Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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⁠Eu o Natal e o Tejo -

E hoje, aqui, só, frente ao Tejo,
nesta noite de Natal, pela madrugada,
encontro-me na Vida como sempre estive
e nela me senti - deserdado!
Triste, só e solitário. Sepultado ...
Vulto desgarrado, absorto e sombrio,
doente desenganado, pela esperança vagueando,
escorrido de ilusão, sem mãe nem pai,
filho das ervas, do pó dos mortos que morreram,
da terra e da angustia cilindrada.
Sem Pátria nem família, sem casa nem leito,
sem colo onde me acoite ou chão onde pisar.
Esta noite é mais longa do que outras. Do que todas!
Porque hoje não há nada! Nada! Só eu! Só!
Eu, o Tejo, a ponte e o Cristo Rei...
Tudo estático, incólume, parado.
Menos eu que desabei a última ilusão!
Matei a família que inventei. Virei costas à infância.
Sou órfão! Sou órfão! Mas quando é que o não fui?!
Se calhar no ventre de minha mãe ... e só aí ...
Único tempo de aconchego que tive alguma vez.
Não dado por ela mas pela sábia natureza ...
Haverá em toda a parte famílias reunidas!
Haverá braços estendidos, corações quentes,
lareiras à arder, sorrisos rasgados ...
... porque é Natal … porque é Natal!
Em mim e para mim já não há nada! Nada!
Só a Noite deslumbrante e o silêncio dos ausentes.
Minha família reunida ... é feliz ... sem mim ... sem mim!
Nunca me encaixei no seu destino!
Porque o meu nunca foi o seu destino
ou o deles foi o meu! Triste desencontro, o nosso ...
Não sei de onde sou, não sei afinal quem sou,
só sei que não sou dali, que não sou o que eles dizem!
Posso não ter nada mas tenho-me a mim,
e a Deus, e aos meus versos,
e ao meu destino que o deles não será! Por certo!
O que já é quanto me baste! Sou livre ... ao menos...
E Tu,Tejo das minhas ilusões que hoje me aconchegas,
leva este Natal ... afoga-o no mar!
Que eu, querendo ser alguma coisa, não fui nada!
Só aquilo que nunca pensei ser. Ironias e cansaços ...
E já foi muito ... já fui muito!
Agora não sou nada ... e já nada quero ser!
Só eu! Simplesmente! Assim ...
Porque nada ser (e aceita-lo) é poder e querer ser tudo!
Mas serei apenas o meu sonho! Já me chega! É ser muito!
Ser aqui e ser ali o que nunca irei ser
é ser muito ... é ser muito!
Não devia ter nascido! Era isso que sonhava!
Debalde ... é tarde ... aconteceu!
Viverei incumprido para sempre!
Fica o sonho e a vontade - num beijo ...
A Esperança que me assiste - de pé ...
Eu e o Natal - à Beira Tejo ...


24-12-2014

(No jardim da casa do Conde de Monsaraz, virado ao Tejo, na Rua Vitor Cordon ao Chiado em Lisboa … numa estranha, triste mas lúcida noite de Natal ...)

Inserida por Eliot

⁠Meu filho aos trinta sabe tudo, eu aos cinquenta e um descobri que nada sei.
51 é uma boa ideia para viver e deixar viver, embora tenhamos a certeza que a conta sempre chega e aqueles que tudo sabem sempre voltam para o colo dos que nada sabem além de amar.

Inserida por Lu_Correia

⁠Eu te amei e eu te amei com todas as minhas forças. Eu sei que eu te fiz duvidar do primeiro até o último eu te amo, não me orgulho das coisas que um dia te falei e ainda sinto falta do seu cheiro, do seu sorriso, das suas piadas sem graça, do seu cinismo rs, que ironia. Espero que você seja muito feliz e amado da forma que você merece já que eu não pude te dar isso, sinto muito por ter te magoado tanto, e por ter fugido de você, sinto muito por nós!!!

Inserida por lua_monteiro

⁠Eu vou rumo a simplicidade , a compreensão da vida ,no reconhecimento de nós mesmo , dos nossos acertos e erros .
Eu vou no silêncio ,no aconchego puro , no abraço fraternal , nas mais docês palavras , eu quero estar perto de quem amo , porque é assim que a vida tem sentido e que desembocam as águas mais puras e cristalinas da paz , do amor , da felicidade !! É ai que vou . É ai que consigo me aninhar .
Simone Vercosa

Inserida por vercosa

⁠A vida inteira eu tremi e temi o olhar do outro sobre mim, mas quando eu entendi que sou eu, somente eu, que está no barco em alto-mar, navegando e vencendo as tempestades, me tornei forte, gigante rocha forjada na luta. Ciente de que tudo, tudo depende de mim, hoje sou um ser que se enche de esperança e que sabe merecer o que há de melhor no mundo.
No fundo, ninguém pode tirar o que sou, quem sou.
Nildinha Freitas

Inserida por nildinha_freitas

⁠Discurso equivocado: “eu sai da igreja para ser igreja”.

Isso seria a mesma coisa que afirmar: “eu me separei da minha esposa para ser esposo”.

Inserida por VerbosdoVerbo

Eu quero ser aceito,
Eu quero ser respeitado,
Eu quero que alguém me apoie,
E que sempre esteja ao meu lado. ⁠

Inserida por Arthurjeff

⁠Seria eu insana ao dizer que estou lúcida dos meus atos egoísta de me afastar daquilo que me tira a paz.

