Escrevo e parece que não Leio
Escrevo como se estivesse seguro da verdade de minhas afirmações, mas o escrevo simplesmente como a forma mais cômoda de expressão e não como testemunho de excessiva confiança em mim mesmo; ou como convicção da infalibilidade de minhas simples concepções sobre problemas de fato terrivelmente complexos
Hoje, eu escrevo essa carta que não irá falar de amor, dessa vez não será alegria, sabe, já fui feliz em alguma parte da minha vida, não sei se ontem, ou anteontem, mas já fui feliz, já senti o cheiro das flores, já me banhei na chuva, já beijei a boca de alguém que amei, já deitei em seus braços, já saímos pela madrugada só nós dois, já sonhei um futuro, já amei alguém, já acreditei na humanidade, já ajudei alguém, já aliviei a dor de uma pessoa, já dormi cedo e acordei sorrindo, já aguardei mensagem de alguém que sempre amei, já fui amado, já fui respondido rápido, já fui tratado como rei, já te tive ao meu lado, já sonhei com o nosso futuro, já imaginei um casamento com você, já planejei nossas viagens, já te vi no futuro bem grudadinho a mim, já senti seu perfume, já fui feliz, não te vejo mais, não te beijo mais, não sinto seu perfume mais, não te namoro mais, não te tenho, não vivo mais, não tenho mais coração, pois hoje eu MORRI.
"Eu escrevo, não pelo bem da glória, não pelo bem da fama, não pelo bem do sucesso, mas pelo bem da minha alma".
Em tudo que escrevo,deixo, portanto, um pedaço de mim, logo, quem estiver lendo estas linhas não está lendo letras sem vida, mas estão vendo um pedaço do verdadeiro Gabriel, o Gabriel sem armadura, sem muro, sem defesa, o Gabriel totalmente desprotegido, o real, o homem que seria sem todas essas proteções...
"Penso, porisso escrevo. Vai que um dia corro na caixinha dos meus manuscritos e utilizo pra meditar. Ou quem sabe, melhor. Fazer você mesmo meditar comigo"
—By Coelhinha
Escrevo pensamentos por generosidade muitas vezes sem a devida atenção e correção sintática e ortográfica. Ora por aproveitamento da ideia que flui em um hiato e ao mesmo movimento para aproveitar o tempo hábil que tenho para escrever, afinal minha equipe desde o principio é diminuta de três - Deus, minha estrela e eu. Sendo assim, quando meu pensamento for bom mas assassina a nossa bela língua portuguesa, me corrijam generosamente também, por favor.
A poesia é o ato de fato, que falo, faço ou escrevo do jeito próprio que se quer com rimas perfeitas ou palavras inventadas.E o poeta é todo aquele ou aquela que se incomoda ou pela própria natureza das incertezas já nasceu e cresceu incomodado.O poema não é triste nem alegre o tempo inteiro mas existe e persiste por que há um incomodado.
Adivinha, as linhas que hoje escrevo, são livres, não estão mais ligadas ao passado.
São apenas relatos soltos de momentos ao vento.
Não carregam as sombras do passado, nem tampouco relatos de você.
Então, pare, apenas pare de tentar decifrar o que nunca foi capaz; pare de querer decifrar minha vida!
Cuide de seu palácio, porque do meu, cuido eu!
Quando escrevo, raramente volto aos meus textos, pois fico achando que vou achar minhas palavras ridículas e apagarei tudo. Já aconteceu algumas vezes. Ultimamente tem sido diferente, volto a eles e gosto do que escrevo. Acho que estou começando a me aceitar como escritora.
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