Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Os políticos-influencers são Especialistas
só em duas coisas: gerar Despesas e Conteúdo
para a Política do Espetáculo.
Vivemos um tempo em que a Visibilidade passou a ser confundida com Relevância.
Em vez de prestar contas dos resultados, muitos Agentes Públicos passaram a Caçar likes, comentários, compartilhamentos, engajamento.
A Política, que deveria ser o espaço do planejamento, da negociação e da construção de Soluções Coletivas, transforma-se, frequentemente, em um Palco onde a Performance vale muito mais do que a Entrega.
Não há problema algum em um representante usar as Redes Sociais para informar, dialogar e prestar contas.
Muito pelo contrário: transparência e diálogo com o público são partes importantes da Democracia.
O problema surge quando a comunicação deixa de ser instrumento e se torna finalidade.
Quando a câmera passa a determinar a agenda, o gesto simbólico substitui a ação concreta e o algoritmo passa a valer mais do que o Interesse Público.
Nesse cenário, a lógica do Espetáculo produz uma inversão muito perigosa.
O anúncio importa mais que a obra.
A polêmica rende mais do que a proposta.
Vídeos viralizam, enquanto os problemas permanecem.
O mandato deixa de ser medido por Políticas Públicas eficientes e passa a ser avaliado pelo alcance das publicações.
O custo dessa transformação não se limita ao orçamento destinado à divulgação ou à produção de conteúdo.
O maior prejuízo é institucional.
A confiança nas instituições se desgasta quando a população percebe que há Excesso de Marketing e Escassez de Resultados.
A política perde profundidade, o debate público empobrece e temas complexos passam a ser tratados como produtos de consumo rápido.
Democracias sólidas precisam de representantes que Comuniquem bem, mas, acima de tudo, que Governem bem.
A boa presença digital deve ser consequência de um trabalho consistente, e não um substituto para ele.
Afinal, a função de um mandato não é colecionar visualizações, mas produzir transformações que resistam ao tempo — mesmo quando as câmeras já foram desligadas.
O Alessandro de hoje só está aqui
porque decidiu
—lá atrás —
agradar somente a ele.
Há momentos na vida nos quais a maior revolução não é conquistar o aplauso dos outros, mas silenciar a necessidade dele.
Quando você vive para atender às expectativas alheias, acaba se tornando personagem na história de outras pessoas.
Mas quando escolhe honrar a própria consciência, mesmo que isso desagrade alguns, você assume finalmente o protagonismo da sua própria história.
Agradar a si mesmo nunca significou egoísmo.
Significou respeitar seus valores, proteger sua paz, reconhecer seus limites e permanecer fiel àquilo que Deus colocou em seu coração.
Nem todos entenderam suas escolhas…
Alguns até chamaram de orgulho o que era só amadurecimento.
Outros confundiram seu silêncio com fraqueza, quando, na verdade, era sabedoria.
Houve quem se afastasse porque já não encontrava em você alguém disposto a viver para satisfazer vontades que não eram suas.
E tudo bem!
Porque a Liberdade sempre cobra o preço da incompreensão.
Hoje, olhando para trás, fica muito claro que as decisões mais difíceis foram justamente as que impediram que você se perdesse de si mesmo.
Cada “não” que você deu aos outros foi, muitas vezes, um “sim” para a pessoa que estava se tornando.
No fim, a pergunta nunca foi: “Quem ficou satisfeito com as escolhas da minha vida?”
A verdadeira pergunta sempre será: quando eu me encontrar diante do espelho e diante de Deus, terei vivido a Vida que me foi confiada ou apenas a vida que esperavam de mim?
Quem aprende a agradar primeiro a própria consciência caminha mais leve.
E quem vive em Paz consigo mesmo dificilmente será escravo da Aprovação Alheia.
Pior que
Alugar
a própria cabeça,
só fingir recusar o Aluguel.
Há quem diga que não se importa com as opiniões dos outros.
Que vive conforme a própria consciência, sem depender de aplausos ou críticas.
Mas basta um olhar atravessado, um comentário mal colocado ou a ausência de reconhecimento para que o humor mude, e as certezas vacilem.
Talvez o problema não seja só alugar a própria cabeça.
O pior é acreditar que ela nunca esteve ocupada.
Vivemos cercados por expectativas.
Da família, dos amigos, do trabalho, da sociedade…
Algumas são inevitáveis e até necessárias.
