Eu Errei me Perdoa Poesia
Vamos lá
Conversar poesia
Viver em harmonia
E não deixar
Nunca de cantar
Vamos lá
Acabar com
essa guerra
De cobrir os
sonhos bons
E mover-se
até o som
Nunca parar
de tocar
Vamos lá...
A poesia é uma seta
apontada em minha direção,
pois toda alma de poeta
diverge de qualquer razão!
Traduz-se um sentimento
à revelia de qualquer forma de emoção
e o que é expresso em palavras
pode não ser amor, mas sempre será paixão!
A POESIA E A SOLIDÃO (B.A.S)
A poesia e a solidão sempre tiveram uma certa afinidade. O momento solitário sempre foi rico para o poeta, o filósofo e o místico.
Schopenhauer costumava dizer que a semana tem seis dias de sofrimento e um dia de tédio. As pessoas se escravizam demais no trabalho e terminam aprisionadas no tédio no último dia.
A nossa sociedade moderna perdeu a unidade, a mística, o olhar mais belo. Nos aprisionamos no capitalismo, liberalismo e outros "ismos". Com isso nos afastamos do utópico para reverenciar o "status quo". Como dizia o filósofo alemão Heidegger, nossa época é caracterizada pelo esquecimento do "ser". Nossas aspirações modernas são o "ter". Possuir cada vez mais e mais. Com isso um vazio existencial se instala em nós, destruindo-nos lentamente.
Precisamos acordar rápido para reavivar o Belo em nós. O homem moderno perdeu a capacidade criativa, gerada de si mesmo, perdeu sua identidade, sua singularidade, e mais, perdeu sua liberdade.
Valorizar a cultura, as artes, a criação espontânea, a religiosidade, a poesia são caminhos viáveis e alegres.
Enfim, as grandes mudanças ocorrem no silêncio, no vazio, na simplicidade. É preciso aquietar-se, mesmo que por um breve instante, e ouvir os versos que a vida nos dia. Dizia Rollo May: "Toda história do homem é um esforço para destruir a própria solidão".
(Bartolomeu Assis Souza, Jornal Lavoura e Comércio, Uberaba, 28/07/2001, Caderno Especial A-07)
Do velho caderno de poesia...
Tudo escuro além das linhas de seu corpo...
Posso ver o desenho iluminado pelo suor do quarto.
A canção tocando ao encontro sinuosos da pele, suas mãos querendo dançar...
Bailamos no céu descalços - como anjos caídos esparramos o fogo.
Quando abriu a porta,
O despertar sentinela de cada sonhos concebidos...
O retrato da existência sobre atinta óleo e pinceladas das próprias mãos...
Era o inicio e o fim da criação.
Ano de 2020.
Valha-me, Deus
Se é da carne o sentimento bom
O pensamento que me soa o tom
A poesia à toa
A nostalgia boa
Sou arquiteto de casa velha,
sou um tom que não interessa,
sou melodia muchada,
poesia falsificada,
moro na rua não visitada,
onde almas são lavadas,
e a minha é abandonada.
A última poesia
A última poesia
Dos olhos a correr
Dolorosas lágrimas
Sem nada dizer
Camuflados pensamentos
Largados na algibeira do tempo
Debruçados a sós
Vagam os sentidos
No profundo de nós
Ainda havia tanta coisa a dizer
Tanta poesia à fazer
Ainda havia um mundo inteiro
Dentro do meu ser.
O fim do laço a sua perfeição
O fim dos aplausos a sua entoação
O fim do grito de som aturdido
O final do capitulo do meu destino.
Enide Santos 28/12/14
Você está em cada poesia, sonho e canto meu.
Se atravessar a rua da felicidade, passa no meu apê também.
"É da inspiração do poeta
Que surge a poesia, escrita em pequenos versos
Onde grandes histórias surgem cheias de vida e rima
E como aquarelas se misturam aos sentimentos...
Encantam os olhos
Emociona a alma
Apaixona a donzela
A poesia é para o amante não correspondido
É para quem sofre iludido"
DONA E SENHORA
POESIA
Dona de minhas verdades,
Senhoras de meus devaneios,
Por ti, guardo em mim,
Á razão do teu existir.
O encanto do teu olhar e,
Os mistérios que veste e te envolve.
Por tua grandeza,
Minha alma viajante se esvairá e se reascendem de uma pura luz.
Minha mente se ilumina,
E os meus pensamentos. em voos,
Se destina ao teu destro destino que ás tuas vontades o destinastes..
Dona e soberana de meus ensejos.
Quando em mente, me vem os teus contos,
Logo vejo o meu ser sobressaltar entre ás letras e versos que no vão do meu imaginário se descreve por ti.
Retrato-te entre ás rimas e crônicas desta fina estampa do tempo que me á.
