Escrever

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Guerra

Quem é você, quem?
Quem lhe deu o meu endereço para me escrever?
Quem é você, quem?
Como sabe da minha vida?
Quem foi que lhe contou?
Quem é você, não lhe conheço
Nem sei porque do desfecho
Como escrita da VERDADE.
Que verdade?
Como entrei em sua vida
Se dela nunca fiz parte.
Não necessito que faça a minha defesa
Não sabe quem sou...
O que sabe de mim vem do protagonista das mazelas
Que lhe transformou em coadjuvante do chacal.
Quem é você, quem?
Quem lhe disse que eu queria saber da sua vida?
Ah! Já estou tendo premonição.
Você achou que iria se dar bem
Acreditou num Zé ninguém.
Mas, todo Zé tem uma história
Que é dessa série temporal que se tira
Decisões de vida.
Você abdicou da informação.
Nas informações assimétricas
Perde-se sempre a negociação.
E eu aqui com todas elas
Nem sequer se deu por elas
Perdendo o controle da situação.
Ah! Meu bem...
Você não sabia, que todo Zé insatisfeito
Com o coração desfeito
Tem como único desejo
Arrebentar o coração de qualquer peito...
Deveria ter falado com o outro lado
Para conhecer qual a razão.
Quem é você? Não lhe conheço
Mas, mesmo assim, vou desfazer o desfecho.
Meu bem...
Zé e eu estamos numa infindável guerra fria.
Zé depauperado começou a sua estratégia
E tudo que entra no contexto dessa guerra
É o arsenal bélico para matar o sofrimento do coração.
É vingança destemida
Para atingir o inimigo que não está a ver.
Meu bem, quem é você?
Nem o Zé sabe ao certo,
E você entrou num enredo que não conhecia,
E não é pela ignorância que a Lei isenta.
Quem é você, quem?
Zé e eu sabemos quem somos
No amor e no ódio viajamos
Estudamos as melhores estratégias
Pisoteamos qualquer jardim
Não importa quem é o dono.
E todos caem na mesma cilada
Com o Zé me protestando.
Quem é você?
Apenas uma peça do jogo
Que o Zé utilizou
Para tentar ganhar uma batalha
E o Zé se afundou.
No momento demos uma trégua
Mas é guerra infinda,
Usamos armamentos pesados
Saiam da frente civis e inocentes
Que a batalha continua.
Cultuamos a moral, costumes
Crenças e valores diferenciados
Que jamais serão análogos.
Quem é você, quem?
Quem se alistou para ir à guerra
Sem antes saber os objetivos
A que iria conjuminar.
Quem é você?
Apenas um soldado fraco
Aliado ao Zé que o colocou na frente de batalha
Não suportou
E desertou, passando para o outro lado.
Meu bem...
Na guerra somos dissimulados
Não gostamos de quem deserta
Só tiramos informações do adversário.
Suma, eliminamos sempre um péssimo soldado.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Sobre você

Eu queria escrever sobre você
Já me disseram que não sou boa com as palavras
Talvez seja a minha ironia que desmantela a minha escrita
Escrever sobre você é demasiado complexo
É como arrancar da cartola um coelho
zombar e criar ilusões com o nada
Com essa mágica, a mim, devem respeito
Descrever as partes físicas, as mãos pequenas
nariz pontiagudo, corpo roliço
andar da preguiça
algum encanto sempre fica
As palavras que sussurradas, saídas dos finos lábios
têm leve doçura, mesmo embaladas pela língua ferina
Os olhos não se fixam, sempre olhando de menesgueio
com certo galanteio
buscando solicitude de alguém por perto
não do meio
Em você todo o brilho do físico se perde
perante o seu interior, a civilidade, o zelo
O carisma como se doa e comunga socialmente
amparando, franqueando os necessitados
sem "cobiçar", como se estivesse em Calcutá
voluntário do bem com posses alheias
Um perfeito filho, sonho de toda mãe, homem com "H"
garanhão de pasto
Com as noras, não deixa água aos sedentos, faltar
Relutante às datas comemorativas
mas não falta pro jantar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Elegia

Eu queria escrever sobre o amor
sentimento louvado pelos grandes poetas
que cantam amor como profetas

