Era
Era um amor quase platônico.
O amor entre a Agulha e a Pele.
Havia um esforço mútuo para que elas não se vissem.
Mas esse encontro era inevitável.
Ao se encostarem, a magia, ou feitiço, se realizava.
Vagavam pelo corpo, noite adentro, perdidos em seus anseios, em suas alucinações.
Mas, mais forte que esse amor, era a dor que ele trazia.
Então, num rompante, elas se separavam e juravam nunca mais se encostar.
O único descrente nessa promessa era o Corpo, condenado a presenciar calado o encontro desses eternos amantes.
Uma sombra na estrada,
Quando no transporte do seu gado,
Era sempre ponto de parada,
Para os peões baterem seus papos.
Enquanto se descansava,
Encostado no barranco,
Tranquilamente a boiada,
Pastava no verde campo.
Após seu tempo descansado,
Refrescado do sol escaldante,
O peão ajunta o gado,
Ao doce som do berrante.
Entre laços, peias e corridas,
Nessa lida e profissão,
Assim é que leva a vida,
O boiadeiro, com Deus, no sertão.
Com chuvas ou beijando a poeira,
Matando a sede no cantil,
Nas estradas de terras ou pantaneiras,
És tu peão boiadeiro, orgulho do meu Brasil.
Ainda estamos vivendo na era de se apaixonar pelos que falam bonito, odiar os que falam a verdade e esquecer dos fatos.
"Estava tão longe que eu não podia enxergar,estava tão perto e eu não podia tocá-la, era um lance distante, meio que irracional,mesmo a desconhecendo, sou apaixonado por essa linda menina surreal".
Inquietei-me quando descobri que era paixão, aquele leve e intenso pulsar do coração logo frutificou e não entendi que já era amor...
QUANDO EU percebi que NÃO me encaixava nos padrões de normalidade deste MUNDO,
compreendi que era justamente,
para ajudar a criar um novo MUNDO
que EU estava aqui.
Seu corpo
Era poesia nos movimentos d'alma
Num palco
Onde a vida musicava-lhe um som suave
De esperança!
"Ela morreu em 1997. Ataque do coração. Ela era tudo de bom e eu era tudo de ruim, mas ai ela morreu, e eu, não."
já era claro, o dia amanhecia mais uma vez, a noite passada caiu lentamente. ela não sabia distinguir seus pensamentos. ele sempre rodeava cada um deles. ela tinha um medo perturbavel de perde-lo, só pensava nas meninas lindas daquela pequena cidade, só pensava nelas sendo donas do coração de seu amado, ela tinha sim, tinha um grande medo, pq ela não queria vê-lo pensando em outra, ela não queria que ele caísse em mãos erradas, ela queria sempre aquele sorriso. ela confessa que se for pra ver ele sorrindo, faz de tudo, mas se apavora em pensar nele sorrindo com outra. mas se ele estivesse feliz, o que ela poderia fazer? os dias se passaram rápido desde o pedido, ela se entregava a ele cada dia que passava, ele era dono do coração dela cada minuto que eles conversavam. é, ela não sabia mais o que era estar sem aquele guri. QUE MUDANÇA ESTRONDOSA. ela era apaixonada pelo sorriso dele, pelo abraço dele, por cada parte dele, ela se deleitava em meio as suas palavras. ela só tinha ele na cabeça. Então ela se levanta mais uma vez, para mais um dia pensando nele.
PENSAMENTOS DE MENTE DEMENTE
Marcial Salaverry
Era simplesmente
tanta coisa de mente,
e tão demente,
e dizendo abertamente,
que por ser uma aberta mente,
entende-se mais facilmente,
numa facil mente...
Para entender simplesmente,
como simples mente,
aquilo que uma poetal mente,
falou poetalmente,
e que talvez só mente,
aquilo que fala sómente,
acreditando apenasmente
que apenas mente
se preciso for faze-lo naturalmente,
como faria uma natural mente...
Vamos encerrar totalmente
este papo, com este finalmente...
Marcial Salaverry
O capitalismo do século XIX era realmente uma coisa abominável, com um nível de exploração inaceitável. As pessoas com espírito de solidariedade e com sentimento de justiça se revoltaram contra aquilo. O Manifesto Comunista, de Marx, em 1848, e o movimento que se seguiu tiveram um papel importante para mudar a sociedade. A luta dos trabalhadores, o movimento sindical, a tomada de consciência dos direitos, tudo isso fez melhorar a relação capital-trabalho. O que está errado é achar, como Marx diz, que quem produz a riqueza é o trabalhador e o capitalista só o explora. É bobagem. Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas. A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista. Mas é um equívoco concluir que a derrocada do socialismo seja a prova de que o capitalismo é inteiramente bom. O capitalismo é a expressão do egoísmo, da voracidade humana, da ganância. O ser humano é isso, com raras exceções. O capitalismo é forte porque é instintivo. O socialismo foi um sonho maravilhoso, uma realidade inventada que tinha como objetivo criar uma sociedade melhor. O capitalismo não é uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele é invencível. A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível. Agora mesmo, enquanto falamos, há milhões de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhões de pessoas. Não tem cabimento.
Mente sã
Mente aberta
Mente livre
Mente que nem sente
Virou a cabeça
Era só impressão
Não queria amar
Só queria ilusão
Era pavio
Que ascendia e apagava
Era noite serena
Vazio na estrada
Insistiu que era verdade
Aquilo que provou ser vaidade
No peito a dor
Do que não se formou
Limitado ao seu ego
Perdeu a vez
De ser quem sabe
O mais feliz freguês...
Sagração
Era uma tarde chuvosa de fevereiro,
a janela aberta revelava um céu alvacento
enquanto escutava melodias suaves de piano e flauta.
Uma poetisa apareceu-me de repente. Uma senhora nascida num final de primavera.
Conversamos. Ela declamou-me poesias e, como mágica, as palavras tinham cores e sons.
Eu disse a ela que seus versos me falavam de Deus. Confessei-lhe também que a poesia é mais redentora que os dogmas da religião.
A senhora sorriu um sorriso interrogador aguardando a minha explicação.
Respondi que os dogmas são sempre certeiros. Infalíveis. Escritos por teólogos que sabem definir o Mistério.
A poesia não. A poesia não define o Mistério, a poesia o torna sagrado. E em seguida o lança nos ares do imaginário.
Os teólogos sangram a vida com preceitos. Os poetas, ah, os poetas sagram a vida que o teólogo sangrou.
Então a senhora dos versos sagrados se lançou no desconhecido de minhas próprias palavras e desapareceu.
... Era uma voz suave e ao mesmo tempo rude, tinha firmeza nas palavras pouco pronunciadas.
Deste encanto surgiu uma amizade, como não se encantar por alguém que todos os dias te faz pensar em como é lindo o seu olhar...
Acreditava que aquele meu mundo era redondo, e que não haveria limites, e que voltaria ao mesmo lugar, mas sem ser a mesma pessoa: eis o combustível da viagem.
