Escrever uma carta a uma Criança
Criança e a Velhice
Amor, carinho e favores de pais
São coisas que se deve.
Se deve levar para o resto da vida...
Isto são coisas impagáveis.
O que nos filhos podemos fazer?
Retribuir com amor, carinho e favores,
E jamais quitaremos nossas dividas.
Cuidaram de me (criança), cuidarei de você (velhice).
Antes te via com um olhar crítico
Hoje te vejo com os olhos do amor
Criança de rua que anda descalça
Cabeça baixa procura alimento no chão
Tem às vezes um olhar triste
Triste de fome
Fome de comida
Comida feita pela mãe
Sozinha e carente
Sem pai, sem mãe e sem irmão
Anda aqui, anda acolá
Não tem alguém para buscar
E eu com meu olhar de antes
Lavo as mãos
Vejo chorar-te criança de rua
Às vezes geme de frio ou será de solidão?
Agora acordei
Cega eu estava
Procurei ver-te não como criança de rua
Mas criança do meu coração.
LAMENTO, CRIANÇA
Trancado neste sótão há um mês inteiro,
apenas algumas borboletas celebram o reflexo do sol por aqui.
Haja gritarias vindas da minha única janela,
a qual só cabe meus olhares, que não posso tirar fotos.
Disseram-me que uma tal de guerra começaria,
pelo menos eu tenho alguém que olha por mim neste lugar.
Acho que vou crescer carregando estas correntes,
com pão e água vindos todos os dias pelo buraquinho da porta.
Sinto-me um cachorro com dentes espumados,
louco para explodir todas coisas que surgem diante de mim.
Há muito tempo não ouço a voz dos homens.
Há muitos dias minha boca convive com a incerteza da alimentação.
Barulho de ferros e mapas jogados,
perfazem o cenário e tudo que vejo deste chão.
Há muito tempo quero sair daqui e brincar com meus carrinhos,
mas os soldados não queriam que eu saísse.
Me protegeram, mas estou mais preso que um assassino.
E o fim de tudo isso como será, ninguém me disse.
Há muito tempo eu choro com os ratos,
e nem a lua resolveu surgir pela madrugada.
Mas vou esperar o soldado voltar para me libertar daqui,
e dizer que toda esta batalha será sanada.
Um novo dia e mais um pão será oferecido a mim,
mas que estranho, a porta finalmente foi aberta.
Um soldado carregando um chocolate.
Minha esperança cresceu como uma criança pequena e esperta.
Perguntei a ele se tudo havia terminado,
finalmente os homens pararam com discussões e batalhas inúteis.
Até que enfim conseguiram vencer o respeito,
e viverem de maneira a fazer coisas realmente úteis.
O soldado abaixou a cabeça e começou a chorar.
Deu-me o chocolate, pediu perdão e desfalecido ficou.
Olhei para ele e percebi que a guerra realmente teve seu fim,
apenas deu tempo de ouvir algo que ele me falou:
Lamento, criança, ninguém voltará.
Lamento, criança, seu futuro, a humanidade a Deus dará.
Ser criança
Ser criança é não saber.
Não saber sobre a dor,
Mas saber sobre o amor
Materno e paterno sem
Nem saber de onde vem
Esse sentimento que o
Alimenta desde o cordão
Umbilical até o seu fim.
É não saber que o tempo
Que ontem engatinhava,
Hoje corre. Ser criança
É sorrir com a inocência
Inerente ao seu não saber.
Não saber que a imaturidade
Logo amadurece diante da
Árvore da vida. Ser criança
É brincar com tempo e
Brindar com a vida
A juventude que logo
Tornar-se-á adolescente
E mais tarde irá se vestir
Como adulto que será.
Ser criança é olhar para
O relógio preso a parede
Sem a pressa vindoura.
Ser criança é não saber o
Que fazer com os dias que
Ficaram mais longos. Ser
Criança é um não saber
Tão cheio de dengos, mimos
E doçuras. Ser criança, quem
Dera se Deus por um descuido
Tivesse eternizado esse não
Saber que o tempo passa
Levando essa criança que
Um dia fomos sem saber.