Tentei e tentei por infinitas vezes
transcrever sutilezas de sentimentos
sou obtusa, aposento

Amargo na pena que me traí
escorregando sempre ao reverso
ficando sem beleza o meu verso

Inserida por MariadaPenhaBoina

Licença poética

Escrever
É a essência da liberdade
Ousadia de pensamento sutil.
Não quero valores de gêneros e estilos
O barroco, o trovadorismo,
O lirismo, o narrativo ou dramático,
Nem mesmo o romantismo,
Nada contesto destes e outros,
São escritas de cada época no seu tempo
Que escondem com sutiliza os sentimentos
Associado a uma ética social.
Não quero a função poética
As rimas e emoção para encantar
Não me importa se vem em prosa ou versos,
Metafóricos para imaginar.
Quero os momentos de criatividade
Com os sentimentos em devaneios
Dar-me licença à poesia
Que nasce da autenticidade.

Inserida por MariadaPenhaBoina

A ordem do silêncio

Talvez seja tarde para ficar pensando
Escrever e, cair em sufrágio o leitor.
Então indago na proposição o silêncio
A não procura da hipótese verdadeira.
Predestinado ao nada fica alguém
Quando o silêncio comanda a minha intuição.
Em conflito eu entraria neste momento,
E provaria do meu rancor.
Essa repugnância logo lhe diria
A montante o seu valor.
Não! Não tenha então esse direito suposto
Que de nada irá adiantar o seu esforço
Sua vaidade não terá razão.
O meu sentimento abortado
Deixou o espaço ao meu lado desbotado
Sem guardião para a minha base.
O que faço agora neste cair da tarde?
Abro a guarda à ocupação.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Saboreando um café com Jorge, escrever é (sobre a vida):
...mostrar os detalhes do cotidiano, as aflições e as surpresas de viver entre humanos e ser humano, isto é a vida.
...pois a vida, um livro aberto como ela é, quer ela seja escrita em tinta e às vezes sem papel, apenas com o movimento das horas e das notas e rodapés do ancião barbudo chamado Tempo, grita, chama e pede por penas que escrevam as espadas e sempre busquem uma nova vírgula, para uma nova sequência a ser vivida.

Inserida por NHETOMIL

⁠É sobre reescrever e aprender,não simplesmente escrever.

Inserida por BrioneCapri

⁠Duas pessoas podem escrever e assumir a autoria de uma história de amor,
mas um documentário anônimo entre dois,também tem o seu valor.

Inserida por BrioneCapri

⁠Ser escritor
Não é ter muito que escrever,
É viver tirando o poder
Das emoções, alegria e dor.

Inserida por be2murder_1106744

⁠Poema : Gotas De Sofrimento
Autor : Wélerson Recalcatti

Quão difícil é pra um poeta
Escrever um sentimento
Numa escrita que afeta
Trazendo tanto sofrimento

De um povo que foi castigado
Uma gente tão sofrida
Que hoje morre afogado
Pela mesma água que um dia deu vida

Que hoje varreu um estado
Que era conhecido por ser forte
Eis um povo desesperado
Ainda tentando contar com a sorte

A ajuda tá chegando
Vem por meio dos irmãos
Muitos que estão doando
Muitos que abrem as mãos

Vejo as lágrimas nos rostos
Se misturando à água no chão
Faz morrer neste desgosto
Faz partir o coração

Vidas que se perderam
Histórias destruídas
Pessoas que morreram
Que gritaram, mas não foram ouvidas

A tristeza é aparente
Nas revistas e jornais
Só restando desta enchente
Ruínas e restos mortais

Casas que abrigravam
Outras tantas moradias
Empresas que sustentavam
Hoje a água invadia

Devastada está a terra
E os campos, plantações
Pra virar cenário de guerra
Só falta as balas e os canhões

O lenço colorado
Está caído no chão
O Rio Grande Acabado
Pede ajuda e proteção

Sofre o gaúcho agonizando
Pela perda e pela dor
E ainda tem alguns roubando
Sem um pingo de amor

Mas se deus quiser tudo vai passar
E aos poucos tudo melhora
Mas não podemos deixar de rezar
Pedir a Deus, Nossa Senhora

