e te proteger,
Retribuir um pouco do que me ensinou a ser.
Se fosse possível em uma poesia te decifrar
então palavras me mostrariam a dádiva que tem de amar...
Amor que não se cansa, que acompanha, que deseja o bem,
Dedica a vida para os seus filhos irem além, amor sem fim,
Trouxe-me a vida e daria a vida por mim.
E por tudo que me ensinou, me ensinou a sorrir.
"Não caio na tolice de ser sincera" - Clarice Lispector
Haaa Clarice, quisera eu não ser tão tola
Dizem por aí que a verdade é relativa
A minha é grosseria, presunção e, às vezes, acham que é mentira
Pensando bem, realmente tudo é relativo
Uma mentira altruísta é boa
Seria melhor uma verdade avassaladora?
Te dou a felicidade da mentira?
Ou a dor da verdade?
E fazendo isso, o que eu me dou?
A mentira é penosa para mim
Já a verdade trás leveza
Algumas doem de modo doce
Como um descuido ao tomar uma xícara de café
Quando está muito quente
Perde o paladar por alguns minutos
Mas não deixo de tomar o doce café amargo
Um post então sobre amizade: quisera ser seu homem. Todavia, ainda que irracional, a paixão aconteceu. É, diferenças de idade. Alguém já disse que a paixão é ciumenta e exigente; digo mais, ela é também egoísta, assimiladora de decepções e cheia de altos e baixos. Na oportunidade de um arrefecimento, te dominaria conseguindo transformá-la em amor constante. Depois, graças ao bom senso que recupero a cada ano de vida, sublimei esse amor, agora ternura, bem-querer e admiração profunda. Sofrido de um amor já ido, por paradoxo, vivificou na saudade, oco revoltado e de mal com o mundo, faltando a crença em alguma coisa para justificar e alentar a vida tediosa. Foi então, que a expressão do seu rosto, da meiguice do seu sorriso, a inteligência e mais a atração do seu olhar falante, converteram-me. Passei, por isso, a praticar uma espécie de culto, surgindo, então, a fé inabalável que nela deposito. Hoje, no claustro das dúvidas, passei a venerar sua imagem distante, vivo a orar pelo seu contínuo sucesso e recebo a graça de continuar nossa amizade.
"Quisera eu, despir seus segredos, sempre que eu despisse sua roupa.
Queria não perder meus sentidos, quando você me implora mais, com a voz rouca.
Saturno me invejava, por não conseguir beijar a Lua como eu a beijava, minha deusa louca.
Quando em meus braços, você, meu mundo, drena toda a minha força.
Quando distante do doce dos seus lábios, meu coração é só pranto, a noite toda.
Quando deitada com seus cabelos, espalhados sobre meu peito, fazia com que a eternidade, fosse coisa pouca.
Não sei se é paixão, amor, já cansei de tentar por razão nesse tipo de coisa.
A única coisa que sei? Queria eu despir seus segredos, sempre que eu despisse sua roupa..."
"Quisera eu entender as palavras desse meu coração, palavras de amor, palavras de dor, palavras ao vento, de puro lamento, morro por dentro...lento..sofrimento..."
Quisera me vestir de pétalas perfumadas, para seu bem querer conseguir. Mas somente se for duradouro teu amor, ou não adianta o esforço para ter você perto de mim.
Perduram os olhos que não vêm o que não querem
Simpáticos os poetas patéticos de outrora.
Quisera eu ser igual a mim ao me verem
Nos dias de chuva e frio quando não me regenero.
Sonoro desgosto da longuíssima ilusão,
quando te vais no meio da escuridão,
De braços cruzados e fechados
Esperando que tenha meus lábios molhados
O teu beijo
o teu beijo me engana
acende poeira e não chama
e nem diz que me ama
ah... e nem diz que me ama..
Triste ilusão que se derrama
a meia-luz que não me detêm...
Triste ilusão que diz que me ama
A mente cansa porque os olhos assim o vêm...
Quisera ser uma nuvem de outono, neste céu azul a vagar, transformar-me em filigranas douradas de amor e bençãos para em vocês derramar dizendo-lhe: Eu a amo e quero que sejam felizes hoje e sempre.
a) Onira
Quisera eu fosses tu
e não a DOR
que hoje me tira
o sono.
Se estivesses aqui,
O tempo não levaria em
seus segundos os meus
dias
e eu decerto existiria
- Relacionados
- Quisera ser vento
