Escrever
ESCRITA. A ODE DA VIDA:
A bela arte de escrever.
Recorrente à beleza da solidão,
Vertente de sutil inspiração.
Manifesto de amores e atores,
Quiméricos personagens,
Precursores da paixão.
Quiçá, antagonistas da razão.
Escrever, seja talvez migrar
Ao infindo... Universo prosaico,
Que emana
Da alma do infinito crer,
Que respira a ode.
Que inspira o ser.
Vê-se à escrita, poética ou prosaica
O plasma!
O nume!
Assim diria o bardo
Em seu brado poético.
Não há alfa e nem ômega!
Quando se abre os olhos,
E respira-se a atmosfera,
Dar-se início a vida!
Ao fecha-los sem atmosfera,
Nada se consuma, a vida enfim,
Inicia-se.
Assim, à realidade da escrita,
Nem princípio, nem fim.
POR QUE?
Escrevo o que penso.
Mas não sei se penso o que escrever.
Escrever não é questão de necessidade
A questão é se há necessidade de escrever o que penso.
No entanto, penso escrever tudo que há em mim.
- Não sei porque!
- Tem que haver por que?
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.
SEM RÓTULO
A minha curiosidade e atrevimento ao escrever às vezes me custa responsabilidades.
Em um dia daqueles que a gente não espera, um jovem poeta me aborda pelo Instagram e para minha imensurável surpresa me faz um questionamento.
- Eu leio seus textos sempre!
Eu lhe respondi.
- Quem bom, fico feliz por isso.
E, surpreendentemente, ele me interpela.
- Eu tenho muita vontade de lhe mostrar meus escritos mas tenho medo que detecte algum erro.
Em êxtase lhe respondi
- Eu também morro de medo do seleto intelecto corretivo da literatura comercial.
No entanto, a escrita é minha, a leitura sou eu que faço.
De certo, no universo virtual eles também me lêem, embora não me comprem
O restante é só o restante caro poeta.
Escrever é conceber um filho.
Encontramos prazer no fazer e no nascer
O limite do gozo é sempre o mesmo
No primeiro, no segundo e doravante
Assim como os filhos biológicos,
Amamos um a um mesmo em momentos distintos
De certo, alguns ganham maior destaque
Apenas para o mundo exterior.
Ao olhar genitor todos possuem
O mesmo cheiro e a mesma beleza.
Assim como a coruja disse ao gavião que seus filhos eram as mais belas criaturas da floresta
É o poeta para seus rebentos
Todo novo dia, você tem a oportunidade de escrever uma nova história. A questão são as escolhas que fazemos.
queria escrever um poema que despertasse
ternura
esta que dorme como um andarilho
em qualquer lugar
um poema que fizesse as pessoas
olharem para as palavras
darem um risinho e encherem os olhos
pensando nas suas avós
e que nada escrito se compara
à imagem delas dizendo ai sentei
e depois ligando a TV
para assistir a um programa qualquer
contando histórias das amigas que sobraram
sem prestar atenção na tela
as avós sendo levianas
porque elas têm essa liberdade de serem
levianas
a cultura não exige muito delas
exceto que sejam elas mesmas
velhas e detentoras
de inacreditável sabedoria
esta sabedoria das coisas mínimas
do ritmo das plantas e das colheitas
dos artifícios da casa
do funcionamento dos órgãos internos
a sabedoria do lado mais sombrio
do coração dos homens
elas sabem da morte
e desviam da morte com elegância
coisas que apenas o tempo
e apenas às mulheres
pode ensinar
Pra mim, escrever é como um cantor que tem a oportunidade de soltar sua voz. Eu solto minhas palavras, e poucas coisas podem ser descritas com tamanho prazer. O conhecimento é sem dúvidas, a elevação do estado humano para um algo mais.
Queria ser poeta
Assim poderia poetizar
Escrever versos quem sabe até rimar
Formar estrofes até poemas
Queria poder não só contemplar
Mas descrever o teu peculiar
Queria poder poetizar
O brilho no teu olhar
O esplendor do teu sorriso
A majestade do teu andar
A ternura no teu carinho
A suavidade do teu toque
Queria poder descrever
A doçura na tua voz
A alegria em tua presença
A cumplicidade em nós
O que teu beijo faz com meu ser
O quão completas minha felicidade.