Que proteja este povo
Que já sofreu tanto e ainda chora
Que vai construir um mundo novo
E a ajuda não demora

Mas é de doer no pensamento
A aflição de perder o que conquistou
Cada gota é um sentimento
Por cada vida que levou

Hoje o céu está cinzento
Sumiu aquele lindo azul
Pois vivem no sofrimento
As terras do Rio Grande Do Sul

Se você puder ajudar
Ajude o nosso irmão
Mas se só puder orar
Faça uma oração

Peça com grande fervor
Com toda a fé que possuir
Para Deus nosso senhor
Que ele possa intervir

Eu uso da minha arte
Encerro dizendo amém
Eu já fiz a minha parte
Faça a sua também

Inserida por welerson_recalcatti_1

⁠Todo homem tem que plantar uma árvore fazer um filho e escrever um livro

Inserida por santahfe

Tem gente que não consegue entender pequenas frases, é necessário escrever um livro para que entenda uma simples mensagem!
nenepolicia

Inserida por nenepolicia

Já sei de onde sai minha inspiração pra escrever: Da tristeza!

Inserida por DalilaMaite

⁠Um pensador não é ninguém além de quem aprendeu a escrever de forma bonita um pensamento bagunçado.

Inserida por AndersonS

⁠Preciso escrever, preciso muito escreve, tenho que fazer isso simplesmente porque nada mais é o bastante, quero viver a palavra, quero ser e não apenas parecer

Inserida por bobkowalski

⁠Após terminar de escrever um livro, o escritor é onisciente em relação a sua obra porque ele sabe tudo o que acontecerá com os seus personagens.

Inserida por bobkowalski

⁠Carta de Desabafo

Você sabe… eu nunca pensei que precisaria escrever isso.

A gente abre a porta da casa, mas principalmente a do coração. Acredita, confia, entrega… E quando é amizade de verdade, não há medo, não há testes. Só que algo dentro de mim, não sei explicar, pediu silêncio e atenção. Então fiz algo pequeno — deixei um pote com dinheiro sobre a mesa. Saí cedo, como sempre, para comprar pão. Uma rotina comum… em uma casa que já não era só minha, era nossa.

E quando voltei, o pote tinha sido mexido.

Não foi só o dinheiro que sumiu. Foi a confiança que escorregou pelos dedos. Foi a imagem que eu tinha de você que desmoronou sem fazer barulho. No corredor, ouvi passos — passos que sempre reconheci, mas naquele dia soaram diferentes. Não eram de amigo. Eram de alguém que rastejava… como quem foge depois de fazer algo errado.

E ali, parado no meio da casa, eu entendi. E doeu.

Doeu mais do que eu esperava. Não pelo que foi levado, mas pelo que foi quebrado. E o pior… eu calei. Não disse nada. Decidi observar. Esperei. Mas cada dia que passou depois disso só afundou mais a mágoa dentro de mim. Porque o silêncio também fala, e o seu silêncio me disse tudo.

Fico aqui tentando entender: em que momento a amizade virou interesse? Quando foi que meu carinho virou descuido? Será que fui ingênuo? Ou será que você nunca esteve por inteiro?

Hoje eu escrevo não pra cobrar, nem pra confrontar. Escrevo porque preciso tirar isso de dentro de mim. Porque o que dói não é o que foi levado da mesa… é o que foi arrancado do meu peito.

Espero que um dia você entenda o peso do que fez. E que saiba: mesmo decepcionado, eu ainda torço pra que você aprenda. Porque quem trai por tão pouco… vive perdendo o que tem de mais valioso.

Mas eu? Eu sigo. Com menos gente por perto, talvez. Mas com mais verdade nos olhos.

— Hercules Matarazzo

Inserida por matador777

Eu escrevo como quem ainda não sabe escrever,
mas... sabe sentir.

Inserida por MiriamDaCosta

Eu me sentia fortemente inspirada
tinha algo de extremamente
profundo para escrever
mas ...
a minha caneta
era tênue demais.

Inserida por MiriamDaCosta

Tenho coisas profundas
para escrever
mas..
as canetas e as teclas
são muito rasas.

Inserida por MiriamDaCosta