Estranho
Eu não queria viver como um estranho, como um vagabundo no país de outra pessoa. Eu não queria viver entre pessoas cuja língua eu não falava e cuja riqueza permitiria que elas me desprezassem e me tratassem com condescendência.
É estranho, como, quem menos esperamos nos surpreende, mas mais estranho ainda é que as mesmas pessoas também nos magoa
Mágoa é o desgosto recolhido cujas marcas transparecem no semblante, nas palavras; tristeza, amargura, pesar. Um dia eu já falei sobre isso, mas acho que foi pouco. Está claro que o resultado das nossas expectativas frustradas em relação a nós mesmos e outras pessoas transparece um ato de completa infelicidade, por muitas vezes marcadas com cicatrizes profundas que nem o tempo poderá apagar. Quando criança achei que era o super homem e tentei atravessar uma porta de vidro, tinha 05 anos e carrego até hoje marcas desta loucura, era criança, mas lembro como hoje o desespero da minha mãe ao bater na porta da vizinha, abraçada comigo com meu braço enrolado num pano, pedindo socorro. Não sei porque me lembrei disso agora, mas com certeza marcou profundamente a minha mãe, que sempre me acolheu, mas comigo tenho certeza ela não ficou magoada, mães sempre esquecem. A imagem adulterada de alguém demonstra este sentimento desagradável, e até um certo ressentimento e que ao estranho pode gerar compaixão. Não quero ser vítima nem que sintam piedade apenas quero ser compreendida. Amanheceu um novo e belo dia nasceu, e agradeço sempre a Deus por permitir fazer existir, o resto o tempo irá levar, afinal tudo passa!
É estranho quando chegamos naquele momento da vida em que todos estão indo embora. Não partindo, mas morrendo. Você começa a sentir um vazio. A vida escorre por nossas mãos.
Deus, um sujeito estranho. Ele diz para cada religião o que fazer e elas não se entendem em nada. #erapraserisso?
Perdemos a ingenuidade, pois confirmamos que o ser humano teme tudo aquilo que não conhece; tudo aquilo que o é diferente, que o é estranho, que o é contrário e mais uma vez, perdemos.
Ele acenou para Sílvia, que o cumprimentou de longe, e depois ele sorriu e acenou para mim. Sorri e acenei de volta e naquele momento a cena congelou como em um filme e a seguinte frase tomou conta de minha mente: "não é estranho...?" Talvez "estranho" não seja a palavra adequada e sim "curioso" ou ainda "espantoso". "Não é espantoso quando um grande amor se torna um estranho?". A cena voltou a rodar, assim como os ponteiros do relógio, meus saltos no chão e eu não senti nada. Ele ainda tinha aquele sorriso encantador do qual que me lembrava, os cabelos arrepiados e até vestia as mesmas roupas, mas algo estava diferente pois minhas pernas não amoleciam, meu coração não disparava e não havia um panapaná revoando meu estômago. Na verdade, tudo estava absolutamente igual; quem tinha mudado era eu; eu não o amava mais. Então volto ao meu raciocínio anterior: "Não é curioso quando um grande amor se torna um estranho?". É estranho...
Com muita frequência, tendemos a reduzir o que é estranho ao que é familiar. Eu pretendo restaurar o familiar ao estranho.
É estranho como, com o passar do tempo, vamos abrindo mão de coisas de que gostamos sem nem perceber, quase como se esquecêssemos do que faz parte de nós. Como se esquecêssemos de uma parte de quem somos.
De repente, eu me calei.
Me encostei no canto da parede e deslizei até o chão.
Não tinha acontecido nada, isso era o mais estranho, não havia motivos, eu acho.
Inclinei minha cabeça até senti-la pressionada e olhei fixamente pro nada, na linha do horizonte de onde eu estava.
A sensação podia ser descrita como aquele momento que você tem a palavra na ponta da língua e não consegue pronunciar. É uma sensação incomoda, angustiante. Mas também não há pensamentos, nem sentimento de choro, nem de abandono, nem falta de algo, só minha mente silenciosa, batimentos cardíacos calmos. Está tudo completo. Não há nada do que reclamar. No entanto, é como se nada daquilo fizesse sentido, mas eu não cogito em pensar muito sobre isso porque nem eu mesmo sei explicar, só sei sentir, sentir que algo está errado mas não sei o que é e isso começa a me preocupar.
Eu sem você aqui sou tipo esse refrão
Cantado só na voz sem som do violão
Estranho né, estranho né
E com você eu acho a melodia certa
O que tava faltando, cê completa
Melhor né
Bem melhor né
Eu sem você, estranho né
Estranho Sentimento
Estranho esse sentimento, ora juntos
e em outras separados.
Entre sorrisos e seriedade, o meu querer
vive.
Te perguntar não posso, pois um retrato
nada diz.
Em meu íntimo gostaria que dele saísses
e a mim a verdade dissesses.
Boa ou ruim só me importaria ali estares,
e isso bastaria para me fazer feliz.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Do passado ficam vagas lembranças. No presente? O meu dia a dia com muitas alegrias e um sentimento estranho, mas esperançoso que no meu amanhã, algo de bom tome conta da minha vida.
Sei lá, para mim é diferente o jeito que eu me iludir achando que conhecia muito alguém, quando na verdade esse 'alguém' era um completo estranho.