Escrever costumava acalmar meus pensamentos, mas sem você nem escrevendo fico mais tranquilo.
Toda essa ansiedade levando embora minhas unhas e aumentando as saudades.
Amar pode realmente doer, nos fazer sofrer. Mas amar também nos ajuda a viver.
Podeis viver feliz sem alguém? Será que podemos ficar felizes sem quem amamos?
Não, não podemos nos privar de coisas como o amor, mesmo com dor, o amor nos enche de alegria.
Escrever é uma paixão, portanto não tente me encontrar em linhas, frases compostas, e pensamentos estraviados, escrevo porque amo, porque sinto necessidade de expressar sentimentos, sentimentos estes que por vezes serão meus ou Não.
O Mudo
Posso escrever e escrever palavras sem fim, mas se escrevo para quem as não entende é como se estivesse escrevendo palavras mudas.
"Escrever é uma arte, e como toda arte, exige tempo, paciência e dedicação. A evolução pode ser gradual, mas cada palavra escrita é um passo à frente."
— Cleycielle Lourenço
O esquecimento
Ser esquecida é o mesmo que uma escritora escrever uma grande história e ninguém tenha acesso. Seja por não ter conseguido divulgar sua obra, ou por ninguém o comprar. Ser esquecido é não ser notado mesmo que você tenha feito esforços a para ser notada. Talvez você tenha que mudar tudo em sua rotina, e quando esquecida,em algum momento iram te procurar. que você já não está visível e nem presente. E uma vez relembrada já não será possível vê-la, nem ler sua história, pois ela já terá saído de edição.
QUERIA APENAS ESCREVER UM POEMA
Poeta Brithowisckys
Queria escrever... escrever algo só para ti!
Escrever palavras de ternura, de magia...
Que brotassem das entranhas de meu coração.
Queria dizer com elas o que sinto. Como me sinto,
Pressinto.
Queria explicar os probos reais sentimentos
colocando-os em cada silaba, ditongo, tritongo
formado nas palavras os meus anseios...
os meus desejos e os meus efêmeros sonhos!
Peguei uma folha de papel em branco, suspirando
Transpirando,
Supliquei ao meu coração para escrever
no tum tum do seu compasso rítmo,
traduzindo as palavras em melodia
que pudessem embalar teu coração esperançoso.
Esperneei e esperei surgir cada palavra
que de mim nascia quase engasgada
mas imensa no peito que em chamas ardia,
e ficava pequenina, diminuta, quase invisível
perdida no deserto daquela página em branco,
umedecidas agora em gotas esparsas de lágrimas
Não sabia como interpretar as palavras brotadas
que advindas das entranhas de minh’alma...
Pintei a folha de azul...cor do céu,
onde as nuvens se fazem algodões
em minha imaginação sempre que
te invento, te vejo junto a mim.
Coloquei no meio uma pequena lágrima,
que depressa se transformou em mar calmo...
Num cantinho disperso desenhei um sorriso
deslumbrante e ele logo ele se tornou sol!
Olhei para a folha, e pareceu-me perfeita...
Mas ainda pálida amarelada pelo tempo
Fiquei momentâneamente sem noção
até notar que havia na praia dos sentidos
a tua ausência e a falta indelével de ti....
No mar que parecia sereno e calmo,
havia tempestades com raios e trovões de emoções,
e o sol?... Ah! o Sol, este sim queimava meu peito de saudades...
Foi aí que pensei em escrever!
Queria escrever... escrever algo só para ti.
Mas não fui capaz.... porque não se escreve
o amor que se sente, na doçura de um beijo,
na ternura de um meigo olhar,
no aconchego de um caloroso abraço
ou a tristeza de uma iminente perda,
Ou no adeus de uma despedida sem volta
Na dor de interminável de uma saudade...
Queria escrever e descrever o amor...
O amor não se descreve, o amor sente-se!