Crianças são desígnios
A criança veste a ciranda de roda, que roda o mundo em suas tantas dimensões.
Do viver em arte de ser então liberdade é criançar...
Pelo bem viver são os destinos do mundo
Inspirado pelos sonhos de crianças existe a plenitude em verdades
Crer na possibilidade de por qualquer idade a de existir a credibilidade
Outrora na aurora de todo tempo
O mais possível é o vento
Há de ser o vento que leva as sementes e desmonta os acentos
Futuro em nove meses de uma gravidez
Criar é criança ao ser arte é ser criança ao ter liberdade é criança para que exista o amor é criança e que tudo mais é criação, para sermos a criança
Pequeninas mão que seguram as emoções do mundo
Está em tudo e faz do seu puritano olhar a penitencia
Não há ausência em ser complacência
Enxergarmos o mundo com os olhos de uma criança
A criança que brinca com as roupas de Deus
O mundo feito por crianças é um lugar melhor para o viver
Seu caminhar deixando marcas no coração
Estar criança é brincar de ciranda com o próprio criador
Todo mundo carrega dentro se uma criança...
E todo mundo aprende a reprimi-la para ser adulto. Crescemos e “temos” que ser sérios. Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer: “deixe de criancice?”
E desde quando precisamos deixar de ser criança? Ria de você mesmo, seja “ridículo”, brinque na chuva, de fazer castelos na areia, de fazer castelos no ar...
Sonhe, faça bagunça no meio da rua, cante na hora que der vontade, converse com você mesmo como se tivesse conversando com um amiguinho, assista desenho animado e veja a sua vida como se ela fosse um desenho animado, brinque com uma criança.
Como uma criança...fique feliz simplesmente por ficar, sorria e ria sem motivo, ria de você, dos seus dramas, do ridículo das situações...
E acredite na pureza do Sr humano... Na pureza de criança que talvez esteja escondida, mas que existe em cada um de nós.
Para alguns você vai parecer louco (a), bobo (a) ou infantil...Mostre a língua para esses”alguns” e diga, como uma criança: “sou bobo (a) mas sou feliz!”
Esses “alguns” com certeza têm uma criança maluquinha, doida para fazer bagunça também.
A vida já é muito complicada para vivermos sérios e carrancudos.
E isso tudo não é deixar de viver com seriedade... É viver com a leveza de uma criança e obrigações de adulto. Fica muito mais fácil viver assim.
Então, coloque uma panela na cabeça e solte o menino (a) maluquinha (a) que existe dentro de você ! Só não vale subir no muro e achar que sabe voar, né que é?
E tu me ensinastes a ser puro também
E eu dormi no seu colo como criança sonolenta,
Na mais doce paz que só os anjos tem.
E deitado no teu colo, meu coração não acalenta outros desejos,
Pois não te vejo como os homens te vêem.
Eu te amo, sim!
Mas com amor mais puro e inocente.
De vez em quando, é claro que meus pensamentos se confundem,
E sinto então, o que todo homem que vive, sente.
Mas o desejo e a pureza brigam e se contundem.
E ainda no teu doce e aconchegante colo, deitado, vejo feliz,
Que estes teus dotes triunfaram.
E é assim que quero te amar.
Do pecado distanciado.
Porque foram eles...
Os teus dotes que me cativaram...
Pra mim criança tem que ser criança!
Tem que fazer bagunça msm!
Tem que brincar!
Tem que se sujar mesmo ! "As do contra vão pensar ou dizer " É maluca mesmo!? Se isso é ser "maluca" .
Maluca sim!
Sabe porque a água lava tudo e se não lavar também,depois compra outra roupa boba!
Porque se não qual é a graça de ser criança!?
Ser adulto é muito chato, eles são bipolar! "Só reclamam da vida!"
Se ta bom reclama e se não ta, reclama tabém!
Só vivem com pressa e correndo..
Deixa a criança ser feliz!
Ela precisa dos momentos dela de criança, não atrapalhe isso!
Momentos estes que são únicos!
Poemas De Um Garoto
Olhei na vista de um Retrovisor de um carro vi uma criança sem algo a compartilhar,
Nem um simples gesto de amor, carinho, atenção apenas ela tinha um sofrimento.
