Escrevo
VIDA
Faz tempo que não escrevo nesse diário
Já é hora de deixa-lo de lado
Comecei a escrever quando achava que algo ia acontecer
Nada aconteceu
E o diário perdeu o seu significado
Hoje no colégio fiquei nervosa e senti tontura
meus amigos pediram para me acompanhar até em casa
passei na farmácia e comprei um analgésico
Estou grávida vou ter um filho
Em dias incertos tive relações
Talvez seja um filho o que falta em minha vida...
Acontecer ou não acontecer
Ele insiste em telefonar
mas eu nunca mais atendi o telefone
Mando dizer que não estou
Tinha necessidade dele mas agora
A intimidade esta quebrada
não o amo
Inclusive a esse filho que esta nascendo em mim
Pela primeira vez na minha vida
tenho que tomar uma decisão
que ninguém mais pode tomar em meu lugar
Logo mais eu destruo esse diário
Não precisarei mais dele
E talvez...
Aquilo que~: penso, escrevo, falo...não importa, a opinião é minha, ninguém pode prender meus pensamentos, e acredito que eu esteja certo, mas também sei reconhecer quando estou errado. Posso falar pouco, porém precisadamente, polêmico? #Tire suas conclusões
"Quando escrevo sinto que existe algo além de mim, algo diferente, algo especial, ou será apenas o momento em que consigo ser eu mesmo de verdade"
25/11/11.
Escrevo minha vida amorosa com lápis grafite, quando a ponta quebra dou uma parada para apontar (aprontar).
Ouvindo o barulho da chuva eu escrevo palavras que pra você talvez não façam sentido, e que para os demais também não, acho que só fazem um pouco de sentido para mim, pois a final sou eu quem as escrevo, mas mesmo nestas condições eu pouco as entendo, não pela letra embolada ou pelos poucos erros ortográficos, porque palavras, ah! palavras, elas são mais que isso, elas são como pessoas, cada uma tem sua importância e valor, cada uma faz o que melhor expressa, umas veem defeitos nelas mesmas, muitas procuram defeitos nas outras,mas o amor, AH! este ultrapassa os limites de palavras, não existem linhas suficientes para escrevê-lo ou pessoas suficientes para sentí-lo, o amor não é só uma palavra, é um impacto, impacto este que precisa ser dividido com as pessoas, pessoas pelo qual você o sente, as palavras são muito mais que apenas meras palavras, todas elas juntas tem um significado e que sós talvez o percam, assim como as pessoas.
Sede de amor... Esta minha sede tão sagrada! Não é brincadeira, não escrevo por escrever. Mas tenho sede de amor, sinto aquela falta das coisas com essência, daqueles doces sentimentos. Este mundo me deixa tão longe daquela vida doce que deveria acontecer naturalmente, da ternura que meu coração sempre teve, daquela paz que existe na alma. Parece que temos que lutar por essas coisas agora. Temos que insistir naquilo que somos para ninguém tomar aquilo da gente. São coisas que os homens estão substituindo em suas vidas. E nessa minoria que me tornei, devo lutar pela água que mata minha sede. Minha alma precisa viver, precisa dessas coisas boas para não secar.
E como se me faltasse água, minha garganta esta seca. Só frieza e egoísmo encontramos por aí.
Esta falta de amor me mata...
Então me diz como vai ser essa história... Vai se tornar apenas mais um livro que escrevo e que vai se juntar aos outros com suas paginas amarelas, antigas e corroídas da minha estante? Ou então me faça entender que é apenas o inicio de uma saga sem fim.
Não sou eu que escrevo minhas frases, as palavras saem da alma para o papel, bato os dedos no teclado sem ordem ou rabisco no papel, o formato e a ordem é Deus que faz, faz ser traduzido os sentimentos para o entendimento humano...
Escrevo-te agora palavras mudas que não podem chegar aos teus ouvidos. Esquivo-me em meus pensamentos, e, todos eles em um valsar inconstante, memoram-me cada instante de tua presença.
Morro pro mundo real quando escrevo; meu mundo é fantástico realmente por não ser real, crio o que quero nos meus romances inventados. As coisas só tem a melhorar quando tudo vai mal.
Não posso exigir das pessoas que leia e entenda o que escrevo, posso
Apenas escrever e esperar o tempo dirá .
AQUARELAS DE MIM
Erijo monólitos de mim quando escrevo
Erijo exílios em mim quando escrevo
Erijo céticas catedrais de paz em mim quando escrevo
Erijo no chão de cimento da minha verve
Girassóis do mágico vento quando escrevo.
Faço do silêncio interno
A mais fragorosa música quando eu escrevo
Faço da crédula e velhaca ressonância dos
Corais de zagais modernos
Estro para revelar o sabor malsão de seu mel malévolo
Quando escrevo.
Pincelo alcovas para o vácuo dormir comigo
Quando escrevo.
Pincelo AKs-47 para soçobrar os majestosos castelos da demagoga e harpíaca
Eloquência quando escrevo.
Pincelo uma miríade de pernas sôfregas por cosmopolismo
Quando eu escrevo.
Pincelo heterônimos bidimensionais
Quando escrevo.
Degusto o sol da catarse
Ao pincelar a mim mesmo quando escrevo.
Sou disco bicromático quando escrevo.
Sou relva, revoada e guepardo quando escrevo.
Sou faca cega, lâmina de dois gumes e pedra lascada quando escrevo.
Sou água-viva, letargia e águia quando escrevo.
Sou aquarela sem pais, aquarela sem limiar e aquarela sem medo.
Afinal, quando eu escrevo,
Sou aquarela inerme, aquarela do caos, aquarela indigente:
Sem nome, sem baile, sem lápide, sem brumas ou testamento!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
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