O perigo começa quando deixamos que essas vozes decidam quem somos, o que sentimos e até o valor que damos à nossa existência.
Fingir independência emocional é uma armadura muito bonita por fora, mas demasiadamente pesada por dentro.
Quem nega toda influência externa corre o risco de nunca perceber as correntes invisíveis que o prendem.
Somos — inevitavelmente — um pouquinho de tudo que consumimos.
A verdadeira liberdade não nasce da ilusão de que ninguém nos afeta, mas da consciência de escolher quais vozes merecem espaço em nós.
Alugar a própria cabeça é entregar as chaves dos próprios pensamentos.
Fingir que nunca as entregou é perder a chance de recuperá-las.
No fim, maturidade talvez seja isso: reconhecer que todos somos influenciados, mas que nem toda influência precisa se tornar inquilina.
Algumas opiniões podem até bater à porta, entrar para um café e ir embora.
Outras jamais deveriam receber uma cópia da chave.
Porque a paz não está em convencer o mundo de que somos inabaláveis.
Está em aprender, dia após dia, a morar novamente em nós mesmos.
Quase todos querem jogar, mas das arquibancadas. Na arena só ficam os bons, os que se acham, pedem para sair.
É fácil opinar quando não se está sob pressão, apontar erros quando não se assume nenhum risco e exigir coragem dos outros quando a própria segurança está garantida pela distância.
Da arquibancada, tudo parece simples: a jogada era óbvia, a decisão era fácil, o resultado poderia ter sido melhor.
Mas a arena revela aquilo que o discurso quase sempre esconde.
Ali não há espaço para a vaidade sobreviver por muito tempo.
O aplauso não substitui competência, a confiança exagerada não resiste ao primeiro golpe e quem entra apenas para provar que é melhor do que os outros logo descobre que a realidade não se impressiona com títulos que a pessoa atribuiu a si mesma.
Os bons não são necessariamente os que nunca erram.
São os que permanecem quando errar custa caro…
São os que aprendem com a queda e voltam para a disputa sem precisar convencer ninguém de sua grandeza.
Na arena, não basta querer parecer forte.
É preciso suportar o peso de estar em jogo.
Talvez por isso tantos prefiram as arquibancadas: dali é possível criticar sem se expor, exigir sem entregar e abandonar a partida sem jamais admitir que, quando chegou a hora de jogar, faltou coragem.
No fim, a vida costuma separar os que realmente querem fazer daqueles que apenas querem ser vistos como capazes de fazer.
E essa diferença só aparece quando chega a hora de entrar em campo.
Bons tempos eram os em que os políticos só saqueavam cofres públicos; agora saqueiam as cabeças apaixonadas.
Roubar dinheiro sempre foi uma atividade relativamente simples de compreender: havia um cofre, uma chave, um desvio e, quase sempre, algum rastro.
Já o saque das consciências é uma operação ainda muito mais sofisticada.
Não leva apenas recursos — leva discernimento, senso crítico e, sobretudo, a capacidade de desconfiar de quem promete pensar por nós.
O político que saqueia o erário deixa a conta para a sociedade pagar.
O que saqueia cabeças consegue algo ainda mais valioso: transforma o próprio prejudicado em defensor do saqueador.
A paixão política, quando substitui a reflexão, faz com que a vítima passe a vigiar o cofre em nome do ladrão.
E talvez essa seja a grande perversidade dos nossos tempos: já não é necessário convencer alguém de que determinada ideia é verdadeira; basta convencê-lo de que questioná-la é uma espécie de traição.
A partir daí, qualquer crítica vira ataque, qualquer evidência inconveniente vira conspiração e qualquer contradição é perdoada em nome da “causa”.
O saque perfeito não é aquele em que o ladrão foge levando tudo.
É aquele em que ele permanece no palanque, acena para a multidão e recebe aplausos daqueles que acabaram de entregar a própria capacidade de julgar.
Cofres podem ser reabastecidos.
Orçamentos podem ser recompostos.
Dinheiro, por mais doloroso que seja, pode voltar a circular.
Mas uma consciência sequestrada é outro problema.
Porque, quando alguém entrega a própria cabeça em troca de uma narrativa confortável, já não precisa de um político para roubá-la.
Mas para protegê-la do pensamento por conta própria.
Que Deus livre os “Imbatíveis” de serem abraçados pela mesma Depressão que só abraça os Dramáticos!
Talvez haja uma ironia bastante dolorosa nessa frase.