Seu Dilema era escrever e dizeres Papai do Céu eles querem uma casa, uma mãe e um pai, tios e tias ele apenas quer um poema. Os Poemas que ele fazia diziam tantas coisas boas e ruins. Um Dia esse Menino chegou a dizer tantas coisas boas que ele chorava lágrimas como eu estou chorando como um mero imortal com essa história linda. Esse menino saiu das ruas onde tudo era frio e marginalmente catastrófico.
Ele se livrou das drogas, bebidas, prostituição devido poemas. Ah os poemas que ele escrevia majestosamente com seus dedos sujos de graxa voltando de um dia de trabalho depois de tanto trabalhar como engraxate na rua marginal pinheiros de São Paulo. Esse menino vai ser a Salvação de todos nós dizia um mendigo a sua fiel esposa juntamente com seu fiel amigo o cão. São tantas coisas que irá acontecer que esse menino jamais imaginou. O Olho dessa criança dizendo que os poemas era a salvação dela delirou meu coração como eu um mero imortal apenas reclama da vida, olhe pra vida dele ele não tenho que o que comer e beber, vestir, uma roupa limpa e está feliz apenas com um lápis, papel e caneta na mão. Eu um mero mortal reclamo sempre de barriga cheia e esse menino apenas com seus poemas uns melhores que os outros. É uma lástima tanto talento desperdiçado nesse menino por estar nas ruas, mas graças a deus as drogas nunca o pegaram devido seus poemas. Seus belos poemas são extraordinários feitos da alma em um coração sofrido. Ah Menino poeta que vivi nas ruas tomara que Deus ouça seu pedido de ter uma casa e um estudo para dar algo melhor a seus familiares. Vociferaram palavras sábias do coração esse menino tem apenas uma coisa a fazer poemas, poemas, poemas e se livrar de um mundo sóbrio esse mundo é assim mesmo uns vencem e outros sofrem com um sorriso no rosto este é o menino poético.
- Fiquei
Saudades tenho dos tempos de criança.
Onde minha visão se limitava à esquina.
Não sei o erro que me fez ganhar de herança: dor, insônia e a falta que faz essa menina.
Não sei o que faço.
Pois nela depositei o amor.
Depois que se rompeu o laço, não consigo mais ser fingidor.
Fingir a dor? Pra isso, sou mau ator.
Ou será que, de fato, ainda não acabou?
Perguntas que me faço num momento sem pastor.
Pra mendigar tua carência, somente isso que sobrou!
Sacou? Mudar, não sei se consigo.
Tapei os ouvidos pra tudo quanto é dica.
Até me falaram que pra quem vai, é tranquilo. Foda é pra quem fica.
Fiquei!
Até o fim dos nossos dias
habitará em nós um pouco da criança indefesa
que apenas buscava afeto e proteção.
Que os inevitáveis aprendizados da dor
não nos permitam descuidar
da nossa "criança interior",
sustentáculo dos resquícios de doçura
tão importantes para o bem viver.
Cika Parolin
Por você...
Por você eu já fui criança
E no teu colo chorei desesperadamente
Aos teus carinhos, adormeci.
Por você já me fiz professor
E te ensinei os caminhos do coração,
Os caminhos do amor.
Por você me fiz poeta, cantor
E entre todas as palavras ditas e escritas,
Sobrou um, eu te amo ao seu ouvido.
Por você já fui psicólogo, até mesmo teu divã;
E entre horas de escutas e conversas
Busquei resposta aos teus erros.
Por você já me fiz um guerreiro
Lutei com toda a minha força
E nos meus braços te dei proteção.
Por você eu fui anjo
Nos dias de aflição segurei tua mão
E velei teu sono, arranquei do teu peito a raiva, o medo.
Por você eu me fiz gênio
Realizei teus desejos mais estranhos
Fui teu cúmplice inclui-te em meus sonhos e caminhei contigo.
Por você eu já fui médico
Consultando teus males
E diagnosticada, voltastes a sorrir.
Por você tive muitos outros ofícios
Massagista, nos dias de cansaço e fadiga.
Cozinheiro, preparando os melhores pratos.
