Escrita
Não há problemas com a vaidade na escrita de um autor. Contanto que ele tenha compromisso com a verdade.
A escrita não existe a menos que haja alguém para lê-la, e cada leitor vai levar algo diferente de um livro, de um capítulo, de uma linha.
ETERNAMENTE
Sobre o sonho escrevi teu nome um dia
Mas a ilusão a levou tal escrita na areia
Onde o mar apaga, insisto, mas todavia
A onda varre, antes que o destino a leia
E o fado repete. Tudo passa, tudo é vão
O que é mortal tem seu tempo. O final
E nós passaremos, e os sonhos ficarão
Afinal, o que importa é a ventura total
E, assim, me parece que só o vil perece
Não! O amor, o afeto, nem tudo some
O coração consome, a alma engrandece
Nos meus versos, eterno é o seu nome!
E, na poética, o viver, felicidade incontida
Pois, viverá o amor enquanto haver vida!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 de maio, 2021, 15’42” – Araguari, MG
Existem duas pessoas que sempre me incentivaram na escrita, mas eu nunca tive coragem estou escrevendo anonimamente e um me descobriu e o outro, bom o outro eu amo e não posso permitir que ele leia... Mas enfim é incrível...
Não escrevo para um livro ou para reconhecimento, escrevo porque é terapia porque alivia, porque é alma...
E agradeço a você amiga...
Anonimamente...
Para vocês...
SL
Palco Poético.
Por um lado,
Somos dramaturgos na escrita , na vida e etc...
Por outro lado,
Somos um melodrama com certos personagens que criamos em nós mesmos e com quem convivemos.
Somos colecionadores e telespetadores de cenas reais e irreais.
Dedico esse poema aos dramaturgos dos palcos teatrais.
Uma cena!
Uma palavra !
Uma atitude pode mudar o contexto de uma vida ou de uma peça de teatro.
Conflitos entre olhares.
Damos então vidas aos cenários principais.
Moças dramáticas nas verdades e nas ilusões.
Cortinas coloridas que nunca se fecham.
Modo automático no que faz.
Rapazes de boas competências.
Um atrito na comédia que merece aplausos.
Telenovelas vivas.
Significados de um jardim de jasmim em suas escritas.
O Poeta cênico escreve.
Na Alma cinematográfica corre um alfabeto nas veias.
Atua como membro acrobático que não é unilateral,
Suspense!
Drama, ação e terror.
Na vida que levamos no dia a dia.
Somos todos dramaturgos.
Nem que seja um pouquinho.
Somos sim.
Artistas, viventes nessa vida real.
Personagens vivos.
Somos nós mesmos.
Dono de cada texto ou peça teatral.
Na dramaturgia da vida.
E que não tem ,
Outra igual...
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Onde a ironia existe, como na escrita sofisticada, ela precisa contar com a inteligência do leitor para reconhecê-la.
A escrita é a arte de criar seu próprio mundo. Vindo de contos, crônicas e romances. Fugir da realidade ou criticá-la, sentimentos genuínos como amor, solidão, paixão, felicidade, tristeza, coragem, medo e improvisação estão presente nas maravilhas da escrita. Vejo e revejo minha criação, personagens e a construção promissora de minha arte. O melhor é ser diferente dos demais escritores.
A escrita é igual a lei de Lavoisier sobre a natureza:
"Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"!
Por isso, estará sempre atual e contemporânea.
O tempo passou tão rapidamente; a história foi escrita; o legado foi deixado; bons tempos e boas conquistas; poderia ter vivido mais para continuar construindo essa história.
Mais importante do que a palavra escrita, é o que vivi e continuo vivendo, são as pessoas que conheci, com quem conversei e que me ensinaram quase tudo.
Você é o meu guia, o meu papel; com a caneta visível, esperando a escrita e nisso vosso guia se transformará em uma bela poesia.
Por que, por que, quando mais precisamos da ajuda, do toque, da palavra escrita ou proferida, da presença, bem juntinha, ao nosso lado, não encontramos ressonância, acolhida, abraço bem apertado, de outrem??? Por quê???
Meditação de Semana Santa para jovens, escrita pelo Padre Hurtado a bordo de um barco de carga, regressando dos Estados Unidos, em 1946.
PARTE I
Um presente de Deus para mim, foi uma viagem de barco de 30 dias, saindo de Nova York a Valparaíso. Pela generosidade do gentil Capitão tive um lugar na mesa na ponte de comando, ao lado do timoneiro, onde fui para trabalhar tranquilo com luz, ar, linda vista... A única distração eram as vozes das ordens com relação ao curso da viagem. E aí fiquei sabendo que o timoneiro, como me disse o Comandante, carrega nossas vidas nas mãos porque comanda o navio. O rumo de navegação é o mais importante.
Um piloto o chama constantemente, o segue passo a passo por sob o gráfico, e o controla tomando o ângulo do sol e do horizonte; fica inquieto em dias nublados porque não pode verificar o que está escrito na lousa na frente do timoneiro, eles recebem comandos que, para ter certeza de que os entendeu, ele deve repetir cada um. "Para bombordo, para estibordo, um pouco para bombordo, e por aí vai...". São vozes de ordem que aprendi e não esquecerei.
Cada vez que subia em alguma ponte e via o trabalho do timoneiro, não conseguia deixar de fazer uma meditação fundamental, a mais fundamental de todas, aquela que define o rumo da nossa vida. Em Nova York, uma infinidade de navios, de todos os tipos. O que os diferencia mais fundamentalmente? A direção que eles irão tomar. O mesmo navio em Valparaíso tinha como destino Nova York ou Rio de Janeiro; em Nova York, com destino a Liverpool ou Valparaíso.
Apreciar a necessidade de levar a sério o rumo. Em um barco, o Piloto que se descuida, é despedido por justa causa, porque está brincando com algo sagrado demais. E na vida, como cuidamos do nosso rumo? Qual é o seu rumo? Se fosse necessário insistir ainda mais nessa ideia, peço a cada um de vocês que dê uma maior importância, porque acertar nisso, é simplesmente ganhar; falhar nisso é simplesmente perder tudo. Sim, magníficos navio são construídos todos os anos. E sim, me sinto tentado por sua beleza e subo nele sem saber de seu rumo... corro o pequeno risco, de ao invés de chegar ao Chile, acabe por ver rostos filipinos.
Quantos vão assim, sem rumo e perdem suas vidas... acabam por gastá-la miseravelmente, se esbanjam sem sentido, sem fazer o bem para alguém, sem alegria para si e para os demais, e depois de algum tempo, sentem a tragédia de viver sem sentido. Alguns seguem seu curso no tempo, outros naufragam em alto mar, ou morrem por falta de comida, perdidos ou vão se espatifar em uma praia solitária!
O trágico problema da falta de rumo, talvez o mais trágico problemas da vida. Aquele que perde mais vidas, é o responsável pelos maiores fracassos. Penso que se as armadilhas morais fossem físicas e nossa conduta fosse um navio de ferro, por mais sólido que fosse construído, não sobraria nada além de destroços, se não tivéssemos em conta o rumo de nossa vida.