Ás vezes, te reescrevo em mente,
Outras,
Nas pautas dos verbos que me expressa á viva poesia de tua arte.
Decerto, somente te encontro,
Viva como á luz que me ilumina
Quando no meu interior, sinto-te florir.
Tu é dona dos meus acasos,
Senhoras de minhas inspirações.
Tu és os versos que versejo quando na noite escura. á voz do silêncio me cala.
Tu és dona de todo o meu universo expressivo.
Minha terna e doce senhora.
A mulher...
Acredita nos sonhos...
Nas fantasias... Na poesia...
A mulher busca... Não desanima...
A mulher é alegria... Dá a luz...
A mulher Ama... Seduz...
E conduz... Canta... E se encanta...
A mulher inventa e se alimenta de...
Todos seus sonhos e fantasias...
A pintura é poesia muda; a poesia, pintura cega.
Leonardo da Vinci
Já a música é a pintura e poesia sonora.
Saíde Jailane
Em cada beijo há um poema
Em cada abraço uma poesia
Em cada saudade um verso
Em cada desejo um soneto.
(...)
Poesia
Assim mais uma vez
vou escrevendo poesia
junto ao meu fardo
o silêncio
vou derrubando paredes
com as palavras
vou cobrindo com sal
os meus ferimentos
e lembrando da dor
que senti como à
de uma adaga perfurando
o meu coração
e assim eu sigo
depositando toda a minha dor
minhas vontades, meus desejos
em cada verso que se estende
escrevo para poder me expressar
escrevo para relaxar
escrevo pois é a única forma
de fugir da minha vazia realidade
me sinto um inútil pois
não sei onde é o meu lugar
me sinto um fracassado
por não ter vitória para contemplar
estou apenas aproveitando
tentando não pensar no tempo
fasendo dessa uma vida qualquer
como muitas outras
não sou perfeito e
nem quero ser
sou apenas um homem
escrevendo poesia.
Sou poesia, brisa macia.
Sou mulher que te encanta,
menina de ciranda.
Fragmento do Poema "Menina de Ciranda"
Possui Certificado de Registro Autoral CBL
Burocracia pede
Burocracia quer dar na cara
Se é pela burocracia
Vão titular poesia
Porque a burocracia não tem dó
Até nos peixes é ólhólhó
Poesia: Nunca é tarde demais para recomeçar a viver
Em Sua infindável misericórdia e graça, Deus quer nos levar a compreender que nunca é tarde demais para recomeçar a viver. Suas bondade e amor eternos sempre nos dão a condição de recomeçar através de Sua graça incomparável, perfeita e ímpar.
Essa graça, que nos leva a um renovo interior, nos concede alegria e pleno vigor, consolando-nos e edificando-nos, removendo todo o mal e dor.
Assim, renovamos nossa poderosa esperança, que jamais se cansa de manifestar a bondade de Deus, repleta de graça, e que nenhum mal pode desfazer.
Poesia, Em Tudo Dai Graças.
Tudo nesta vida é uma dádiva do nosso Criador, que, por Seu perfeito e imensurável amor, quer revelar que, enquanto há vida, ainda existe esperança.
Por isso, devemos trazer à memória tudo aquilo que nos traz alegria, fé e esperança. A cada momento, devemos dar graças, sabendo que, quando compreendemos a Sua bondade, amor e fidelidade, passamos a viver em plena felicidade.
Essa felicidade brota quando entendemos que a Sua graça é a força que nos move para vivermos tudo aquilo em que cremos.
Assim, aprendemos que devemos dar graças em tudo, para que tudo coopere a nosso favor, em cada clamor diante deste Deus perfeito, em cada traço do Seu amor.
De poesia em poesia,
lendo cada trecho,
minhas lágrimas corriam.
Deixou de ser belo...
Quem? O amor.
A dor contida nas palavras,
fez do amor melancolia...
Alegria virou lágrimas em brasa.
Quem saberá viver o amor como ele deve ser?
Não ouço uma voz de esperança,
nem na adulta que diz amar,
nem na adolescente que estar a sonhar.
Me angustia tantas belas palavras entregues a dor...
Poeta deveria viver
Para honrar a leveza do amor.
DÁ-ME NOVIDADE
Ó, cessai, que a sentida poesia entendia
insiste redizer, e o teu ressoar inquieta
se mistura com a tristura do triste poeta
não poetizando os encantos da alegria
Embora com a ilusão se junte, é vazia
a sensação, tudo falta e, é incompleta
a busca dum amor, de peso é repleta
a realidade é que tão pouco ela varia
Vai-se a razão, perde-se aquela paixão
lentas horas eternas, dura morosidade
num vagar amargo de tediosa alcova
Redigir sempre a mesma fria emoção
importuna a alma que quer liberdade
ó, destino, dá-me uma situação nova!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02 julho 2024, 05’33” – Araguari, MG