Guardião, teus segredos nunca revelados,
Superei meus limites, fui além das minhas forças,
Tive ideias incríveis, me submeti ao ridículo.
Por você fiz o extraordinário, busquei soluções.
Fiz, faço e farei tudo novamente,
A fim de que o perdão, o amor e a amizade permaneçam.
Num eterno momento de cumplicidade indescritível.
E nosso amor torne-se imarcescível, inexorável e eterno.
Por você, me tornei até poeta...
" UMA HISTORIA QUALQUER
A história começa em um sinal qualquer...
Com uma criança qualquer....
Bermuda rasgada, insignificante pra você...
Um filho de uma mãe qualquer...
Um pai alcoólatra qualquer...
Que ele nem chegou a conhecer...
Insignificante pra você...
De esmola em esmola...
Insignificante pra você...
Abandonado por um governo qualquer...
Explorado por um senado qualquer...
Ignorado por um judiciario qualquer...
Insignificante pra você...
Dormindo em um papelão qualquer...
Garimpando em um lixão qualquer...
Adotado por um traficante qualquer...
Insignificante pra você...
Tirando vidas pelas ruas...
Insignificante pra você...
Agredido por um policial qualquer...
Condenado por um juíz qualquer...
Abandonado em uma cadeia qualquer
Insignificante pra você...
Apanhando de um detento qualquer...
Extorquindo por um carcereiro qualquer...
Morrendo em uma rebelião qualquer...
Insignificante pra você...
Se esse insignificante fosse você...
Não seria insignificante pra você!!! "
RAPPER O JOGO
Quando eu era criança de batia com minha mãe dizendo que ela não sabia nada parecia até que ela não ja teve minha idade meus medos talvez era o mesmo .
Hoje eu vejo que ela tinha razão que tudo que ela falava era verdade agora eu me pergunto o porque eu não ouvi ela ?.. agora aprendi com a vida mas não aprendi no amor e sim pela dor..
Então aprendi a da mas valor as coisas que meus pais e amigos mas vividos me falam sei que ainda vou erra pra pode acerta sou ser humano não sou perfeito. ..
(Wallace França )
Não vou negar que meu sonho desde criança sempre foi vencer , ao me deparar com o mundo ,vejo uma grande discriminação ativa, que arranca do pobre a alegria e as oportunidades de assim como eu , também vencer na vida.
Na minha trajetória de vida, sempre busquei inovar ,me encontrei num caminho no qual não podia mais voltar, é preciso compromisso, força e dedicação, para fazer toda sua família feliz e sentir alegria de ver sua grande realização.
Jovens de todo o país, memorize o que esta escrito, não basta ter coragem,ser esperto e ter compromisso,é preciso não se limitar e ter a grande ousadia de sonhar,um sonho pode ser pequeno para aquele que não sonha , mas você pode fazer diferente , sonhar,nunca desistir e não se limitar, para que assim você possa dizer que não foi fácil,mas você conseguiu conquistar!
Essas são simples palavras de alguém não tão especial, mas que busca em você leitor o seu melhor potencial, você é capaz , você é um vencedor então SONHE e LUTE , faça todos verem que você é o CAMPEÃO , não desistiu na primeira e nem na segunda para no final sentir o gostinho de sua própria realização !
projete seu futuro desde já,não perca tempo,não espere o tempo passar,pois quem sonha,tem sonho e quem tem sonho só basta buscar!
Ainda era criança quando percebi que não era daqui .
Tudo era muito diferente do que eu pensava ser bom ou correto
O feio sempre me pareceu bonito ,o rejeitado doce , não gostava só pra mim gostava pra todos ,dividia meus lapis assim como meus sonhos .Insanidade ,loucura ??
Não sei ,cresci assim colocando a minha frente meus amores ,e amei cada um da maior e da melhor forma possivel .Uns bem perto outros com distancia necessaria .
Sofri calei ,sofri outra vez calei ,fiz refiz ,não esperei plateia nem reconhecimentos ,apenas um gostinho de suspiro no peito .
E cada lagrima virou flor, cada flor estrela ,da lua fiz abrigo ,e por vezes molho a terra com lagrimas .
