⁠Que Deus livre os “Imbatíveis”... Alessandro Teodoro

⁠Que Deus livre os “Imbatíveis” de serem abraçados pela mesma Depressão que só abraça os Dramáticos! Talvez haja uma ironia bastante dolorosa nessa frase. Como ... Frase de Alessandro Teodoro.

⁠Que Deus livre os “Imbatíveis” de serem abraçados pela mesma Depressão que só abraça os Dramáticos!


Talvez haja uma ironia bastante dolorosa nessa frase.


Como se a Depressão tivesse preferência por quem chora, por quem reclama, por quem demonstra fragilidade.


Como se aqueles que sorriem, trabalham, resolvem problemas e parecem carregar o mundo nas costas fossem naturalmente protegidos dela.


Infelizmente não são.


A Depressão não pergunta quem é forte.


Não consulta currículo, conta bancária, posição social, número de amigos ou quantidade de conquistas.


Ela pode alcançar justamente quem aprendeu a esconder tão bem as próprias dores que ninguém percebe quando o sofrimento chega ao extremo.


Talvez seja por isso que precisamos desconfiar um pouquinho dessa palavra tão admirada:“Imbatível”!


Há pessoas que passaram tanto tempo sendo fortes para os outros que esqueceram que também tinham o direito de desabar.


Pessoas que transformaram o “está tudo bem” em uma espécie de uniforme.


Pessoas que aprenderam a sorrir quando queriam pedir socorro.


E, enquanto alguns são chamados de dramáticos porque falam sobre o que sentem, outros são elogiados pela resistência — até que o silêncio deles se torne definitivo.


Precisamos parar de romantizar a invulnerabilidade.


Ninguém é imbatível o tempo inteiro.


Todo ser humano precisa, em algum momento, de colo, escuta, cuidado e ajuda.


Pedir ajuda não diminui ninguém.


Chorar não transforma ninguém em fraco.


Muito pelo contrário: “Reconhecer que precisamos de ajuda pode ser o pontapé que o problema precisa!”


Falar sobre depressão não é fazer drama.


E reconhecer que a própria mente está cansada pode ser, justamente, um dos principais atos de coragem.


Que Deus nos livre, portanto, não apenas da depressão, mas também da arrogância de acreditar que sabemos quem está sofrendo apenas pela maneira como essa pessoa se apresenta.


Porque, às vezes, quem mais diz “eu aguento” é justamente quem mais precisava ouvir:


“Você não precisa aguentar tudo sozinho.”