Como se a Depressão tivesse preferência por quem chora, por quem reclama, por quem demonstra fragilidade.
Como se aqueles que sorriem, trabalham, resolvem problemas e parecem carregar o mundo nas costas fossem naturalmente protegidos dela.
Infelizmente não são.
A Depressão não pergunta quem é forte.
Não consulta currículo, conta bancária, posição social, número de amigos ou quantidade de conquistas.
Ela pode alcançar justamente quem aprendeu a esconder tão bem as próprias dores que ninguém percebe quando o sofrimento chega ao extremo.
Talvez seja por isso que precisamos desconfiar um pouquinho dessa palavra tão admirada:“Imbatível”!
Há pessoas que passaram tanto tempo sendo fortes para os outros que esqueceram que também tinham o direito de desabar.
Pessoas que transformaram o “está tudo bem” em uma espécie de uniforme.
Pessoas que aprenderam a sorrir quando queriam pedir socorro.
E, enquanto alguns são chamados de dramáticos porque falam sobre o que sentem, outros são elogiados pela resistência — até que o silêncio deles se torne definitivo.
Precisamos parar de romantizar a invulnerabilidade.
Ninguém é imbatível o tempo inteiro.
Todo ser humano precisa, em algum momento, de colo, escuta, cuidado e ajuda.
Pedir ajuda não diminui ninguém.
Chorar não transforma ninguém em fraco.
Muito pelo contrário: “Reconhecer que precisamos de ajuda pode ser o pontapé que o problema precisa!”
Falar sobre depressão não é fazer drama.
E reconhecer que a própria mente está cansada pode ser, justamente, um dos principais atos de coragem.
Que Deus nos livre, portanto, não apenas da depressão, mas também da arrogância de acreditar que sabemos quem está sofrendo apenas pela maneira como essa pessoa se apresenta.
Porque, às vezes, quem mais diz “eu aguento” é justamente quem mais precisava ouvir:
“Você não precisa aguentar tudo sozinho.”
Que ligação?
Meu
telefone
só recebe Pix.
Talvez essa seja uma das frases mais sinceras dos nossos tempos.
O telefone, que um dia serviu para aproximar pessoas, ouvir a voz de quem estava do outro lado e perguntar, simplesmente, “como vai você?”, hoje parece ter adquirido uma nova função: lembrar que tudo tem preço.
Já não esperamos tanto por uma ligação de alguém que sente saudade.
Esperamos o aviso de transferência.
Não perguntamos “você chegou bem?”.
Perguntamos: “Caiu na conta?”.
E, entre uma notificação e outra, vamos confundindo presença com pagamento, afeto com conveniência e amizade com utilidade.
O problema não é o Pix.
Até então, ele é uma das sete maravilhas do país, quiçá do mundo.
O problema é quando ele passa a ser a única linguagem que ainda entendemos.
Vivemos conectados a milhares de pessoas e, paradoxalmente, cada vez mais distantes delas.
Temos aplicativos para conversar…
Chamadas de vídeo, mensagens instantâneas, redes sociais e toda sorte de tecnologia necessária para diminuir distâncias.
Mas, às vezes, falta justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue transferir: tempo, atenção, escuta e afeto.
Talvez o telefone continue recebendo ligações.
Nós é que desaprendemos a atendê-las.
E talvez seja hora de perguntar, antes de olhar para a tela: quem está tentando falar comigo — e por que eu só me lembro de ouvir quando há alguma coisa para receber?
Embora a Morte que deixa quase todos impactados seja só a Morte Física — muitos Depressivos vivem à exaustão,
de tanto Morrer à Prestação.
Há mortes que não têm velório, não recebem flores, não provocam abraços demorados nem interrompem a rotina de ninguém.
São mortes silenciosas, íntimas, que acontecem enquanto a pessoa continua levantando da cama, respondendo mensagens, trabalhando, sorrindo para fotografias e dizendo, quase por reflexo: “está tudo bem”.
A depressão, muitas vezes, não chega fazendo barulho.
Ela vai retirando, aos poucos, aquilo que dava sentido aos dias: a vontade, a esperança, o entusiasmo, a capacidade de imaginar um amanhã diferente.
E talvez uma das suas maiores crueldades seja essa: fazer alguém continuar existindo quando, por dentro, a existência já parece ter perdido o significado.
Morrer à prestação é acordar sem ter descansado, cumprir obrigações sem sentir presença, conversar sem conseguir dizer o que realmente dói.