Não sei se sou feliz ,se felicidade existe ,só sei que vivo de bem comigo mesma . Tenho cá comigo que os loucos amam mais e melhor !!!!
edmaasfcosta
Sinto saudade do tempo.
Do tempo em que eu era criança
Do tempo em que tudo era só brincadeira
Do tempo em que eu era feliz.
E não sabia
Sinto saudade do tempo em que as coisas eram apenas novidade
Do tempo em que tudo o que eu fazia dava certo
Das pessoas que conheci
Das amizades que fiz
Dos relacionamentos que tive
Sinto saudade do tempo
De quando amar parecia algo muito mais simples.
De quando a vida era apenas uma festa
Das brincadeiras que fazia com meus amigos
Sinto saudade do tempo
Tempo em que não dava satisfações de minha vida
De não ter que dar explicações
De fazer o que queria e não me arrepender
Sinto saudade
Do tempo que passou
E que não volta mais
Mas de tudo isso
Também sinto saudade....
Do tempo em que vocês estiveram COMIGO!
Meus eternos e verdadeiros amigos.
Dedico esses versos a todos vocês meus amigos, de ontem, de hoje, e de sempre. Que a felicidade em nossas vidas se torne rotina.
Donde eu vim?
CAPÍTULO IV
Na fase das bonecas
Quando criança ainda, lá com meus 6 ou 7 anos de idade, eu não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes.
Fazíamos bonecas de sabugo. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola pendurada atrás da porta de seu quarto de costura.
Escolhido os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar ( porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro "paninho"e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar. Com um lápis preto usado ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca.
Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, íamos brincar por horas a fio...
Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade.
Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. De olhos azuis e cabelo cacheado!
Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade! A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis.
Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar! Para ele brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil...
Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal.
Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera.
Fomos com toda alegria, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina, bem cedinho. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas nosso nome marcado com a letra de minha mãe.
Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio! Ganhei sim uma sombrinha de criança, que no dia seguinte já estava quebrada.
Chorei... chorei... e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou!
Acontece que eu só tinha irmãos meninos ao meu redor e duas irmãs bem menores que não compreendiam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras.
Isto não me consolou. Foi sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância!
** A boneca? Só no próximo capítulo!
mel - ((*_*))
Donde eu vim?
CAPÍTULO IV
Na fase das bonecas
Quando criança ainda, lá com meus 6 ou 7 anos de idade, eu não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes.
Fazíamos bonecas de sabugo. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola pendurada atrás da porta de seu quarto de costura.
Escolhido os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar ( porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro "paninho"e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar. Com um lápis preto usado ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca.
Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, íamos brincar por horas a fio...
Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade.
Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. De olhos azuis e cabelo cacheado!
Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade! A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis.
Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar! Para ele brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil...
Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal.
Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera.
Fomos com toda alegria, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina, bem cedinho. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas nosso nome marcado com a letra de minha mãe.
Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio! Ganhei sim uma sombrinha de criança, que no dia seguinte já estava quebrada.
Chorei... chorei... e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou!
Acontece que eu só tinha irmãos meninos ao meu redor e duas irmãs bem menores que não compreendiam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras.
Isto não me consolou. Foi sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância!
** A boneca? Só no próximo capítulo!
mel - ((*_*))
Já pensou que quando você era criança todo mundo gostava de você? Não? Nunca parou pra pensar? Então pare agora.
Mesmo que sua fralda esteja cheia, ou você esteja toda suada, os adultos sempre olham pra você com um olhar meigo, um olhar amoroso e carinhoso. Sim, todos te pegam no colo quando você chora e tenta te acalmar, todos falam delicadamente com você, quando criança. E qualquer coisa que uma criança faça, como até mesmo enfiar o dedo no nariz e depois na boca é motivo de risada.
Porque ? Porque não tratarmos a todos como se fossem crianças? E eu não digo no aspecto de tirar responsabilidades ou diminuir maturidade, mas sim de tratar com amor o próximo, com respeito, de amparar quando preciso, mesmo que por coisas bobas.
Que a infância possa nos invadir sempre, e que faça dos nossos corações a inocência brotar.
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