Estranho
“A cada dez palavras que eu falo, onze é você”
é como me sinto nestes últimos dias,
só que você não sabe disso... e é estranho.
É estranho porque é um sentimento inesperado.
É estranho porque o teu sorriso é enigmático.
É estranho porque nem sequer nos conhecemos.
Mas talvez você queira saber a fonte de tudo isso,
o que poderia render uma outra longa história
E teu sorriso deixaria de ser enigmático
E tudo deixaria de ser apenas estranho!
Estamos num mundo onde poucas pessoas compreendem as claras e profundas diferenças dos conceitos que regem nossa convivência. E os poucos que compreendem e praticam esses conceitos são tratados como estranhos, antiquados e loucos.
Não sei o quão estranho seria se eu pedisse pra algo que já foi embora ficar em minha vida. Mas sei que alguma parte sua ainda existe em mim, e se eu estiver certa, quero que ela fique.
É estranho se afastar de alguém que você pensava nunca se afastar. É como se você perdesse um rim, você vive sem ele mas sabe que sempre irá fazer falta.
Tudo parece tão diferente daquilo que sonhei... Tudo estranho!!! A decepção nos envergonha e nos humilha. Contudo, assim como a dor; ela nos torna mais maduros.
É certo!
É errado?
É arriscado, estranho e confuso...
É um caldeirão de medo e coragem, de incertezas e certezas do querer..., do que estar por vir, para o bem e para o mal.
É doloroso, é prisão.
É patético e infantil!
São duas perfeitas linhas que apontam a direção.
É decisão!
É sim, ou não?
Mais porque não o “talvez”?
Será que viver no meio termo não é viver?
Porque não fingir?
Não para nós, que já sabemos!
Mais para aqueles que não precisam, tão pouco, merecem saber?!
Será que simular, será que a incerteza é a convicção do viver de ilusão, de fantasias?
E porque não tentar, arriscar, prender, libertar-se... e ser feliz...?
" murmurou que eu era uma pessoa estranha, que gostava de mim decerto por isso mesmo, mas que um dia, pelos mesmos motivos, era capaz de passar os sentimentos contrários"
Estou me sentindo estranho, não tenho mais sono, estou muito calado e pensativo. Tem um buraco enorme no meu peito, mesmo estando rodeado de pessoas que me amam, não sei explicar. Ando de moto com a cabeça a mil, a noite é minha companheira, as estrelas parecem estar mais lindas, o silêncio é maravilhoso e o frio parece me abraçar.
Como motoboy, tenho contato com muitas pessoas e acabo conhecendo a maioria delas, suas histórias, amores, rancores e, principalmente, seus olhares diferentes. Vejo muitas pessoas fingindo ser felizes, a ganância sendo maior do que o sentimento e lugares cheios com pessoas vazias. Não estou bem, parece que ando observando mais a vida, dando importância em tudo que vale a pena. Mas por que esse vazio?
Estranho gostar de alguém que ainda não beijei, não toquei, não peguei na mão, não abracei... Mas o que acho mais estranho ainda é que quando teclamos, eu sinto vontade de colar em você e cuidar.
É formidável como alguém que outrora era um estranho, se pode tornar em alguém tão importante.
É triste como alguém que foi importante, se pode tornar num estranho.
A hora morta
Por mais estranho que pareça, a hora morta não é aquela em que passamos nosso tempo sem fazer nada. Isso se chama ociosidade. A hora morta é aquela em que fazemos algo a que fomos obrigados por nosso instinto de agradar ao outro.
Estranho como a vida acontece, quando você menos espera aparece um estranho que move seu mundo completamente para outra galáxia.
