Escrevo
Sede de amor... Esta minha sede tão sagrada! Não é brincadeira, não escrevo por escrever. Mas tenho sede de amor, sinto aquela falta das coisas com essência, daqueles doces sentimentos. Este mundo me deixa tão longe daquela vida doce que deveria acontecer naturalmente, da ternura que meu coração sempre teve, daquela paz que existe na alma. Parece que temos que lutar por essas coisas agora. Temos que insistir naquilo que somos para ninguém tomar aquilo da gente. São coisas que os homens estão substituindo em suas vidas. E nessa minoria que me tornei, devo lutar pela água que mata minha sede. Minha alma precisa viver, precisa dessas coisas boas para não secar.
E como se me faltasse água, minha garganta esta seca. Só frieza e egoísmo encontramos por aí.
Esta falta de amor me mata...
Então me diz como vai ser essa história... Vai se tornar apenas mais um livro que escrevo e que vai se juntar aos outros com suas paginas amarelas, antigas e corroídas da minha estante? Ou então me faça entender que é apenas o inicio de uma saga sem fim.
Não sou eu que escrevo minhas frases, as palavras saem da alma para o papel, bato os dedos no teclado sem ordem ou rabisco no papel, o formato e a ordem é Deus que faz, faz ser traduzido os sentimentos para o entendimento humano...
Escrevo-te agora palavras mudas que não podem chegar aos teus ouvidos. Esquivo-me em meus pensamentos, e, todos eles em um valsar inconstante, memoram-me cada instante de tua presença.
Morro pro mundo real quando escrevo; meu mundo é fantástico realmente por não ser real, crio o que quero nos meus romances inventados. As coisas só tem a melhorar quando tudo vai mal.
Não posso exigir das pessoas que leia e entenda o que escrevo, posso
Apenas escrever e esperar o tempo dirá .
AQUARELAS DE MIM
Erijo monólitos de mim quando escrevo
Erijo exílios em mim quando escrevo
Erijo céticas catedrais de paz em mim quando escrevo
Erijo no chão de cimento da minha verve
Girassóis do mágico vento quando escrevo.
Faço do silêncio interno
A mais fragorosa música quando eu escrevo
Faço da crédula e velhaca ressonância dos
Corais de zagais modernos
Estro para revelar o sabor malsão de seu mel malévolo
Quando escrevo.
Pincelo alcovas para o vácuo dormir comigo
Quando escrevo.
Pincelo AKs-47 para soçobrar os majestosos castelos da demagoga e harpíaca
Eloquência quando escrevo.
Pincelo uma miríade de pernas sôfregas por cosmopolismo
Quando eu escrevo.
Pincelo heterônimos bidimensionais
Quando escrevo.
Degusto o sol da catarse
Ao pincelar a mim mesmo quando escrevo.
Sou disco bicromático quando escrevo.
Sou relva, revoada e guepardo quando escrevo.
Sou faca cega, lâmina de dois gumes e pedra lascada quando escrevo.
Sou água-viva, letargia e águia quando escrevo.
Sou aquarela sem pais, aquarela sem limiar e aquarela sem medo.
Afinal, quando eu escrevo,
Sou aquarela inerme, aquarela do caos, aquarela indigente:
Sem nome, sem baile, sem lápide, sem brumas ou testamento!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Escrevo tão e somente para sentir-me viva.
É meu oxigênio, sangue que pulsa em minhas veias, enorme desejo de respirar livre.
Escrevo e sinto meu coração acelerar de êxtase, sinto meu corpo ir e voltar ao infinito em menos de minutos,
sinto a força da renovação, a fé de espírito.
Escrever sempre foi meu refúgio, amigo oculto, passo dado rumo ao céu. Não saberia seguir adiante sem explodir, sem falar tudo que engasga em minh'alma.
Não saberia viver, então.
Sou isso, uma força contida em palavras, sou um enigma, uma interrogação.
Não me conheço, até que eu mesma me descreva, me exponha, fale sobre mim intimamente e subjetivamente através do que é a minha vida:
o que escrevo, sou, permaneço.
PrincesaExcitação Poética MinhaPrincesa quando escrevo, eu me excitoSó, de amor, pensar em ti...Sinto as entranhas ardendo,Vou com prazer remoendoO que contigo vivi.Ondas de calor me afagam,Sofro a dor dos desejos.E cada verso transpiraA excitação que me inspiraA buscar mais por teus beijos.Cada poema que façoÉ como amor fazer:Tomar-te em mim, amado,Sentir teu corpo adoradoPenetrando em meu querer...Rolam as letras que traçoComo rolamos nós dois...E permanecem mostrando,Nosso prazer expressandoAntes, durante... e depois...
poesias de horlando karinhoso
O pensamento que te escrevo tenhas a certeza que é meu, pois serás feliz pra sempre se o meu coração for teu...
Só quando escrevo consigo juntar meu pensamento com o que meu coração diz. Em nenhuma ocasião consigo agir com razão e emoção. Quando ajo com razão meu coração se estraçalha e quando ajo com emoção, o meu pensamento me deixa pequeno, fraco, com medo, querendo acabar com a minha esperança de estar sendo feliz com minha decisão. Enquanto na realidade não consigo somar razão + emoção, eu imagino qualquer resultado. As duas palavras que não tem atração, mas eu sonho acordado querendo aprendizado de somar essas duas palavras e encontrar seu resultado.
Um dia eu escrevo um livro sobre você, quando eu acabar não terei tempo de ler, pois passei a minha vida inteira ao seu lado para te descrever
- Relacionados
- Eco
- Escrevo e parece que não Leio
- Escrever porque Escrevo