É assistir à própria vida de algum lugar distante, como quem permanece no teatro depois de perder o interesse pela peça, mas não encontra forças para ir embora.
E o mundo, quase sempre, percebe apenas a morte definitiva.
Chora-se por quem partiu, mas raramente se pergunta quantas pessoas estão desaparecendo lentamente diante dos nossos olhos.
Talvez precisemos reaprender a prestar atenção às ausências dos que ainda caminham.
Ao amigo que deixou de procurar.
À pessoa que antes vibrava e agora apenas cumpre horários.
Ao sorriso que ficou automático.
Ao “não é nada” repetido tantas vezes que já virou um pedido silencioso de socorro.
Nem toda dor pede soluções imediatas.
Algumas pedem apenas presença.
Um ouvido que não julgue.
Uma pergunta sincera.
Um “eu estou aqui” que não seja apenas uma frase, mas uma permanência.
Porque há pessoas que não precisam que alguém as salve da morte; precisam, antes, que alguém as ajude a reencontrar motivos para continuar escolhendo a vida.
E talvez seja essa uma das formas mais profundas de humanidade: perceber que, enquanto lamentamos os mortos, também precisamos cuidar dos vivos — sobretudo daqueles que estão desaparecendo pouco a pouco, sem que ninguém perceba.
Ainda bem que os Políticos-influencers só conseguiram cooptar o Espectro Religioso Minoritário.
E, do outro lado, só arregimentar uma insignificante meia dúzia de gatos-pingados.
Porque, se tivessem conseguido transformar a fé da maioria em instrumento de disputa, talvez já não estivéssemos diante apenas de uma crise política, mas de uma crise de consciência.
A Religião, quando se deixa capturar pelo poder, corre o risco de trocar a mensagem pela bandeira, a compaixão pela conveniência e a reflexão pela obediência cega.
O altar passa a servir ao palanque, e a fé deixa de ser um caminho de transformação interior para se tornar uma ferramenta de mobilização exterior.
O problema não está nos Religiosos terem convicções políticas.
Todos e quaisquer cidadãos têm o direito de pensar, escolher e participar da vida pública.
O perigo começa quando alguém tenta convencer que sua preferência partidária é sinônimo de fidelidade a Deus — como se votar de um lado fosse prova de virtude e votar do outro fosse sinal de desvio moral.
Talvez seja justamente aí que devêssemos recuperar uma distinção fundamental: fé não é ideologia, político não é profeta e partido não é igreja.
Uma sociedade verdadeiramente livre precisa de pessoas capazes de discordar sem transformar o adversário em inimigo, de defender princípios sem idolatrar líderes e de questionar até aqueles que pensam como elas, inclusive quando esses líderes usam palavras sagradas para legitimar interesses muito terrenos.
A história já mostrou que parte do poder político gosta de vestir roupagens religiosas quando precisa parecer maior do que realmente é.
E também já mostrou que a religião perde sua força quando aceita ser esse figurino.
Que a fé permaneça muito maior que os partidos.
Que a consciência permaneça muito maior que as paixões políticas.
E que nenhuma urna consiga decidir aquilo que deveria permanecer inviolável: a capacidade de pensar de cada ser humano, discernir e escolher livremente.
Porque, quando a política consegue ocupar a cabeça, o coração e a consciência de alguém, já não precisa mais controlar seus votos.
Controla sua percepção da realidade.
Para acariciar o ego de tantos Políticos Apaixonados, só a enxurrada de Eleitores igualmente Apaixonados.
Há uma curiosa relação entre o Poder e a Paixão.
O Político Apaixonado por si mesmo precisa, quase sempre, de uma multidão igualmente Apaixonada por sua imagem.
Não basta governar: é preciso ser Admirado.
Não basta apresentar propostas: é preciso ser Aplaudido.
Não basta ocupar um cargo: é preciso transformar o cargo em palco e o eleitor em plateia.
E assim se estabelece uma espécie de romance coletivo, no qual a razão frequentemente perde espaço para a devoção.
O eleitor deixa de perguntar “o que ele fez?” e passa a perguntar “como alguém pode falar mal dele?”.
A crítica vira ofensa, a discordância vira traição e o político deixa de ser um representante temporário da sociedade para se tornar, aos olhos de alguns, uma espécie de personagem infalível.
O problema é que a democracia não foi feita para produzir fãs.
Foi feita para produzir cidadãos.
Político não precisa de amor incondicional; precisa de cobrança.
Não precisa de seguidores dispostos a justificar todos os seus erros; precisa de eleitores capazes de reconhecer acertos sem fechar os olhos para os abusos.
Afinal, quando a paixão política se torna maior que o compromisso com a verdade, o cidadão corre o risco de defender aquilo que, em qualquer outra circunstância, condenaria.
Talvez o maior perigo não esteja apenas no político que alimenta o próprio ego, mas no eleitor que entrega voluntariamente a própria capacidade de questionar.
Porque o poder se torna realmente perigoso quando encontra não apenas quem queira mandar, mas quem esteja disposto a acreditar em tudo.
No fim, a enxurrada de eleitores apaixonados pode até acariciar o ego de um político.
Mas somente uma sociedade consciente, crítica e disposta a pensar por conta própria consegue impedir que essa paixão transforme a política em culto — e o cidadão, em devoto.
Porque votar é escolher representantes.
Não é entregar a eles a nossa consciência.
Só se vê bem com os olhos cristãos; o essencial é invisível aos olhos puramente humanos.
Vivemos em um tempo que nos ensinou a enxergar quase tudo, menos aquilo que realmente importa.
Vemos aparências, conquistas, números, status, corpos, vitrines e máscaras.
Mas há realidades que não se deixam fotografar, medir ou exibir.
A fé nos convida a olhar para muito além do que os olhos alcançam.
Com olhos humanos, enxergamos o erro; com olhos cristãos, podemos enxergar a possibilidade de redenção.
Com olhos humanos, vemos a ferida; com olhos cristãos, procuramos compreender a dor que existe por trás dela.
Com olhos humanos, julgamos o que aparece; com olhos cristãos, aprendemos que só Deus conhece verdadeiramente o coração.
Talvez seja por isso que tantas vezes confundimos visibilidade com importância.
Achamos que aquilo que aparece merece mais valor do que aquilo que permanece escondido.
Entretanto, as maiores batalhas de alguém podem acontecer em silêncio.
As orações mais sinceras talvez nunca sejam publicadas.
Os gestos mais generosos podem jamais receber aplausos.
Cristo nos ensina justamente esse outro modo de ver: não o olhar que procura motivos para condenar, mas aquele que procura razões para amar.
Porque o essencial continua invisível aos olhos humanos.
Não se vê a esperança, mas ela sustenta.
Não se vê a fé, mas ela mantém de pé.
Não se vê o amor, mas ele transforma.
Não se vê a graça, mas ela pode reconstruir uma vida inteira.
Ter olhos cristãos não significa ignorar a realidade ou fechar os olhos para o mal.
Significa enxergar a realidade sem permitir que ela nos roube a compaixão.
É olhar para o mundo com discernimento, mas também com misericórdia; reconhecer a verdade sem perder a capacidade de amar.
No fim, talvez a verdadeira cegueira não seja não enxergar o que está diante de nós, mas enxergar tudo aquilo que é passageiro e não perceber aquilo que é eterno.
Que Deus nos ensine, então, a trocar o olhar apressado pelo olhar compassivo; o julgamento pela compreensão; a aparência pela essência.
Porque há coisas que somente a fé consegue enxergar.
E talvez seja justamente aí que comece a verdadeira visão.
O progresso da humanidade é o resultado da soma das realizações daqueles que acreditaram em seus sonhos.
Hoje o brinde é pelas palavras que só existem pra quem escreve — e por elas serem suficientes, mesmo sem chegar a ninguém.
VOCÊ ACREDITA MESMO?
- Que o tempo cura tudo. É SÓ ESPERAR?
- Que o dinheiro sempre chega em boa hora. É SÓ ESPERAR?
- Que quen espera sempre alcança. É SÓ ESPERAR? Então tá.
Sonhar pra quê?
Só pra ver a vida de outro prisma,
Só pra viver uma realidade surreal,
Só pra esquecer a vida real,
Só pra tentar o impossível,
Só pra acreditar que é possível.
Pra esquecer o ontem,
Pra viver uma nova vida,
Pra ver o amanhã,
Pra projetar a vida,
Pra tentar ver alguém.
Mas vale a pena?
Mas é possível?
Mas faz bem?
Mas convém?
Mas faz parte é a vida?
Sonhar, sonhar… sonhar!
A vida nos ensina desde cedo a viver em sociedade; só mais tarde compreendemos que a experiência coletiva é muito mais individual do que imaginávamos.