Inserida por amanda_moreno

⁠Eu acho muito injusto eu ter que
me dopar de remédios todos os dias
para esquecer a dor que outras pessoas
me causaram e o vazio que isso deixou em mim.

Inserida por nicoli_ribeiro

⁠"Sinto saudades de mim,
de quem eu era, de quem eu queria ser.
Acho que esse é o problema, me perdi no presente,
e não me encontro no futuro".

Inserida por nicoli_ribeiro

⁠Eu, Évora e a Solidão -

É noite … Évora faz silêncio.
Caminho-a na penumbra,
meio triste, meio esquecido …
Sozinho, em direcção, não sei de quê – vou!
E vou em vão! Ou não! Talvez vá, bem sei …
Mas indo irei eu a parte alguma?!
Não sei! A parte incerta irei, por certo!
Mas irei … irei … Que os meus cansaços
não me turvam, nem me toldam,
nem dominam! Irei! Irei!
Caminhando pela umbra … vou além …
onde não cheguei ou alguém foi.
A avenida, o Hospital, carros a passar,
um caminho sinuoso por passeio,
árvores sem copa, folhas, tantas folhas -
secas - pelo chão … que piso!
Triste quadro. Minha vida. Pobre vida.
Eu, tão grande, “doente”, a pé, só,
por caminhos, tristes, sem tectos,
caminhando sobre folhas, secas,
esperanças fugidias … sou eu! Sou eu!
Um ser obsoleto! Alguém que sobra!
E é noite, cerrada – madrugada, infeliz.
Só eu e nada, Évora e a minha solidão.
Eu, meu coração, Évora e este “chão”...
E piso a noite, passo,
num passar que pisa a solidão.
E piso a vida, vou,
num ir que parece ser em vão!
Mas vou … E nunca, nunca aprendi a existir!
Esta dor de fora fáz-me exacto por dentro! Só ela!
E isso que vos importa?! Nada! Digam-no!
Das mãos de Deus o aceito, de vós o aceitarei,
sem reservas ou lamentos,
que tudo tem seu jeito! Terá?!
Quem sabe?! Tenho que ir …
se o quero saber, terei que ir …
deixando p'lo caminho os “corpos” de toda gente.
E dói-me o meu destino …
Não posso esperar por ninguém!
Pois não posso estar morto quando a morte vier!
Quero que ela mate em mim um vivo!
Por isso, vou, e deixo os “mortos” no caminho.
Os meus mortos!
Que estando vivos, são mortos! Mortos!
Meu caminho é por mim, é em mim,
por mim fora, de mim a mim …
E quem quererá ouvir ou entender
este espírito de coragem?!
Quem?! Onde?! … Se eu próprio o não entendo!
Se eu mesmo o não desvendo e desprezo!
E vou … indo … em frente …
Sequer olho para traz, que a saudade,
rói meu pensamento,
transformando coragem de ir, só,
em medo, ausência e lamento!
Não serei a estátua de sal das escrituras …
E não olho … não olho … e vou … e irei … sempre …
Em frente! Só! Em frente!

Inserida por Eliot

Mesmo que, secretamente, eu tenha sofrido a dor do improvável.
Asseguro-lhe, que sei o real valor da GRATIDÃO!

Inserida por Iacobusmb

⁠eu queria esta no lugar da minha vo falecida

Inserida por sou_o_luantuber009

Nem maiores filósofos conseguiram ser livres
imagine eu um homem comum

Inserida por Poeta7

⁠Uns conseguem ver a felicidade nas coisas, enquanto eu sou cega pela tristeza e solidão.

Inserida por dayane_souza_4

⁠Eu sou um revisor "frouxo", somente rejeitei um artigo até hoje.

Inserida por JorgeGuerraPires

⁠Eu tento pescar momentos incríveis num mar de uma vida revolta...

Inserida por AlbaAtroz

⁠Eu amo minhas postagens, pois posto tudo o que eu quero e pouco do que eu vivo. Isso depois que aprendi que a plateia apenas assiste, mas a vida de verdade é para os que participam.

Inserida por luisvicthorino

⁠"AMOR"
Falam para mim que eu devo acreditar no amor, mas toda vez que eu acredito é um tapa na cara diferente, ou a pessoa me usa para esquecer a outra, ou fingi gostar de mim ou até mesmo gosta porém desiste, nunca consigo entender se o problema é da minha geração que hoje em dia virou modinha ser assim ou se o problema é comigo só queria entender isso, talvez eu tenho que tentar me achar, talvez um dia eu sinta esse amor tão bom que as pessoas falam, talvez!

Inserida por anonimadadecpcao

⁠EU, POETA DO CERRADO

Eu, tenho o toque pulveroso do cerrado
O cheiro de mato, uma sensação plural
Uma imensidade, ora árido ora normal
Tão cheio de reconto e tom encantado
Projecto do chão de um céu encarnado
Num traço caipira, e sentimento igual
Escrevo com uma transmitância verbal
Bordando os amores, dores e o agrado

Eu, poeta do cerrado em construção
Aqui nasci, raiz, sonhador do sertão
Que canta, chora, sonha, faz poesia
Escrevo-me por inteiro, sou presente
Nos galhos tortos, no vento fremente
Eu, tenho o toque agreste da pradaria!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 outubro, 2022, 20’54” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol