⁠Os políticos-influencers são... Alessandro Teodoro

⁠Os políticos-influencers são Especialistas só em duas coisas: gerar Despesas e Conteúdo para a Política do Espetáculo. Vivemos um tempo em que a Visibilidade p... Frase de Alessandro Teodoro.

⁠Os políticos-influencers são Especialistas
só em duas coisas: gerar Despesas e Conteúdo
para a Política do Espetáculo.


Vivemos um tempo em que a Visibilidade passou a ser confundida com Relevância.


Em vez de prestar contas dos resultados, muitos Agentes Públicos passaram a Caçar likes, comentários, compartilhamentos, engajamento.


A Política, que deveria ser o espaço do planejamento, da negociação e da construção de Soluções Coletivas, transforma-se, frequentemente, em um Palco onde a Performance vale muito mais do que a Entrega.


Não há problema algum em um representante usar as Redes Sociais para informar, dialogar e prestar contas.


Muito pelo contrário: transparência e diálogo com o público são partes importantes da Democracia.


O problema surge quando a comunicação deixa de ser instrumento e se torna finalidade.


Quando a câmera passa a determinar a agenda, o gesto simbólico substitui a ação concreta e o algoritmo passa a valer mais do que o Interesse Público.


Nesse cenário, a lógica do Espetáculo produz uma inversão muito perigosa.


O anúncio importa mais que a obra.


A polêmica rende mais do que a proposta.


Vídeos viralizam, enquanto os problemas permanecem.


O mandato deixa de ser medido por Políticas Públicas eficientes e passa a ser avaliado pelo alcance das publicações.


O custo dessa transformação não se limita ao orçamento destinado à divulgação ou à produção de conteúdo.


O maior prejuízo é institucional.


A confiança nas instituições se desgasta quando a população percebe que há Excesso de Marketing e Escassez de Resultados.


A política perde profundidade, o debate público empobrece e temas complexos passam a ser tratados como produtos de consumo rápido.


Democracias sólidas precisam de representantes que Comuniquem bem, mas, acima de tudo, que Governem bem.


A boa presença digital deve ser consequência de um trabalho consistente, e não um substituto para ele.


Afinal, a função de um mandato não é colecionar visualizações, mas produzir transformações que resistam ao tempo — mesmo quando as câmeras já foram desligadas.