Escrevo e parece que não Leio
E mais uma vez eu visito sua página no Facebook e quebro a minha promessa. Eu leio seus posts, reviro comentários e fico babando as suas fotos. Na segunda faria uma semana que eu já não passava por lá. Mas eu não tenho jeito. Sempre volto.
A palavra que me acompanha todo o dia e me ajuda a tomar decisões é o verso bíblico que leio logo ao acordar.
Brilhou nos olhos seus, o sentimento.
Eu os leio com tanta facilidade.
Histórias indesejáveis de uma metrópole que cai.
E transborda sobre o vermelho, o cinza.
De um mundo inorgânico, sem reservas.
E a continuação deste livro escorre em lágrimas até seus lábios, agora únicos.
Traduzir num beijo esta linguagem.
Sentir o calor do seu corpo contra o meu.
acreditar que existe tal coisa como um eterno amor.
Ser feliz ao menos por um momento.
Contar meus pensamentos sem escondê-los.
Definir seu rosto sorridente.
Acreditar nos milagres seus.
Viver em um mundo inconsciente.
E fazer parte de uma dessas histórias...
Ser o personagem principal de suas crônicas de amor...
Sonhar com você dizendo que me ama.
Sentir na pele a sensação de alegria.
Almejar a tão gloriosa Victória.
Nunca fiz muitos amigos, ou ao menos amigos íntimos. Acho que por isso leio tanto. Os livros são meus verdadeiros companheiros.
O que mais me confunde e a tristeza que leio em teus olhos e as palavras que ouço do teu silêncio, quando digo: nunca mais !
Tenho seus poemas tatuados para meu longo conforto, às vezes os leio a esmo desmanchando possível mácula. Dentro de uma garrafa de fino gargalo torto, com as letras distorcidas que renasceram de um cálido aborto, leio um romance barato que se tornou simpática fábula.
Quanto mais leio, mais me convenço de que sei muito pouco; que o meu saber é uma gota d’água no oceano do conhecimento universal. Quanto mais vivo, mais admiro a arrogância de certos jovens, que mal sabem de onde vieram e para onde vão, e outros de qualquer idade, cuja verborragia ostentatória, pedante, superficial e acusatória sem causa confundem com saber. Falam como se fossem os mestres de seus próprios mestres e de todo o universo. Também é exasperante a arrogância militante dos neófitos que agem como discípulos de livros (seja sagrado ou não), como papagaios a repetirem slogans e verdades de dois lados, para que se escolham um, configurando um discurso ideológico auto-suficiente, auto-defensivo e tipicamente religioso, mas nada filosófico. Apesar de tudo, tento compreendê-los e ser paciente. Afinal: “Homo sum, humani nihil a me alienum puto” (Sou homem, nada do que é humano me é estranho).
Leio sempre o mesmo livro, folheio sempre as mesmas páginas. A história fala de um homem e uma mulher que não tiveram coragem de se entregar a uma grande paixão e deixar pra história a mas bela história de amor.
Tem certas coisas que eu leio..Umas coisas, uns textos que me dá tipo um sei lá o quê...
tipo, não sei, um revestrés no estomago, uma coisa esquisita no cérebro...
um curto circuito no intelecto... Parece um certo tipo de apelação, uma chamada de comercial forçada sem graça...
Não vejo verdade, não sinto emoção... É isso...
O que me incomoda em muitos dos escritores que leio é quando se escondem atrás das palavras. Querem demonstrar encanto onde não há. Tentam dar glamour ao lixo. E temem se arriscar e dar a cara para bater. Transferindo isso para a sociedade atual, é algo que também me incomoda. Pessoas se escondendo atrás de carapuças glamourosas e bancando as simpáticas. Atuando muitas vezes de forma lamentável e cínica. Preferindo executar um papel postiço a ser fiel e admitir sua própria natureza. Tudo isso para agradar a terceiros e buscar respeito de uma sociedade cada vez mais desprezível e hipócrita.
Eu não leio a mente dele, e nem sei do que se passa, então é por isso,que esqueço de tudo de mal que me fez, e não consigo esquecer quem já esqueceu de mim...
É tanta moralidade que eu leio na internet, que se isso fosse posto em prática, o mundo não teria problemas...
Eu ainda sou a mesma. Brinco, sorrio, sou feliz. Ainda escuto aquelas mesmas músicas, leio os mesmos textos, escrevo com as mesmas palavras, sonho com os mesmos sonhos. Porém, dessa vez eu adicionei um pouco do novo a isso tudo. Adicionei mais músicas a mim, novos textos, palavras e sonhos. Novas idéias que me moldaram, mas isso não significa que eu mudei. Eu ainda sou a mesma. Eu somente cresci, amadureci.
Cada vez que leio , me imagino dentro da história ,choro ,fico alegre,até com raiva . Não vejo o livro como apenas um pedaço de papel ,mas sim como um portal , um portal ,para um novo universo ,onde as palavras são a minha guia ,e a imaginação a minha estrada.
Cada livro que leio cria em mim um sentimento de valor e importância. O medo aumenta também, pois sei que a curiosidade matou o gato, mas lhe deu mais 6 vidas.
Escrevi um poema pra minha mãe há mais de 3 anos, e até hoje eu choro quando leio.
Principalmente quando chego na última estrofe, que aliás foi por onde comecei a escrever o poema.
Mania maluca minha que eu tinha, na época, de começar a escrever os poemas, contos etc pelo final, e aí só depois vinha na mente a ideia do início e do meio.
Eu poderia tentar, mas admito que dificilmente outra homenagem que eu fizesse chegaria no mesmo nível.
Fato é que o escritor "limita" o próprio potencial quando ele escreve de coração
E esse é um retrato fiel.
Te amo, mãe.
"Toda vez que leio na Bíblia as doces palavras do Senhor Jesus Cristo, percebo o quanto eu preciso melhorar".
Anderson Silva
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